
É muito difícil saber com o espírito quando a alma não está sentindo de modo correspondente ao que se sabe.
Desse modo, o que o salmista diz ao exortar a sua alma, é que ela estava deprimida pela enfermidade, culpada de iniqüidades, e sentindo-se à beira da cova, em sentimento de profunda desesperança.
Mas veja que quando o espírito fala com a alma, e a ela se refere com carinho, porém com autoridade em fé, soa como se ele, o homem que escreve, estivesse forte, cheio de todas as certezas, alinhado em espírito e alma, quando, de fato, esta não é o fato existencial da hora.
Entretanto, o caminho da fé que anda em espírito [em verdade e na e da Verdade], tem que exercer autoridade sobre a alma, sobre as emoções e sentimentos; pois, os sentimentos soltos [sem a chancela da verdade] em si mesmos são os diabos para o caminho humano.
Assim, a espiritualidade do salmo é a espiritualidade do espírito e não da alma.
A “espiritualidade da alma” escreve poesias de desalento ou de euforia; posto que a alma tende à bipolaridade.
Porém, a espiritualidade do espírito [perdoe-me a redundância] é firme na fé, e não se entrega aos sentimentos, antes a eles dá ordens de gratidão consciente e sóbria.
Não permita que sua alma conte a história de sua vida!
Deixe que sua história seja contada pelo seu espírito!
Humanamente falando, pergunto: Quem opera o seu ser? Quem é a torre de controle? Quem é o que faz as decisões? Sua alma ou seu espírito? As emoções ou a consciência?
As emoções servem à alma. A consciência serve à fé.
Pense nisto!
Caio
www.caiofabio.com
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