
Uma das maiores ironias da história do cristianismo é que os seus líderes constantemente caíram ante a tentação do poder - poder político, poder militar, poder econômico, ou poder moral e espiritual - muito embora continuassem a falar no nome de Jesus, que não se apegou ao seu poder divino, mas esvaziou-se a si mesmo e tornou-se como um de nós.
A tentação de considerar o poder um instrumento apto para a proclamação do Evangelho é a maior de todas. Estamos sempre ouvindo de outros, e dizendo a nós mesmos, que ter poder (desde que o usemos no serviço de Deus e em favor dos seres humanos) é uma boa coisa.
Mas era com ESTE RACIOCÍNIO que cruzadas foram realizadas; inquisições foram instituídas; índios foram escravizados; posições de grande influência foram cobiçadas; palácios episcopais, catedrais esplêndidas e opulentos seminários foram construídos; e muita manipulação de consciência foi usada.
Toda vez que vemos uma grande crise na história da igreja, notamos que a maior causa da divisão é sempre o poder exercido por aqueles que dizem ser seguidores do pobre e despojado Jesus.
O que torna a tentação do poder aparentemente tão irresistível?
Talvez porque o poder ofereça um fácil substituto para a difícil tarefa de amar...
Parece mais fácil ser Deus do que amar a Deus, mais fácil controlar as pessoas do que amá-las, mais fácil ser dono da vida do que amar a vida.
Jesus pergunta: "Você me ama?"
Nós perguntamos: "Podemos sentar à tua direita e à tua esquerda no teu reino?"
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