
Por que há tanto padre, pastor, freiras, sacerdotes que deveriam ser exemplos de santidade envolvidos em perversão sexual?
Mais que isso, porque este é o ponto mais forte de "caída" em pecados dentro da igreja, onde os jovens são os mais atacados?
A religião, quanto mais cheia de leis e estatutos de comportamento, mais tarados haverá de produzir.
A história do Cristianismo, incluindo a história de nossos “melhores santos”, é a história de gente sexualmente aflita, e que em razão da moral cristã, parte para o esforço da mortificação de todo instinto natural, criando um magma inconsciente de desejos sob pressão; e que, mais cedo ou mais tarde, irrompem pela crosta do consciente, deixando toda forma de auto-controle aniquilados por alguns instantes; e é justamente nesses “instantes” que o padre, o pastor, o monge, o sacerdote, o rabino, ou qualquer alma vitima de qualquer forma de “teologia moral” — acabam por assistir o derrame de lavas de desejos negados e reprimidos [alguns até “supressos” pela força de disciplinas de “mortificação”]; criando os estragos do tipo que você mencionou, e dos muitos outros tipos, e que estão abundantemente relatados aqui neste site, especialmente nas Cartas.
Se o que Jesus ensinou sobre o significado do Evangelho para a vida fosse o que a “igreja” diz que é, então, eu diria:
O evangelho não tem o poder de fazer bem a alma humana!
Digo isto porque não há na Terra gente mais mentalmente aflita e sexualmente adoecida que os cristãos!
E por quê?
Ora, o Evangelho de Cristo não é um corpo de doutrinas morais, mas sim um conteúdo para a pacificação do coração, reconciliando o indivíduo com Deus e consigo mesmo, dando a ele a certeza da suspensão de toda condenação e culpa, a fim de que, sem culpa, o individuo caminhe tranqüilo; e é nesse caminhar que os instintos se tornam apenas instintos, e ficam tão somente do tamanho sadio que é pertinente à sua existência em qualquer pessoa.
No entanto, a Teologia Moral do Cristianismo acabou por se tornar a coisa mais anti-natural da Terra, e, por conta disso, produziu os maiores neuróticos da história humana.
Negar a naturalidade dos instintos é como negar a natureza. Despreza-los é como repudiar a existência do ar. Lutar com ódio contra eles é como lutar contra a sede, a fome, e a necessidade de comer e beber.
O Cristianismo se tornou um caso de doença psicológica coletiva em razão de que sua teologia moral é a mais perversa que existe em relação ao sentido natural da vida.
Ora, quando falo de religião, de cristianismo e de teologia moral, estou apenas falando de algo que não passa de uma criação de homens; e que, como tal, tornou-se uma das coisas mais enfermiças para a alma que já se construiu na Terra.
O genuíno Evangelho de Jesus não tenta matar o instinto, mas apenas moderá-lo e colocá-lo sob o controle da consciência; não como negação, sublimação ou supressão; mas apenas como uma pulsão natural e sadia, e que pode se liberar de modo bom e sadio, mas que não deve tomar contornos maiores do que a própria consciência.
De fato, é a “pecaminosidade de todo instinto sexual” aquilo que faz com que a alma que existe sob tal jugo e condenação acabe por se desconstuir; e, fragilizada e negada, se revolta inconscientemente; e manifesta-se devastadora; e isto mediante as força incontroláveis da compulsão que se levantam de dentro da gente com o poder dos grande monstros.
A fé em Jesus não é um conjunto de doutrinas morais. Quem assim pensa nada entendeu do Evangelho e de seu espírito.
De fato, a fé em Jesus é o caminho da vida, e, como tal, não trata a criação de Deus, e nem tampouco o instinto humano, como coisa má, mas apenas como uma força vital necessitada de liberdade verdadeira, a fim de que não se manifeste como o levante dos oprimidos contra a tirania dos falsos governos.
Os seres sexualmente mais tranqüilos e sadios são aqueles para os quais o sexo é apenas parte da vida; não é o inimigo da vida; e nem é o diabo do instinto.
Quem se trata assim curte o sexo como bem, e um bem que faz bem; e não como um senhor maluco, e que demanda de nós toda sorte de barbárie como auto-aniquilação.
O caminho da negação total é a vereda do descontrole total!
Caio Fábio
Link da resposta completa no site www.caiofabio.com.
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