quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Conselhos Práticos Para Esposas de Cristãos Bonzinhos - Paul Coughlin e Sandy Coughlin


Cristãos Bonzinhos são, na verdade, homens temerosos e passivos disfarçados. A despeito de tudo que ouviram dos outros e de como se sentem interiormente, não nasceram passivos. Algo lhes aconteceu, geralmente quando eram meninos, que os obrigou a abdicarem de sua espada, de sua própria volição. Alguns homens são voluntariosos demais. Os Sujeitos Bonzinhos não têm volição suficiente. Precisam de ajuda para a recuperarem.

A melhor maneira de ajudá-lo a completar este trabalho de restauração interior é provavelmente parar com tudo que você está fazendo agora: implorando, suplicando, pegando no pé, pressionando-o a mudar. Pare de usar Deus em seus argumentos também.

Recuse-se a ser, por um lado, um tapete para os seus pés e, por outro, um cabo de vassoura em cima de sua cabeça.

Usar palavras ou expressões para envergonhá-lo por seu comportamento passivo só servirá para afundá-lo ainda mais em sua caverna de Sujeito Bonzinho.

É bem provável que ele era um Sujeito Bonzinho, cheio de temor e passividade, muito antes de conhecer você. Isso deve lhe trazer alívio de qualquer falso sentimento de vergonha ou culpa e permitirá que você tenha a força necessária para auxiliá-lo neste trabalho de restauração.

Sujeitos Bonzinhos precisam de liberdade para poderem confrontar as questões mais profundas que geraram tanto temor do mundo em geral e de intimidade emocional em particular. É importante que você lhe dê essa liberdade, mesmo quando isso lhe causa certo desconforto. Ele também precisa sentir que você está do lado dele, oferecendo-lhe apoio e não oposição. Ele precisa sentir segurança ao seu lado.

Extraído de um livro a ser publicado por Paul Coughlin e sua esposa Sandy Coughlin

domingo, 25 de outubro de 2009

IGREJA CIRCENSE? por Luciano Maia


“No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou a Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
Então, chegou à América e tornou-se um negócio.
Finalmente, chegou ao Brasil e tornou-se um circo !
Com tanto malabarismo teológico, palhaçadas, milagres tirados da cartola, só poderia dar nisso...”
CARLOS MATTIOLI, PASTOR


"...O problema maior é que embaixo desta tenda cabem muitos palhaços" LUCIANO MAIA, PASTOR

Na verdade, na verdade, o que Cristo ensinou e que quem deseja seguí-lo deve fazer é nada mais que amar as outras pessoas, sacrificando-se por elas, da mesma forma que Jesus nos deu inúmeros exemplos. Assim, vencemos o mal com o bem e não com o mal. Assim, eu me sacrifico não por mim, mas pelo outro, mesmo que eu não saiba quem seja o outro. Mesmo que o outro nunca tenha se sacrificado por mim.... Difícil.... Muito difícil em uma existência onde o "eu" está entronado.

Jesus não fundou uma religião, mas um estilo de vida focado no amor. Religião é algo que até tem algum valor, mas, por ser uma invenção humana, tem se mostrado historicamente mais maléfica que benéfica, posto serem homens vigiando homens.

Jesus fala de relacionamentos pessoais. Religião fala de relacionamentos institucionais.

Tantas pessoas boas fojem atualmente das igrejas pois estas majoritariamente já não produzem o que deveriam produzir: relacionamentos amorosos, aceitação e paz.

Seguir Cristo não é "dar dízimo", mas dar a existência! Não é seguir regras humanas ou religiosas, mas seguir o amor. É dar sem esperar em troca. Seguir Jesus de Nazaré não é coisa para os bons. Não, Jesus não veio para os bons. Estes se bastam! Jesus veio para os doentes, os revoltados com as igrejas, os enfermos da alma, os sem esperança, os que correm sem saber para onde e buscam sem saber o que... Os que entram em depressão posto não compreenderem a razão de suas existências. Jesus não é igreja institucionalizada, Graças a Deus!

Jesus de Nazaré é aquele que nos aceita como somos, sem nos cobrar nada em troca. Aquele que nos dá vida e perdão, sem questionar ou negociar a fé. Sem barganhas. Sem constrangimentos. Sem pedir dinheiro.

Assim é a Graça de Deus! O Jesus da Graça! O perdão de graça! A aceitação sem exigências, aceitando a gente assim, como somos e não como nós deveríamos ser, já que jamais seremos como deveríamos ser.

Jesus é o milagre da vida e do sorriso, na certeza de que tudo está bem, pois alguém está cuidando de mim, mesmo que eu não veja.

Jesus não se compra. Seus favores não podem ser conquistados por dinheiro ou por comportamentos. Ao contrário, Ele é que nos comprou, pagando um preço muito caro. Muito caro!

Jesus não era um palhaço. Não permita que coloquem nele uma horrenda maquiagem de religiosidade assim o vendam a você.

Retirado do blog:reverendomaia.blogspot.com

sábado, 24 de outubro de 2009

PAZ - Empenhe-se em alcançá-la!


Busque a PAZ e empenhe-se em alcançá-la, esse é o grande bem.

A grande vitória não é ter razão, a grande vitória é pacificar.

Jesus não disse: bem aventurados os que provam as suas razões, porque serão
chamados filhos de Deus.

Jesus disse: "Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados
filhos de Deus".

Alguém tem que ceder quando ninguém cede.

O ideal é que todo mundo ceda, mas se ninguém cede... Ceda!

Caio Fábio (em pregação)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Criado para Ser Conectado por Rick Warren


Texto adaptado por Nélio Da Silva.

Você não foi criado para seguir pela vida desconectado de Deus. Sejamos realistas: os dias em que vivemos são dias muito difíceis. A palavra que melhor descreve os homens atualmente é estresse. Temos perdido margens preciosas, espaços significativos em nossa vida. Os homens, com certa frequência, compartilham comigo que estão financeiramente à beira de um colapso, emocionalmente estraçalhados, fisicamente exaustos e espiritualmente desconectados.

Há duas semanas, um homem me disse: “Sei que não posso continuar nessa trajetória por muito tempo, mas não tenho a mínima ideia de como vou sair dessa”. Sua declaração retrata uma realidade inquestionável: desconexão! Por esse motivo, eu gostaria de compartilhar com você alguns princípios sobre conexões.

1. Conexões são elementos essenciais para a vida.

Os órgãos, músculos e ossos que funcionam em seu corpo só estão funcionando porque estão conectados. Se ficarem desconectados, enfraquecem e morrem. Nenhum deles pode viver de forma independente. Sem os tecidos que fazem a interligação, você está morto! O que se aplica ao seu corpo também se aplica a todas as outras áreas da sua existência. A vida se resume a conexões. Uma vida desconectada é uma existência vazia.

2. Fomos criados para ser conectados.

A angustiante dor da solidão é a maior prova de que Deus nos criou para relacionamentos. Sentimos necessidade de ser necessários. Carregamos, dentro de nós, um anseio de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Quando as pessoas usam roupas de grife com orgulho, vibram num estádio de futebol ou acendem as luzes do celular em meio a um concerto, estão buscando um senso de conectividade. Sem conexões, a vida é vazia.

3. Conexões ajudam-nos a compreender a vida.

Conexões alargam fronteiras. A vida, sob muitos aspectos, é um grande mistério, apenas uma série de eventos casuais – até que você passa a ver as conexões. Como um grande quebra-cabeça desordenadamente espalhado sobre uma mesa, as peças devem ser conectadas para que você consiga ver um panorama muito maior. Informação é algo inútil até que você reconheça como ela se relaciona com alguma parte de sua vida.

4. Conexões capacitam-nos.

Brota poder das conexões. Um forno desconectado da fonte geradora de energia não produz calor. Um belo estéreo desconectado da tomada elétrica não produz nenhuma bela música. Da mesma forma, se você está espiritualmente desconectado de Deus, você perde o calor, a beleza, o poder e a direção que Deus planejou para sua vida.

5. Conexões nos mantêm em constante crescimento.

Ter conhecimento, saber fazer o que é certo raramente o capacita a agir acertada e continuamente a longo prazo. Você precisa de parceiros bem próximos que o encorajem quando sente que está prestes a desistir. Você precisa de diferentes tipos de conexões.

6. Conexões ajudam-nos a trazer equilíbrio à nossa vida.

A memória é nossa conexão com o passado. A visão é nossa conexão com o futuro. A consciência é nossa conexão com o presente. Sem conexão com o passado, perdemos as raízes. Sem conexão com o futuro, perdemos a esperança. Sem conexão com o presente, perdemos a paixão e o propósito. Sem conexão com Deus, perdemos o poder e tornamo-nos nulos.

7. Conexões aumentam nossa confiança.

Somos melhores quando estamos juntos. Quanto mais espiritualmente conectado você estiver, menos angústia terá em relação à insegurança. Passamos a ganhar confiança ao conhecer outros que já sentiram o que estamos sentindo e sobreviveram ao que estamos enfrentando.

8. Conexões nos fazem muito mais produtivos.

O impacto de sua vida será determinado, em grande medida, pelas qualidades de suas conexões pessoais. Quanto melhor for sua conexão com Deus e com outras pessoas, maior será o impacto que causará.

9. Temos de aprender a conectar-nos.

Fazer a conexão correta com Deus e com outras pessoas não é algo natural nem automático. Foi por isso que Deus enviou Jesus ao mundo. Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos e, agora, oferece-nos o padrão e o poder para vivermos como sempre desejou que vivêssemos: conectados!

10. Amar é a forma mais sublime de conexão.

A Bíblia afirma que o mais importante, nesta vida, é amar os outros (Cl 3.14). Quando Jesus foi indagado sobre a coisa mais importante na vida, ele respondeu: “Ame a Deus com todo o coração”.

Concluindo: não basta que os homens se conectem uns com os outros; eles precisam conectar-se com Deus. Nossas igrejas estão cheias de homens que sabem muito a respeito de Deus, mas que não o conhecem pessoalmente. Para os homens, a questão não é: “Estou salvo, confirmado, sou batizado, membro de uma igreja, cheio do Espírito?” A questão não tem a ver com o status, mas com a prática de sua vida: “Estou andando com Deus? Sou um seguidor de Jesus Cristo?”

Uma vez que o homem é salvo/batizado/membro de uma igreja, temos a tendência a esquecê-lo. Ensinamos os princípios, damos boas diretrizes morais, mas não mostramos como andar com Deus. O homem típico que frequenta nossas igrejas não tem absolutamente a mínima ideia do que significa seguir Jesus por três razões fundamentais: ninguém lhe ensinou como seguir a Jesus, ele nunca viu alguém fazendo isso na prática e ele acha que seguir Deus é ser religioso e ter uma boa ética moral. Como resultado, os homens continuam desconectados e, pior, deixam um pobre exemplo para seus filhos; um exemplo de profunda desconexão.

Os homens precisam seguir Jesus Cristo, mas não podemos esperar que eles façam isso por conta própria. É necessário que haja pais espirituais e uma turma de irmãos. É necessária uma equipe!

Nélio Da Silva foi missionário da Youth For Christ (Mocidade para Cristo) e serviu, durante 25 anos, nos Estados Unidos estabelecendo igrejas e desenvolvendo liderança junto à Presbyterian Church in America (PCA). É fundador do ministério Homens de Valor/Pais de Oração. Faz parte da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana em Alphaville, São Paulo. Escritor, já publicou oito livros.

E-mail: nélio@homensdevalor.com

Retirado da Revista Impacto: Link.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eu, o Evangelho e a Prosperidade por Roberto Lima

Qualquer definição que temos hoje de prosperidade e felicidade exclui Deus.

Ouvimos que os que tem grande fé não devem ter dor, não devem estar endividados, não podem sentir medo nem ansiedade, deve ter seus inimigos subjugados, deve ter uma boa casa, uma boa família, um bom carro e um bom emprego.

Bem, se é assim, Jesus e todos os apóstolos estariam fora desse padrão.

É só você ler a Bíblia que você vê claramente que isso é uma mentira.

A felicidade de todos os que amam a Jesus sempre foi e sempre será querer fazer a vontade de Deus. E fazer a vontade de Deus sempre te trará muitos problemas. Problemas de todo tipo.

Tanto é assim, que a Bíblia diz que se todo mundo está bem com você e você está de bom tudo na sua vida... então você está desviado da vontade de Deus.

Enviarei vocês como ovelhas para o meio de lobos - Jesus.

No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo - Jesus.

Ah, mas Jesus se fez pobre para que eu fosse rico, passou dor para que eu não sofresse, foi humilhado para que eu seja exaltado.

Ora bolas, não foi só Jesus não... foi Jesus, os apóstolos, os discípulos dos apóstolos, os que morreram nas fogueiras dos imperadores romanos, ou nas arenas com leões, e todos aqueles que até hoje são perseguidos em todo mundo por serem cristãos.

Criamos e aceitamos esse grande e famoso monstro angelical que nos chama a sermos cabeça e não cauda, de sermos exemplos de prosperidade reinando em vida com luxo, dinheiro e bens.

Durante muito tempo, anos a fio eu fiz parte disso, mas uma coisa sempre me trazia dúvidas... esse evangelho da prosperidade funcionaria no China perseguida? Nos países muçulmanos? No sertão nordestino? Nas tribos indígenas?

Participei de tudo, mas questionava... se isso for evangelho verdadeiro deve funcionar em toda a terra, em todos os lugares, em todas as culturas, com todas as pessoas.

O Evangelho, porém, é o poder de Deus para a salvação das pessoas, mas esse "evangelho" pregado é uma perdição que nos leva cada vez mais ao abismo da incredulidade.

Hoje me daria vergonha morar numa casa enorme, com piscina, vários carros esbanjando e ostentando prosperidade enquanto tantos amigos e irmãos tão próximos vivem numa dificuldade enorme.

Por isso é que creio que os que ganham dinheiro, os que tem tino para negócios, os que sabem ganhar dinheiro, deveriam compartilhar desses dons e habilidades para suprir os que têm outras habilidade que não estas.

Porque não criarmos empresas sociais onde ensinamos e fomentamos projetos de geração de renda em oportunidade de trabalho?

Não estou falando em ONGs... estou falando em compartilhar seus dons.

Enquanto isso não acontecer veremos irmãos muito ricos e outros muito pobres tomando a ceia juntos numa mesma igreja (denominação) para vergonha de todos nós.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais que uma oração... uma confissão!


Senhor, Meu Deus, não tenho idéia para onde estou indo. Não vejo o caminho adiante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em verdade, me conheço. E o fato de eu pensar que estou seguindo tua vontade, não significa que realmente o esteja. Mas acredito que o desejo de te agradar te agrada, de fato. E espero ter esse desejo em tudo que estiver fazendo. Espero jamais vir a fazer alguma coisa distante desse desejo. E sei que, se agir assim, tu hás de me levar pelo caminho certo, embora eu possa nada saber sobre o mesmo. Portanto, hei de confiar sempre em ti, ainda que eu possa parecer estar perdido e sob a sombra da morte. Não hei de temer, pois tu sempre estás comigo, e nunca hás de deixar que eu enfrente meus perigos sozinho.

(Thomas Merton)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O meu encontro com Deus - Gregory McNutt


Jesus me perdoa porque eu te coloquei no último lugar na minha vida, mas nesse dia Senhor, Faça-te real para mim e eu te servirei pro resto da minha vida. Keith Green

domingo, 18 de outubro de 2009

Muitas reuniões de Atos 15 nos últimos dias por Harold Walker


No livro de Atos, no capítulo 15, nós encontramos a 1ª reunião geral da liderança da igreja, que as pessoas gostam de chamar de concílio por causa de coisas posteriores.

Mas era a 1ª reunião da liderança sobre um problema sério que iria dividir a igreja. Como conseguiram ouvir a voz do Espírito Santo e separar os costumes culturais do que era essencial (Jesus Cristo e a fé nele que traz o batismo no Espírito Santo), mantiveram a unidade mesmo com diversidade. Irmãos, cultura é uma coisa que não dá pra viver sem. Se você tirar uma cultura, daqui cinco dias tem outra no lugar. Jesus não veio destruir cultura, ele veio trazer vida, e a vida vai criando novas formas, acaba formando novas culturas, mas cultura em si não é uma coisa ruim. Portanto o negócio não é atacar cultura, mas comer de Jesus, beber de Jesus e permitir que isso crie mudanças, crie transformações.

Aos judeus convertidos, que desde criancinhas guardavam o sábado, eram circuncidados, não comiam determinadas comidas, dizia-se que continuassem como tal, não precisavam mudar. E tampouco se exigia uma conversão às práticas judaicas dos que as enxergavam como costumes estranhos ao seu modo de viver. Que apenas se guardassem de algumas práticas (coisas sacrificadas a ídolos, relações sexuais ilícitas, carne sufocada e sangue). O importante é que continuassem firmes em Cristo.

Hoje, irmãos, nós não precisamos de uma reunião de Atos 15, mas de centenas delas.
Porque hoje não temos que manter a unidade, mas reconquistá-la. Os primeiros cristãos partiram da visitação pessoal de Jesus Cristo. Era bem mais fácil pra ter unidade. Hoje a gente parte de mil direções diferentes sobre a palavra, sobre as interpretações da palavra, mas é um só Senhor, uma só fé, um só batismo. É possível essa unidade. Em Cristo somos um. E na terra podemos ser um também por meio de Cristo, mas pra isso é preciso muita comunhão para separar os elementos não essenciais dos essenciais, para achar o que realmente é vida, respeitando e valorizando as diferenças uns dos outros.

Em nosso corpo, temos músculos e juntas que, num mesmo movimento, realizam
operações contrárias. Num simples levantar de braço, por exemplo, há músculos que precisam se retesar enquanto outros, por sua vez, precisam se relaxar. Há muitas pressões dentro da igreja: tem gente que só quer evangelizar, tem gente que só quer orar, só quer isso, aquilo...

São preciosos, maravilhosos, desde que não imponham a sua ênfase como se fosse essencial para toda a igreja. Cada celulazinha do corpo tem sua função e seu formato. Por exemplo, a célula do nervo é compridinha; a célula do fígado é totalmente diferente. Têm formatos diferentes, cada qual é especializada numa coisa, mas todas têm algo em comum: no núcleo, possuem o mesmo DNA e dependem de todas as outras por meio da corrente sangüínea.

Todas dependem de todas. O nervo não precisa só de outro nervo. Ele precisa do fígado, do intestino, do pé, do olho. Eu, pra ser sadio, não preciso só da minha ênfase. Eu preciso da ênfase de todos. Aliás, a minha ênfase me mata. Já pensou? Se a célula do fígado ficar só com a bílis sobre si ela morre. Ainda bem que a bílis não fica só no fígado, ela vai embora logo.

Então pra não matarmos uns aos outros, precisamos ser bastante banhados pelo sangue pra tirar todo aquele excesso que, no fim, pros outros, faz bem, e receber bastante dos outros que, pra gente, faz bem também.

Trocando em miúdo, a culpa da igreja é a culpa da liderança. Se a liderança é institucional, a igreja vai ser institucional. Se a liderança estiver no Espírito, a igreja vai estar no Espírito. Então, pelo menos, achamos o culpado. E agora, culpada, a liderança precisa se tocar. É preciso orar pra Deus dar “sitocômetro” pra cada líder da igreja. O táxi tem o taxímetro; o carro, o odômetro; a casa, o termômetro; e o líder da igreja precisa de um “sitocômetro”, porque normalmente não tem “sitocômetro” de jeito nenhum, e as igrejas sofrem. “Sitocômetro” significa: “eu não sei tudo, aliás eu não sei quase nada, e eu preciso dos outros”.

Jesus não prometeu estar dentro, ele prometeu estar entre: “onde estiverem 2 ou 3, eu estarei entre eles”. Eu preciso urgentemente achar um outro pra ficar entre nós pra gente conseguir... Nestes dias eu estou aconselhando as pessoas do seguinte modo: a perseguição vem por aí e se você for preso, qual a primeira coisa que você tem que fazer? Procurar um outro infeliz. Como é que você vai ter Jesus se ele prometeu estar entre? Tem que achar um outro irmão em algum lugar na prisão. Se você está na cadeia, aí é terrível, mas com Jesus vai tudo bem. Então procura um outro irmão lá. E se você não achar, se você for o primeiro, premiado? Converte qualquer um que seja, porque sem o outro eu não consigo ter Jesus.

Entre dois ou três ou mais Jesus estará presente até os confins do mundo e até a consumação dos séculos. Se a liderança começar a entender que nós precisamos uns dos outros desesperadamente para achar Jesus, então nós vamos ter muitas reuniões de Atos 15 e muitos discernimentos do que é secundário e do que é primordial, e a igreja vai começar a se ligar pelas juntas e ligamentos. Quando você começa a ver Jesus no outro, aí você não consegue rejeitá-lo mais. Pode não gostar dele, mas se você viu Jesus nele, e você precisa de Jesus nele, então vocês vão andar juntos, e essa unidade, comunhão vai trazer riqueza para outras pessoas.

Para baixar a mensagem inteira:http://www.gruponews.com.br/conferencia_2008/

Harold Walker, 52 anos, é casado com Ester e tem três filhos: Esdras, Susana e Samuel. Reside em Monte Mor SP e faz parte do Conselho Editorial da Revista Impacto. É também um dos idealizadores do Curso de Preparação Profética (CPP) e do Encontro anual de Jovens “Preparando Soldados para as Últimas Batalhas”. E-mail:walkerharold@yahoo.com

sábado, 17 de outubro de 2009

Igreja nas Casas - Uma alternativa? parte 2


Vamos ver o quadro completo da igreja local no Novo Testamento. Já vimos que a igreja em Jerusalém se reunia nas casas e no pátio do Templo. Jerusalém tinha a igreja da cidade e as igrejas nas casas. Paulo escreveu uma carta à igreja da cidade em Laodicéia, mas também enviou saudações à igreja na casa de Ninfa em Laodicéia. As duas realidades existiam em Laodicéia também. Eu acredito que a igreja primitiva tenha existido nessas duas realidades em todas as cidades onde pessoas creram.

Richard Longenecker escreveu, “Paulo parece ter visto todas as congregações, em qualquer tempo e em qualquer localidade, como uma personificação da igreja universal – isso é, ter visto cada congregação como a igreja de Deus.” Por exemplo, em Atos Capítulo 14 os missionários voltaram a Antioquia e reuniram a igreja. Por que eles não esperaram até domingo para “o culto” da igreja da cidade? Porque, normalmente os crentes em Antioquia se reuniam nos grupos pequenos nas casas. A reunião de todos os crentes, a igreja da cidade, talvez não ocorria todos os domingos. Em vez de esperar para a próxima reunião de todas as igrejas nas casas (a igreja da cidade), eles reuniram todo o grupo na hora para contarem tudo que Deus tinha feito na sua viagem missionária aos gentios.

A igreja da cidade de Jerusalém se reunia no pátio do Templo todos os dias pois esse prédio estava disponível aos crentes, especialmente os crentes que se convertiam ao Judaísmo. O prédio do Templo não pertencia à igreja em Jerusalém, mas estava disponível a ela. A igreja em Jerusalém não tinha seu próprio prédio. É engraçado pensar que a igreja em Jerusalém coletou algumas ofertas para comprar o Templo em que se reuniam. Os crentes em Jerusalém não compraram o Templo, mas eles usavam o pátio do Templo para se reunirem. Ao voltar ao assunto da igreja em Antioquia, vamos pensar em prédios. Não há indicações na Bíblia de que a igreja em Antioquia tivesse seu próprio prédio. Também, não tinha um Templo onde se reunir. Eles não tinham onde se reunirem todos juntos regularmente. Então, as reuniões deles como a igreja da cidade não eram diariamente (como a igreja da cidade em Jerusalém), e, provavelmente, eles não se reuniam como a igreja da cidade semanalmente. Essa é a situação nas localidades do mundo onde as igrejas em casas têm uma celebração como a igreja da cidade ou região uma vez por mês, ou com menos freqüência. Parece que essa era a situação em Antioquia também.

É perigoso negar a verdade das duas realidades da igreja local. Em Atos capítulo 5.12-14, lemos que ninguém mais se juntou com os discípulos no Templo, mas a igreja crescia todos os dias.

Os apóstolos realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo. Todos os que creram costumavam reunir-se no Pórtico de Salomão. Dos demais, ninguém ousava juntar-se a eles, embora o povo os tivesse em alto conceito. Em número cada vez maior, homens e mulheres criam no Senhor e lhes eram acrescentados (NVI).

Alguns teólogos liberais disseram que a Bíblia se contradisse nesse texto. Eles não consideraram as duas realidades da igreja local. O sentido desse texto é assim: ninguém mais juntou com a igreja no Templo (a igreja da cidade), mas as igrejas nas casas cresciam todos os dias. As duas realidades da igreja local devem ser entendidas para não darmos nenhuma oportunidade para ninguém nos induzir ao erro em relação ao que significa ser a igreja hoje em dia.

É possível que já tenhamos sido induzidos pelas nossas tradições ao que significa ser a igreja local hoje em dia. Muitas pessoas, especialmente pastores e até teólogos, acreditam que uma igreja precisa ter um prédio para ser uma igreja verdadeira. Poucos pastores aceitam que a igreja numa casa é uma igreja verdadeira.

Entretanto, para uma igreja ter seu próprio prédio é uma idéia que vem de fora do Novo Testamento. De acordo com nossas tradições, quase todas as nossas igrejas têm seu próprio prédio ou planejam construir seu próprio prédio. Por isso, presumimos que é necessário ter um prédio para ser uma igreja verdadeira. Temos que buscar no Novo Testamento a fim de determinar se uma igreja precisa ter um prédio. Na verdade, não há nenhuma igreja no Novo Testamento que tem seu próprio prédio. De fato, todas as igrejas mencionadas no Novo Testamento se reuniam nas casas dos crentes. Às vezes, todos os crentes numa cidade se reuniam como a igreja da cidade, mas sem seu próprio lugar.

Mesmo que a Bíblia ensine que um grupo pequeno de crentes se reunindo numa casa é uma igreja verdadeira e completa, muitos pastores e teólogos não aceitam isso. A maioria dos pastores ensinam que não se pode ter igrejas em casas, alguns até condenam igrejas em casas. Qualquer pessoa que negue a validade de ter igrejas em casas hoje em dia deve negar a validade de ter igrejas em casas no Novo Testamento. Nisso, eles ignoram a realidade da igreja local no Novo Testamento na única forma que sabemos que existia. Eles preferem importar as formas das igrejas de hoje no contexto do Novo Testamento. Desta maneira eles deturpam a Bíblia, negando o que a Bíblia ensina e dando preferência a suas próprias tradições. Se nós somos honestos na leitura da Bíblia devemos reconhecer que grupos pequenos de crentes se reunindo nas casas não eram considerados células de uma igreja mãe, mas eram, de fato, considerados como igrejas verdadeiras e completas. Quando lemos a Bíblia honestamente, também devemos aceitar que grupos pequenos de crentes se reunindo em casas hoje são, de fato, igrejas verdadeiras e completas, e não são dependentes de uma igreja mãe para sua existência, validade, ou identidade.

Se alguém quiser negar a validade da igreja em casa nos nossos dias, terá que provar isso através do Novo Testamento. O Novo Testamento claramente ensina a validade de ter igrejas em casa. A responsabilidade de provar o caso contrário é de quem quer negar a igreja em casa. E, deve ser provado através da Bíblia. Qualquer pessoa que use outra coisa que não seja a Bíblia para tentar negar a validade de um ensinamento da Bíblia age perigosamente. De fato, se a Bíblia ensina algo claramente, é perigoso tentar negá-lo. O leitor deveria tomar cuidado com qualquer pessoa, um pastor ou até um teólogo, que tente invalidar o que a Bíblia ensina claramente.

Antes de terminar esse assunto, vamos ver duas vantagens de ter as igrejas se reunindo em casas hoje. Primeiro, terreno e construção são negócios caros hoje em dia.

Dr. Wade Akins escreveu, “Usando os lares, a igreja pode crescer sem precisar alugar um imóvel ou ter a preocupação de construir ou comprar um prédio.”iv Simplesmente, custa menos ter uma igreja em casa. Também, em vez de nos preocuparmos em construir um prédio e perdermos tanto tempo com a construção, podemos focar nosso tempo, dinheiro, e nossa energia em espalhar o evangelho e ajudar os necessitados. Segundo, a igreja em casa é mais natural, mais confortável, e mais íntima para todos que participam, e mais “de graça recebestes, de graça daí” Mat 10:8.

A experiência indica que quando a igreja se encontra em seu ambiente natural, onde os incrédulos possam participar sem se sentirem ameaçados, conversões se multiplicam mais rápido. Usando também esse método, o evangelho poderá penetrar mais facilmente nos bairros e cidades.”v Este fato está sendo provado no mundo inteiro em nossa geração.

Através do uso de igrejas nas casas dos crentes podemos expandir o Reino de Jesus mais eficientemente. Isso não deveria nos surpreender, pois foi dessa maneira que a igreja primitiva se espalhou através do Império Romano. E, é a maneira como a igrejaestá se espalhando em muitos países, e entre muitos povos, hoje em dia.

Retirado do blog: http://modelooriginaldeigreja.blogspot.com/

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Igreja nas Casas - Uma alternativa? parte 1


Na teologia, a disciplina do estudo da igreja se chama eclesiologia. Os teólogos falam sobre a igreja de duas formas; eles expressam dois conceitos da igreja: a igreja universal e a igreja local. O primeiro conceito da igreja, a igreja universal, significa que, às vezes, o Novo Testamento se refere à igreja que é formada por todos que crêem em Jesus para a salvação (em todos os lugares e em todos os tempos). O segundo conceito da igreja, a igreja local, significa que, às vezes, o Novo Testamento se refere à igreja que é formada por todos que crêem em Jesus para a salvação e se reúnem num mesmo lugar e num mesmo tempo. É verdade que a Bíblia se refere à igreja nos dois conceitos. Todavia, eu estou cada vez mais convencido de que o Novo Testamento nos apresenta um conceito da igreja um pouco diferente.

Não há dúvida de que o Novo Testamento se refere à igreja no sentido da igreja universal. Muitos textos bíblicos se referem a todos os crentes como sendo a igreja. Afinal, as portas do Hades não vencerão a igreja universal (Mateus 16.18). Ninguém pode duvidar de que o conceito da igreja universal é sã doutrina.

Eu estive pensando sobre o conceito da igreja local. Com freqüência, pensamos que todos os crentes se reunindo num prédio exclusivo, algumas vezes por semana, é ao que o Novo Testamento se refere como a igreja local. Eu duvido que seja justo diminuir o ensinamento do Novo Testamento a só essa idéia.

No livro de Atos dos Apóstolos encontramos, pela primeira vez, a “igreja” em Jerusalém. Muitas pessoas imediatamente pensam nessa igreja no sentido tradicional, como a igreja que existe hoje em dia em muitas partes do mundo. Freqüentemente pensam que todos os crentes em Jerusalém se reuniam juntos para louvar a Deus e ouvir a pregação da Palavra de Deus. Todavia, isso não é como o livro de Atos descreve a igreja em Jerusalém.

A igreja em Jerusalém existia de duas formas. Primeiro, os crentes se reuniam nas suas casas diariamente. Na minha opinião, “diariamente” descreve quais dias durante a semana os crentes se reuniam e não a freqüência com que os crentes individuais se
reuniam. Por exemplo, havia milhares de crentes em Jerusalém e todos os dias alguns
deles se reuniam em casas (provavelmente à noite). Eu não quero dizer que todos os
crentes se reuniam em casas a cada noite da semana.

Eu acredito que o livro de Atos não quis dizer isso também. Nas casas, eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e as orações (Atos 2.42). Segundo, os crentes se reuniam no pátio do Templo diariamente. Eu acredito que o livro de Atos quis dizer que as reuniões diárias significam que alguns crentes se reuniam no Templo todos os dias e não que todos os crentes se reuniam lá a cada dia da semana. Eles se juntavam num grupo maior para louvar a Deus duma maneira apropriada ao povo Judeu. É bem estranho, ou engraçado, imaginar os apóstolos juntando todos os crentes no pátio do Templo a fim de terem um culto de hinos e canções e depois pregarem por 45 minutos da maneira que muitas igrejas tradicionais fazem nos dias de hoje.

Todas as indicações mostram que o ensino dos apóstolos era compartilhado nas casas e não no Templo.No segundo capítulo de Atos, constatamos o fato que a igreja em Jerusalém se reunia no Templo e também nas casas dos crentes em grupos pequenos.

Então, a igreja na cidade, todos os crentes, se reuniam como a igreja no Templo. Mas, todos os crentes na cidade também se reuniam como a igreja em grupos pequenos nas casas deles.

Os crentes que se reuniam numa casa eram considerados uma igreja. Eles não eram uma célula e não tinham uma igreja mãe. A idéia que um grupo de crentes se reunindo numa casa tendo uma igreja mãe não pode ser encontrada na Bíblia. O grupo pequeno na casa era uma igreja completa e verdadeira, independente de outras igrejas; sua existência não dependia das outras igrejas em casas ou do grupo inteiro que se reunia no Templo, mas, todas as igrejas nas casas participavam das reuniões no Templo.

Então, devemos aceitar as duas realidades da igreja local no Novo Testamento.

Primeiro, a igreja local existia como uma igreja numa cidade. Em Jerusalém, esse fato é óbvio. João, no livro Apocalipse, escreveu cartas breves às sete igrejas na Ásia localizadas em suas próprias cidades. Também, Paulo escrevia cartas à igreja em Corinto e em Tessalônica. Ele mandou uma carta à igreja em Colosse com instruções de que ela fosse lida na igreja em Laodicéia, e que a igreja em Colosse lesse a carta escrita à igreja em Laodicéia (Colossenses 4.16). O Novo Testamento se refere a todos os crentes numa cidade como a igreja – a igreja da cidade. Mas, em Colossenses 4.15 lemos, Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa.

A segunda realidade da igreja local no Novo Testamento é a igreja em casa. Em Jerusalém esse fato também é obvio. Os crentes se reuniam diariamente nas casas como uma igreja completa. Em vez de aceitar que a igreja nas casas era a prática da igreja primitiva, muitas pessoas de hoje pensam que a igreja primitiva era como as igrejas tradicionais desde A Reforma no século XVI ou como as igrejas tradicionais desde Constantino no século IV. Eles presumem que suas próprias igrejas são como a igreja primitiva. É uma pena eles terem negado o ensino do Novo Testamento. A igreja se reunia nas casas em Jerusalém (Atos 2.42; 12.12), em Éfeso (1 Coríntios 16.19), em Laodicéia (Colossenses 4.16), em Filipos (Atos 16.40), em Colossos (Filemom 2), e em Roma (Romanos 16.15, 23). F.F. Bruce, um grande pesquisador e professor do Novo Testamento que escreveu muitos comentários sobre livros do Novo Testamento, escreveu, “A presença de outras igrejas nas casas em Roma é provavelmente inferida pelas saudações de Romanos 16.3-16.”i A norma da igreja primitiva era se reunir em grupos pequenos nas casas dos crentes. Essa é a segunda realidade da igreja local no Novo Testamento.

De fato, a igreja existiu nessas duas realidades por quase três séculos antes de mudar. Wolfgang Simson explicou a mudança assim, “Somente depois da ‘virada constantiniana’ no século IV aconteceu uma transformação radical em relação à estrutura da igreja.

Nesse século introduziu-se e consolidou-se a congregação enquanto igreja de pastores, ao passo que a igreja no lar em breve foi empurrada contra as margens e por fim totalmente banida. Com isso a comunidade eclesial tornou-se espectadora em ‘igrejas’ permitidas pelo Estado. Ninguém podia organizar reuniões cristãs privativas sem o consentimento do Estado e da igreja ‘ortodoxa’ reconhecida pelo Estado.” Antes disso, a igreja se reunia principalmente nas casas dos crentes.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Metade - Oswaldo Montenegro



Metade
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

domingo, 11 de outubro de 2009

Pastores evangélicos acusam crianças de bruxaria

Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indescritíveis a crianças inocentes.

Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.

Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.

Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras.

São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.

Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las".

http://www.youtube.com/watch?v=EJLULM_FAzE

http://www.guardian.co.uk/world/2007/dec/09/tracymcveigh.theobserver

Estou ficando cada vez mais triste com essas notícias.

André Nachtigall Tessmann

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Respostas:

Meu irmão: Graça e Paz!

Realmente é uma grande tragédia humana, antes de ser uma tragédia “cristã”. Porém, como o contexto das loucuras é “cristão”, sobretudo envolvendo “pastores”, de fato a tragédia fica infinitamente pior...

O fato é que do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul, os frutos do “Cristianismo” são um só em natureza e qualidade...

Agora, mais do que nunca, muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte do Sul, e entrarão no reino, embora os “filhos do reino” venham a ficar de fora!...

Graças a Deus existe gente que não é da “igreja”..., mas que é da bondade e da justiça da Ordem de Melquizedeque, Rei de justiça e paz...

Veja o vídeo e me diga quem é o anjo do lugar... Sim, a “igreja” ou o “pagão” amoroso?...



O único defensor local é um “estranho” à fé... Esse se levantará no juízo e julgará a todos os “evangélicos” daquela nação...

E onde estão os missionários que ganham uma grana preta na América e na Europa para serem “missionários” na Nigéria ou na África?...

Infelizmente, quase que totalmente, os “pastores” no mundo inteiro se tornaram lobos perversos e gananciosos...

Já imaginou o juízo de Deus que virá sobre esses “pastores da morte”?...

Qualquer bruxo pagão estará em situação infinitamente mais confortável no Juízo do que essa pastorada do diabo!

Quando o cristianismo mágico [pentecostal ou neo-pentecostal] se funde à bruxaria pagã + teologia do dinheiro [prosperidade] = o resultado é esse: prega-se o medo a fim de arrancar até as unhas das pessoas...

A Idade média ainda era sofisticada perto do que está acontecendo ao “Cristianismo Evangélico Pentecostal” no mundo...

Os níveis de obscurantismo no qual os “evangélicos” no mundo inteiro têm se colocado, não tem paralelos [...] em nenhum outro grupo...

Há índios deixando suas crianças morrerem por razões culturais ligadas à seleção natural... Filhos doentes são deixados... Como fazem os animais com suas crias fracas... Mas são “pagãos” fazendo isso... E não é nada além de cultura de sobrevivência...

Aqui, neste caso, no entanto, a situação é muito mais grave; infinitamente mais maligna; posto que não apenas os “pastores” induzam o povo a entregar seus filhos à morte, como também se ofereçam para resolver o problema desde que esses pais pobres e miseráveis paguem pela libertação...

São pastores do diabo!...

Sim, todo pastor, aqui, lá, além ou em qualquer lugar, que aja desse modo, que amaldiçoe e cobre para libertar, é diabo. Sim, é demônio. Sim, é filho de Satanás.

Estou enviando esta carta com cópia para alguns irmãos do Caminho da Graça, pois, se tem de haver uma prioridade missionária no momento, esta seria enviar alguns até lá a fim de vermos como podemos ajudar nessa situação...

Não é difícil ajudar... Sim, uns cinco discípulos de verdade e da verdade resolveriam esse problema rapinho; digo: em relação ao problema das crianças e seus pais; embora o grande problema em tal caso seja ter que lidar com as manipulações que os “pastores” farão a fim de não perderem a “boca”...; a qual, nesse caso, não é uma “boca”, mas a própria Garganta do Diabo...

Alguém ainda tem dúvida quando digo que o “Cristianismo” está todo endiabrado?

É por isto que o verdadeiro povo de Jesus será muito perseguido no futuro; sim, tudo em razão do “Cristianismo”; posto que o “Cristianismo” venha ainda a ser muito perseguido, merecidamente; embora na sua esteira todos os filhos de Deus que confessem Jesus também venham a sofrer com as conseqüências dos “atos cristãos” na terra.

No Caminho da Graça quem cuida das iniciativas fora do Brasil é meu filho no amor Marcelo Quintela. Se você deseja ajudar de algum modo, ou mesmo se tem meios para fazer parte de uma viagem até lá a fim de ajudar com fé e intrepidez no Espírito Santo, então, escreva para o Marcelo: marceloquintela@caiofabio.com

E mais: você pode também ajudar enviando ao Marcelo todas as informações que você possa obter no que tange a quem possa nos receber em nossa eventual visita para libertação dessas crianças...

Gente! A coisa é séria. Tem gente pensando que é brincadeira... Tem gente pensando que é exagero... Cuidado!

Chegou a hora de cada um escolher e decidir a quem servir: se ao Evangelho de Jesus ou se à essa fabricação demoníaca praticada em nome de Jesus pelo poder do diabo.

Com oração por essas crianças e seus ignorantes e abusados pais, ao mesmo tempo em que Deus vê a minha indignação com o que os “pastores” fazem num dos lugares mais miseráveis do mundo; e agindo de um modo a fazer até os bruxos do Taiti corarem de vergonha... — é que me despeço de você por enquanto...

Peço que todos os que lerem esta carta que vejam pelo menos o 1º link que foi enviado. É algo a ser visto...

Você, meu mano, obrigado pela informação.
Receba todo meu carinho.
Que o Senhor nos ajude a fazermos alguma coisa...

Nele, com a fé que não assiste...,

Caio

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Relacionamentos: Cuidado, Motoristas Desatentos! por Roberto Lima


Como fiquei sem jeito quando um pastor amigo meu deu uma "lavada" na esposa na minha frente. Não sabia onde enfiar a cabeça.

Pensei em como isso pode acontecer ou acontece, isto é, magoarmos as pessoas que mais amamos.

Essas pessoas deveriam ser muito bem tratadas pois são os nossos irmãos, nossos pais, nossos filhos, nossos cônjuges, nossos amigos mais chegados.

Talvez seja nossa sinceridade em falar o que pensamos mesmo que magoe. Esta sinceridade provém da liberdade que temos com essas pessoas e do nosso sentimento de dever, de abrir os olhos da pessoa.

É claro que nem sempre estamos certos, porque muito daquilo que acreditamos piamente ser correto, no futuro nos damos conta que estava errado. Mas a mágoa, a marca, a ferida foi feita.

Gritar, xingar, menosprezar demonstrando com caras e bocas são instrumentos comuns para mostrar nossa insatisfação, ou discordância ao tratarmos com as pessoas mais importantes para nós e mais íntimas. Isso é muito ruim!

Mas tem outra coisa, se não tivermos essa liberdade de falarmos o que sentimos mesmo que seja ruim, mesmo que vá magoar; se não pudermos realmente falar a verdade, se expressar como queremos, esse relacionamento não é de verdadeira amizade, não é completo por falta de confiança e abertura necessários para se criar vínculos fortes.

A coisa piora quando passamos por uma forte crise, qualquer que seja ela. Contamos com a participação ativa dos nossos amigos, irmãos e parentes mais chegados. Se isso não acontece e eles não aparecem para nos ajudar, ficamos profundamente magoados e eles deixam de pertencer ao nosso rol de amigos verdadeiros.

Na verdade isso acontece no caminho inverso também, isto é, nós fazemos isso com os nossos amigos. Às vezes a crise nos pega e pega também os nossos amigos, e enquanto esperamos deles um suporte, são eles que esperam a nossa ajuda.

"Assim como o ferro com o ferro que se afia, assim é o irmão com seu irmão."

Que conflito! Magoar e ser magoado pelos os que mais amamos, nossos amigos mais íntimos.

Essa situação de caos onde os que mais amamos são as pessoas que são mais mal tratadas por nós, onde podemos nos tornar as pessoas mais rejeitadas porque falhamos feio com nossos nossos ex-amigos íntimos, e vice-versa, nos leva a uma encruzilhada, a perceber que simplesmente isso é uma conta que não fecha, uma situação irremediável para nossos relacionamentos e, por causa disso, indispensável o amor e o perdão.

Se pudéssemos entender e nos dispor a lutarmos pelas pessoas mais queridas, lutarmos pelas nossas amizades e para sermos melhores, mesmo assim não creio que isso resolveria todo o problema.

Ajudaria, mas não resolveria.

Relacionar é como dirigir um carro onde o acidente acontece porque não depende só de você, depende de como as outras pessoas dirigem também.

Precisamos aprender com tudo o que já passamos e assumir que somente na dependência da bondade de Deus podemos continuar a ter relacionamentos saudáveis.

Como é difícil perder amigos! Como é fácil perder amigos!

Não retenha amor por causa de mágoa, nem amizade por causa de traição. Amor e amizade retidos por amargura de alma impedram o coração. Essas pedras te impedirão de que os novos relacionamentos sejam melhores e mais verdadeiros do que os anteriores.

Busque a Deus. Deus pode nos ajudar nisso. Aliás, acho que só Ele, pois se depender de nós e de todos os motoristas que existem, nós vamos continuar nos envolvendo em inúmeros acidentes ainda.

David Wilkerson - Um Chamado Para a Angústia

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vídeo online critica vacina contra o H1N1

CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.


MADRI - Uma monja beneditina espanhola, doutora em medicina, está liderando uma campanha contra a vacinação para a gripe suína, por meio de um vídeo distribuído pela web.

Teresa Forcades, também autora de "Los crímenes de las grandes compañías farmacéuticas" e de "La teología feminista en la historia," expressa no vídeo sua preocupação com a possibilidade de que os governos possam decretar vacina compulsória contra o H1N1 sem que conheçam os efeitos colaterais da vacina.

O vídeo de 54 minutos de duração está disponível na web há 10 dias e pode ser assistido na íntegra em www.vimeo.com/6790193. Ele vem sendo redistribuído em larga escala via correio eletrônico ou de trechos oferecidos pelo serviço de vídeo YouTube.

Forcades, usando seu hábito e tendo ao fundo o mosteiro de San Benet, em Monserrat (Catalunha), reflete sobre suas dúvidas quanto à declaração de uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), alegando que, em lugar disso, a gripe suína é uma enfermidade com índices de mortalidade inferiores aos da gripe sazonal.

"Se a mortalidade é menor, como se pode declarar uma pandemia?," pergunta Forcades, que cita diversos relatórios e documentos oficiais para contrastar seus dados.

A OMS declarou que a gripe suína é pandemia em junho. A doença até agora causou 343.298 casos confirmados por exames de laboratório, e pelo menos 4.108 mortes no mundo.

A organização expressa confiança na vacina e a definiu como a mais importante ferramenta de combate à pandemia. Mas no vídeo a monja beneditina volta a expressar suas dúvidas sobre os efeitos colaterais que a aplicação de duas doses de vacina poderia causar, amplificados por uma terceira dose de vacina contra a gripe sazonal.

"Com isso, a possibilidade de que as vacinas causem efeitos colaterais é triplicada. Embora isso seja teórico, na prática não se sabe o que pode acontecer, porque ninguém recebeu três doses de vacina contra a gripe," afirma.

Em uma resenha publicada na internet, Forcades explica que estudou medicina na Universidade de Barcelona e depois se especializou em medicina interna nos Estados Unidos.

Reuters Quinta-feira, 08 de outubro de 2009 - 16h19

O Evangelho - Mark Driscoll

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Missão do Pastor por Ricardo Gondim


Querido Diego,

Por favor, desculpe-me pela demora em escrever. Ando sobrecarregado. Mas preciso voltar à sua antiga pergunta sobre a missão do pastor.

Passei por crise semelhante. Por volta dos meus quarenta e poucos anos, perguntei-me o que fazia da vida. Cansei dos esquemas dos evangelistas itinerantes. Eles me entediavam com suas pregações repetitivas. Caíram algumas vendas e vi os interesses escusos dos missionários estrangeiros que tiravam fotografias de eventos brasileiros para fazerem propaganda nos Estados Unidos. Chorei amargamente quando notei que os “caciques” das grandes denominações eram mais grosseiros que os políticos de que eu desdenhava.

Acordei também para os meus pecados sutis. Vi que não só partilhava de um mundo religioso doente, mas o reforçava com uma vaidade sedenta de prestígio. Eu sabia, mas não queria abrir mão, da minha vontade louca de aparecer. Eu queria construir um nome e tornar-me notório pela “unção”, “autoridade”, “loquacidade”. Ah, como eu já quis despontar como um “pastor bem sucedido”! Queria ser igual aos famosos que conhecia, principalmente os estrangeiros, que arrebatavam multidões.

Esses messianismos, essas falsas onipotências, começaram a desmoronar depois de um culto quando uma jovem fez algumas perguntas desconcertantes. Marli (nome fictício) era graduada em filosofia na Universidade de São Paulo e, devido ao seu senso crítico, me confrontou com serenidade.

“Ricardo, cadê a vida abundante prometida por Jesus”?. Pego assim de supetão, eu não soube o que responder. Tentei me safar com outra pergunta. “O que você quer saber?”, na verdade eu só queria ganhar tempo com minha réplica. Ela não cedeu: “Pastor, quero entender. O que Jesus prometeu tem conexão com a realidade da vida? Ou a vida abundante que ele falava era apenas um desejo utópico dos apóstolos?”. Nervoso, insisti em perguntar ainda procurando ganhar tempo: “Como assim?”. “Se Jesus prometeu que seus seguidores experimentariam vida abundante, quero saber por que não vejo acontecer concretamente?”.

Nessa hora tive que dar a mão à palmatória. “Marli, você tem razão a vida abundante prometida por Jesus aparece muito mais nos discursos do que na concretude da vida. Entretanto, o problema não é dele ou dos apóstolos, mas nosso”.

O discurso religioso promete muito mais do que cumpre. Dificilmente constatam-se evangélicos com qualidade de vida melhor do que as pessoas não convertidas. Problemas conjugais, instabilidade emocional, patologias psíquicas, permanecem intocados na grande maioria das igrejas que alardeiam que seus fiéis terão uma “vida abundante”. Enquanto os auditórios se maravilham com discursos triunfalistas que asseguram o melhor casamento, felicidade total no trabalho e paz duradoura, enormes problemas são varridos para debaixo dos tapetes ou justificados como “falta de fé”, “desobediência”; ou resultado de “ataques do diabo”. Por que isso acontece?

Priorizou-se a “salvação” como uma esperança a ser alcançada depois da morte. E as igrejas, cada uma se acreditando mais legítima, se especializam em oferecer o bilhete para a vida eterna - que só vai começar quando o coração parar de bater. Assim, meticulosas em “dar certeza da salvação” aos seus convertidos, não se preocupam em ensinar como viver do lado de cá. Com esse modelo, comumente se vê gente segura de que vai para o céu, mas sem saber lidar com os momentos triviais da existência.

Em minha experiência pastoral, já tive o desprazer de aconselhar mulheres super espirituais, que se gabam do nome estar “escrito no livro da vida”, mas intoleráveis, mal-resolvidas e tristes. Recentemente precisei gastar três horas com um pastor que há anos prometia o céu para quem “levantasse a mão para aceitar Jesus”; só que ele não sabia resolver seus dilemas sexuais. No meio de nossa conversa, abatido ele me confidenciou: “Ricardo, estou vivendo num inferno”.

Sua missão, meu caro Diego, é ajudar às pessoas a tratarem a vida eterna como uma possibilidade para aqui, para a terra. Aliás, a dimensão transcendental da salvação não compete a você; não depende de seus esforços e não acontecerá como resultado de sua confiabilidade ou unção. Salvação, vida eterna, foi conquista da cruz. Ela é obra vicária de Cristo, o mérito será sempre dele. Vida eterna é distribuída indistintamente a todos pela graça; e só o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo.

Concentre-se em mostrar que o reino de Deus é chegado e que está entre nós. Livre das condenações da lei, sem precisar compensar os pecados com penitências e, sem ter que ganhar o favor divino com obras, a humanidade pode dar início ao projeto de humanizar-se. Neste propósito divino, crescemos em maturidade, nos solidarizamos com os carentes, exercitamos misericórdia e sempre defendemos a justiça.

Você precisa desvencilhar-se do antigo modelo de evangelização, que promete uma salvação para depois do último fôlego. Comece a pregar a chegada do Reino, só assim as pessoas se sentirão estimuladas a mudar e essa tarefa é extraordinária.

Mude o mote de suas pregações. Aborde questões práticas sobre matrimônio, polidez, cordialidade, cidadania, vulnerabilidade, altruísmo, compaixão, preocupação ecológica, dignidade da mulher, educação infantil. Acredito que o cristianismo verdadeiro deveria preocupar-se muito mais com o jeito como as pessoas guiam seus automóveis do que em dar-lhes “garantias” de que vão para o céu.

Não, não pense que desconsidero o céu; essa é nossa esperança eterna, nossa maior riqueza. Contudo, eu realmente creio que o destino eterno de cada indivíduo foi garantido pelo sacrifício de Cristo na cruz e que, não precisando mais nos preocupar com esse importantíssimo assunto, podemos nos concentrar nos demais. Alguns são, sim, menos importantes diante da eternidade, mas fazem uma enorme diferença para a felicidade das mulheres, maridos e filhos.

Minha sugestão é que você releia os Evangelhos; procure as mensagens em que Jesus ensinou a ganharmos a vida no presente. Você se lembra daquela passagem de Mateus 16.26? “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?”. Antigamente eu entendia esse texto como uma advertência para que não me tornasse um grande conquistador ou um milionário e acabar no inferno. Hoje eu o leio numa dimensão existencial. Acredito que Jesus advertia seus discípulos para que não tentassem nenhuma conquista, se no processo perdessem a alma existencialmente. Para Jesus não adianta querer ter tudo (inclusive o céu) se nessa busca nos tornarmos amargos, calculistas e torpes.

As religiões, o cristianismo inclusive, já garantiu que muita gente inclemente, perversa e promotora da morte iria para o céu. Infelizmente!

Eu já não peço que as pessoas levantem a mão, concordando com a minha pregação; como também não lhes asseguro que, daquela hora em diante, receberão um selo que lhes garantirá o céu. Hoje convido as pessoas a começarem uma peregrinação. Cientes do amor de Deus, todos podem tomar o caminho proposto por Jesus de Nazaré. Nesta trilha, na companhia do Espírito Santo, todos se tornarão novas criaturas.

Você vai precisar de muita coragem para remodelar seu ministério, mas conte com minha ajuda e intercessão.

Soli Deo Gloria.
www.ricardogondim.com.br

Rob Bell - 01 - Rain