segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Você nunca ajudou merda nenhuma!


“Enquanto você dormia ontem, 30.000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito ‘merda’ do que com a notícia de que 30.000 crianças morreram de fome na última noite”. (Tony Campolo, pregador e escritor cristão).

Fonte: Márcio Rosa

domingo, 27 de setembro de 2009

Evangélicos Judaizantes por Tomaz de Aquino

Há uma enxurrada de lideres que derramam sobre o povo de Deus um evangelho judaizado. Um evangelho aculturado ao judaísmo e aos judeus. Bandeiras de Israel são colocadas nos púlpitos e em alguns hasteadas nos templos. Arcas são reconstruídas. Eu pergunto: Quando chegará o bezerro de ouro?

Jesus é o vinho novo e o odre novo.
Por que queremos o vinho velho em odre novo? Jesus reprovou o vinho novo em odres velhos. Os judeus queriam manter suas tradições e lei, mas Jesus sabia que tal odre não suportaria o que ele trazia - ele mesmo como a boa nova do evangelho.

Hoje Jesus reprova o vinho velho em odres novos.

O evangelho judaizado é o vinho velho que está sendo colocado em odres novos, ou seja, a estrutura do reino de Deus em nossos dias.

Os odres são novos, novas estruturas, novos métodos, novas perspectivas, mas o vinho é velho: a lei de volta, sábados, dias santos, amuletos, Urim e Tumim, templos, arcas e por ai vai.

O vinho velho em odres novos é bem pior do que vinho novo em odres velhos, porque o vinho velho não vai romper os odres novos , logo não é denunciada sua ineficácia.
Com a judaização do evangelho hoje estamos re-editando o judaísmo do velho testamento mantido pela estrutura religiosa ainda no tempo de Jesus. O que precisamos entender é que com isso, re-editamos também os escribas e fariseus com suas velhas práticas condenadas por Jesus.

Continuo perguntando: Por que tatá busca pelo Velho Testamento? Por que tanta valorização do judaísmo? Por que tanta volta à lei?

Paulo afirma que a lei nos faz consciente do pecado (Rm 3:20). A Lei hoje serve para gritarmos a Deus por socorro – “socorro não consigo cumpria-la!” E ai quando gritamos por socorro se cumpre “o fim da lei é Cristo, a justiça de todo o que crê”. Até que grite por Jesus a lei continua pra você.

A verdade é que não há mais circuncisão, não há mais tribos, somos uma nação santa, um reino de sacerdotes.

Não há mais arca, Deus está conosco e em nós.
Não há mais festa de tabernáculo, pois Deus tabernaculou conosco em Jesus e continua tabernaculando em nós – “eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
Não há mais um dia de perdão, mas todos os dias há perdão pronto, todo dia é dia de perdão.
Não há mais sacrifício, ou festas ou dias santos, tudo foi mudado e renovado.
Não há judeus nem grego, brasileiro ou israelita.

Hoje só há, o caminho, a verdade e a vida que é Jesus. Todos somos iguais no pecado e iguais na salvação pela fé em Jesus Cristo, o Senhor.

Em Jesus o nosso vinho e o nosso odre novo

Tomaz de Aquino Pinheiro - É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura.
Retirado do blog:sojesusnavida.blogspot.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rastro de uma vida por Antonio Glaber


Fui o que muitos já foram...
Um idealizador de projetos insólitos;
Um sonhador de sonhos inusitados;
Um neófito prenhe da inocência e da imaturidade;
Uma promessa de um futuro incerto.

No berço da família, fui...
A realidade de quem sonhou o que não sonhei;
Referencial dos filhos de pai ausente;
Exemplo na perseguição da conquista;
Escape para salvação dos que creram depois.

No aprendizado da vida, fui...
Marinheiro de primeira viagem;
Escora de quem chegou primeiro;
Calo no pé de quem estava na vez;
Dublê dos que não sabiam fazer;
Salvação dos que não conseguiam ser.

Quando deixei pai e mãe, me tornei...
Amado da minha amada;
Referencial dos filhos que sonhei;
Guardião da família abençoada;
Sacerdote do grande Rei.

Do caminhar no Caminho...
De perdido fui achado;
De bastardo fui feito legítimo;
De escravo tornei-me livre;
De livre tornei-me servo;
De servo tornei-me filho por meio do Filho.

No decorrer do tempo...
De menino cheguei a ser homem;
De principiante tornei-me experiente;
De obscuro passei a ser conhecido;
De vulnerável tornei-me resistente.

Hoje, sou o que sou.
O que fui, fui; o que sou, sou; o que serei..., é o que desejo ser:
Semelhante a Jesus.

Antonio Glaber Leitão de Sousa
Casado com Ivana, pai de Asafe e Bianca, é pastor na Comunidade Evangélica Casa do Senhor com sede em São Luis do Maranhão, e também engenheiro civil pela Universidade Estadual do Ma.
Retirado do blog:antonioglaber.blogspot.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quando o Templo é um mercado! Por Tomaz de Aquino


(João 2: 12-17).

Jesus transformou a água em vinho. Com certeza evidenciando mais que uma demonstração de poder, uma profunda lição espiritual. A água da lei com Jesus vira vinho novo, o evangelho limpo. Água em vinho tem a ver com a alegria da presença. Sua presença é a possibilidade de milagre. Sua chegada traz alegria.

Saindo dali Jesus entra no templo e o purifica. Aqui também não é uma simples reação descontrolada ao que acontecia lá, mas sim, outra profunda lição espiritual. A purificação do templo representa a pureza da relação com Deus.

O templo era o centro da relação com Deus para os judeus. Jesus ao limpar o templo de forma tão dura e até incompreensível está tratando exatamente o processo dessa relação. E mesmo fazendo assim não está ratificando que o relacionamento com Deus é em um templo.
Ele está ensinando que em uma relação com o Deus vivo não se negocia, que no templo da presença de Deus não se faz troca ou barganha. Ensina que a relação com Deus não se dá através de um negócio, que a relação com Deus não pode ser tratada como um sistema de lucro pessoal.

Foi isso que aconteceu no templo da relação com Deus, não só no tempo de Jesus, mas hoje também.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um movimento religioso.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema lucrativo, em uma mera instituição humana.
Transformaram e transformamos o lugar onde deveria ter sacrifícios, orações, devoção, adoração, em um lugar de troca e de venda.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema de lucro pessoal.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um meio de ter as suas necessidades supridas.

No entanto o que Jesus diz é: “tirem estas coisas daqui”. Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado.

Hoje é assim que acontece. Faz-se estelionato gospel. Vende-se o que não pode ser entregue, faz-se troca sem autorização. È oferecido o que não está em poder de ser feito. Tais estelionatos evangélicos se estabelecem também quando trocamos oração por campanhas, adoração por shows, generosidade por oferta de sacrifício, culto por ajuntamento solene.

É tempo de expulsarmos os cambistas e vendedores e revirarmos as suas mesas de trabalho do templo das nossas vidas. É tempo de limparmos o templo que somos nós e só assim também os templos chamados igrejas serão limpos.

Tomaz de Aquino Pinheiro - É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura.
Blog: sojesusnavida.blogspot.com

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O MEU CAMINHO... O SEU CAMINHO... por Roberto Lima


Neste sábado, dia 19/09/2009 estive num casamento numa pequena igreja presbiteriana onde o pastor celebrou o casamento com um pastor do movimento G12.

Lado a lado dois reconhecidos pastores que têm levado seus ministérios com integridade sem os extremos que vemos por aí. Mas ao abrirem a boca logo se nota a diferença da pregação. Enquanto um mais centrado na Bíblia, o outro simplesmente parecia não saber o que falar. Isso porque a ênfase é tão grande na visão de células, tão grande que quando se muda de assunto, não tem assunto.

Fico me perguntando quando é que a igreja evangélica se perdeu deixando o evangelho por tantos outros atrativos. O caminho da igreja evangélica eu não sei ao certo, mas o meu, eu bem conheço

Desde que me conheço por gente vou à igreja. Até me lembro dormindo nos bancos de ripas azuis, feito os bancos da praça, na igreja O Brasil Para Cristo em Sta Bárbara d´Oeste em 1973.

Desde então passei por vários movimentos pentecostais e nunca, NUNCA mesmo eu tinha ouvido/percebido falar do evangelho da graça. Sempre ouvi do esforço de ganhar o ceú, da luta pela salvação, do reconhecimento das nossas obras pelo galardão, o evangelizar procurando não ser cortado, ou então ganhar mais uma pedrinha na coroa.

Evangelho? Graça? Nunca ouvi... nunca notei...

Me lembro que na década de 90 onde participei ativamente do movimento das Comunidades Evangélicas culminando em 2000 na Sara Nossa Terra, somente no início deste movimento, com o Téo, Pastor Teodoro, falecido no ano passado, ouvi falar e cantar sobre graça. Depois... nunca mais. Sempre a ênfase era no esforço.

Mas nunca entendi sobre o evangelho, tanto assim que sempre busquei ser o melhor, o mais correto possível, e o mais santo entre os santos. Só sabia que tinha que fazer por merecer a salvação, e fazer muito porque a porta era muito estreita e poucos eram os que entravam por ela.

Ainda no movimento das Comunidades participei de diversos outros: O do discipulado, dos Grupos Caseiros, do Crescimento da Igreja, do G12.

Saí da Sara Nossa Terra em 2003 e migrei para o movimento de Adoração Extravagante com Casa de Davi, FOgo e Glória, Santa Geração etc.

Isso foi radicalmente maravilhoso para mim. Deus se tornou tão real, tão amável, tão Pai quanto nunca eu tinha sentido. E esta é a palavra chave deste tempo: Sentido.

Sentir Deus ao invés de apenas pensar, falar, estudar ou entender sobre ele. Ouvir a Sua voz e sentir o Seu toque. Realmente foi diferente de tudo o que eu aprendi e ivi com Deus.

Mas em todo esse tempo ainda tinha minha boa base pentecostal me levando do céu ao inferno em instantes. Não podia suportar nem que fosse um pensamento impuro ou uma palavra dita que pudesse ter duplo sentido ou magoado alguém.

A santidade imperava no meu relacionamento com Deus e por isso era muitas vezes insuportável. Digo isto porque às vezes parecia que em nossas reuniões os céus desciam à terra ou éramos nós os que subíamos. Mas era só descer do "meu monte santo" e eu já me pegava gritando irado com meus filhos ou maltratando minha esposa sem motivo aparente.

Quando isso aocntecia o sentimento de culpa erea terrível. Ficava depressivo e chorava muito.

"Como eu posso retribuir ao meu Deus e Pai o seu amor com meus pecados? Como posso pagar com mal o bem recebido?"

Morrer para mim mesmo; renunciar; pra Jesus tudo para mim nada... eram as frases comuns nesse tempo.

Mas alguma coisa ainda faltava. Alguma coisa que pudesse realmente me libertar e me dar paz com Deus.

Nesse tempo, o evangelho da graça mais me parecia libertinagem do que caminho para a liberdade. Era mais uma forma de desculpar as pessoas dos pecados que elas cometiam e não queriam largar.

E sempe foi assim, quanto mais radical em santidade muito menos amor e compaixão com as pessoas.

Queríamos alcançar os drogados, as prostitutas, os homossexuais, mas não conseguíamos suportar um dos nossos, que já havia aceitado a Jesus, que participava de nossas reuniões apaixonadas por Deus, pudesse ter uma recaída com algum vício, alguma questão moral ou conflito sexual.

Radicais no nosso amor pelos perdidos e perdidos no nosso amor pelos irmãos.

Tão santo era o nosso grupo que era difícil para aqueles que "pecavam" continuar a frequentar o nosso meio.

Com o passar do tempo só ficaram os apaixonados neróticos culpados e os hipócritas.

Onde estava Deus? Onde estava o Pai? Onde estava a nuvem de glória? Onde estavam os sinais?

Nesse contexto fui conhecendo e deixando que o meu entendimento sobre a graça e o amor de Deus em abrisse os olhos. Deus foi muito bom comigo me protegendo e me ajudando a entender e aceitar o novo Dele pra minha vida.

Hoje, depois de 3 anos lendo, compartilhando e vivendo a graça de Deus, sinto saudades daquele tempo de mover de Deus, mas não dá para trocar a paz com Deus e o amor que sinto da parte Dele agora.

Ainda me sinto desequilibrado, isto é, saí de um extremo e fui para o outro e agora preciso retornar ao centro. Para isso conto com a bondade de Deus a meu favor, sem a qual nem conseguirei sair de onde estou.

Para onde estou indo hoje? Para qual movimento? Qual é o meu caminho?

Não sei não...

Mas como estou bem acompanhado... quero estar somente atento em segui-LO...

Não sei para onde vou... mas sei com quem vou... isso me basta!!!

Qual é o seu caminho?... Se estiver seguindo a Jesus... sempre estará no caminho certo!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Caminho das Índias - Melissa se vinga de Yvone - por Roberto Lima



Quando a Melissa se vingou da Yvone foi um sucesso de audiência.

No fundo no fundo todo mundo fica feliz quando o mal é vencido pelo bem, ou pelo menos, quando o mal é punido.

Todas as histórias contadas em livros, filmes, peças de teatro que são sucesso têm o ingrediente da vitória do bem sobre o mal, da justiça sobre a injustiça, da misericórdia sobre o legalismo, da vida sobre a morte, da felicidade sobre a tristeza.

E sempre queremos ver que no fim tudo deu certo. Parece que está escrito dentro do ser humano que o fim tem que ter um mocinho e tem que terminar felizes para sempre.

No final de toda história de maldade sempre existe a morte, e todos aqueles que insistirem em levar uma vida de maldade, mesmo que tenham usufruidos anos a fio de uma vida boa e confortável, terá sua maldade relembrada e seu nome será sinônimo de coisa ruim.

Vejam se nomes como de Hitler, Satanás, Nero, Calígula, Jezabel, Caim, se tornaram sinônimos de pessoas más, mas que no seu tempo de história tiveram mordomias e poder, porém morreram (ou morrerão) e seu nome e sua memória abominados.

E, aqueles que foram bons, injustiçados, sua memória é resgatada, e mesmo não vivendo uma boa vida aqui, tem algo de bom guardado pelo Pai.

A maldade é algo que está no coração do homem, de todo ser humano, mas ninguém gosta dele, é algo inerente, mas também inconveniente, algo que está em nós, mas que não suportamos ver prevalecer.

Acalentar a maldade em nosso coração é destruir nosso futuro. Agora mesmo decida deixar de querer se vingar, ou aquela disposição de falar mal. É tempo de refletir e não se deixar levar pela nossa inclinação natural.

Lembremos que Deus é bom... sempre. Ele nos ajudará nisso.

Portanto, deixando todo acúmulo de maldade recebamos com mansidão a palavra da graça ouvida por nós a qual pode salvar a nossa alma. (Tiago 1:21)

domingo, 20 de setembro de 2009

O que é Neurose Culposa?


Simplificando eu diria que “neurose” é excesso de responsabilidade. É chamar a responsabilidade de tudo para si mesmo. Os mecanismos que operam “por baixo” dessa “responsabilidade excessiva” são muitos e variados.

Um desses mecanismos é a culpa. Nesse caso, quando a noção de pecado não se faz acompanhar de Graça, o que fica pode ser o legalismo—na mesma medida em que o cara se sente “devendo à Lei”, na mesma medida ele se torna acusador do próximo; é uma maneira de nivelar a todos por baixo—; ou pode ser a culpa que se transforma em “serviço”, em “devoção”, em “sacrifício”, em “perfeccionismo” santarado; em “missão”, etc...—tudo isto animado por uma culpa latente: a de se pensar sempre na vida como “dí-vida”; daí os “pagamentos”, as “divisões”, e os conflitos que se estabelecem como parte de tudo. Obviamente que essa é uma hiper-simplificação.

Na Graça de Deus a culpa vira consciência; e a consciência gera libertação; pois somente na Graça a culpa perde seu poder de condenação, e passa a trabalhar em favor da sabedoria e da paz.

Nele,

Caio

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Seu Perfil Pessoal é Inadequado? por Roberto Lima


Nessa semana fiz a análise do meu perfil numa empresa em que presto consultoria em Londrina - PR. O programa utilizado foi o P.I. - (Predictive Index)(Lê-se PIAI). E isso mexeu muito comigo.

Dentre outras coisas a analista disse que eu tenho uma forte liderança, que as minhas decisões são equilibradas com razão e emoção, que não gosto de seguir regras e normas, mas que hoje estou me esforçando muito (com sofrimento até) para realizar esse tipo de tarefas.

Para mim o que ela disse me pegou de uma forma muito forte, recebi com um impacto muito grande. Fiquei pensativo depois disso, e passou rapidamente o filme da minha vida.

Relembrei de todos os meus empregos, dos meus chefes, das igrejas em que passei, dos meus líderes espirituais, chegando até o dia de hoje.

Isso mexeu muito comigo... muito mesmo!!!

Embora alguns me chamem de pastor eu não sou, nunca fui ... e dentro de mim sempre prevaleceu uma posição meio que revolucionária, agressiva, independente, até anarquica como se fosse um profeta em formação.

Não quero com isso presumir nem assumir títulos, só estou escrevndo sobre mim, esperando que, de repente, isso possa te ajudar de alguma forma.

Pensei... realmente eu não gosto de obedecer... mas sempre eu o fiz, mas nunca gostei. Sempre que pude fiz do meu jeito.

Talvez você saiba que conflito é esse, mas isso explodiu dentro de mim nesta sexta feira.

Fiquei pensando como Deus pode escolher um cara como eu... Alguém que sofrerá para obedecer aos seus líderes, que sempre questionará porque as coisas são assim, que para estar com alguns amigos/irmãos sofrerá aguentando coisas que não aceita na igreja.

O problema que tudo isso torna a vida mais amarga, e me torna mais intolerante.

Isso não me faz sofrer... de maneira nenhuma... eu fico mais quebrantado... mais emotivo... porque a graça me alcançou!

Sinto a vontade de chutar tudo pro ar e ir pregar na televisão, no rádio, chutar as santas dos católicos, dos evangélicos, e fazer guerrilha contra os políticos corruptos até cassá-los, e militar em movimentos populares pelo puro prazer de libertar minha condição intrínseca de ser quem eu sou.

Mas me pego também com as minhas santas, com as minhas corrupções e maldades, com a minha hipocrisia e deturpações... e me enchergo como eu sou... um cara de alma revolucionária mas caráter corrompido.

Talvez seja isso que Paulo tenha pensado: Quem me livrará doeste corpo de morte, pois pensando em fazer o bem que eu quero, eu faço o mal que eu não quero.

Bem, se não foi... é nisso que eu me encaixo agora.

E isso é o final? Não... estou de bem com a vida e apaixonado por vivê-la... sabe o porquê? Por que acredito que Deus me fez assim porque ainda Ele vai me deixar expressar o que eu sou nesse vida, mas a base vai ser sua imensa bondade.

Não sei o que vai ser... só sei que espero o que é bom de Deus pra mim. Acredito na bondade do Papai... creio que tem ainda muitas aventuras preparadas pra mim e eu estou louco, ansioso, na expectativa de poder vivê-las intensamente.

Minha oração é: Pai, não me deixa estragar aquilo que o senhor quer fazer através de mim. Me ajuda, por teu amor, estar mais cheio de paciência ao esperar a Tua vontade prevalecer. Beijão. Eu.

sábado, 12 de setembro de 2009

Eu creio em Jesus se Ele não passar dos limites


João 8.

Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar...
Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa...

Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.

A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Seus palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio...]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria...

Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram...

Indagaram...

Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?

Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado... No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.

Reagiram... Zangaram-se... Ficaram brabos...

Jesus replicou... Não deixou passar... Prosseguiu... Provocou...

O assunto do pedigree continuou...

Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão... Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito... De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé...

Eles ficaram com ódio...

Partiram para a ignorância...

Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios...

Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa..., e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que... desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida...

Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões...
Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”...

É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”...

Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano...
Em geral esse é um conflito apenas de crentes...

Pense nisso!...

Nele,

Caio

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Deus sem problema!


Quem parte para a vida pensando que não haverá problemas e aflições... estará vivendo sob profundo engano diabólico, ainda que muitas vezes praticado com esperança em Deus!

Então, vêm aquelas questões de sempre:...

Por que Deus não me poupou?

Sendo Deus Onisciente, não sabia que seria assim comigo?...

E se sabia, não teve poder para impedir?...

Se tinha o poder para impedir, por que não o fez?...

Terá Deus sido apanhado de surpresa pelos fatos da existência?...

Não precisava Deus do pecado e da desobediência a fim de desenvolver seu “plano”, embora não tenha a honestidade de dizer que sem “Queda” não haveria progresso?...

Deus, no entanto, não tenta se explicar...

Sim, sendo tudo o que É..., Ele, todavia, nada explica...

De fato, o que parece é que Deus age como a Natureza que Ele criou e que bem expressa Seus modos e atributos, conforme diz Paulo.

Sim, pois a Natureza não conhece problemas, mas apenas soluções...

Assim é Deus..., sem ser cego, antes sabendo tudo, mas, assim mesmo, deixando tudo ser cada coisa na busca e no encontro de soluções; pois, para Deus, existir não é um problema, o problema é não existir; e pior: o problema é não aceitar que problemas são apenas vias de soluções...

Pense nisso!

Caio

domingo, 6 de setembro de 2009

Qual o papel da Lei de Moises para o cristao? por Mário Persona


Vamos considerar alguns aspectos da Lei dada no Antigo Testamento (prepare-se para conferir uma porção de passagens - clique no link para abrir em outra janela a Bíblia Online em http://www.bibliaonline.com.br/ ):

1. A Lei completa não são apenas os 10 mandamentos, mas todos os mandamentos cerimoniais encontrados nos capítulos 20 a 31 de Êxodo, em Levítico e Deuteronômio. Os 10 mandamentos mostram apenas sua essência. Nenhum cristão hoje vai a Jerusalém adorar, e esta era uma exigência da lei, de adorar no lugar que Deus escolheria para o Seu povo depois, ou seja, Jerusalém.

2. A Lei não foi dada como meio de salvação, portanto ninguém pode ser justificado pela prática da Lei. At 13:39; Rm 3:20; Gl 2:16, 21; 3:11.

3. A função da Lei era a de revelar o pecado. Ao se ver pecador e incapaz de cumprir a lei, o homem devia apelar para a graça e misericórdia de Deus. Rm 3:20; 5:20; 7:7; 1 Co 15:56; Gl 3:19.

4. Deus deu a Lei a Israel como uma espécie de “balão de ensaio” para provar que toda a humanidade é pecadora, culpada e incapaz de atingir os padrões exigidos por Deus. Rm 3:19

5. A Lei só condena, e a morte é a condenação. Gl 3:10

6. É impossível ao homem andar segundo a Lei, pois ao transgredir um mandamento ele se torna culpado de todos. Tg 2:10.

7. Aquele que crê em Jesus já não está sob a Lei, mas sob a graça, pois Jesus veio pagar a pena (a morte) no lugar do que nele crê para que este fique livre de pagar. Rm 6:14

8. A Lei serviu apenas de tutor ao homem para conduzi-lo a Cristo, porém quando já tem a Cristo ele não precisa mais desse tutor. Gl 3:24, 25

9. Embora o cristão não esteja sob a Lei do Antigo Testamento, ele está agora sob a lei de Cristo. (lembre-se que a Lei dizia para não matar ou adulterar, enquanto Jesus disse para nem mesmo pensar em matar ou adulterar). 1 Co 9:21

10. Ele se comporta para agradar a Deus não por medo do castigo, mas pela gratidão e pelo desejo de agradar seu Salvador. Seu padrão agora não são os Dez Mandamentos, mas a própria Pessoa de Cristo. Jo 13:15; 15:12; Ef 5:1-2; 1 Jo 2:6; 1 Jo 3:16

11. Você encontra no Novo Testamento nove dos dez mandamentos apresentados como preceitos morais para serem imitados, e não como lei, ou seja, não há uma pena de morte para o seu descumprimento como era o caso na Lei de Moisés. Neste sentido, toda a Escritura é proveitosa para o cristão, para seu ensino, admoestação etc. (2 Tm 3:16), nunca como lei. O único mandamento que não aparece no Novo Testamento é o da guarda do sábado. Na doutrina dos apóstolos o cristão nunca é ensinado a guardar o sábado.

12. A Lei continua valendo na sua finalidade de revelar que o homem é pecador, mas isso para o incrédulo, e não para o crente: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores... mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. 1 Tm 1:8, 9; 1 Co 6:11

Rom 8:1-4 “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Servir ao Senhor ajudando outros por Manjar celestial


Teremos notado alguma vez o importante trabalho de um irmão chamado Onesíforo? Podemos aprender dele uma lição muito proveitosa, em especial nestes dias em que há muitos filhos de Deus isolados, sendo-lhes muito difícil, senão impossível, reunirem-se com outros crentes para comunhão com o povo do Senhor.

Paulo, escrevendo a respeito de tal servo, disse: "Onesíforo... muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias, antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou" (2 Tm 1.16-18). Resumindo, temos esta referência dos bons e oportunos serviços desse irmão em favor do apóstolo e algo muito sugestivo para os que tiverem o coração repleto de Cristo.

"Quanto me ajudou." Vemos que este estimado homem de Deus, qual brisa matinal, fresca e suave, confortou o coração do grande apóstolo. Se alguma vez Paulo pôde sentir-se contristado e abatido, ali estava esse irmão para o confortar, com amor, enquanto reanimava o espírito do apóstolo, solidarizando-se com ele nas suas prisões.

Teremos nós consolado algum irmão que traga coração abatido? Teremos procurado reanimá-lo a fim de poder continuar no caminho? Se assim for, devemos continuar a fazê-lo sempre que possível.

Vejamos como Paulo trata com pormenores aquilo que Onesíforo lhe fez: "Com muito cuidado me procurou e me achou" (vers. 17). Irmãos, existem hoje inúmeros filhos de Deus espalhados por toda a parte, os quais podemos buscar e achar. É possível que eles necessitem ser procurados e achados. Tal serviço será considerado por Aquele que foi a encontro da mulher samaritana junto ao poço de Sicar. Ele conhece-os, e não deseja esquecê-los. Mais do que isto, Ele deseja ver-nos saindo à procura deles, fazendo-os recordar dos laços que nos unem uns aos outros e todos nós a Cristo, na Sua glória.

Onesíforo ajudou o apóstolo tanto em Roma como em Éfeso. De que maneira não sabemos. Mas o Senhor o sabia. E qualquer serviço realizado pelos Seus servos era precioso, como o próprio Senhor testifica disso na Sua Palavra, dizendo: "Quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" (Mt 25.40). Queira Deus que estejamos sempre preparados, com corações desejosos de O servir, enquanto ajudamos aqueles que são Seus. [autor desconhecido]

Site: Manjar Celestial

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Equilíbrio por Ivo Fernandes


Cheguei do outro lado do rio
Depois que toquei em várias águas
E já não há mais excessos
Já não sou excessivamente nada

Não sou excessivamente bom
Não sou excessivamente mal
Não sou excessivamente belo
Não sou excessivamente feio

Encontrei na excessividade das coisas o lado negro dos homens
O bom se tornou presunçoso
O justo pervertido

Hoje até mesmo amar é na medida em que minha humanidade permite
Só Deus é Amor além de amar

Não sou mais excessivamente inclusivo
Não sou mais excessivamente exclusivo

Já não sou mais responsável por tudo que cativo
Sei que na verdade somos responsáveis por nós mesmos e mais nada
No mais está o amor que rege a relação livre dos homens

Os inclusivistas perderam a personalidade
Os exclusivistas perderam a sensibilidade

Não sou mais excessivamente santo
Não sou mais excessivamente pecador
Sou apenas pecador e isso já é o bastante
E no reconhecimento desta verdade está minha santidade

Não sou mais excessivamente otimista
Não sou mais excessivamente pessimista
Não busco nem as alturas e nem os abismos

Todos aqueles que chegaram aos extremos se perderam nas veredas da vida
Hoje busco apenas o equilíbrio
O Caminho da paz e a vereda da Graça

Ivo Fernandes - Blog http://ivofernandes.blogspot.com/