segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pra que Deus se temos as Regras de Ouro?


CARTA RESPONDIDA:

Eu ia começar a responder e de repente percebi que minha resposta seria a mesma da outra vez, porque você ainda não percebeu que seu "mindset" é igualzinho ao de uma pessoa crédula em algum tipo de fé, como eu já tinha explicado..

De qualquer modo, não acredito que esta conversa irá levar a algo, já que você está transgredindo as próprias regras que diz serem a solução para todos os males da humanidade e certamente não irá querer admitir isso.

Quer um exemplo? Você diz: "Eu estou aqui porque não me conformo com pessoas como você que se deixam convencer com argumentos falaciosos escritos na Bíblia. Isso gera um atraso para a humanidade." E depois você cita uma de suas regras de ouro:

"1- Não faça com outro ser humano ,aquilo que não gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregado a este ser humano".


Bem, no meu modo de entender esse “independente de qualquer adjetivo” deveria incluir pessoas crédulas em “argumentos falaciosos escritos na Bíblia”, como você me adjetivou.

Percebe a incoerência de seu pensamento? Você faz comigo a mesma coisa que não gostaria que eu fizesse com você (1a. Regra de Ouro), ou seja, contestar suas crenças (que você diz serem provadas matematicamente etc e tal).

Eu sou a pedrinha no seu sapato ("não me conformo", diz você) e certamente você gostaria que pedrinhas como eu fossem radicalmente eliminadas da face da terra, para não estorvarem o desenvolvimento da humanidade.

O problema é que nesse "clube da humanidade desenvolvida" aparentemente só tem espaço para quem rezar segundo o seu catecismo que, de certa forma, é parecido com o meu, só que às avessas. A Bíblia diz que os incrédulos serão julgados e condenados por sua incredulidade. Será que entendi que é um destino semelhante que você quer para os crédulos?

Vamos à sua outra regra de ouro:

"2- Faça por outro ser humano aquilo que gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregando a este ser humano."

Ok, então faça a gentileza de crer na Bíblia e em Jesus como seu Salvador, pois é exatamente o que peço a Deus que aconteça com você. Será que pode fazer isto por mim?

"3- Não importa qual erro ou maldade tenha sido cometido contra você ou pessoas que você ama, não se deve violar as duas primeiras regras contra quem provocou este mal, independente de qualquer adjetivo que esteja agregado a este ser humano."

Será que não copiou estas leis das "Leis da Robótica" de Isac Asimov? Lembrei-me delas agora. Muito bem, você violou a primeira e segunda lei, o que o torna também culpado da terceira. Como reparar isso? Só tem um jeito: pedindo perdão à pessoa que foi ofendida ou ferida.

O problema é que, ao violar qualquer uma dessas leis, você se torna culpado, ou seja, é colocado na categoria de "mal" de exceção de sua declaração: "Você pode procurar e não vai encontrar. Não existe nenhum mal na humanidade que não seja uma violação das regras de ouro".

Percebe que você também tem noção de “pecado” ou da transgressão a um padrão adotado? Agora eu pergunto: quantas vezes você já ofendeu um cristão por sua fé? Isso é uma transgressão de suas “Regras de Ouro”, pois está fazendo ao outro o que não gostaria que fizessem com você. Está desrespeitando a crença de outro, colando nele adjetivos etc.

Ao violar suas três regras de ouro, você precisará fazer uma reparação ou continuará no papel de transgressor. Ou será que fica por isso mesmo, isto é, não existem consequências em se transgredir tais regras? Bastaria um sentimento de arrependimento? Bem, então já temos o conceito de pecado traduzido para o seu vocabulário e temos agora o conceito do arrependimento também.

E a reparação? Ou seja, quem vai dar o atestado de que você está perdoado e limpará sua ficha criminal de transgressor das “Regras de Ouro”? Será seu semelhante que foi ofendido? Pode funcionar, mas veja que nos tribunais humanos não basta Hitler dizer ao judeu morto que sente muito. Ele precisaria prestar contas à humanidade, pois seu crime foi contra algo maior do que o próprio indivíduo que ele lesou. Nós homens temos um tribunal superior para coisas assim.

Mas, e se todos os homens, sem exceção, forem achados culpados de transgredir as “Regras de Ouro”? Quem poderia se dizer isento o suficiente para ocupar a tribuna de Juiz? Lembre-se de que se entrar hoje num presídio, a maioria dos que estão ali dirão ser inocentes. Temos este problema, nunca admitimos nossos próprios erros, portanto somos também juízes falhos. Vamos precisar de um Supremo Tribunal muito mais supremo do que os que temos aqui, se todos os homens forem achados culpados. Vamos precisar de Deus.

O problema é que Deus ainda não foi provado, e poderá ser tarde demais para você quando isto acontecer. Então você descobrirá que não foi apenas um transgressor das “Regras de Ouro” em relação a mim e outros seres humanos, mas principalmente em relação a Deus, e nunca se preocupou em pedir desculpas a Ele e nem deu a Ele oportunidade de lhe perdoar.

Eu preciso de Jesus, não apenas porque violo todas essas e outras regras o tempo todo, em relação ao meu próximo (sim, você disse isso a meu respeito e concordo plenamente), mas principalmente por as violar em relação a Deus. E como eu mesmo não seria capaz de reparar meu erro, que se repete dia a dia, minuto a minuto, Deus providenciou um Salvador, Jesus, para sofrer o dano por meu pecado e me substituir na pena que devia ser aplicada a mim.

Ao menos é o que a Bíblia diz, mas você não crê na Bíblia. Mesmo assim admiro todo esse esforço seu em trabalhar arduamente para impor suas idéias. Pena que seu tempo esteja acabando, pois todos nós temos data de vencimento.

João 6:27 “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.”

Mário Persona - Site: O QUE RESPONDI...

domingo, 30 de agosto de 2009

Entre pedras e almofadas - por Daniel Grubba

Jacó dormiu e fez da pedra travesseiro. Era um movimento de fuga existencial. Ele fugia do irmão, do passado, e principalmente de si mesmo. Era um movimento desesperado que sobrepujava a historicidade do acontecimento. É como disse Kierkegaard, o desespero de ser o que não gostaria de ser. Desespero de tentar ser como o célebre irmão Esaú, roubar-lhe a primogenitura, vestir-se com suas roupas, imitar sua pele cabeluda e no fim de tudo ser obrigado a confessar no tribunal divino em Peniel: Sou Yacob (em hb. enganador). É o desespero da culpa. Desespero da pergunta retórica de Jeremias 13.23 que ecoa no interior de todos nós: Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Como podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal? Reformulando a questão seria: Como nós sendo yacobinianos por natureza nos livraremos de tão grande tendência ao pecado e culpa? Ou como Paulo suspirou: Quem me livrará deste corpo de morte?

Jesus também dormiu e não fez da pedra travesseiro. Era o sono dos justos. Podia, sem dever nada a ninguém, reclinar sua cabeça sobre uma almofada confortável, dormir e sequer notar a tempestade que assombrava seus amigos. Jesus não tinha a síndrome de Adão e Eva, portanto não se escondia de Deus e nem de ninguém. Não tinha culpas, muito menos pecados. Ele apenas ouvia do alto a voz do Abba que dizia: Meu filho amado que me dá muita alegria.

Onde você reclina sua vida? Sua culpa interior lhe faz dormir na dureza de uma pedra ou você consegue descansar confiantemente no confortável colo do Pai, porque sabe que é alguém justificado pelo Filho?

Yacob, o Usurpador, se tornou Israel. Deus o mudou, e a partir de então recebeu sua uma nova identidade. Nunca mais precisou tentar ser o que não era. De semelhante modo, nós também recebemos uma nova identidade e uma nova disposição interior. Morremos com Cristo e com ele também ressuscitamos. Somos uma nova criação, as coisas velhas se passaram, tudo se fez novo. Somos aqueles que Jesus ama graciosamente, pois não temos a justiça própria que vêm da lei ou de nossos parcos esforços, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé.

Não há condenação, somos filhos reconciliados e não precisamos mais dormir em travesseiros de pedra como aqueles que fogem. Por isso podemos assumir com confiança inabalável a atitude de fé que sugeriu o monge trapista Thomas Merton:

“Abandone de vez suas pontuações e renda-se com toda sua pecaminosidade ao Deus que não leva em conta nem os pontos, nem aquele que os marca, mas vê em você somente um filho, remido por Cristo.”


Por Daniel Grubba
Fonte: Blog - Soli Deo Gloria.

sábado, 29 de agosto de 2009

Falso Véu - Vencedores por Cristo


Quem é que pode te garantir
Que este teu jeito
De servir a Deus
Seja o melhor
Seja o mais leal
Um padrão acima do normal?

De onde vem tanta presunção
De ser mais santo
De ser capaz
De agradar a Deus
Crente nota dez
Superior acima dos fiéis

Pobre este entendimento
Que não vem de céu
Fraco discernimento
Frágil, falso véu
Tenta encobrir em vão
Teu lado animal
Luta, perseguição
Tanto desejo mau
Confusão
Divisão

Se alguém quer mesmo
Agradar a Deus
Saber das coisas
Compreender
Mostre em mansidão
De seu caminhar
Ser gentil no gesto e no olhar
E a diferença que existe em nós
Poeira vinda do mesmo chão
É somente o amor
Que nos alcançou
Graça imensa
Imenso perdão
É somente o amor
Que nos alcançou
Graça imensa
Imenso favor

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A PERGUNTA QUE MUDOU O MEU JEITO DE PENSAR por David Ryser

Por David Ryser
Tradução de João A. de Souza filho
Site em português:www.pastorjoao.com.br

Alguns anos atrás lecionei numa escola de ministérios. Meus alunos tinham sede de Deus, e eu fazia de tudo para que eles amassem o Senhor Jesus e se tornassem um canal de um avivamento na igreja. Encontrei uma citação atribuída a Sam Pascoe; um resumo da história da igreja. Mais ou menos assim:

O cristianismo começou na Palestina como uma comunhão. Quando chegou à Grécia virou filosofia. Na Itália, tornou-se uma instituição. Na Europa tornou-se uma cultura, e ao chegar à América virou um empreendimento. Alguns dos alunos tinham 18 ou 19 anos de idade, e eu queria que eles entendessem a última frase, por isso enfatizei: “Um empreendimento. Isto é, um negócio”. Depois de um silêncio prolongado, Marta, uma das alunas perguntou: - Um negócio? Mas, não deveria ser um corpo?

Não consegui ver até onde esta linha de raciocínio chegaria, e apenas respondi: - Sim. E ela acrescentou: - Mas, quando um corpo se torna negócio, não se torna uma prostituta?

A sala silenciou. Ninguém se mexia ou falava. Todos receavam fazer qualquer barulho porque a presença de Deus inundou a sala de aula. Estávamos pisando em terra santa. Pensei comigo mesmo: - Nunca imaginei dessa maneira! Mas, não falei coisa alguma. Deus tomou conta da sala de aula.

A pergunta de Marta mudou meu jeito de pensar. Durante seis meses, pensei naquela pergunta todos os dias: Quando um corpo se torna um negócio, então vira prostituta! Existe apenas uma resposta à colocação de Marta: Sim. A igreja da América, lamentavelmente está cheia de gente que não ama a Deus. Nem o conhece!

Afirmo que a maioria dos cristãos da América não conhece a Deus, e muito menos o amam. A raiz disso é a forma como nos achegamos a Deus. A maioria de nós achegou-se a Deus porque nos disseram o que ele poderia fazer por nós. Fomos ensinados que ele nos abençoaria e que depois, nos levaria para as mansões celestiais. Achegamo-nos a ele pelo dinheiro dele, e não nos importamos com ele, desde que peguemos o que ele tem. Fizemos do Reino de Deus um negócio e da unção uma mercadoria. E não deveria ser assim.

Somos amantes ou prostitutas?

Outro dia voltei a pensar na pergunta de Marta e refleti sobre a diferença entre um amante e uma prostituta. Descobri que ambos fazem as mesmas coisas, mas o amante faz o que faz porque ama. Uma prostituta insinua que ama, mas só está de olho no pagamento. E então me perguntei: O que aconteceria se Deus parasse de me pagar?

Nos meses seguintes permiti que Deus sondasse e trouxesse à tona os motivos de eu amá-lo e servi-lo. Sou, de fato, um verdadeiro amante de Deus? O que aconteceria se ele parasse de me abençoar? E se ele nada mais fizesse por mim? Ainda o amaria? Por favor, entenda; eu creio nas promessas de bênçãos celestiais. A questão aqui não é se Deus abençoa seus filhos, mas as condições de meu coração. Por que o sirvo? As bênçãos dele são frutos de nosso amor, ou o pagamento de uma barganha financeira.

Amo a Deus incondicionalmente? Levei meses refletindo sobre isso. Até hoje me pergunto se minhas atitudes e meu comportamento são frutos do meu amor a Deus. Às vezes descubro que fico decepcionado com Deus se ele não supre algumas de minhas necessidades financeiras.

Concluo que são questões que não foram totalmente resolvidas, mas quero a cada dia mostrar meu verdadeiro amor a Deus.

Portanto, somos amantes ou prostitutas? Não existem prostitutas no céu nem no Reino de Deus, mas existem muitas ex-prostitutas nos céus.

Fonte: http://www.revivalschool.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A “igreja” aceita tudo, menos morrer e servir...por Caio Fábio


O ideal do Evangelho se faz acompanhar de vida, mensagem e finalidades segundo o Evangelho, e nunca segundo a aflição da “igreja” de não perder espaço e poder...

Na religião o que importa são os fins...
Os meios são relativos...
E qual é o fim?
Levar Jesus às pessoas?
Certamente não, mas sim levar as pessoas para a “igreja”...

Se dissessem à “igreja” que o mundo inteiro creu em Jesus, mas que ninguém quer mais saber de “igreja”, ainda assim a “igreja” não ficaria feliz, posto sua preocupação de fato não seja com Jesus, com o Evangelho e com o povo, mas apenas com ela mesma...

O fim/finalidade da "igreja" é manter-se existente, não viva...

Por isto a “igreja” aceita tudo, menos morrer e servir...

Na realidade tudo tem apenas a ver com estratégia e espaço, ainda que haja pessoas bem intencionadas no processo...

Para que Jesus tenha algo a dizer à “igreja”, ela antes precisa levantar-se e dizer: “Mestre! Decido dar metade dos meus bens aos pobres; e se nalguma coisa defraudei alguém, restituo quatro vezes mais!”...

Então Jesus dirá à “igreja”:
“Hoje entrou salvação nesta casa!”

Antes disso Jesus nada tem a dizer àquilo que se auto-intitula Igreja sendo apenas “igreja”...

Se a “igreja” quer salvação precisa crer no Evangelho...

Do contrário, já se perdeu com o mundo...

Caio

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Igreja que não existe mais (5) por Roberto Lima



Redescobrir essa verdade pode ressuscitar algo que nunca poderia ter morrido!

Assista o vídeo, é tempo de buscarmos a Deus e os nossos irmãos!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Igreja que não existe mais (4) por Ariovaldo Ramos

O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?

- Ajuntamentos cúlticos –
há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.

- Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.

- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.

- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.

- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.

- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.

- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.

- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.

- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.

- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.

- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.

- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

Retirado do site: www.irmaos.com

domingo, 23 de agosto de 2009

A Igreja que não existe mais (3) por Ariovaldo Ramos

Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento?

“Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31

Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão!

Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista!

Continua.

sábado, 22 de agosto de 2009

A Igreja que não existe mais (2) por Ariovaldo Ramos

“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14-15

Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu." (Mt 6.10)

Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.

Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.

Essa Igreja não existe mais!

Continua.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Igreja que não existe mais (1) por Ariovaldo Ramos

“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2:43-47

Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo.

Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum) – os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo à disposição de todos.

Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz.

Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles.

Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária.

O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje." (Mt 6.9) estava respondido, e diariamente.

Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.

Essa Igreja não existe mais!

Continua...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A moral faria sentido sem Deus? por Mário Persona - Parte 2


Seu argumento de que "se fossemos todos selvagens assassinos já estaríamos mortos" também não tem fundamento. Se estudar história verá que somos sim, todos nós, selvagens assassinos. Como eu disse da outra vez, "traição é uma questão de datas". Eu disse que foi Alexandre Dumas quem escreveu isso, mas na verdade ele citou Talleyrand-Périgord, ministro das relações exteriores de Napoleão. Terrorista é quem perde e vira oposição. Quem ganha, por mais assassinatos que tenha cometido e bombas que tenha explodido, deixa de ser chamado de terrorista para ser chamado de presidente, chanceler, imperador ou algum título de dignidade.

Em Romanos diz que "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". Faz sentido ler isto em Romanos, pois está numa Bíblia que se declara a Palavra de Deus e onde existe um código moral para podermos ter um referencial do que seja pecado. É bom lembrar que nela a palavra pecado aparece em dois sentidos: fazer a própria vontade (pecado) e os frutos da vontade própria (pecados).

Já que nos faltam os parâmetros para dizermos "se fossemos todos selvagens assassinos", vamos precisar de um padrão moral que não seja nem meu e nem seu. Então o que diz em Romanos pode ser um bom começo, já que não existe uma afirmação mais democrática do que a de que “todos pecaram”. Ao dizer isso a Bíblia coloca todos no mesmo nível. Não tem melhor nem pior, todos são igualmente incapazes, eu e você inclusive. Então não podemos esperar que algum de nós se arvore no direito de ditar normas para os outros seguirem e vamos precisar de um Deus que faça isso.

Ao que parece você não compreendeu a mensagem da Bíblia, e posso ver isto pelo que escreveu: “você quer colocar todo mundo como malvado, todo mundo como pecador, então as pessoas só ficaram boas depois da chegada dos judaico-cristãos”. Não foi o que eu disse. Eu disse que, apesar de você se dizer ateu, suas conclusões de bem e mal são formadas pela cultura judaico-cristã na qual está inserido.

Mas, ao contrário de seu raciocínio, as pessoas não se tornam melhores quando entram em contato com a Palavra de Deus: elas se tornam infinitamente piores, porque são colocadas diante do padrão de Deus, um padrão impossível de ser alcançado pelo homem pecador. A Palavra de Deus é a medida pela qual você será julgado, a menos que antes disso conheça o perdão de seus pecados que está disponível em Jesus.

Quando sugeri que começasse por Jesus, você perguntou: “Porque Jesus? o que ele tem de tão especial que Maomé não tem? O que que o cristianismo tem de tão especial que o hinduísmo ou as religiões indígenas não tem?”

Muita coisa. Mas eu destacaria a improbabilidade como uma das mais atraentes. Foi isso que chamou a atenção de C. S. Lewis (autor de “As crônicas de Narnia”), um ex-ateu cujo amigo cristão e especialista em lendas (J. R. R. Tolkien autor de “O Senhor dos Anéis”) convenceu de que os evangelhos não eram uma lenda, mas um relato de fatos. Comece por Mateus e você já encontra uma improbabilidade nos primeiros versículos.

Na genealogia de Jesus você encontra um caso de incesto (Judá e Tamar), uma prostituta (Raab) e um adultério (Davi com a mulher de Urias). Quem escrevesse a genealogia de alguém tido como o Filho de Deus, o equivalente a ser Deus, teria omitido essas coisas, pois são péssimos antecedentes. Por que não falar simplesmente de Davi e de sua mulher Batseba? Por que lembrar o nome de Urias, um dos melhores amigos do Rei Davi, que este mandou abandonar na frente de batalha para ser morto com o inimigo e poder roubar sua mulher?

Continue lendo os evangelhos e você vai se surpreender com o tanto de vezes que os próprios autores evangelistas se colocam na posição de verdadeiros idiotas revelando suas falhas sem qualquer retoque. Você não vê isso nos textos de outras religiões. Eles são cuidadosamente escovados para deixar uma impressão positiva para a posteridade. Os evangelhos realmente formam um texto sui generis, muito semelhante ao Antigo Testamento que revela toda a mesquinhez do povo hebreu também sem retoques.

Você falou que não faz sentido em algo que não pode ser provado e deu o exemplo da gravidade, na qual você acredita porque pode ser provada pela ciência. Sim, pode, mas a ciência ainda não conseguiu explicá-la (as diferentes explicações tentadas pela ciência não funcionam em todos os casos). Deus também pode ser provado, mas não explicado, só que para isso você terá de usar instrumentos diferentes dos usados pelos cientistas. Para se ter uma prova da existência de Deus é preciso colocar os joelhos no chão e pedir a Ele para se revelar a você. Está disposto a fazer o teste? Não, você não está, pois existe o risco de precisar rever sua fé atual. Um dia eu fiz o teste e Ele não me decepcionou. Agora eu sei.

“Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” Sl 34:8

Retirado do blog: O que Respondi.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A moral faria sentido sem Deus? por Mário Persona - Parte 1.


Você escreveu: "esse papo de que a pessoa só pode ser boa se temer a um deus é totalmente sem sentido"

Eu acharia sem sentido viver sem um norte, sem uma definição absoluta de bem e mal dada por alguém acima de mim. Ao dizer "ser boa" você precisa desse referencial e também de uma razão para obedecer ou não esse padrão moral. Talvez você diga que seu motivo ou razão seja sentir-se bem, o que tornaria certo tudo o que nos fizesse sentir bem, inclusive tomar drogas.

Mas aí você poderá argumentar que no longo prazo as consequências não serão boas, e então estaremos falando de consequências no final, que podem ser boas ou ruins conforme as escolhas que fazemos. Se no final tudo se acaba, então não faz qualquer sentido pensar no futuro. Como escreveu Paulo, “se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos que amanhã morreremos”.

"Ser ateu é não acreditar em deus apenas, e não transformar tudo em uma anarquia", diz você, mas o que faz pensar que uma anarquia seja pior ou menos válida do que uma sociedade organizada? Se eliminarmos Deus como um juiz no final para condenar o ímpio, então não haverá mais o que temer e não precisaremos prestar contas de nossos atos. Poderemos sim viver em anarquia e sem qualquer autoridade, se isto nos fizer sentir bem e for conveniente para o momento presente.

Mas você diz que as leis e regras de conduta existem para garantir o bem estar do conjunto humano. Aí eu volto ao ponto de nossa conversa anterior. Sem um padrão superior ao ser humano não há como estabelecer leis e regras, pois a lei que favorece você vai desfavorecer o bandido. Embora alguns considerassem isso justo, o bandido estaria igualmente no seu direito de considerar isso uma injustiça se não existisse uma justiça suprema, acima de todos.

Citar Montesquieu, como você fez, dizendo que "é preciso que o poder limite o poder" é fazer o mesmo que eu faço quando cito a Bíblia. Creio e adoto o padrão "DEUS" como absoluto, e a Bíblia como Sua palavra. E Montesquieu, o que é para você? Sem Alguém maior que Montesquieu até o pensamento dele fica sem sentido. Afinal, baseado em quê alguém pode se arvorar no direito de querer limitar o poder? Só se for alguém com mais poder, o que nos leva ao mesmo desequilíbrio do qual você pensa escapar ao dizer que leis e regras existem para garantir o bem estar do conjunto? Não se iluda, você vai precisar de alguém acima de Montesquieu e se continuar subindo nessa pirâmide vai topar com Deus.

Quando falei das abelhas e seu comportamento tão cruel quanto o das formigas do ponto de vista humano, já que elas não cuidam de seus doentes e velhos e só pensam na própria sobrevivência, você disse que se eu estudasse genética comportamental (nunca estudei) saberia que não existe vantagem evolutiva em matar deliberadamente outros seres vivos. Segundo você, "as abelhas têm esse espírito de união porque a evolução favoreceu as abelhas que se mantinham trabalhando juntas; se existiu um tipo de abelha egoísta que matava seus semelhantes deliberadamente, já foi extinta".

Bem, se o seu raciocínio fosse válido você e eu estamos extintos. No entanto aqui estamos nós, os seres dominantes neste planeta, apesar de descendentes da espécie que mais sangue derramou em toda a história de todos os seres vivos, a maior parte desse sangue sem qualquer objetivo que não fossem o egoísmo e a pura crueldade. Ou será que no andar da carruagem da evolução ainda nos resta a esperança de nos tornarmos abelhas?

"O ponto central do meu argumento foi: Deus não é necessario pra voce ser bom, esse é o ponto", diz você. Muito bem, e o que é ser bom? Quem vai decidir isso? Com base em quê. E se você decidir, por que eu devo aceitar? Quem é você para decidir? E se eu decidir, quem sou eu? Que poder tenho eu para - voltando a Montesquieu - limitar o seu poder de decidir?

Percebe como eu e você precisamos de Deus? Se Deus não existir vai ser preciso inventar um, talvez uma deusa com o nome de Minerva para nos tirar deste impasse. Sugiro pesquisarmos um pouco mais para vermos se não existe algum Deus de fato e direito, que não seja de pedra e nem tenha as imperfeições de Minerva.

Por que não começar com Jesus, que declarou ser Deus em várias ocasiões? Ao menos teremos um Deus que, além de Deus é também homem, ou seja, capaz de nos compreender perfeitamente. Se você quisesse se comunicar com as abelhas do nosso exemplo seria interessante se transformar em abelha para entender como elas vivem e poder falar com elas de abelha para abelha.

Continua amanhã...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

“O Ferreiro” (Lynell Waterman)


Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua vida a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou: "É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de sua crença e dedicação a Deus, nada tem melhorado."

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes... Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente."

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou: "Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria".

Mais uma pausa, e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor deseja. Faça da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser... mas jamais me coloque no monte de ferro-velho."

Reirato do blog do Ezequiel Netto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

TEMPO QUE FOGE - Ricardo Gondim


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada:

- Gosto, e ponto final!

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

www.ricardogondim.com.br

domingo, 16 de agosto de 2009

Minha filha está grávida... e agora? - parte 2 por Roberto Lima


Quando soube que minha filha estava grávida eu fiquei muito triste, porque sempre prezamos a questão de virgindade para os nossos filhos, embora eu e minha esposa não tivéssemos casados virgens.

É engraçado que nós fizemos coisas erradas e não suportamos, às vezes não perdoamos nossos filhos que cometem os mesmos erros.

Acho que parte disso é nosso cuidado com eles, parte disso é hipocrisia nossa e parte disso é o que os outros vão dizer a nosso respeito.

Sendo assim, tive que tratar desses três assuntos quando fiquei sabendo que ela estava grávida.

Se fosse possível para o pai ele nunca veria sua filha grávida antes do casamento, aliás, se fosse só pela vontade do pai, a filha morreria virgem. Quem é pai sabe o que estou falando. Mas a vida não é assim.

Uma das coisas boas que vi no texto anterior é que Deus mandou Maria e José, através de sonho para o Egito. Que bela cena de proteção, não somente de Herodes que posteriormente faria uma matança de crianças para tentar matar Jesus, mas de toda uma comunidade religiosa que dava mais valor à lei do que à vida. Mais valor à tradição do que ao amor.

Que peso seria para José e Maria convivendo com seus parentes e amigos com um filho nascido bem antes dos nove meses...

As igrejas, principalmente evangélicas, consomem nossos jovens com um pensamento de santidade doente, que priva o ato sexual e os torna doentes por sexo. Castra seus membros mas definha suas almas. E quando algum eles transam são considerados leprosos.

Teve gente que veio dizer para nós que a gravidez da minha filha era retaliação do diabo... quanta ignorância, quanta hipocrisia... tudo isso porque nós não estamos mais frequentando nenhuma denominação... nossos cultos são feitos em minha própria casa e algumas vezes nas igrejas de alguns amados irmãos.

A questão do relacionamento sexual dos jovens evangélicos ainda vai gerar muita gente doente, muita gente escrava, muita gente hipócrita.

Nós vemos essa hipocrisia estampada na televisão numa outra religião na novela Caminho das Índias e debochamos dela, rimos e menosprezamos as crenças deles. Mas basta um simples olhar nas igrejas e conseguiremos ver todas essas características estampadas explícitamente nos cultos e convívio dos membros.

Hoje, assim como na novela, é mais importante esconder do que confessar, porque trouxa é aquele que se deixa pegar, enquanto os que escondem vão crescendo dentro das organizações religiosas.

Aqueles que confessam e seus pecados se tornam públicos são menosprezados e desprezados. Queremos que os fariseus nos representem, que os fariseus preguem, que os fariseus sejam nossos modelos... porque eles têm a arte de encobrir. Mas lembremos, é o publicano que normalmente sai justificado.

"Quanto mais uma pessoa se esconde atrás de uma máscara, mais será apreciada. É o que acontece na vida das igrejas. Quanto mais um líder é intocável, mais as pessoas os apreciam e querem aproximar-se dele. Quanto mais acessível e transparente, menos interesse suscita. Mas quando vivemos em família, as máscaras caem. A falsa espiritualidade não se sustenta. Mesmo líderes erram, são pecadores dependentes da graça de Deus e têm que pedir perdão."
Pastor Paulo Capeletti da Missão Cena, SP.

Por isso creio que muitas pessoas se protegem saindo das igrejas, porque a reunião dos "santos" é insuportável para os "pecadores" e não é por causa da presença de Deus no meio deles, porque Deus é amor, é porque deixaram de ser Casas de Misericórdias para serem empresas-religiosas-da-aparência-santa que não suportam ver manchadas as suas vestes de fama e dignidade moral.

A reflexão que este post sugere pode ser a seguinte... Que caminho eu estou decidindo trilhar como um dos alcançados pela graça de Deus: O Caminho da Verdade ou o Caminho das Indias?

sábado, 15 de agosto de 2009

Minha filha está grávida... e agora? por Roberto Lima

Eu fiquei sabendo que a minha filha estava grávida.

Ela é ainda uma adolescente nem tem 18 anos.

Claro que ainda eles nem casaram.

O rapaz ficou meio indeciso em assumir a paternidade, eu acho que tem alguma coisa estranha acontecendo.

O casamento foi simples.

Ela estava com barriga bem grande quando tiveram que viajar pra outra cidade por causa de uma convocação judicial.

Fiquei sabendo que a criança nasceu faz dois dias.

Eles foram para outro país e mandaram me avisar que não sabem quando voltarão.

Fico até consolado em saber que eles foram morar em outro país.

Como seria difícil encarar o pessoal da igreja, a reprovação dos irmãos e o sentimento de impureza que demonstram através do olhar, sabendo que a criança nasceu antes dos 9 meses.

Nem vi meu netinho...

Só sei que lhe deram o nome de Jesus!

Tomara que esteja tudo bem com a minha filha e que José cuide dela.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O EVANGELHO É O ASSUNTO DOS SEGUIDORES DE JESUS.


Claro que estou vendo (os jornais noturnos na tv), ouvindo (sou dos que ouve radio durante o dia), lendo (nas paginas de noticias na internet, jornais e revistas nas padarias onde tomo café e atendo pessoas), tanto as noticias, quanto as repercussões dos episódios que envolvem instituições religiosas evangélicas em nosso país. Bem como, claro, vi e ouvi e também estou acompanhando os comentários do episódio que envolveu lideres religiosos evangélicos dos EUA e daqui do Brasil.

Alias, confesso meu desanimo em ler estas noticias, pois, prefiro ler e repercutir o que me faz bem. Isto não me faz bem.

Concordo também que é o MINISTÉRIO PUBLICO que deve tomar providências. Não somos juízes de ninguém.

É importante observar que a concorrencia entre as redes de televisão é um item que deve ser considerado sempre. É um mercado disputadissimo, pois, é o maior balcão de vendas do mundo.

Falando em mercado, considere também que desde a década de 80 que o segmento religioso evangélico se tornou definitivamente um mercado. Mercado que concorre com outros mercados e entre si mesmo.

O segmento religioso evangélico é um consumidor voraz. Gera e garante lucros e dividendos de toda sorte.

Como o mercado religioso evangélico, bem como qualquer outro mercado não tem nada a ver com o EVANGELHO, sinto-me cada dia mais distante destas guerras.

O mercado serve um deus que não é o Deus do Evangelho.

O mercado, qualquer mercado, tem outro deus e seu nome é Mamon.

Crendo assim, penso eu, ninguém melhor do que os que dominam o mercado, controlam o mercado, estabelecem leis mercadologicas, denunciem os que transgridem estas leis.

Mas, insisto, isto não tem nada a ver com o EVANGELHO. Não tem nada a ver com o CORPO DE CRISTO. Não tem nada a ver com os seguidores de Jesus. Nada mesmo, alias, estes, os seguidores de Jesus são agentes de transformação, pois, vivem o EVANGELHO que é a boa noticia de Deus aos homens.

Digo isto, pois, é importante que cada de um de nós seguidores de Jesus saibamos separar, discernir, SEGUIDORES DE JESUS DO MERCADO RELIGIOSO EVANGÉLICO, CATÓLICO, etc.... Alias, o mercado cuida de coisas e os SEGUIDORES DE JESUS cuidam de pessoas, de gente e o que tem a ver diretamente com o bem do próximo.

É simples observar esta diferença. Nem é necessário muita atenção.

Todo ajuntamento de pessoas onde o assunto não é o EVANGELHO e só o EVANGELHO, é um ajuntamento que cultua o mercado e todas as suas vertentes.

Todo ajuntamento que cultua o que chamo de "PEQUENAS IDOLATRIAS EVANGÉLICAS" tipo: adorei o culto, adoro o pastor, adorei o louvor de hoje, adorei aquele testemunho, adoro ouvir sobre milagres..e por ai vai....Bem, isto não tem nada a ver com o EVANGELHO.

Todo ajuntamento onde NÃO é JESUS, A CHAVE HERMENEUTICA para a interpretação do Novo ou Velho Testamento, não tem nada a ver com o EVANGELHO.

Todo ajuntamento onde o DINHEIRO é o centro das atenções e isto é determinado pelo tempo que se gasta falando dele, não tem nada a ver com o EVANGELHO.

Todo ajuntamento onde o palco é que brilha, não tem nada ver com o EVANGELHO, pois, no EVANGELHO, é o CORDEIRO DE DEUS que brilha.

Bem, se o EVANGELHO é o assunto entre os seguidores de Jesus, é simples discerni-lo, pois, o resultado disto é, bondade, paz, justiça, humildade, domínio próprio, pureza, simplicidade, solidariedade, verdade, perdão, acolhimento, socorro, compaixão, misericordia, enfim, quando o assunto é o EVANGELHO, o resultado é o que decorre do EVANGELHO.

Não permaneça onde não há estas evidencias do EVANGELHO.

Não contribua com o que alimenta o mercado religioso e todos os males que qualquer mercado produz.

No entre nesta guerra religiosa evangélica, pois, a luta de um seguidor de Jesus não é esta.

Busque a simplicidade, a singeleza, a pureza, que deve ser algo comum aos seguidores de Jesus.

Ore sempre. Ore simples.

Medite na Palavra e se alimente dela.

Fuja das crendices religiosas evangélicas.

Construa AMIZADES ESPIRITUAIS que lhe socorrerão em tempos difíceis.

Não faça barganhas com Deus.

Não se iluda com promessas, profecias, revelações, sonhos, visões, arrebatamentos, visitas angelicais, titulações, unções, e todo este vocabulário evangélico.

Encontre-se e reúna-se com alguns irmãos, amigos que você conhece, sabe seus nomes e celebrem a fé simples no EVANGELHO. Faça amigos nestes encontros de modo que troquem os telefones e ganhem a confiança uns dos outros para se servirem mutuamente.

Não se entregue cegamente a nenhuma liderança espiritual. Observe seu modo de vida. Sua família. Se é acessível. Se é apegado às coisas.

Pergunte-se: o meu líder espiritual atenderia um chamado meu na madrugada? Eu conseguiria falar com meu líder espiritual em uma hora difícil? Meu líder espiritual caminharia comigo nos corredores de um hospital, de uma cadeia, ou, buscaria seus filhos numa roda de consumidores de cocaína?

Ouça o seu próprio coração. Ouço o próximo. É provável que agindo assim, você ouvirá o Senhor.

Entre os seguidores de Jesus é assim.

Tomara nos encontremos em um destes encontros ou esbarremos pela vida em um destes seguidores de Jesus.

Graça, paz & bem a você, sua casa e seus amigos.

Bjs.

Carlos Bregantim - http://www.gracaecia.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Espírito da Palavra


Sendo o Verbo, como Ele não conheceria um derivado da Palavra, que é a Escritura?

A questão, porém, é outra: Como Jesus lia as Escrituras? Ou como ouvia as palavras dela?

Aqui falo do modo como Jesus interpretou as Escrituras, e do espírito de entendimento que Ele nos dá a fim a discernirmos a Palavra na Escritura.


Isto porque Jesus diz que Suas palavras são a Palavra, e nos recomenda que as percebamos como espírito e vida, e não como letra estática, morta, mumificada, e que se oferece para exumação aos "Caçadores de Múmias", nos quais se tornaram muitos exegetas e hermeutas da Escritura.

Um exemplo extraordinário está mostrado em Lucas 20: 27-40 e Mateus 22: 23-33.

A narrativa diz que chegaram alguns dos saduceus, que diziam não haver ressurreição—e que também não criam em anjos e em coisas do gênero—, e perguntaram-lhe:

Mestre, Moisés nos deixou escrito que se morrer alguém casado, porém sem filhos, o irmão dele deve casar-se com a viúva de seu irmão, a fim de lhe suscitar descendência.

Pois bem, havia, entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos; então o segundo, e depois o terceiro; e assim todos os sete tanto se casaram com ela, como também morreram, sem deixar filhos.

Ora, os saduceus não criam em ressurreição, e nem em anjos. Jesus ensinava o oposto.

Alguém diria: que sorte da mulher deles!

Enfim, morreu também a mulher.

Todos estavam ouvindo. Então, eles disseram:

Agora é o problema. Nossa questão é a seguinte: Na ressurreição, de qual deles será ela esposa, pois os sete por esposa a tiveram?

Respondeu-lhes Jesus:

Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus.

Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são como os anjos nos céus, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.

E já que eles tinham usado o letrismo de Moisés a fim de criar uma Escritura, literalmente, sem espírito, Jesus também lhes disse, citando Moisés:

Quanto a ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, quando o próprio Moisés indicou, na passagem a respeito da sarça, chamando ao Senhor de o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó?

Ora, Ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele todos vivem!

Veja por você mesmo. Peça a Deus que o ilumine, a fim de que você discirna o espírito da Palavra.

Jesus é questionado com algo que deveria criar um problema moral e legal para a mensagem da ressurreição, visto que a Doutrina Moral, para os saduceus—que eram também, na sua maioria, da classe sacerdotal—, era muito mais importante que a vida; pois quem perde o espírito da Palavra, fica apenas com a falta de ressurreição das letras da Escritura.

Então, Jesus lhes responde apanhando o problema moral e legal, e o redimensionando na escala do espírito. Simplesmente diz que a imortalidade também não será moral e nem legal. E isto porque os elementos que condicionam a legalidade e moralidade são inexistentes numa dimensão onde cada um experimenta individuação completa e mergulha no amor e no entendimento absoluto.

No entanto, Ele fala não apenas do que sabe em-si-mesmo. Ele toma a Escritura em Gênesis—cujo texto, em total simplicidade, Jesus atribui a Moisés—, e mostra o que não está escrito, porém está dito.

O espírito da Palavra não está no que está escrito, mas no que está dito. E o modo como Jesus lê as Escrituras nos mostra a diferença entre uma coisa e outra; entre a letra e o espírito da Palavra.

Não está escrito que Deus é Deus de vivos e não de mortos, e que, portanto, a ressurreição é um estado também natural.

Em nenhum lugar do Velho Testamento isto está escrito. Todavia, está dito. E Jesus nos mostra isto apenas mostrando a sutileza do espírito do texto, e que se manifesta pela simples afirmação PRESENTE de que Deus É o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E como não se diz que Deus FOI o Deus daqueles homens; e como mesmo os três tendo existido na Terra em estado de contemporaneidade por algum espaço de tempo; tendo eles também morrido em sucessão; seria uma incongruência não os enterrar no passado da história, se tivessem morrido. Como porém viviam; era certo chamá-los na relação de vida PERMANENTE diante de Deus, pois para Deus, todos vivem.

Assim, Jesus não lhes tira dúvidas. Ao contrário, lança dúvidas nas certezas deles com a simples afirmação de Seu imperturbável entendimento espiritual. E mostra a eles que era Verdade o que Ele dizia, mas os deixa sem poder pegar em nada, visto que aquilo não estava escrito para dizer o que Ele disse, ainda que dissesse exatamente isto.

É assim o espírito da Palavra!


Caio

terça-feira, 11 de agosto de 2009

GRIPE SUÍNA - PANDEMIA DE LUCROS - VÍDEO

GRIPE SUÍNA - MAIS INFORMAÇÕES

E-mail enviado pela Dra. Káthia Ribas - CRM 9448
Gerência do Instituto Curitiba de Saúde:

Queridos amigos:

Devo ter esquecido alguns, repassem também aos conhecidos.
Tenho recebido perguntas e informações, as mais diversas das mais diversas fontes, muitas delas alarmistas... e temos que ser realistas.

Apesar de estar em férias, dediquei est última semana para uma intensa participação e pesquisa junto à todas as entidades oficiais competentes sobre o assunto, e não tenho motivos para achar que elas estejam ocultando ou minorando a real dimensão do problema.

Estive com o Secretário Estadual de Saúde, participei da reunião do Ministério da Saúde, conversei com a s autoridades da Vigilãnica Sanitária, SAMU e Secretaria Municipal de Saúde, além de epidemiologistas e infectologistas.

Não satisfeita, liguei para o CDC (Centro de Controle de Doenças em Atlanta), onde trabalha uma colega minha de turma.

A situação atual é a seguinte:
O virus H1N1 já ultrapassou a barreira inicial, circula livremente entre nós, veio para ficar. Nesta 1º onda do virus no Brasil, calcula-se que 70.000.000 de brasileiros terão contato com ele até final de setembro.

Das atuais viroses respiratórias presentes no sul do país, 60% já são do novo virus, isto é, das pessoas com gripe que falamos ou que circulam na rua, ônibus, bares, igrejas clubes, etc., mais da metade já tem o novo virus... Isto é uma projeção estatística, ou seja, não há mais capacidade para se fazer exame de todos os suspeitos.

A condução dos casos será como da gripe comum, e somente os casos graves ou em grupos de risco haverá dispensação da medicação anti viral.

O virus H1 N1 tem maior transmissibilidade que o virus influenza , mas tem MENOR PATOGENICIDADE, OU SEJA MATA MENOS QUE A GRIPE COMUM... Acontece que ele tem tropismo por organismo com alguma brecha imunológica que comprometa as defesas habituais, então ele pode ser potencialmente mais agressivo em pacientes com: nutrição inadequada, más condições de higiene, cardiopatas e pneumopatas cronicos, asmáticos graves, renais crônicos, diabeticos, obesos mórbidos, pessoas em tratamento com imunossupressores (corticoides, tratamento para câncer) e doenças degenerativas.

Em pessoas hígidas, dificilmente haverá complicação, e, volto e frisar, a MORTALIDADE É MENOR QUE O VIRUS INFLUENZA.

Em 2008, só no mes de julho, 4500 pessoas morreram de gripe comum no Brasil. Estamos com 47 mortes pelo novo virus em 18 dias de circulação...

Temos que estar ALERTAS, isto sim, pois é um virus novo, pode sofrer mutações, e ainda estamos aprendendo a conviver com ele.

Por enquanto o importante é: boa alimentação, SUCOS DE FRUTAS, ÁGUA, ÁGUA DE COCO, VERDURAS, AMBIENTES AREJADOS, HIGIENE ADEQUADA DE MÃOS E VIAS AÉREAS, LAVAGEM DE MÃOS VÁRIAS VEZES AO DIA. ALCOOL PODE SER USADO EM SUPERFICIES POTENCIALMENTE CONTAMINADAS (MESAS DE CONSULTÓRIO, LOCAIS ONDE PESSOAS TENHAM ESPIRRADO, (mas sem maiores neuras, por favor, teremos que conviver alguns meses com este virus, como os tantos outros de gripe...)

As Máscaras continuam recomendadas para quem está com quadro gripal, em respeito aos outros, e em alguns serviços de Pronto Atendimento , para as equipes de Saúde... nada de sair pela rua e shoppings com máscara e vidro de lacool gel na mão, precisamos de bom senso, tranquilidade é pés no chão.

Evitar locais fechados, aglomerações shoppings, cinemas, bares, chimarrão e nerguille, pelo menos nos próximos 15 dias, enquanto o virus está em "curva ascendente"...

Depois, é vida normal. O anti viral - Tamiflu- só será disponibilizado pela SMS para os casos comprovadamente graves, não tomem para qq gripe, pois aumenta a resistencia do bicho...

Em 99,85% dos quadros de H1 N1 a evolução será ABSOLUTAMENTE BENIGNA, ou seja, portados assintomático, sintomas leves ou moderados, perfeitamente tratados com: cama e sintomáticos (repouso por 5 dias está mais que suficiente).

O afastamento das aulas é muito mais uma medida tranquilizadora para os pais, enquanto as equipes das escolas são adequadamente preparadas para receberem os estudantes e conviverem com a nova doença.

As 2 gripes estão ai, os sintomas são idênticos, não há porque saber se é gripe A ou influenza, a conduta será igual, e evoluirá geralmente bem.

Tivemos mortes, sim (porém 3 das mortes da semana passada acabaram se confirmando como da influenza, e não da gripe A).

Alguns jovens saudáveis faleceram sim, mas na grande maioria , mesmo nos jovens, havia algum fator basal predisponente: acompanhei 3 casos: 1 criança do interior(desnutrida); 1 adulto com 33 anos (cirrose ) e 1 senhora de 54 anos asmática grave).

Portanto, amigos, muita cautela na tranmissão de informações: A CALMA É FUNDAMENTAL, OS CUIDADOS GERAIS TAMBÉM. DEVEMOS ESTRA ALERTAS, MAS TEMOS QUE SEGUIR A VIDA COM NORMALIDADE, PORQUE A GRIPE SAZONAL MATA MUITO MAIS QUE ESTA E NUNCA TEVE ESTA DIMENSÃO DE ALARME.

Evitem lotar os hospitais com casos leves, só em casos de febre = ou > de 38ºC (este é o fator patognomônico!!), dor de garganta ou dificuldade respiratória as pessoas deverão procurar os postos de Saúde.

Estamos conectados diariamente com a SMS, SESA e Central de Leitos, qualquer alteração na condução dos casos ou orientações gerais, haverá ampla divulgação

Abç,
Káthia Ribas CRM 9448
Gerência do Instituto Curitiba de Saúde

domingo, 9 de agosto de 2009

A Máquina de Lavar Roupas por Márcia Barros

Às vezes estamos tão ocupadas acrescentando problemas aos problemas que nos esquecemos de contar nossas bênçãos.

Em algumas regiões do México, são encontradas, uma ao lado da outra, corrente de água quente e corrente e água fria. Em razão desse fenômeno da natureza, as mulheres desses lugares têm a vantagem de lavar suas roupas na água quente e depois enxágua-las, ao lado, na água fria.

Alguns anos atrás, enquanto observava essa cena, uma turista disse a seu guia:

- Elas devem achar que a velha Mãe Natureza é muito generosa, fornecendo gratuitamente água quente e fria em abundância neste lugar, uma ao lado da outra.

O guia respondeu:

- Não é bem assim. Elas reclamam muito porque a Mãe Natureza não fornece sabão! E, além disso, já começou a se espalhar a notícia de que existem máquinas para fazer esse trabalho em outras partes do mundo.

É comum compararmos a nossa vida com a dos outros – o que eles têm e nós não temos, o que eles são e nós não somos.

Tais comparações invariavelmente nos fazem sentir desprezadas, rejeitadas e frustradas. Senão tivermos o cuidado de pôr um fim nessas emoções negativas, seremos transformadas desnecessariamente em pessoas amargas.

Conte suas bênçãos hoje! Se você tiver uma, comece por ela... a máquina de lavar roupas!

“Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade. Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios”. Salmo 77:11-12

Márcia Barros - www.cr.org.br

sábado, 8 de agosto de 2009

PROVÉRBIOS DO EVANGELHO - PARTE 2


Neste texto quando eu aludir a Consciente, referir-me-ei ao homem sensato; e quando falar do Tolo..., estarei falando do Insensato ou do Simples em sua ingenuidade patológica ou deliberada em razão de processos de auto-engano.

22. O Consciente se satisfaz com a serenidade de seu ser, mas o Tolo somente é feliz se não houver nele nenhuma serenidade.

23. O Consciente não se obriga pelos caprichos de nenhuma maioria, mas o Tolo somente anda conforme os ditames majoritários.

24. O Consciente mede e discerne o peso de sua importância na vida, mas sabe que ela sempre será relativa; porém o Tolo julga que sem ele tudo o que foi feito não permanecerá.

25. O Consciente confia no vento e no seu poder incontrolável de espalhar sementes, mas o Tolo acha que se ele não industrializar o plantio..., sua existência não será produtiva.

26. O Consciente vive pela fé; o Tolo, porém, vive do que ele ache que possa controlar ou manipular.

27. O Consciente nunca não vai com a cara de alguém apenas por não ir, mas o Tolo desgosta de tudo e todos que lhe pareçam concorrência.

28. O Consciente sabe que deve amar a todos, embora tenha o privilégio de gostar de muitos; mas para o Tolo amor só se deve ter por quem se gosta pela concordância.

29. O Consciente sabe que toda vingança aumenta o mal muitas vezes mais, e, por isto, nunca recorre a ela; mas o Tolo prefere acabar o mundo a não vazar seu ódio como vingança.

30. O Consciente somente gosta de ganhar em parceria, mas o Tolo quer sempre ganhar sozinho.

31. O Consciente vive para fazer fácil a vida, mas o Tolo ama as complexidades.

32. O caminho do Consciente fica dia a dia mais simples, mas o caminho do Tolo vai se tornando um labirinto.

33. O Consciente cresce em todas as tribulações, mas o Tolo lamuria e cresce em desconfiança em cada uma delas.

34. O Consciente transforma traumas em lições, mas o Tolo os alimenta como álibis.

35. O Consciente não despreza nada e a tudo pondera, mas o Tolo elege as suas fontes.

36. O Consciente não vê em ninguém um competidor, mas apenas mais um auxilio; o Tolo, porém, vê em cada outro dom uma ameaça à sua vida e pregresso.

37. O Consciente foge da justiça dos homens, e busca conciliação pacifica; mas o Tolo ama os tribunais.

38. O Consciente aposta no trabalho, mas o Tolo aposta no jogo.
39. A Conquista do Consciente permanece, posto que seja de natureza espiritual, e, portanto, não passageira; mas o ganho miraculoso do Tolo desvanece-se antes do proveito.

40. O Consciente ama a simplicidade dos simples e a calma dos idosos, mas o Tolo apenas dá atenção ao que lhe possa auferir ganhos de alguma forma no instante.

41. O Consciente ama o mandamento da Vida, mas o Tolo acha tudo uma obrigação.

42. O Consciente busca renovar-se todos os dias, mas o Tolo busca adaptar-se todos os dias.

43. O Consciente crescerá em consciência...

44. O Tolo viciar-se-á em seus modos, e neles morrerá...; a menos que se converta à verdade que liberta a mente para aprender a sabedoria.

Nele, Jesus, de Quem aprendi que todas as coisas acima são Provérbios da Vida no Evangelho, deixo estes pequenos provérbios a fim de ajudar a simplificar o seu entendimento quanto ao fato de que a vida é conforme a semente,

Caio Fábio

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PROVÉRBIOS DO EVANGELHO - PARTE 1


Neste texto quando eu aludir a Consciente, referir-me-ei ao homem sensato; e quando falar do Tolo..., estarei falando do Insensato ou do Simples em sua ingenuidade patológica ou deliberada em razão de processos de auto-engano.

1. O Consciente ouve toda verdadeira repreensão com temor grato, mas o Tolo sente-se ofendido por cada verdade que poderia ajudá-lo.

2. O Consciente sente todas as dores deste mundo e com elas lava-se em doçuras, mas o Tolo extrai da dor apenas a amargura.

3. O Consciente foge de toda luta que não seja pela vida, mas o Tolo faz de toda discordância uma questão de salvação do mundo.

4. O Consciente sente para si e medita com paciência cada coisa, mas o Tolo levanta-se e age conforme o primeiro impulso.

5. O Consciente ama a todos, mas o Tolo fica amigo de qualquer um que o trate bem naquela hora.

6. O Consciente sabe que amizade é um trabalho de tecimento e tecelagem, mas o Tolo acha que uma boa bebedeira faz amigos.

7. O Consciente vive e deixa viver, embora não negocie seus princípios jamais; mas o Tolo sente a obrigação de se impor sobre todos os diferentes.

8. O Consciente faz o bem e se esquece, mas o Tolo o conta como currículo.

9. O Consciente vive muito e fala pouco acerca de tudo o que já viu, mas para o Tolo toda primeira descoberta o torna o senhor de todos os saberes.

10. O Consciente ama a todos, até aqueles de quem não goste; mas o Tolo ama apenas os que lhe agradam com consentimentos, e desgosta-se de todos os que não sejam como ele.

11. O Consciente vê em cada outro humano um altar, mas o Tolo somente vê altares em lugares onde tijolos e pedras tenham sido erguidos.

12. O Consciente sente a espera da Volta do Filho do homem todos os dias, mas o Tolo crê que poderá prever alguma coisa.

13. O Consciente vê o mal e dele foge; mas o Tolo acha que é domador de demônios.

14. O Consciente sabe que a cada semente corresponde seu próprio fruto, mas o Tolo crê que pode semear uma natureza e colher outra.

15. O Consciente leva em consideração cada acusação que recebe e nelas medita, pois crê que delas possa tirar algum proveito, ainda que em silêncio; mas o Tolo perde a chance de se enxergar até nos exageros dos que o acusem.

16. O Consciente sabe que sua melhor certeza ainda é parcial, mas o Tolo julga ter atingido o discernimento pleno.

17. O Consciente pode esperar o tempo certo, mas o Tolo nunca perde uma oportunidade de ventar os seus impulsos e precipitações.

18. O Consciente sabe que somente o trabalho contínuo e perseverante estabelece a credibilidade, mas o Tolo quer se tornar sábio e respeitado da noite para o dia.

19. O Consciente é tentado e não se julga forte para dialogar com a tentação, mas o Tolo a leva para casa e lhe serve chá, julgando que poderá educá-la.

20. O Consciente sabe que seu pior diabo é a sua cobiça, mas o Tolo atribui ao Diabo externo todas as culpas.

21. O Consciente pode morrer sozinho, mas se saberá acompanhado e dignificado pela presença de anjos, mas o Tolo quer ter um cerimonial até para morrer.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DEIXE O BARRO SECAR por Marcelo Barros

Juliana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Juliana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Juliana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Juliana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Juliana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão." Totalmente descontrolada, Juliana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato? Ao chegar à sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou?

Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.

Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Juliana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

Juliana sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Juliana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do sapato novo que havia sujado de barro.

Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo.

Assim você não correrá o risco de cometer uma injustiça.

Tiago 1:20 - "Porque a raiva humana não produz o que Deus aprova."

por Marcelo Barros - www.cr.org.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Só observando!

O padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.

A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.

O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.

Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.

Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Zé.

Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O padre, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.

'É hora de ir' - disse Zé sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

Certo dia, o padre notou que o Zé não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava doente. Durante a semana em que o Zé esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como o Zé não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando o Zé ouviu o comentário da enfermeira:

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o padre e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando... e cuidando!'

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O que tem fora de Jesus? por Mário Persona


"Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não." João 21:5

Ontem vi um pica-pau passar por minha janela e pousar no poste do outro lado da rua. Foi tudo muito rápido e não tive tempo de fotografá-lo, por isso vou usar uma montagem para você ter uma idéia de como ele ficou pousado na lateral do poste, naquela sua pose típica, com as garras firmemente presas à rugosidade do concreto.

Logo percebi que ele estava confuso. Olhava aqui, olhava ali, como se estivesse procurando por algum lugar mais mole para bicar. Seu ambiente não é o concreto, e sim a árvore e os insetos que escondem sob sua casca. É deles que o pica-pau se alimenta. Mas aquilo que parecia ser um tronco de árvore, não era. Não havia alimento para ele ali.

A cena me fez lembrar do reencontro do Senhor com Seus discípulos, após a ressurreição. Quando viram que seu Mestre e Senhor havia morrido, eles voltaram a fazer o que sempre fizeram: pescar. Mas o retorno à vida de antes não podia satisfazer sua fome. Até o ato de pescar era infrutífero sem Jesus.

Da margem, o Senhor fala com eles no barco: "Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não." Eles ainda não sabiam que era o Senhor, mas de uma coisa tinham certeza: tinham fome.

Assim como o confuso pica-pau agarrado a um poste de concreto, ou os discípulos jogando a rede no lugar errado, às vezes nos iludimos achando que podemos encontrar satisfação plena neste mundo. Engano.

O mundo pode até parecer nossa árvore, mas não é. O mar aqui pode até parecer que está para peixe, mas não está. Não há satisfação alguma fora de Cristo ou no mesmo cenário de onde Ele foi expulso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Comentário sobre o livro: A Cabana.


Terminei de ler A Cabana há pouco mais de uma semana, mas ainda não tinha encontrado tempo para escrever uma breve revisão do livro. Na verdade, não pretendo escrever muito, pois temo acabar estragando a leitura de outras pessoas que porventura ainda não o leram. Trata-se de uma história fictícia escrita por William P. Young para seus seis filhos. O que seria apenas para os filhos de Young acabou sendo publicado por uma minúscula editora e se tornou fenômeno de vendas nos EUA, alcançando o concorrido (e cobiçado) posto de primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times (no Brasil, esta semana, A Cabana está em primeiro lugar na lista de ficção de revista Veja). O livro levantou elogios de gente como Eugene Peterson, Michael W. Smith e da cantora country Wynnona Judd, dentre outros. Por outro lado, muitos o denunciam como perigoso, herético, um “trojan horse” no seio do Cristianismo.

Eu gostei de A Cabana, do modo como a história é contada, me emocionei diversas vezes durante a leitura e, quando terminei, fiquei tentado a recomeçá-la de novo. Entendo que muitas pessoas possam pensar que o livro seja herético pela maneira como ele apresenta Deus (a Trindade). Mas sinceramente não encontro heresia nenhuma no livro a esse respeito (Deus é Espírito e livre para se revelar como Ele desejar). Há alguns “escorregões” teológicos (como por exemplo, quando Deus Pai diz que estava junto com Deus Filho quando este morria na cruz), mas não o suficiente para ser tachado de herético.

Um argumento que muitos dos que defendem o livro levantam é que se trata de um texto de ficção e não teológico. No entanto, é preciso notar que, apesar de ser uma história fictícia, A Cabana foi escrita com a intenção de apresentar quem/como Deus é - tendo portanto um cunho bem teológico. E a teologia apresentada por A Cabana é que Deus é bom, que Ele ama a todos, que Ele é Soberano, que Ele tem um plano para nossas vidas, que mesmo quando desgraças e tragédias acontecem, podemos confiar nEle. Algumas das palavras colocadas nos lábios de Deus no livro são fruto da cosmovisão do autor (por exemplo, a forte atitude anti-instituição) e é aí que deve entrar o discernimento e bom senso.

É importante notar também que o livro foi escrito por alguém que cresceu no campo missionário (TCK - third culture kid ou “criança em terceira cultura”) e isso evidentemente aparece no modo como ele apresenta Jesus e Seu amor por todas as pessoas.

Há um momento no texto em que o personagem principal (Mackenzie) está tendo uma conversa com Deus e insinua que Deus parece não se encaixar em um certo modelo. A resposta de Deus é:

“Entendo como tudo isso deve deixar você desorientado, Mack. Mas o único que está pretendendo ser alguma coisa aqui é você. Eu sou o que sou. Não estou tentando me encaixar em modelo nenhum.”

Um verdadeiro (e amoroso) tapa na cara… Como eu disse, gostei da leitura e agora vou esperar pelo filme.

Comentário do livro A Cabana por Sandro Baggio - http://www.sandrobaggio.com

QUAL O OBJETIVO DE POSTAR ESTE COMENTÁRIO? INCENTIVÁ-LO A LER O LIVRO.

PARA DOWNLOAD DO LIVRO
: CLIQUE AQUI.

sábado, 1 de agosto de 2009

Pessoas de qualquer religião podem ser salvas?

A salvação é garantida a todo aquele que crê em Jesus, independente da religião que ele pratique. É claro que uma pessoa que realmente crê em Jesus tem o Espírito Santo e este a ajudará a discernir o erro. Eu mesmo fui convertido e católico durante um ano, até descobrir os erros daquela religião quando comecei a ler a Bíblia. Como Deus não disse que somos salvos por ler a Bíblia, eu já estava salvo desde o momento em que cri que Jesus morreu por mim na cruz e me salvou.

A maioria dos grupos cristãos concordam nas verdades básicas do cristianismo, como a morte expiatória de Jesus e o fato de ele ser o Filho eterno de Deus encarnado (ou Deus Filho, uma das Pessoas da divina trindade). Sua morte e ressurreição estão incluídas nisso. Mas religiões como Testemunhas de Jeová e Mórmons não crêem na divindade de Jesus, portanto não podem ser colocadas como realmente cristãs.

Outras acreditam na salvação por obras, como o Adventismo e o Catolicismo. Felizmente Deus mesmo conhece os que são seus e que estão nesses sistemas. Podemos julgar suas doutrinas, mas não as pessoas que nele estão, pois não conhecemos seus corações.

Aliás, a exortação em 2a. Timóteo, quando os falsos ensinos tinham entrado na "casa de Deus", não é para ficarmos vendo quem é de Deus e quem não é, mas para nos apartarmos da iniquidade tão logo a detectarmos. A ordem das coisas é (1) detectar o erro, (2) nos separarmos do erro, (3) nos separarmos dos vasos ou pessoas que desonram a Cristo, (3) seguirmos a justiça, o amor e a paz [congregados] com os que invocam o Senhor com um coração puro. Veja o trecho abaixo::

"... Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."

Mais aqui: http://www.respondi.com.br/2005/05/qual-religio-pode-me-salvar.html

Quanto à sua segunda pergunta, é inegável que a Bíblia ensine a eleição e predestinação, mas ela também ensina que devemos pregar o evangelho e que o pecador tem responsabilidade de crer no Salvador. Além do mais, só existe um jeito de você saber se foi escolhida ou não: crendo em Cristo.

Mario Persona é PALESTRANTE, escritor, professor e consultor de comunicação e marketing. Com vários livros publicados sobre marketing, comunicação e carreira, atua em treinamentos, palestras, workshops e cursos.