Quem viu as condições de Moçambique no final da guerra civil em 1992 dificilmente teria acreditado que, em menos de duas décadas, tantas mudanças poderiam acontecer como se vê hoje nesse pequeno país no sudeste da África.
Rod e Ellie Hein, um casal de Zimbábue (antiga Rodésia) que trabalhou incansavelmente levando mantimentos físicos e espirituais às partes mais recônditas de Moçambique durante os longos e sofridos anos de guerra, têm sido instrumentos de Deus para provocar e possibilitar muitas dessas mudanças. Eles olharam para os ossos secos e desconjuntados de um povo analfabeto, traumatizado pelos horrores da injustiça e miséria, mergulhado no espiritismo e na adoração ancestral herdada dos antepassados e, contrariando tudo o que viam com os olhos naturais, creram no impossível. Creram na palavra profética de que esses ossos reviveriam e encontrariam, cada um, seu lugar certo de ligação. Creram que Deus sopraria seu Espírito, trazendo vida onde as pessoas só conheciam morte, alegria onde reinava a tristeza e liberdade aos que eram cativos de demônios.
Na mesma época, receberam direção de Deus para buscar ajuda em outro país de fala portuguesa e traços culturais semelhantes, o Brasil. Foi-lhes revelado que os brasileiros seriam instrumento de bênção para Moçambique, e que portas seriam abertas para poderem conquistar o coração dos moçambicanos e ajudar a conduzi-los ao único e verdadeiro Deus.
Baseados nessas e em outras palavras, os Hein começaram uma escola bíblica em Inhaminga, vila remota localizada numa zona rural muito pobre no centro de Moçambique. Com professores brasileiros, o Colégio Teológico Afrika Wa Yesu em Inhaminga já treinou mais de 500 pastores e obreiros para igrejas de todas as regiões de Moçambique além de jovens estrangeiros em missões transculturais. Tem afetado de maneira significativa o país por meio de ensino consistente e fundamental das Escrituras, ênfase na oração, adoração com muita liberdade no Espírito e treinamento prático em evangelismo e outras áreas de ministério.
Deus tem honrado poderosamente os anos de labuta e trabalho contínuo. O ambiente espiritual da região de Inhaminga mudou, os batuques dos curandeiros são muito mais escassos durante as noites, e podemos ver, a olhos nus, que os ossos secos já estão recebendo vida.
A cada ano, uma nova turma de alunos chega à escola para receber seis meses de treinamento e é imersa imediatamente num ambiente de louvor e adoração que quebra a rotina ritualista e religiosa de muitas igrejas rurais. Estas igrejas, por falta de ensino, seguem os mesmos rituais aprendidos há décadas sem vida ou poder. Logo na segunda semana de aula, os alunos descobrem que podem, ainda nesta vida, ter a certeza da salvação baseada somente no precioso sangue de Jesus recebido por meio de arrependimento e confissão.
Quando possuem uma experiência sólida de salvação, são batizados nas águas, muitas vezes num tanque por falta de rio ou lagoa na região. Algumas vezes, mesmo antes de receberem ensino sobre o batismo no Espírito Santo, saem das águas falando em outras línguas, cheios de unção. Outras vezes, isso acontece depois de passarem por aulas sobre a pessoa do Espírito Santo e de aprenderem para quem e para que ele concede seus dons. A partir de então, a Palavra é recebida com alegria, e, a cada manhã, os devocionais são cheios da vida do Espírito, enquanto cada um vai descobrindo quão ilimitado é o nosso Deus e quão profundas são as riquezas dele que podemos experimentar.
Ao sair da escola, os alunos voltam para suas vilas, igrejas e famílias como elementos de mudança e transformação. Muitos outros vêm para a escola impressionados com a visível transformação na vida deles.
Em 2005, Jeff e Nicky Reetz, um casal americano que trabalhou seis anos em Inhaminga com Rod e Ellie, começaram outra escola bíblica Afrika wa Yesu no norte de Moçambique. Ao visitarem a baía de Nacala, perguntaram a Deus se aquele seria o lugar para começar um trabalho para alcançar a população muçulmana do norte de Moçambique. Sentiram, em oração, que Deus viria para esse lugar se preparassem o caminho. E, desde então, mais de 150 alunos foram formados na escola bíblica ali, e cerca de 60, no curso profissionalizante de marcenaria.
Outros brasileiros chegaram e continuam abençoando Moçambique. Desde 2008, os professores brasileiros que lecionam em Inhaminga são Jeosafá Vasconcelos, Diogo Pinto e Leidiane Oliveira. Dorotheia Felix veio comigo para Nacala em 2007 e, hoje, está totalmente adaptada, desenvolvendo sua própria visão e cooperando no Centro Vocacional.
Lembro-me de uma palavra que recebi em minha formatura na SFM (Escola de Missões nas Fronteiras, no Christ For the Nations, Dallas, EUA) de que Deus me usaria como ponte entre continentes; hoje vejo isso acontecendo. Sei que o Brasil tem potencial, recursos e capacidade de ser bênção para muitos países; dentre eles, Moçambique.
Os professores e missionários brasileiros na Afrika Wa Yesu dependem de irmãos e igrejas no Brasil que ouvem a necessidade e veem a oportunidade de fazer real diferença na vida de pessoas em Moçambique. Em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, Dora, Jeosafá, Leidiane e Diogo estarão no Brasil visitando a família e compartilhando o que Deus tem feito em Moçambique. Se você deseja tornar-se parceiro nessa missão, entre em contato com eles por e-mail ou os convide para visitar sua igreja ou grupo caseiro. No site da revista (www.revistaimpacto.com), há mais informações sobre cada um deles.
É impossível fazer missões sozinho!
Dora
Minha visão é afetar a vida dos irmãos moçambicanos, transformando sua maneira de pensar e trazendo esperança para o futuro pelo ensino na sala de aula, nos grupos nas casas das vilas, no relacionamento e discipulado pessoal e nos projetos de microempresas e geração de renda. Creio que, se construirmos um pensamento diferente do que conheceram até hoje, baseado na Palavra, haverá resultados visíveis em todo o país e louvor a Deus. Já vimos isso acontecer. Alguns de nossos ex-alunos têm demonstrado, em suas comunidades, um verdadeiro testemunho de transformação e um estilo de vida diferente. Um deles é Issa, que, desde que saiu de seu curso de negócios e marcenaria, não ficou mais sentado passivamente em casa olhando o dia passar, sem nada para fazer como antes; agora tem se esforçado para trabalhar na profissão de marceneiro conseguindo sustento para sua casa.
Isso é muito gratificante!
Jeosafá
Durante esse tempo em Moçambique, tenho descoberto o que deixa Deus alegre, e isso tem me levado a cumprir meu propósito pessoal que é ter a amizade dele. Deus quer se revelar a essas pessoas da mesma maneira que se revelou a mim: um Deus pessoal que deseja ter um relacionamento verdadeiro com cada um sem religiosidade e sem engano; um relacionamento de amor que gera amor.
Tenho entendido que Deus quer se revelar aos moçambicanos por meio do meu relacionamento com eles. Não é um relacionamento profissional entre “missionário” e perdido, mas sim entre um filho amado que já foi encontrado e seu irmão amado que, muito em breve, também será encontrado. Deus me achou e quer achar os moçambicanos também.
Construí uma pequena casa na zona de Nhamacaringa, onde passo os fins de semana. Aquele lugar tem o objetivo de ser o ponto de partida no desenvolvimento desse relacionamento com os locais. Desejo criar um ambiente onde Deus se sinta bem para agir na vida das pessoas, e elas se sintam bem na presença de Deus.
Deus me deu como missão procurar as pedras perdidas de sua Casa que estão espalhadas pelo mundo. Algumas estão aqui em Moçambique, onde já comecei a procurar. Essas pedras são difíceis de achar, são pedras preciosas em um garimpo muito explorado e destruído pelo mundo. Assim que encontrar cada pedra, entregá-la-ei ao Ourives Jesus Cristo, que a purificará com seu Espírito, seu Fogo Purificador.
Amo ser um garimpeiro de meu Amigo. Durante as aulas que ensino, vou descobrindo quem sente a mesma chama arder em seu interior ao ouvir sobre o desejo de Deus de ter amizade com o homem. Durante cada atividade evangelística nas zonas rurais, cada caminhada na vila de Inhaminga, cada conferência realizada, as pedras vão sendo encontradas. Deus quer uma casa; eu sou um voluntário para juntar os materiais para a honra e glória do seu Nome!
Retirado do site: Revista Impacto
domingo, 22 de novembro de 2009
Deus Usa Brasileiros Para Abençoar Moçambique por Susana Walker
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sábado, 21 de novembro de 2009
Deus Quer Atenção, Não Produção! por Harold Walker - parte2

Três fatores para dar fruto
Em sua grande parábola sobre o semeador, Jesus ressalta três fatores decisivos para que haja um resultado positivo em nossa vida: a semente, a terra e a exclusividade. Sem a semente, a terra pode ser boa ou ruim; não haverá fruto algum. Mas, se a semente for boa, entrará o segundo fator fundamental: a terra. Se a terra for dura, a semente nem chegará a germinar. Se a terra tiver uma camada fina apenas, a semente germinará, mas não vingará.
Porém, mesmo que a terra seja boa, pode ser que não dê fruto! Como pode acontecer isso? Semente boa e terra boa não garantem uma boa colheita? De acordo com Jesus e qualquer agricultor, a resposta é NÃO! Por quê? Porque existem espinhos e ervas daninhas. Apesar de a terra ser boa, a semente não frutifica porque a força da terra é roubada por outras plantas. Jesus diz que as ervas daninhas são “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas” (Mt 13.22) – em outras palavras, AS DISTRAÇÕES. Para ter uma boa colheita, para que nossa vida termine com um saldo positivo, é preciso haver boa semente, boa terra e EXCLUSIVIDADE.
E isso nos leva a uma ação prática, constante e indispensável para uma boa colheita: dizer NÃO, todo dia, para muitos convites, oportunidades, propostas e tentações. Na agricultura, chamam isso de capinar a lavoura. Quanto melhor a terra, maior a presença de ervas daninhas e mais constante a necessidade de arrancá-las. Quanto mais inteligentes, talentosos, jovens e habilidosos nós formos, mais precisaremos aprender a dizer NÃO! Do contrário, correremos o perigo de dedicar-nos a Deus só quando nos restarem as sobras – quando estivermos velhos, fracos e sem força, quando não houver tantas demandas sobre nosso tempo. É claro que Deus quer nossa dedicação nessa época também, porque ele quer TUDO, mas devemos dar-lhe não só nossos últimos anos, mas também as primícias, o melhor, o mais precioso de tudo o que ele investiu em nós quando nos criou.
Mesmo a terra boa que consegue produzir fruto é classificada, por Jesus, de várias formas: ela pode produzir a 30%, a 60% ou a 100%. Isso significa que a Palavra e o Espírito de Deus que recebemos têm imenso potencial, mas o fruto que produzirão em nossa vida depende da proporção e da intensidade de atenção que lhes foi dedicada. Quantos minutos, horas, dias e até anos de nossa vida são desperdiçados por não ouvirmos a voz de Deus? Consequentemente, perdemos oportunidades preciosas que Deus poderia ter usado para gerar fruto! Que porcentagem de produtividade você gostaria de oferecer a Deus?
Há um exemplo no Velho Testamento e outro no Novo que ressaltam a importância de se fugir das distrações para obter bom êxito em uma missão. Quando Eliseu mandou Geazi para ressuscitar o filho da sunamita, ele lhe deu as seguintes instruções: “Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas...” (2 Rs 4.29). Ao enviar os setenta discípulos de dois em dois para preparar seu caminho, Jesus disse-lhes: “Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho” (Lc 10.4). A ideia, em ambos os casos, é a importância de se ter foco, atenção total no alvo para desempenhar, com sucesso, uma missão encomendada por Deus. Até mesmo uma saudação pode servir de distração e fazer vazar a unção.
Terminando, faríamos bem em refletir sobre as exortações de Paulo para Timóteo:
“Até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino. Não negligencies o dom que há em ti... Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4.13-16).
Oremos usando as palavras desta linda música de Aline Barros:
Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, Senhor, usa-me
Refrão
Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo
Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida
Usa-me, Senhor, usa-me
Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, Senhor, usa-me
Refrão
Sonda-me, quebranta-me
Transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor.
Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Deus Quer Atenção, Não Produção! por Harold Walker - parte1

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma...” (Dt 10.12)
“Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz... Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos...” (Jr 7.22-24).
Desde que criou o homem à sua imagem, Deus definiu duas verdades que seriam inerentes à sua essência: por um lado, ele seria o ápice da criação como representante do Criador do Universo e, por outro, teria de depender totalmente do próprio Deus para conseguir exercer essa função primordial de sua existência. Um fato o exalta, o outro o humilha. Ao mesmo tempo em que ele é o procurador de Deus para todo o restante da criação, sem contato contínuo e vivo com Deus ele não consegue fazer nada de valor!
O drama da humanidade, então, gira em torno deste conflito: o homem, desde que atendeu à tentação da serpente de tentar ser como Deus, comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal, quer produzir alguma coisa para provar seu valor e reforçar sua identidade. Deus, em contrapartida, só quer que o homem desista de todos esses esforços inúteis e volte à missão inicial de focar toda a atenção no Criador, vivendo a partir dessa única fonte de vida e inspiração.
Deus só pede tudo!
Na passagem acima, Moisés argumenta apaixonadamente com o povo de Israel dizendo: “Que é que o Senhor requer de ti?” Deus não quer nosso esforço, nosso trabalho, nossas boas obras. Ele quer nossa atenção ininterrupta e irrestrita a uma só coisa – ELE MESMO! “Que temas ao Senhor... que andes em todos os seus caminhos e o ames e sirvas ao Senhor... de todo o teu coração e de toda a tua alma”. Que é que o Senhor pede de nós? Tudo! Todo o coração e toda a alma, todo o nosso amor e todo o nosso temor!
Será que isso não é pedir demais? Será que não é uma carga muito pesada? De acordo com a lógica de Moisés, é uma tremenda barganha! Ele usa a expressão de um bom vendedor: Que é que o Senhor pede? Quanto custa esse produto? Uma mixaria! Uma ninharia! Mas como nosso TUDO pode ser avaliado tão baixo assim? Por dois motivos: primeiro, porque deveria ser extremamente fácil amar a Deus de todo o coração já que ele nos criou para isso! Qualquer outra atitude seria desvirtuar nosso propósito natural. Assim como o peixe nasce nadando, o homem deveria nascer amando a Deus! O segundo motivo de ser um negócio tremendamente vantajoso é a desproporção entre o produto e o pagamento: somos chamados a dar tudo do nosso nada para recebermos em troca todos os recursos do Dono do Universo! E ele não pede que façamos alguma tarefa árdua e ingrata – apenas que o amemos e o temamos de todo o coração.
Se o Espírito abrir seu entendimento, você perceberá que esse clamor divino por nossa atenção atravessa toda a História e toda a Bíblia. “Filho meu, dá-me o teu coração...” (Pr 23.26). “Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei; ó Israel, se me escutasses!” (Sl 81.8). “Oxalá me escutasse o meu povo!” (Sl 81.13). “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças” (Mc 12.30). “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.29). Tragicamente, o homem tenta dar qualquer coisa a Deus, menos isso. Esse é o tema central do romance entre Deus e a humanidade.
Jesus e Buda – soluções diferentes para o mesmo problema
Cada um de nós, ao entrar neste mundo, recebe certa quantidade de força física, força mental, força psíquica, força emocional, força de vontade. Deus não cobrará de nós algo que não nos deu. O grande diferencial, no último dia, não será nossa produção, mas a maneira como aplicamos essa força limitada que recebemos. Podemos aplicar toda nossa força em um alvo errado ou em um alvo certo. Aí, é fácil saber como será o desfecho.
A maior tragédia de nossos dias, porém, não é essa. Nosso maior inimigo, hoje, é a dispersão da atenção, a perda de foco, o escoamento vagaroso mas incessante de nossas forças vitais em múltiplas direções. Dessa forma, mesmo que tenhamos bons objetivos e maravilhosas propostas, nosso saldo final será próximo a zero.
É por esse motivo que Jesus nos alerta: “Não vos inquieteis!” Em outras palavras: “Não vos preocupeis!” ou, ainda, “Não vos distraiais!” (Mt 6.31). O seu conselho é que não demos atenção às muitas coisas (à lista de “todas estas coisas”), mas que busquemos uma coisa só: O SEU REINO E A SUA JUSTIÇA. Se fizermos isso, “todas estas coisas” nos serão acrescentadas (Mt 6.33).
A ênfase de muitas religiões orientais, em especial do budismo, é eliminar totalmente as preocupações com a vida material. Dizem que Gautama Buda sentou-se debaixo de uma árvore e pôs-se a meditar sobre a causa de todo o sofrimento. Chegou à conclusão de que os desejos são a fonte de todo o sofrimento da humanidade e que, consequentemente, se o homem conseguisse acabar com todos os seus desejos, daria fim ao sofrimento. Chamou esse estado de não ter desejo de nirvana e o estabeleceu como alvo máximo para todos os seus seguidores.
Como vimos acima, Jesus tem outra orientação. Apesar de concordar que a fonte do sofrimento seja nosso apego e desejo por coisas e experiências palpáveis, ele não diz que a solução é acabar com o desejo, o querer, a vontade. Pelo contrário, ensina-nos a pegar todo o nosso querer, anseio e vontade fragmentados e reuni-los em torno de uma coisa só – Deus e sua vontade! A solução não é deixar de querer – na verdade, devemos aumentar o querer, só que não mais por múltiplas coisas sem valor permanente, mas pelo ÚNICO no Universo que tem valor intrínseco.
Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
A DISCIPLINA: CONFISSÃO E PERDÃO por Henri J.M. Nouwen

Que disciplina é necessária para que o futuro líder vença a tentação de heroísmo individual? Eu gostaria de propor a disciplina da Confissão e do Perdão.
Assim como os futuros líderes devem buscar o sobrenatural, profundamente embevecidos na oração, eles também devem estar sempre dispostos a confessar a sua fragilidade e a pedir perdão daquele a quem ministram.
Eu não fico nem um pouco surpreso que tantos ministros e líderes sofram de profunda solidão emocional, que freqüentemente sintam uma grande necessidade de afeição e intimidade, e que algumas vezes passem por sentimentos profundos de culpa e vergonha diante de seu próprio povo.
Freqüentemente parecem estar dizendo: “E se o meu povo soubesse como eu me sinto realmente, se soubesse como penso e sonho, por onde minha mente anda quando estou sentado sozinho no meu escritório?” São precisamente os homens e mulheres mais dedicados para a liderança espiritual que são também os mais vulneráveis à carnalidade mais intensa.
A razão disto é que não sabem como viver a verdade da Encarnação. Separam-na da sua própria comunidade física, tentando dominar as suas necessidades ignorando-as ou satisfazendo-as em lugares distantes e anônimos e, então experimentam uma divisão crescente entre seu próprio mundo interior particular e as boas novas que estão anunciando.
Quando a espiritualidade se torna espiritualização, a vida no corpo se torna carnal. Quando os ministros e líderes vivem seus ministérios principalmente na esfera mental, e consideram o Evangelho como um conjunto de idéias valiosas para serem anunciadas, o corpo rapidamente vinga-se, clamando fortemente por afeição e intimidade.
É exatamente pelas disciplinas da confissão e do perdão que se pode evitar a espiritualização e a carnalidade, e pode-se viver a verdadeira encarnação. Através da confissão, os poderes das trevas são arrancados da sua isolação carnal e trazidos para a luz e manifestos à comunidade. Através do perdão, os poderes das trevas são desarmados e dissipados, e uma nova integração entre o corpo e o espírito se torna possível.
Inúmeros cristãos têm descoberto o mais profundo significado da Encarnação, não em suas igrejas, mas nos Doze Passos dos Alcoólatras Anônimos, e experimentaram a presença curadora de Deus numa comunidade formada por pessoas que têm coragem de buscar a cura através da confissão mútua.
Isto não significa que ministros e líderes devam explicitamente confessar os seus próprios pecados ou falhas no púlpito ou em suas ministrações diárias. Isto seria doentio e imprudente, e não seria de maneira alguma o caminho para se tornar um servo-líder.
O que estamos dizendo é que ministros e líderes também são chamados para serem membros completos de suas comunidades, devem prestar contas a elas, e necessitam o seu carinho e apoio. São chamados para ministrar com todo o seu ser, inclusive com suas próprias feridas.
Eu, pessoalmente fui muito afortuna do em ter encontrado esse tipo de lugar na L´Arche, com um grupo de amigos que dão atenção às minhas próprias dores freqüentemente escondidas e me mantêm fiel à minha vocação com suas críticas gentis e seu apoio amoroso. Quem dera que todos os lideres pudessem ter para si um lugar seguro como esse!
Retirado do livro: O Perfil do Líder Cristão do Século XXI.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O filão religioso / Ricardo Gondim

As Casas Bahia disputam o mesmo mercado que a Magazine Luiza. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Em seus comercias, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela da televisão. A patuléia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luiza, fecha o negócio - o juro embutido deve ser um dos maiores do mundo.
Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma lengalenga se repete nos programas evangélicos. Pelo menos quatro “ministérios” concorrem em outro mercado: o religioso. Todos caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, os empreendimentos expansionistas, as ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco dos líderes. Assim, cada programa oferece milagres e todos calçam suas promessas com testemunhos de gente que jura ter sido brindada pelo divino. Deus lhes teria abençoado com uma vida sem sufoco. Infelizmente, o preço do produto religioso nunca é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha.
Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Para preferir uma igreja, precisa distinguir sobre qual missionário, apóstolo, pastor ou evangelista, Deus apontou o dedo. E se tiver uma filha com leucemia aguda, não pode errar. Ao apelar para uma igreja com pouco poder, perde a filha. O correto seria freqüentar todas. Mas como? Em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, afirmariam que, por mais “ungido” que for o missionário, um monte de exigência vem embutida na promessa da bênção. É preciso ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo impede o Todo Poderoso de operar; qualquer dúvida é considerada uma falta de fé, que mata a possibilidade do milagre.
Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a idéia de que agenciam o favor divino com exclusividade. E por esse serviço, cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser considerado de quarta categoria. A "Brastemp" espiritual que os teleevangelistas oferecem vem do céu. O acesso ao milagre se complica, porque todos mercadejam o mesmo produto. Os critérios de escolha se reduzem a prazo de entrega, conforto e garantia. Opa, quase esqueci! As lojas, em conformidade com o Código do Consumidor, são obrigadas a dar garantia, mas as igrejas evangélicas não dão garantia alguma. O cliente nunca tem razão. Quando a filha morrer de leucemia, o pai, além de enlutado, será responsabilizado pela perda. Vai ter que escutar que a menina morreu porque ele “deu brecha” para o diabo, não foi fiel ou não teve fé.
Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza estão bem à frente das igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.
Fonte: http://www.ricardogondim.com.br
Vi em http://dlgrubba.blogspot.com/2009/03/o-filao-religioso.html
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sábado, 14 de novembro de 2009
Para onde vai a Igreja do Senhor? por Mario Persona

Depende do que você chama de "Igreja do Senhor". Se está se referindo a todos os salvos por Cristo, seremos todos arrebatados a qualquer momento, para nos encontrarmos com o Senhor nos ares.
Mas, se está se referindo à cristandade, essa mescla de joio e trigo, suas organizações e as assim chamadas "igrejas", isso vai permanecer aqui, de certa forma desfalcada, depois do arrebatamento dos salvos. Essa que deveria ser a noiva de Cristo (como testemunho) surpreende o apóstolo João quando ele a vê como uma meretriz em Apocalipse. O que você lê da meretriz, a Grande Babilônia, em Apocalipse é o futuro da cristandade como a forma exterior do cristianismo então vazio de seus verdadeiros salvos.
Para entender melhor o processo de degradação e apostasia, leia 1 Timóteo pensando em como Deus gostaria que o testemunho da Igreja fosse, e 2 Timóteo (última carta de Paulo) pensando em como esse testemunho acabou se tornando. O capítulo 2 de 2 Timóteo é crítico nesta análise, mostrando a necessidade do cristão se apartar da má doutrina e iniquidade que leva o nome de Cristo.
II Tim 2:19 a 22 - "Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra.
Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor".
O capítulo 3 de 2 Timóteo fala do caráter dos homens nos últimos dias. Esses homens não são pagãos, mas "cristãos" nominais. Algumas características desse homens são o egocentrismo, a avareza (fazem comércio de seus seguidores), presunção de poder, sedutores de mulheres carregadas de desejos vários (inclusive lícitos, como dinheiro, saúde etc.) e imitação dos milagres de Deus, como fizeram os magos de Moisés, Janes e Jambres.
II Tim 3:1 a 9 - "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles".
O último capítulo de 2 Timóteo é triste, pois mostra que todos acabam abandonando Paulo no final. Isso está acontecendo hoje, quando a doutrina ensinada por Paulo em suas epístolas é cada vez mais deixada de lado como "difícil de entender" para dar lugar a práticas totalmente contrárias ao que Deus nos ensina através dele.
Muito do que Paulo escreveu é hoje considerado como "costumes de sua época" por não se encaixarem no modo de pensar das organizações eclesiásticas da atualidade.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Para onde vai a igreja? por Tomaz de Aquino

A igreja do Senhor de verdade vai sempre em direção ao Senhor Jesus. São noivas que tem uma caminhada em direção ao noivo. São pessoas que buscam andar como Ele andou, buscam ser cada dia mais parecido com Ele.
No entanto aquilo que a maioria de nós chama de igreja, ou seja, as instituições evangélicas, penso que deverão desaparecer e farão um grande favor à humanidade que for o mais rápido possível.
Os movimentos que hoje vemos, cada um tem o seu próprio evangelho, sua própria visão e missão, a sua própria agenda, seus próprios interesses. Cada uma delas está implantando o seu reinadozinho. Veja este artigo no blog:
http://sojesusnavida.blogspot.com/2009/01/reino-de-deus-versus-reino-de-deus
es.html
A igreja evangélica faz o mesmo caminho que a Católica já fez e a Católica carismática faz o caminho das evangélicas pentecostais e neo-pentecostais.
Nas igrejas de hoje, com raras exceções, vemos pouco de Jesus. Na verdade usam a Bíblia para seus próprios interesses através de uma teologia onde Jesus não é a fonte de toda revelação. Veja o artigo do blog - "O que há errado em nossa mensagem?"
Hoje fica cada dia mais difícil para quem quer de verdade seguir a Jesus, afirmar-se um evangélico. Ser evangélico no sentido lato é aquele que tem o evangelho no coração,na mente, nos pés, nas mãos, na vida. Mas infelizmente hoje representa somente está em uma instituição chamada evangélica.
Sinceramente não me vejo incluídos nestes evangélicos sem Jesus.
Não tenho uma visão de que tudo será destruído, mas sim que a meretriz, que já foi a igreja católica para os evangélicos, mas que penso ser toda religião institucionalizada que tem aparência de piedade mas nega o poder de Deus, deva ser desconstruída para que surja a noiva. Isso é obra do Espírito de Deus!
A Igreja de Jesus, que é gente, gente que crer, gente que segue, gente que discípulo, gente que busca pela ação do Espírito ser cada dia mais parecido com Jesus, essa não será abalada, pois é coluna e baluarte da verdade.
Não afirmo, até porque não sou juiz, que as pessoas da instituição serão banidos para o inferno pois creio na Graça e misericórdia de Deus. Creio no entanto que cada dia mais pessoas se desencantam com estes serviços institucionais e são atraídos a Jesus.
Grande prazer em conversar.
Alem de ler o blog, lei também nosso site pois lá você pode ouvir todas as
mensagens por mim ministradas na Casa do Senhor.
Em Jesus que não é crente nem cristão e mesmo evangélico, é Deus vivendo em
nós.
Tomaz de Aquino Pinheiro - É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura. É autor de dois livros: " Roubadores de corações" e " Respondendo com Habilidade para a Vida", e também engenheiro civil com MBA em liderança cristã. pela Faculdade Teológica Sul Americana - FTSA.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A Tentação de SER PODEROSO por Henri J. M. Nouwen
Todos sabem qual foi a terceira tentação de Jesus. Foi a tentação do poder. "Eu te darei todos os reinos deste mundo e a sua glória", o diabo disse a Jesus.
Uma das maiores ironias da história do cristianismo é que os seus líderes constantemente caíram ante a tentação do poder - poder político, poder militar, poder econômico, ou poder moral e espiritual - muito embora continuassem a falar no nome de Jesus, que não se apegou ao seu poder divino, mas esvaziou-se a si mesmo e tornou-se como um de nós.
A tentação de considerar o poder um instrumento apto para a proclamação do Evangelho é a maior de todas. Estamos sempre ouvindo de outros, e dizendo a nós mesmos, que ter poder (desde que o usemos no serviço de Deus e em favor dos seres humanos) é uma boa coisa.
Mas era com ESTE RACIOCÍNIO que cruzadas foram realizadas; inquisições foram instituídas; índios foram escravizados; posições de grande influência foram cobiçadas; palácios episcopais, catedrais esplêndidas e opulentos seminários foram construídos; e muita manipulação de consciência foi usada.
Toda vez que vemos uma grande crise na história da igreja, notamos que a maior causa da divisão é sempre o poder exercido por aqueles que dizem ser seguidores do pobre e despojado Jesus.
O que torna a tentação do poder aparentemente tão irresistível?
Talvez porque o poder ofereça um fácil substituto para a difícil tarefa de amar...
Parece mais fácil ser Deus do que amar a Deus, mais fácil controlar as pessoas do que amá-las, mais fácil ser dono da vida do que amar a vida.
Jesus pergunta: "Você me ama?"
Nós perguntamos: "Podemos sentar à tua direita e à tua esquerda no teu reino?"
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
A Tentação de SER ESPETACULAR por Henri J. M. Nouwen
Fui educado num seminário que me fez acreditar que o ministério era essencialmente um assunto individual. Eu tinha uqe ser bem treinado e bem formado, e depois de anos de treinamento e formação, era considerado bem equipado para pregar, administrar, aconselhar e dirigir uma igreja.
Fizeram-me sentir como um homem numa caminhada muito longa com uma enorme mochila contendo todo o necessário para ajudar as pessoas que encontrasse pelo caminho. As peguntas teriam respostas, os problemas teriam soluções e as dores teriam remédios. era só ter certeza com qual dos três eu estava lidando.
Vivendo numa comunidade com pessoas tão feridas (deficiência mental), descobri que eu havia passado a maior parte da minha vida como trapezista, tentando caminhar nas alturas, numa corda bamba, para alcançar o outro lado, e sempre esperando por aplausos quando eu não caía.
A segunda tentação à qual Jesus foi exposto foi precisamente a tentação de fazer algo espetacular, algo que pudesse render-lhe grandes aplausos. "Atira-te do pináculo do templo e deixa que os anjos te segurem e te carreguem em seus braços". Mas Jesus recusou-se a ser um super-homem. Ele não veio para se mostrar. Ele não veio para caminhar sobre brasas incandescentes, para engolir fogo ou para colocar a sua mão na boca do leão para demonstrar o grande valor do que tinha a dizer.
Quando você olha a igreja de hoje, é fácil ver o predomínio do individualismo entre ministros e líderes.
Pode-se dizer que a maioria de nós se sente como um trapezista fracassado, que não tinha poder para atrair multidões, que não conseguia promover muitas conversões, não tinha o talento para criar belos programas, não era tão popular entre os jovens, os adultos ou os idosos como esperava, e que não era tão capaz de atender às necessidades do povo como queria.
Ao mesmo tempo, a maioria sente que deveria ter sido capaz de fazer tudo isto, e de fazê-lo com secesso. A ambição de ser uma estrela ou herói individual, que é tão comum na nossa sociedade competitiva, também não é um sentimento estranho na igreja. Lá também a imagem dominante é aquela do homem ou mulher que conseguiu o sucesso sem a ajuda de ninguém, ou daquele que pode fazer tudo sozinho.
O autor, Henri Nouwen, compreendeu que o caminho para subir é descer. Abandonou sua brilhante carreira de professor nas melhores universidades dos EUA (Notre Dame, Yale e Harward) para compartilhar sua vida com os necessitados, servindo numa comunidade para deficientes mentais em Toronto, Canadá.
Retirado do livro: O Perfil do Líder Cristão do Século XXI - Editora ATOS.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A Tentação de CAUSAR IMPACTO por Henri J. M. Nouwen

A primeira coisa que me chocou quando vim morar numa casa com deficientes mentais foi que a sua afeição ou antipatia por mim não tinha, absolutamente, nada a ver com quaisquer das muitas coisas úteis que eu havia feito até então.
Como nenhum deles podia ler meus livros, estes não podiam impressioná-los, e como a maioria deles nunca havia ido à escola, os meus vinte anos em Notre Dame, Yale e Harvard não me proporcionaram uma apresentação especial.
A minha considerável experiência ecumênica provou ter menos validade ainda.
A incapacidade de usar quaisquer das habilidades que me foram tão úteis no passado era uma verdadeira fonte de ansiedade. De repente, eu estava às voltas com a minha própria nudez, aberto a afirmações e rejeições, abraços e socos, sorrisos e lágrimas, tudo dependendo simplesmente de como eu era compreendido no momento.
Amizades, contatos e reputações não mais podiam ser levado em conta. Essa experiência foi, e de muitas maneiras ainda é, s mais importante experiência da minha nova vida, porque obrigou-me a redescobrir minha verdadeira identidade.
Estas pessoas arruinadas, feridas e completamente despretensiosas me forçaram a abandonar o meu ego relevante, o ego que pode realizar coisas, mostrar coisas, provar coisas e construir coisas.
Elas me forçaram a retomar aquele ego sem enfeite, que me deixa completamente vulnerável, aberto a receber e a dar amor indiferente de quaisquer realizações.
Digo isto porque estou profundamente convencido de que o líder cristão do futuro é chamado para ser completamente irrelevante e a estar neste mundo sem nada a oferecer a não ser a sua própria pessoa vulnerável.
A primeira tentação de Jesus era para ser relevante: transformar pedras em pão. Oh, quantas vezes desejei ter este poder! Ao caminhar pelo arredores de Lima, no Peru, onde crianças morrem de fome e por causa da água contaminada. Eu não seria capaz de rejeitar esse dom mágico de transformar as ruas de pedras empoeiradas em lugares onde as pessoas pudessem pegar uma pedra e descobrir que era um pãozinho
Não somos nós, líderes e ministros, chamados para ajudar as pessoas, alimentar os famintos e aliviar o sofrimento dos pobres? Jesus enfrentou essas mesmas questões. Mas, quando lhe pediram para provar o seu poder como Filho de Deus através do comportamento relevante do transformar pedras em pães, Ele se apegou a sua missão de proclamar a Palavra.
o líder do futuro será aquele que ousa afirmar a sua irrelevância no mundo contemporâneo como uma vocação divina. Ela permite que ele esteja em profunda solidariedade com a angústia atrás de todo aquele esplendor do sucesso. E leve a luz de Jesus para brilhar ali.
O autor, Henri Nouwen, compreendeu que o caminho para subir é descer. Abandonou sua brilhante carreira de professor nas melhores universidades dos EUA (Notre Dame, Yale e Harward) para compartilhar sua vida com os necessitados, servindo numa comunidade para deficientes mentais em Toronto, Canadá.
Retirado do livro: O Perfil do Líder Cristão do Século XXI - Editora ATOS.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O PARADOXO DA DECISÃO

Toda de-cisão tem que ter um começo. Sem começo não há de-cisão, e sem decisão não há começo de nada.
Saber disso muda a vida, seja no âmbito mais simples ou no mais complexo.
De-cisão não é apenas boa intenção. Boa intenção é a sepultura dos covardes que não fazem nada além de falar, falar, falar...
É completamente triste e devastador quando você encontra pessoas viciadas em “boas intenções”; e que em geral são pessoas incapacitadas de realizar o que “formulam”, justamente porque sua “bem intencionada conversa” é apenas uma máscara que esconde a incapacidade dela (o pensar, o falar, o propor) realmente se tomar uma de-cisão.
Sem decisão toda boa intenção já está morta!
Toda decisão carrega, para quem a pratica, a possibilidade do pecado. Pois quem sabe se a boa intenção é mesmo boa?
A questão é que a decisão precisa ser boa, e nenhum de nós sabe além de sua própria intenção.
Por isto, se somos chamados para boas obras, também o somos para que as façamos com alegria, apesar de não sabermos se no fim elas todas serão realizadoras do bem.
Ora, isto tudo parece nos colocar num “chão” de total paradoxo; visto que sou chamado a fazer com boa intenção todas as coisas, ao mesmo tempo em que não sei se o que eu chamo de “bom” é de fato o que Deus chama de Bem.
E ainda sou chamado a fazer todas as coisas com alegria e gratidão...
Portanto, para o ser que se decide, tal ato implica numa entrega, pois, de fato, não se sabe nada sobre aquilo acerca do que se decide. Sim, nunca!
Dessa forma, vindo a ser para o bem, ou para o mal, a decisão precisa ser em fé e boa consciência; posto que somente o tempo revelará se foi boa ou má a abra que fiz.
Assim, meu chamado é para a obediência em razão de que toda de-cisão deve gerar alguma “partida”; alguma cisão.
Cordões umbilicais se partem...
Não nasce um homem sem de-cisão!
A obediência sempre será por muitos outros olhos vista como desobediência, visto que num mundo caído o que é bom para uns nem sempre é bom para todos; na maioria das vezes a minha benção é vista como algo péssimo para algum outro ser humano, no mínimo.
O que nos salva da loucura é a ignorância!
Esta é minha melhor lucidez!
Isto porque se soubéssemos quais são os desdobramentos de todas as nossas ações e decisões, provavelmente não suportássemos.
E a pura ironia talvez fosse ver que nossas boas intenções nem sempre geraram o bem; e algumas de nossas obras más nem sempre realizaram o mal.
“Ri-se deles o Senhor...”
Eu, porém, carrego toda a culpa pela primeira; e não tenho mérito pela segunda.
Assim, conclui-se que o coração do homem faz planos, mas a resposta certa vem da boca do Senhor.
Daí Paulo dizer que tudo o que não provém de fé é pecado. Pois o que nos salva da moralidade judiciosa e enlouquecedora das decisões é a fé que age com boa consciência diante de Deus.
Do contrário...sem fé...todo ato de obediência se tornaria loucura. Cada um, porém, tem que decidir conforme sua própria consciência, mesmo que isto seja “desobediência” para quem observa.
Esta será sempre a sua sanidade!
O covarde que não entrará no Reino dos Céus é todo aquele que teme decidir pelo bem revelado, pois achou mais segurança no mal como estabilidade.
Caio
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O que há de errado com a nossa mensagem? por Tomaz de Aquino

Trinta milhões de brasileiros afirmam sua confissão evangélica, fora os milhões que se dizem cristão ou como Cristo, que se denominam católicos e outros seguimentos do cristianismo, no entanto não há transformação em nosso mundo decorrentes de tais confissões.
No mundo chamado cristão já houve e ainda há muitas aberrações que nada tem a ver com o ensino de Cristo: escravidão, genocídio dos nativos da América, a segregação racial, o apartheid sul africano, a degradação ambiental, as duas guerras mundiais, os escândalos da pedofilia, da corrupção e muitas destas coisas dentro dos muros da igreja ou pelo menos apoiado por ela.
No Brasil assistimos nos jornais os escândalos de padres, pastores e outros religiosos envolvidos com corrupção, pedofilia e outros desvios sexuais. Ainda assistimos o crescimento da violência, da prostituição, da corrupção, a injustiça social, a desvalorização cada dia maior do ser humano em face da ganância institucionalizada.
Mas o que está acontecendo?
Jesus não disse que o Reino de Deus é como o fermento, como uma pequena semente? Não disse que os filhos do reino são luz e sal?
O que está errado com o fermento do reino que não atinge a massa toda? Será que é o fermento do reino de Deus ou o fermento do reino dos homens deuses?
O que está errado com a semente do Reino que não se torna uma grande árvores e da abrigo a muitos?
A resposta a estas perguntas é simples: os chamados cristãos são ou se fazem incapazes de agirem conforme o ensino de Jesus.
Por que isso acontece?
É mais simples ainda! Os políticos são incapazes de fazer o certo por simples falta de vontade política, assim como os cristãos de hoje são incapazes de andar pelos ensinos de Jesus por simples falta de vontade, pois isso acarretaria uma profunda mudança na vida dos mesmos assim como consideráveis perdas daquilo que eles não querem abrir mão. Preferem ganhar a vida a perdê-la.
Soren Kierkegaard já no século IXX disse como uma mestria e lucidez exuberante o que está errado conosco:
“A questão é muito simples. A Bíblia é muito simples de se entender. Mas nós, os cristãos, somos um bando de caloteiros intrigantes. Fingimos ser incapazes de compreendê-la porque sabemos muito bem que, no instante em que a compreendermos, estaremos obrigados a agir de acordo com ela.
Pegue quaisquer palavras do Novo Testamento e deixe tudo o mais de lado exceto o seu empenho pessoal de agir de modo coerente com elas. Meu Deus! – você dirá. - Se fizer isto, toda a minha vida estará arruinada. Como poderia dar continuidade a minha vida neste mundo?
Eis, portanto, o verdadeiro propósito da erudição cristã. A erudição crista é a invenção mais prodigiosa da igreja para se defender da Bíblia, a fim de garantir que poderemos continuar sendo bons cristãos sem que a Bíblia se aproxime demais de nós. Quão temível é cair nas mãos do Deus vivo! Sim, mais temível ainda é ficar a sós com o Novo Testamento”.
Charles Swindoll está certo quando afirma que “os cristãos de hoje estão dispostos a lutarem por um trono e não por uma toalha”.
Hoje é imprescindível e vital pensar no que o autor de Provérbios afirma quando diz que “o orgulho precede a ruína”. É necessário que as instituições, incluindo entre elas a igreja, experimentem uma queda antes de se abrirem para o verdadeiro arrependimento.
Concluo este artigo com uma frase muito preciosa de Christoph Friedrich Blumhard citada por Brian D. McLaren no livro “A mensagem secreta de Jesus”:
“Nada é mais perigoso para o avanço do Reino de Deus do que a religião. Mas é isto o que o cristianismo se tornou. Vocês não percebem que é possível que se mate a Cristo com esse tipo de cristianismo?”.
Pense nisso e que Deus nos ajude a encontrar a pérola de grande valor e a encontrando, abrir mão de tudo para adquiri-la.
Tomaz de Aquino É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura. É autor de dois livros: " Roubadores de corações" e " Respondendo com Habilidade para a Vida", e também engenheiro civil com MBA em liderança cristã. pela Faculdade Teológica Sul Americana - FTSA.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Jaqueline, em missão na África.

Olá meus queridos amigos e queridas amigas,
Primeiramente, peço desculpe por ficar tanto tempo sem mandar notícias...
Ontem, 25/10, completei 6 meses de missão em África, missão de uma vida nova, de posturas novas, de relacionamentos novos, de muito aprendizado e de muito trabalho, tudo isso misturado com muita saudade de nosso querido Brasil, de nosso querido povo brasileiro.
Tenho tantas coisas que gostaria de partilhar com vocês... muitas coisas mesmo... Ficaria o dia inteiro escrevendo... rs.
Em relação ao trabalho que venho desenvolvendo, anexo, está uma entrevista que saiu no jornal Conect da Fundação Romi, neste mês. Ajudará muito para que este não fique extenso e cansativo... rs.
O povo angolano é muito alegre e acolhedor, eles gostam muito dos brasileiros e perguntam muito sobre o nosso país. No mês passado, aconteceu algo engraçado... fui à noite, junto com 7 argentinos e só eu de brasileira, num “quiosque” fechado à beira mar em Luanda, onde tem mesas ao ar livre e uma parte coberta com pista de dança... como íamos só comer doce, ficamos na parte aberta... Nisso o garçom angolano começou a conversar conosco... perguntou de qual país somos, qdo os argentinos terminaram de falar... eu respondi que eu sou do Brasil, ele respondeu bem sério: - nota-se pela beleza... os brasileiros tem uma beleza inexplicável... Confesso que fiquei envergonhada porque os argentinos começaram a brincar comigo... E não foi a primeira vez que me falam isso, já ouvi até de mulheres, não estou me referindo a minha beleza...rs. Em relação ao corpo, achamos que as mulheres como os homens angolanos tem uma estrutura corporal muito bonita e definida, sem contar do gingado para dança que eles possuem... uma leveza para dançar inexplicável e ‘incopiável’...rs, já tentei, mas não acerto dançar kuduro e nem Domilindro, a única que saberia dançar a Tarraxinha, mas não danço nem morta... rs. Qdo vi pela primeira vez fiquei surpresa e de boca aberta... dança-se em dupla, bem juntinho, mas bem juntinho mesmo, devagar e de modo sensual, bem sensual mesmo, especialmente aos olhos do brasileiro que nunca viu, só está acostumado com funk individual... rs. Eles gostam muito de música, em destaque a nossa. Ontem veio um grupo de jovens usar o nosso Jango (onde fazemos nossas festas), trouxeram caixas de som e ficaram boa parte do tempo ouvindo Zezé de Camargo e Luciano, logo quando cheguei, um outro grupo só ouviu música brasileira, em especial fank, confesso que me senti no Brasil... fank, TV globo e cana-de-açúcar ao lado de casa... rs
A pobreza do povo é inexplicável, bem como a quantidade de crianças pelas ruas e nas aldeias...
Trânsito é muito ruim, principalmente da capital, Luanda, é terrível... perde-se muito tempo. Moro na província (estado) próximo da capital, chamada Bengo, nunca gastamos menos de 2h30 para chegar, sendo que sem trânsito gastaríamos no máximo 1h30, mas para isso temos que sair bem cedo, antes das 6h30. Quando cheguei em Angola, do momento que entrei no carro até chegar em kala-kala, gastamos 4h30. Sem falar dos motoristas imprudentes que ultrapassam pela direita e dos muitos caminhões que encontramos, Angola está em fase de construção, muitas obras, estradas sendo reformadas ou sendo construídas. Outra coisa que acho importante relatar é que já estou acostumada a viajar... já teve semana que fui a semana inteira à Luanda e voltei no mesmo dia à Kala-Kala.
Ah, outra coisa, praia, pelo menos duas vezes ao mês vamos a praia para passar um dia inteiro, nunca ficamos para dormir, uma vez vamos com os meninos que se comportaram bem no mês anterior e outra vez vamos para descansar, freqüentamos as praias desertas, porque são mais limpas... Só uma vez fui a praia de Luanda, onde encontramos muitos brancos e as coisas para comprar são muito caras... A minha última ida a praia foi dia 15, na qual eu fui dirigindo um carro e Lucas o outro, saímos às 8h de casa e chegamos por volta das 10h, fomos a praia mais próxima, levamos 13 meninos conosco, sempre o regresso é às 17h e chegamos por volta das 19h.
Conheço 5 províncias (estado): Luanda, Bengo, Kwanza Sul - cidade de Calulo, Kwanza Norte - cidade de Dondo e Benguela (lugar mais distante que já fui, quase 8h de viagem de carro, iremos passar o Ano Novo).
As paisagens da natureza são belíssima, cada região com seu encantamento e sua particularidade. O pôr-do-sol totalmente diferente de nosso Brasil, é maravilhoso, laranjado, me encanta toda vez que Deus me dá a oportunidade de contemplá-lo, e a Lua, fantástica, em especial quando ela está cheia, também tem uma cor diferente, um brilho incomparável... amo ficar olhando e pensar nas coisas de minha vida... No Brasil já fazia isso, aqui muito mais... As árvores nativas são totalmente diferentes, chamadas de himbondeiros, chega atingir 20 metros de perímetro, seu fruto chama Mukua, aqui eles comem e fazem gelado (sorvete), não agrada meu paladar porque é bem azedo e amargo... nossos meninos adoram.
Tive a oportunidade de fazer um safári em agosto, parque da Kissama, cada paisagem belíssima, porém não vimos o tão desejado elefante... apenas veados, guinus e macacos.
Minha maior dificuldade com o povo angolano está na paciência que tenho que ter com eles, principalmente com os funcionários de kala-kala, são 30 distribuídos nos setores: pedagógico, profissionalizante, agricultura, limpeza, segurança, cozinha, lavanderia, motorista e saúde. Seu modo de trabalho e de pensar é diferente do nosso, não é algo somente percebido por mim, bem como, percebido pelos outros expatriados que temos aqui em Kala-Kala e que me relaciono.
Os professores não sabem trabalhar de modo interdisciplinar e os alunos não gostam de fazer trabalhos em grupos ou dinâmicas em sala de aula. Dou aula para os alunos internos de Educação Moral e Cívica, uma vez na semana, duas aulas seguidas, todas as vezes que apliquei dinâmicas ou trabalhos em grupos não obtive êxito, mesmo explicando até “cansar” como é que tem que ser feito... É um grande desafio que agarrei e vou continuar persistindo até conseguir êxito. Semana passada tivemos a primeira olimpíada de Kala-Kala, tanto com os alunos internos como com os externos, mas diferentes horários, dois professores ficaram responsáveis por uma equipa, e todos os dias falávamos que o educador deve organizar sua equipe, porém não deve torcer por ela, e mesmo assim os professores defendiam suas equipes como se fosse um jogador. Confesso que foi uma semana de muito estresse, principalmente quando eu estava sendo responsável por uma modalidade, uma professora disse na frente de todos os alunos que os alunos não queriam que eu fosse a juíza do jogo de queimada porque eu roubei para a outra equipa, eu disse a ela que se a equipe dela não jogasse automaticamente a outra equipe seria vencedora e não importava porque eu continuaria a ser a juíza, ela virou para os alunos e pediu para não se preocuparem que ela estaria ali e não me deixaria roubar... Em nenhuma modalidade eu fui injusta, a bola batia no braço e os alunos diziam que foi na mão... O pior que não foi só ela que agiu assim em outras modalidades... um menino foi sincero e disse que foi queimado a professora dizia que ele não havia sido... Eu quase morri de nervo... rs. Acontecia coisas obvias e como só ficavam olhando para sua equipe, não observava o acerto dos outros... mas a ética está também, em fase de construção aqui assim como no país. Não era só comigo que faziam isso, faziam com Lucas também, diretor de Kala-kala.
Nós expatriados chegamos a conclusão que o trabalho é de formiguinha e exige muita paciência para não brigarmos impondo a nossa cultura e nosso jeito de trabalhar, temos sim que ensinar a serem justos e éticos, mas de modo diferente, que só Deus para me dar paciência e sabedoria... (quem me conhece sabe muito bem o que estou falando, rs). Essas são experiências vivenciadas no setor em que faço parte, setor pedagógico, mas temos inúmeras na cozinha, agricultura e etc... Não quero generalizar, temos profissionais ótimos, mas que de vez em quando acabam tbm escorregando, assim como eu e os próprios expatriados, faz parte do ser humano... Mas aqui é diferente, por isso cheguei a conclusão e encontro a resposta do para que estou aqui...
A questão da saúde é muito precária, falta muito para chegar como é a do nosso país. Rezamos muito a Deus para que não fiquemos doentes aqui. Em Luanda tem dois hospitais que consideramos bons e dizem que são de confiança, mas é bom ficarmos em alerta e observar muito. Qualquer enfermeiro aqui é considerado médico e se passa por médico, mas sem maldade alguma, ao contrário dos muitos estrangeiros que atuam na saúde.
Desde quando cheguei a cada 40 dias faço exame de sangue para verificar se tenho paludismo (malária), graças a Deus sempre dá negativo, nós de kala-kala vamos sempre a um posto de saúde pequeno mantido por uma ordem religiosa em parceria com o ministério da saúde angolano, lá tem uma irmã brasileira do sul, na qual é enfermeira e com grande conhecimento das doenças angolanas, é um lugar que depositamos mais confiança. Eu e Marcela somos as únicas que desde quando chegamos não pegamos paludismo. Lucas, está aqui 1 ano e 3 meses, já pegou 4 vezes. Carola, 8 meses, já pegou uma vez. Canário, 5 meses está se recuperando do seu 1º paludismo neste ano. Marcela e ele vieram da Argentina tomando remédio anti-paludico, mas não adiantou. De todos os missionários salesianos que conhecemos eu sou a única “resistente” ao mosquito, Marcela já morou dois anos antes de vir para o terceiro ano e havia pego... Chego a concluir que os mosquitos não gostam de mim... rs, que continuem a não gostar... Não se assustem, temos a malária (paludismo) no Brasil tbm, na Amazônia. Os sintomas são parecidos com o da dengue, e ataca o fígado.
Outra questão delicada é da higiene, em nossa cidade não há nenhum lugar de confiança que possa comer algo tranquilamente, assim como em quase toda Angola... São raros os restaurantes como em nosso país, em Luanda encontramos alguns. Único lugar que podemos comer “tranquilo” é no shopping, geralmente são empresas estrangeiras e em restaurantes na orla da praia em Luanda, mas nunca sabemos como é nos “bastidores”, é melhor nem olharmos e nem pensarmos... 90% dos freqüentadores do único shopping de Angola são brancos. Com a água, temos que ter uma atenção especial, eu não tomo água sem ser mineral comprada. A questão do saneamento básico é quase inexistente. Já estou acostumada em ver homens e mulheres urinando na estrada. As mulheres usam panos para se cobrir... Eu ainda não fiz isso... rs. Ou melhor, ainda não precisei... rs Mas se eu necessitar terá que ser num lugar super discreto... rs
A diversidade de povos em Angola é enorme, além de brasileiros e portugueses, já conheci muitos povos falando seu idioma misturado com português... Em Angola encontramos muitas outras nacionalidades: italianos, uruguaios, espanhóis, cubanos, franceses, argentinos, indianos, mulçumanos, eslováquios, israelenses, mexicanos, e principalmente, chineses.
Aqui em Angola, Deus me dá muitos presentes e surpresas inesquecíveis, mas tem três que jamais vou esquecer: 1º trabalhar de Assistente Social na Educação. 2º Passar uma semana com a estrela e defensora do Serviço Social, Dr Carmelita Yazbek, em especial trazê-la para conhecer onde estou, passar um dia com essa mulher fantástica foi de grande lição e aprendizado pessoal para mim. E, por último a realização de um sonho meu quando era criança: assistir um show da rainha dos baixinhos, Xuxa, e de perto... rs. Dia 10 deste mês aconteceu o Dia da Amizade Angola/Brasil com apresentação do Luciano Huck.
Bom, estou escrevendo muito, acho melhor parar por aqui para não cansar ainda mais vocês, como disse tenho muitas coisas para contar, tanto boas como ruins, as coisas ruins tbm fazem parte da vida, esteja eu em Angola, em nosso país, na Europa e etc. Tudo e todos tem suas coisas boas como suas coisas ruins.
Dúvida, comentário, por favor me escrevam que terei o prazer em responder.
Quis escrever um pouco da realidade de África, em especial de Angola, país que me redescubro a cada dia. Apesar das dificuldades encontradas, gosto muito de estar aqui, e sou feliz por ter feito está escolha que já faz parte de minha história de vida e fará parte da história de alguns angolanos.
Se eu fosse embora hoje iria com a certeza que realizei meu sonho e cumpri meu objetivo, fazer a diferença, sem dúvida na vida de um menino eu fiz diferença, e jamais vou esquecer, por mais que ele não se dê conta ou se esqueça de mim, e só eu sei como meu coração se sente, e das muitas preocupações para conseguir todas as documentações, desde certidão de nascimento, bilhete de identidade e passaporte para ele ir à Itália junto com mais 10 meninos de Luanda e três meninos de Kala-Kala, representando Angola no Inter de Milão, e meninos de mais de 20 países. Só eu sei como foi difícil ouvir a pessoa responsável falar que havia desistido de levá-lo porque a empresa que ficou responsável por todas as documentações não havia feito nada, e quem passou o caso para a empresa foi a direção de Kala-Kala, isso foi logo quando cheguei, e eu estava com a responsabilidade de falar que ele não ia mais...
Meu coração não queria dizer e sim lutar para conseguir, no fundo eu sabia que a pessoa estava certa pela experiência que havíamos passado na emissão da cédula de nascimento, bilhete de identidade e passaporte dos três meninos... tudo aqui é muito demorado e enrolado... E, todos os documentos necessários teriam que ficar prontos em menos de um mês. Quando pedi esse voto de confiança, a pessoa disse que seguraria a passagem até o limite, mas se eu conseguisse seria um milagre... Como eu acredito em milagre, entrei na luta contra o tempo com plano A e plano B, sempre, e com a graças de Deus, ficaram prontos dentro do prazo... Porém, não ouvi nenhuma palavra de agradecimento das pessoas envolvidas... faz parte, estou aqui para servir e não ser servida...
Jamais esperei uma palavra de agradecimento do menino, pois não entende muito... Só eu e Deus sabemos a as lágrimas de emoção que derramei quando conseguimos tudo, quando ele saiu de casa, quando eu lia as notícias da Itália, quando ele foi eleito como melhor animador, quando abri os e-mails com reportagem com ele... e principalmente quando eu soube da notícia que ele tem que voltar para a Itália porque tem um problema no coração muito grave e terá que passar por uma cirurgia, caso contrário ele pode vir à óbito a qualquer momento. Não só um milagre nessa vida e sim, dois... Obrigada, meu Deus!
Quando estou cansada e desanimada, penso no motivo em que vim... e logo, a força e coragem volta para lutar por novos desafios e surpresas que surgirão.
Concluo, os quase 30 anos de guerra ainda mancham esse povo tão sofrido, que precisa aprender inúmeras coisas para desenvolver-se muito mais.
Obrigada pelas orações e energias positivas que me enviam!
Daqui, no máximo, 6 meses estarei desfrutando das maravilhas de nosso país... Especialmente das coxinhas de batata com frango... sinto vontade... rs.
Beijos com carinho e saudades!!!!
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Movimento pela Regeneração da Igreja

Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.
Portanto, eis como segue:
1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!
2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.
3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.
4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um "improviso", um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.
5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.
6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.
7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.
8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: "Quem me vê a mim, vê o Pai" [...] "Eu e o Pai somos Um".
9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.
10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.
11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.
12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.
13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.
14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.
15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:
15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.
15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do "nome de Jesus", porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.
15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas "em nome de Jesus", os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como "igreja" e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.
15.4. Que não é mais possível usar termos como "evangélico", que deveria significar "aquilo que carrega a qualidade do Evangelho", nem termos como "Igreja", que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que "evangélico" tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e "Igreja" tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.
15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.
15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: "Sai do meio dela, ó povo meu!" Sim, pois "o Senhor conhece os que Lhe pertencem"; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no "mundo", mas, sobretudo, no "ambiente chamado 'igreja'"; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.
15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo "Senhor, Senhor" que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível "Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade".
15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a "igreja" precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.
15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado "em nome de Jesus", nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.
15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.
Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,
Caio Fábio
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Conselhos Práticos Para Esposas de Cristãos Bonzinhos - Paul Coughlin e Sandy Coughlin
Sujeitos Bonzinhos precisam de liberdade para poderem confrontar as questões mais profundas que geraram tanto temor do mundo em geral e de intimidade emocional em particular. É importante que você lhe dê essa liberdade, mesmo quando isso lhe causa certo desconforto. Ele também precisa sentir que você está do lado dele, oferecendo-lhe apoio e não oposição. Ele precisa sentir segurança ao seu lado.
Extraído de um livro a ser publicado por Paul Coughlin e sua esposa Sandy Coughlin
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Marcadores: Homens de Valor
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
METANÓIA - Sua Vida vai mudar radicalmente!
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domingo, 25 de outubro de 2009
IGREJA CIRCENSE? por Luciano Maia

“No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou a Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
Então, chegou à América e tornou-se um negócio.
Finalmente, chegou ao Brasil e tornou-se um circo !
Com tanto malabarismo teológico, palhaçadas, milagres tirados da cartola, só poderia dar nisso...” CARLOS MATTIOLI, PASTOR
"...O problema maior é que embaixo desta tenda cabem muitos palhaços" LUCIANO MAIA, PASTOR
Na verdade, na verdade, o que Cristo ensinou e que quem deseja seguí-lo deve fazer é nada mais que amar as outras pessoas, sacrificando-se por elas, da mesma forma que Jesus nos deu inúmeros exemplos. Assim, vencemos o mal com o bem e não com o mal. Assim, eu me sacrifico não por mim, mas pelo outro, mesmo que eu não saiba quem seja o outro. Mesmo que o outro nunca tenha se sacrificado por mim.... Difícil.... Muito difícil em uma existência onde o "eu" está entronado.
Jesus não fundou uma religião, mas um estilo de vida focado no amor. Religião é algo que até tem algum valor, mas, por ser uma invenção humana, tem se mostrado historicamente mais maléfica que benéfica, posto serem homens vigiando homens.
Jesus fala de relacionamentos pessoais. Religião fala de relacionamentos institucionais.
Tantas pessoas boas fojem atualmente das igrejas pois estas majoritariamente já não produzem o que deveriam produzir: relacionamentos amorosos, aceitação e paz.
Seguir Cristo não é "dar dízimo", mas dar a existência! Não é seguir regras humanas ou religiosas, mas seguir o amor. É dar sem esperar em troca. Seguir Jesus de Nazaré não é coisa para os bons. Não, Jesus não veio para os bons. Estes se bastam! Jesus veio para os doentes, os revoltados com as igrejas, os enfermos da alma, os sem esperança, os que correm sem saber para onde e buscam sem saber o que... Os que entram em depressão posto não compreenderem a razão de suas existências. Jesus não é igreja institucionalizada, Graças a Deus!
Jesus de Nazaré é aquele que nos aceita como somos, sem nos cobrar nada em troca. Aquele que nos dá vida e perdão, sem questionar ou negociar a fé. Sem barganhas. Sem constrangimentos. Sem pedir dinheiro.
Assim é a Graça de Deus! O Jesus da Graça! O perdão de graça! A aceitação sem exigências, aceitando a gente assim, como somos e não como nós deveríamos ser, já que jamais seremos como deveríamos ser.
Jesus é o milagre da vida e do sorriso, na certeza de que tudo está bem, pois alguém está cuidando de mim, mesmo que eu não veja.
Jesus não se compra. Seus favores não podem ser conquistados por dinheiro ou por comportamentos. Ao contrário, Ele é que nos comprou, pagando um preço muito caro. Muito caro!
Jesus não era um palhaço. Não permita que coloquem nele uma horrenda maquiagem de religiosidade assim o vendam a você.
Retirado do blog:reverendomaia.blogspot.com
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sábado, 24 de outubro de 2009
PAZ - Empenhe-se em alcançá-la!

Busque a PAZ e empenhe-se em alcançá-la, esse é o grande bem.
A grande vitória não é ter razão, a grande vitória é pacificar.
Jesus não disse: bem aventurados os que provam as suas razões, porque serão
chamados filhos de Deus.
Jesus disse: "Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados
filhos de Deus".
Alguém tem que ceder quando ninguém cede.
O ideal é que todo mundo ceda, mas se ninguém cede... Ceda!
Caio Fábio (em pregação)
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Criado para Ser Conectado por Rick Warren

Texto adaptado por Nélio Da Silva.
Você não foi criado para seguir pela vida desconectado de Deus. Sejamos realistas: os dias em que vivemos são dias muito difíceis. A palavra que melhor descreve os homens atualmente é estresse. Temos perdido margens preciosas, espaços significativos em nossa vida. Os homens, com certa frequência, compartilham comigo que estão financeiramente à beira de um colapso, emocionalmente estraçalhados, fisicamente exaustos e espiritualmente desconectados.
Há duas semanas, um homem me disse: “Sei que não posso continuar nessa trajetória por muito tempo, mas não tenho a mínima ideia de como vou sair dessa”. Sua declaração retrata uma realidade inquestionável: desconexão! Por esse motivo, eu gostaria de compartilhar com você alguns princípios sobre conexões.
1. Conexões são elementos essenciais para a vida.
Os órgãos, músculos e ossos que funcionam em seu corpo só estão funcionando porque estão conectados. Se ficarem desconectados, enfraquecem e morrem. Nenhum deles pode viver de forma independente. Sem os tecidos que fazem a interligação, você está morto! O que se aplica ao seu corpo também se aplica a todas as outras áreas da sua existência. A vida se resume a conexões. Uma vida desconectada é uma existência vazia.
2. Fomos criados para ser conectados.
A angustiante dor da solidão é a maior prova de que Deus nos criou para relacionamentos. Sentimos necessidade de ser necessários. Carregamos, dentro de nós, um anseio de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Quando as pessoas usam roupas de grife com orgulho, vibram num estádio de futebol ou acendem as luzes do celular em meio a um concerto, estão buscando um senso de conectividade. Sem conexões, a vida é vazia.
3. Conexões ajudam-nos a compreender a vida.
Conexões alargam fronteiras. A vida, sob muitos aspectos, é um grande mistério, apenas uma série de eventos casuais – até que você passa a ver as conexões. Como um grande quebra-cabeça desordenadamente espalhado sobre uma mesa, as peças devem ser conectadas para que você consiga ver um panorama muito maior. Informação é algo inútil até que você reconheça como ela se relaciona com alguma parte de sua vida.
4. Conexões capacitam-nos.
Brota poder das conexões. Um forno desconectado da fonte geradora de energia não produz calor. Um belo estéreo desconectado da tomada elétrica não produz nenhuma bela música. Da mesma forma, se você está espiritualmente desconectado de Deus, você perde o calor, a beleza, o poder e a direção que Deus planejou para sua vida.
5. Conexões nos mantêm em constante crescimento.
Ter conhecimento, saber fazer o que é certo raramente o capacita a agir acertada e continuamente a longo prazo. Você precisa de parceiros bem próximos que o encorajem quando sente que está prestes a desistir. Você precisa de diferentes tipos de conexões.
6. Conexões ajudam-nos a trazer equilíbrio à nossa vida.
A memória é nossa conexão com o passado. A visão é nossa conexão com o futuro. A consciência é nossa conexão com o presente. Sem conexão com o passado, perdemos as raízes. Sem conexão com o futuro, perdemos a esperança. Sem conexão com o presente, perdemos a paixão e o propósito. Sem conexão com Deus, perdemos o poder e tornamo-nos nulos.
7. Conexões aumentam nossa confiança.
Somos melhores quando estamos juntos. Quanto mais espiritualmente conectado você estiver, menos angústia terá em relação à insegurança. Passamos a ganhar confiança ao conhecer outros que já sentiram o que estamos sentindo e sobreviveram ao que estamos enfrentando.
8. Conexões nos fazem muito mais produtivos.
O impacto de sua vida será determinado, em grande medida, pelas qualidades de suas conexões pessoais. Quanto melhor for sua conexão com Deus e com outras pessoas, maior será o impacto que causará.
9. Temos de aprender a conectar-nos.
Fazer a conexão correta com Deus e com outras pessoas não é algo natural nem automático. Foi por isso que Deus enviou Jesus ao mundo. Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos e, agora, oferece-nos o padrão e o poder para vivermos como sempre desejou que vivêssemos: conectados!
10. Amar é a forma mais sublime de conexão.
A Bíblia afirma que o mais importante, nesta vida, é amar os outros (Cl 3.14). Quando Jesus foi indagado sobre a coisa mais importante na vida, ele respondeu: “Ame a Deus com todo o coração”.
Concluindo: não basta que os homens se conectem uns com os outros; eles precisam conectar-se com Deus. Nossas igrejas estão cheias de homens que sabem muito a respeito de Deus, mas que não o conhecem pessoalmente. Para os homens, a questão não é: “Estou salvo, confirmado, sou batizado, membro de uma igreja, cheio do Espírito?” A questão não tem a ver com o status, mas com a prática de sua vida: “Estou andando com Deus? Sou um seguidor de Jesus Cristo?”
Uma vez que o homem é salvo/batizado/membro de uma igreja, temos a tendência a esquecê-lo. Ensinamos os princípios, damos boas diretrizes morais, mas não mostramos como andar com Deus. O homem típico que frequenta nossas igrejas não tem absolutamente a mínima ideia do que significa seguir Jesus por três razões fundamentais: ninguém lhe ensinou como seguir a Jesus, ele nunca viu alguém fazendo isso na prática e ele acha que seguir Deus é ser religioso e ter uma boa ética moral. Como resultado, os homens continuam desconectados e, pior, deixam um pobre exemplo para seus filhos; um exemplo de profunda desconexão.
Os homens precisam seguir Jesus Cristo, mas não podemos esperar que eles façam isso por conta própria. É necessário que haja pais espirituais e uma turma de irmãos. É necessária uma equipe!
Nélio Da Silva foi missionário da Youth For Christ (Mocidade para Cristo) e serviu, durante 25 anos, nos Estados Unidos estabelecendo igrejas e desenvolvendo liderança junto à Presbyterian Church in America (PCA). É fundador do ministério Homens de Valor/Pais de Oração. Faz parte da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana em Alphaville, São Paulo. Escritor, já publicou oito livros.
E-mail: nélio@homensdevalor.com
Retirado da Revista Impacto: Link.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Eu, o Evangelho e a Prosperidade por Roberto Lima
Qualquer definição que temos hoje de prosperidade e felicidade exclui Deus.
Ouvimos que os que tem grande fé não devem ter dor, não devem estar endividados, não podem sentir medo nem ansiedade, deve ter seus inimigos subjugados, deve ter uma boa casa, uma boa família, um bom carro e um bom emprego.
Bem, se é assim, Jesus e todos os apóstolos estariam fora desse padrão.
É só você ler a Bíblia que você vê claramente que isso é uma mentira.
A felicidade de todos os que amam a Jesus sempre foi e sempre será querer fazer a vontade de Deus. E fazer a vontade de Deus sempre te trará muitos problemas. Problemas de todo tipo.
Tanto é assim, que a Bíblia diz que se todo mundo está bem com você e você está de bom tudo na sua vida... então você está desviado da vontade de Deus.
Enviarei vocês como ovelhas para o meio de lobos - Jesus.
No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo - Jesus.
Ah, mas Jesus se fez pobre para que eu fosse rico, passou dor para que eu não sofresse, foi humilhado para que eu seja exaltado.
Ora bolas, não foi só Jesus não... foi Jesus, os apóstolos, os discípulos dos apóstolos, os que morreram nas fogueiras dos imperadores romanos, ou nas arenas com leões, e todos aqueles que até hoje são perseguidos em todo mundo por serem cristãos.
Criamos e aceitamos esse grande e famoso monstro angelical que nos chama a sermos cabeça e não cauda, de sermos exemplos de prosperidade reinando em vida com luxo, dinheiro e bens.
Durante muito tempo, anos a fio eu fiz parte disso, mas uma coisa sempre me trazia dúvidas... esse evangelho da prosperidade funcionaria no China perseguida? Nos países muçulmanos? No sertão nordestino? Nas tribos indígenas?
Participei de tudo, mas questionava... se isso for evangelho verdadeiro deve funcionar em toda a terra, em todos os lugares, em todas as culturas, com todas as pessoas.
O Evangelho, porém, é o poder de Deus para a salvação das pessoas, mas esse "evangelho" pregado é uma perdição que nos leva cada vez mais ao abismo da incredulidade.
Hoje me daria vergonha morar numa casa enorme, com piscina, vários carros esbanjando e ostentando prosperidade enquanto tantos amigos e irmãos tão próximos vivem numa dificuldade enorme.
Por isso é que creio que os que ganham dinheiro, os que tem tino para negócios, os que sabem ganhar dinheiro, deveriam compartilhar desses dons e habilidades para suprir os que têm outras habilidade que não estas.
Porque não criarmos empresas sociais onde ensinamos e fomentamos projetos de geração de renda em oportunidade de trabalho?
Não estou falando em ONGs... estou falando em compartilhar seus dons.
Enquanto isso não acontecer veremos irmãos muito ricos e outros muito pobres tomando a ceia juntos numa mesma igreja (denominação) para vergonha de todos nós.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mais que uma oração... uma confissão!

Senhor, Meu Deus, não tenho idéia para onde estou indo. Não vejo o caminho adiante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em verdade, me conheço. E o fato de eu pensar que estou seguindo tua vontade, não significa que realmente o esteja. Mas acredito que o desejo de te agradar te agrada, de fato. E espero ter esse desejo em tudo que estiver fazendo. Espero jamais vir a fazer alguma coisa distante desse desejo. E sei que, se agir assim, tu hás de me levar pelo caminho certo, embora eu possa nada saber sobre o mesmo. Portanto, hei de confiar sempre em ti, ainda que eu possa parecer estar perdido e sob a sombra da morte. Não hei de temer, pois tu sempre estás comigo, e nunca hás de deixar que eu enfrente meus perigos sozinho.
(Thomas Merton)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Caracas... incrível!
FREE HUGS
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O meu encontro com Deus - Gregory McNutt
Jesus me perdoa porque eu te coloquei no último lugar na minha vida, mas nesse dia Senhor, Faça-te real para mim e eu te servirei pro resto da minha vida. Keith Green
domingo, 18 de outubro de 2009
Muitas reuniões de Atos 15 nos últimos dias por Harold Walker

No livro de Atos, no capítulo 15, nós encontramos a 1ª reunião geral da liderança da igreja, que as pessoas gostam de chamar de concílio por causa de coisas posteriores.
Mas era a 1ª reunião da liderança sobre um problema sério que iria dividir a igreja. Como conseguiram ouvir a voz do Espírito Santo e separar os costumes culturais do que era essencial (Jesus Cristo e a fé nele que traz o batismo no Espírito Santo), mantiveram a unidade mesmo com diversidade. Irmãos, cultura é uma coisa que não dá pra viver sem. Se você tirar uma cultura, daqui cinco dias tem outra no lugar. Jesus não veio destruir cultura, ele veio trazer vida, e a vida vai criando novas formas, acaba formando novas culturas, mas cultura em si não é uma coisa ruim. Portanto o negócio não é atacar cultura, mas comer de Jesus, beber de Jesus e permitir que isso crie mudanças, crie transformações.
Aos judeus convertidos, que desde criancinhas guardavam o sábado, eram circuncidados, não comiam determinadas comidas, dizia-se que continuassem como tal, não precisavam mudar. E tampouco se exigia uma conversão às práticas judaicas dos que as enxergavam como costumes estranhos ao seu modo de viver. Que apenas se guardassem de algumas práticas (coisas sacrificadas a ídolos, relações sexuais ilícitas, carne sufocada e sangue). O importante é que continuassem firmes em Cristo.
Hoje, irmãos, nós não precisamos de uma reunião de Atos 15, mas de centenas delas.
Porque hoje não temos que manter a unidade, mas reconquistá-la. Os primeiros cristãos partiram da visitação pessoal de Jesus Cristo. Era bem mais fácil pra ter unidade. Hoje a gente parte de mil direções diferentes sobre a palavra, sobre as interpretações da palavra, mas é um só Senhor, uma só fé, um só batismo. É possível essa unidade. Em Cristo somos um. E na terra podemos ser um também por meio de Cristo, mas pra isso é preciso muita comunhão para separar os elementos não essenciais dos essenciais, para achar o que realmente é vida, respeitando e valorizando as diferenças uns dos outros.
Em nosso corpo, temos músculos e juntas que, num mesmo movimento, realizam
operações contrárias. Num simples levantar de braço, por exemplo, há músculos que precisam se retesar enquanto outros, por sua vez, precisam se relaxar. Há muitas pressões dentro da igreja: tem gente que só quer evangelizar, tem gente que só quer orar, só quer isso, aquilo...
São preciosos, maravilhosos, desde que não imponham a sua ênfase como se fosse essencial para toda a igreja. Cada celulazinha do corpo tem sua função e seu formato. Por exemplo, a célula do nervo é compridinha; a célula do fígado é totalmente diferente. Têm formatos diferentes, cada qual é especializada numa coisa, mas todas têm algo em comum: no núcleo, possuem o mesmo DNA e dependem de todas as outras por meio da corrente sangüínea.
Todas dependem de todas. O nervo não precisa só de outro nervo. Ele precisa do fígado, do intestino, do pé, do olho. Eu, pra ser sadio, não preciso só da minha ênfase. Eu preciso da ênfase de todos. Aliás, a minha ênfase me mata. Já pensou? Se a célula do fígado ficar só com a bílis sobre si ela morre. Ainda bem que a bílis não fica só no fígado, ela vai embora logo.
Então pra não matarmos uns aos outros, precisamos ser bastante banhados pelo sangue pra tirar todo aquele excesso que, no fim, pros outros, faz bem, e receber bastante dos outros que, pra gente, faz bem também.
Trocando em miúdo, a culpa da igreja é a culpa da liderança. Se a liderança é institucional, a igreja vai ser institucional. Se a liderança estiver no Espírito, a igreja vai estar no Espírito. Então, pelo menos, achamos o culpado. E agora, culpada, a liderança precisa se tocar. É preciso orar pra Deus dar “sitocômetro” pra cada líder da igreja. O táxi tem o taxímetro; o carro, o odômetro; a casa, o termômetro; e o líder da igreja precisa de um “sitocômetro”, porque normalmente não tem “sitocômetro” de jeito nenhum, e as igrejas sofrem. “Sitocômetro” significa: “eu não sei tudo, aliás eu não sei quase nada, e eu preciso dos outros”.
Jesus não prometeu estar dentro, ele prometeu estar entre: “onde estiverem 2 ou 3, eu estarei entre eles”. Eu preciso urgentemente achar um outro pra ficar entre nós pra gente conseguir... Nestes dias eu estou aconselhando as pessoas do seguinte modo: a perseguição vem por aí e se você for preso, qual a primeira coisa que você tem que fazer? Procurar um outro infeliz. Como é que você vai ter Jesus se ele prometeu estar entre? Tem que achar um outro irmão em algum lugar na prisão. Se você está na cadeia, aí é terrível, mas com Jesus vai tudo bem. Então procura um outro irmão lá. E se você não achar, se você for o primeiro, premiado? Converte qualquer um que seja, porque sem o outro eu não consigo ter Jesus.
Entre dois ou três ou mais Jesus estará presente até os confins do mundo e até a consumação dos séculos. Se a liderança começar a entender que nós precisamos uns dos outros desesperadamente para achar Jesus, então nós vamos ter muitas reuniões de Atos 15 e muitos discernimentos do que é secundário e do que é primordial, e a igreja vai começar a se ligar pelas juntas e ligamentos. Quando você começa a ver Jesus no outro, aí você não consegue rejeitá-lo mais. Pode não gostar dele, mas se você viu Jesus nele, e você precisa de Jesus nele, então vocês vão andar juntos, e essa unidade, comunhão vai trazer riqueza para outras pessoas.
Para baixar a mensagem inteira:http://www.gruponews.com.br/conferencia_2008/
Harold Walker, 52 anos, é casado com Ester e tem três filhos: Esdras, Susana e Samuel. Reside em Monte Mor SP e faz parte do Conselho Editorial da Revista Impacto. É também um dos idealizadores do Curso de Preparação Profética (CPP) e do Encontro anual de Jovens “Preparando Soldados para as Últimas Batalhas”. E-mail:walkerharold@yahoo.com
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sábado, 17 de outubro de 2009
Igreja nas Casas - Uma alternativa? parte 2

Vamos ver o quadro completo da igreja local no Novo Testamento. Já vimos que a igreja em Jerusalém se reunia nas casas e no pátio do Templo. Jerusalém tinha a igreja da cidade e as igrejas nas casas. Paulo escreveu uma carta à igreja da cidade em Laodicéia, mas também enviou saudações à igreja na casa de Ninfa em Laodicéia. As duas realidades existiam em Laodicéia também. Eu acredito que a igreja primitiva tenha existido nessas duas realidades em todas as cidades onde pessoas creram.
Richard Longenecker escreveu, “Paulo parece ter visto todas as congregações, em qualquer tempo e em qualquer localidade, como uma personificação da igreja universal – isso é, ter visto cada congregação como a igreja de Deus.” Por exemplo, em Atos Capítulo 14 os missionários voltaram a Antioquia e reuniram a igreja. Por que eles não esperaram até domingo para “o culto” da igreja da cidade? Porque, normalmente os crentes em Antioquia se reuniam nos grupos pequenos nas casas. A reunião de todos os crentes, a igreja da cidade, talvez não ocorria todos os domingos. Em vez de esperar para a próxima reunião de todas as igrejas nas casas (a igreja da cidade), eles reuniram todo o grupo na hora para contarem tudo que Deus tinha feito na sua viagem missionária aos gentios.
A igreja da cidade de Jerusalém se reunia no pátio do Templo todos os dias pois esse prédio estava disponível aos crentes, especialmente os crentes que se convertiam ao Judaísmo. O prédio do Templo não pertencia à igreja em Jerusalém, mas estava disponível a ela. A igreja em Jerusalém não tinha seu próprio prédio. É engraçado pensar que a igreja em Jerusalém coletou algumas ofertas para comprar o Templo em que se reuniam. Os crentes em Jerusalém não compraram o Templo, mas eles usavam o pátio do Templo para se reunirem. Ao voltar ao assunto da igreja em Antioquia, vamos pensar em prédios. Não há indicações na Bíblia de que a igreja em Antioquia tivesse seu próprio prédio. Também, não tinha um Templo onde se reunir. Eles não tinham onde se reunirem todos juntos regularmente. Então, as reuniões deles como a igreja da cidade não eram diariamente (como a igreja da cidade em Jerusalém), e, provavelmente, eles não se reuniam como a igreja da cidade semanalmente. Essa é a situação nas localidades do mundo onde as igrejas em casas têm uma celebração como a igreja da cidade ou região uma vez por mês, ou com menos freqüência. Parece que essa era a situação em Antioquia também.
É perigoso negar a verdade das duas realidades da igreja local. Em Atos capítulo 5.12-14, lemos que ninguém mais se juntou com os discípulos no Templo, mas a igreja crescia todos os dias.
Os apóstolos realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo. Todos os que creram costumavam reunir-se no Pórtico de Salomão. Dos demais, ninguém ousava juntar-se a eles, embora o povo os tivesse em alto conceito. Em número cada vez maior, homens e mulheres criam no Senhor e lhes eram acrescentados (NVI).
Alguns teólogos liberais disseram que a Bíblia se contradisse nesse texto. Eles não consideraram as duas realidades da igreja local. O sentido desse texto é assim: ninguém mais juntou com a igreja no Templo (a igreja da cidade), mas as igrejas nas casas cresciam todos os dias. As duas realidades da igreja local devem ser entendidas para não darmos nenhuma oportunidade para ninguém nos induzir ao erro em relação ao que significa ser a igreja hoje em dia.
É possível que já tenhamos sido induzidos pelas nossas tradições ao que significa ser a igreja local hoje em dia. Muitas pessoas, especialmente pastores e até teólogos, acreditam que uma igreja precisa ter um prédio para ser uma igreja verdadeira. Poucos pastores aceitam que a igreja numa casa é uma igreja verdadeira.
Entretanto, para uma igreja ter seu próprio prédio é uma idéia que vem de fora do Novo Testamento. De acordo com nossas tradições, quase todas as nossas igrejas têm seu próprio prédio ou planejam construir seu próprio prédio. Por isso, presumimos que é necessário ter um prédio para ser uma igreja verdadeira. Temos que buscar no Novo Testamento a fim de determinar se uma igreja precisa ter um prédio. Na verdade, não há nenhuma igreja no Novo Testamento que tem seu próprio prédio. De fato, todas as igrejas mencionadas no Novo Testamento se reuniam nas casas dos crentes. Às vezes, todos os crentes numa cidade se reuniam como a igreja da cidade, mas sem seu próprio lugar.
Mesmo que a Bíblia ensine que um grupo pequeno de crentes se reunindo numa casa é uma igreja verdadeira e completa, muitos pastores e teólogos não aceitam isso. A maioria dos pastores ensinam que não se pode ter igrejas em casas, alguns até condenam igrejas em casas. Qualquer pessoa que negue a validade de ter igrejas em casas hoje em dia deve negar a validade de ter igrejas em casas no Novo Testamento. Nisso, eles ignoram a realidade da igreja local no Novo Testamento na única forma que sabemos que existia. Eles preferem importar as formas das igrejas de hoje no contexto do Novo Testamento. Desta maneira eles deturpam a Bíblia, negando o que a Bíblia ensina e dando preferência a suas próprias tradições. Se nós somos honestos na leitura da Bíblia devemos reconhecer que grupos pequenos de crentes se reunindo nas casas não eram considerados células de uma igreja mãe, mas eram, de fato, considerados como igrejas verdadeiras e completas. Quando lemos a Bíblia honestamente, também devemos aceitar que grupos pequenos de crentes se reunindo em casas hoje são, de fato, igrejas verdadeiras e completas, e não são dependentes de uma igreja mãe para sua existência, validade, ou identidade.
Se alguém quiser negar a validade da igreja em casa nos nossos dias, terá que provar isso através do Novo Testamento. O Novo Testamento claramente ensina a validade de ter igrejas em casa. A responsabilidade de provar o caso contrário é de quem quer negar a igreja em casa. E, deve ser provado através da Bíblia. Qualquer pessoa que use outra coisa que não seja a Bíblia para tentar negar a validade de um ensinamento da Bíblia age perigosamente. De fato, se a Bíblia ensina algo claramente, é perigoso tentar negá-lo. O leitor deveria tomar cuidado com qualquer pessoa, um pastor ou até um teólogo, que tente invalidar o que a Bíblia ensina claramente.
Antes de terminar esse assunto, vamos ver duas vantagens de ter as igrejas se reunindo em casas hoje. Primeiro, terreno e construção são negócios caros hoje em dia.
Dr. Wade Akins escreveu, “Usando os lares, a igreja pode crescer sem precisar alugar um imóvel ou ter a preocupação de construir ou comprar um prédio.”iv Simplesmente, custa menos ter uma igreja em casa. Também, em vez de nos preocuparmos em construir um prédio e perdermos tanto tempo com a construção, podemos focar nosso tempo, dinheiro, e nossa energia em espalhar o evangelho e ajudar os necessitados. Segundo, a igreja em casa é mais natural, mais confortável, e mais íntima para todos que participam, e mais “de graça recebestes, de graça daí” Mat 10:8.
A experiência indica que quando a igreja se encontra em seu ambiente natural, onde os incrédulos possam participar sem se sentirem ameaçados, conversões se multiplicam mais rápido. Usando também esse método, o evangelho poderá penetrar mais facilmente nos bairros e cidades.”v Este fato está sendo provado no mundo inteiro em nossa geração.
Através do uso de igrejas nas casas dos crentes podemos expandir o Reino de Jesus mais eficientemente. Isso não deveria nos surpreender, pois foi dessa maneira que a igreja primitiva se espalhou através do Império Romano. E, é a maneira como a igrejaestá se espalhando em muitos países, e entre muitos povos, hoje em dia.
Retirado do blog: http://modelooriginaldeigreja.blogspot.com/
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Igreja nas Casas - Uma alternativa? parte 1

Na teologia, a disciplina do estudo da igreja se chama eclesiologia. Os teólogos falam sobre a igreja de duas formas; eles expressam dois conceitos da igreja: a igreja universal e a igreja local. O primeiro conceito da igreja, a igreja universal, significa que, às vezes, o Novo Testamento se refere à igreja que é formada por todos que crêem em Jesus para a salvação (em todos os lugares e em todos os tempos). O segundo conceito da igreja, a igreja local, significa que, às vezes, o Novo Testamento se refere à igreja que é formada por todos que crêem em Jesus para a salvação e se reúnem num mesmo lugar e num mesmo tempo. É verdade que a Bíblia se refere à igreja nos dois conceitos. Todavia, eu estou cada vez mais convencido de que o Novo Testamento nos apresenta um conceito da igreja um pouco diferente.
Não há dúvida de que o Novo Testamento se refere à igreja no sentido da igreja universal. Muitos textos bíblicos se referem a todos os crentes como sendo a igreja. Afinal, as portas do Hades não vencerão a igreja universal (Mateus 16.18). Ninguém pode duvidar de que o conceito da igreja universal é sã doutrina.
Eu estive pensando sobre o conceito da igreja local. Com freqüência, pensamos que todos os crentes se reunindo num prédio exclusivo, algumas vezes por semana, é ao que o Novo Testamento se refere como a igreja local. Eu duvido que seja justo diminuir o ensinamento do Novo Testamento a só essa idéia.
No livro de Atos dos Apóstolos encontramos, pela primeira vez, a “igreja” em Jerusalém. Muitas pessoas imediatamente pensam nessa igreja no sentido tradicional, como a igreja que existe hoje em dia em muitas partes do mundo. Freqüentemente pensam que todos os crentes em Jerusalém se reuniam juntos para louvar a Deus e ouvir a pregação da Palavra de Deus. Todavia, isso não é como o livro de Atos descreve a igreja em Jerusalém.
A igreja em Jerusalém existia de duas formas. Primeiro, os crentes se reuniam nas suas casas diariamente. Na minha opinião, “diariamente” descreve quais dias durante a semana os crentes se reuniam e não a freqüência com que os crentes individuais se
reuniam. Por exemplo, havia milhares de crentes em Jerusalém e todos os dias alguns
deles se reuniam em casas (provavelmente à noite). Eu não quero dizer que todos os
crentes se reuniam em casas a cada noite da semana.
Eu acredito que o livro de Atos não quis dizer isso também. Nas casas, eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e as orações (Atos 2.42). Segundo, os crentes se reuniam no pátio do Templo diariamente. Eu acredito que o livro de Atos quis dizer que as reuniões diárias significam que alguns crentes se reuniam no Templo todos os dias e não que todos os crentes se reuniam lá a cada dia da semana. Eles se juntavam num grupo maior para louvar a Deus duma maneira apropriada ao povo Judeu. É bem estranho, ou engraçado, imaginar os apóstolos juntando todos os crentes no pátio do Templo a fim de terem um culto de hinos e canções e depois pregarem por 45 minutos da maneira que muitas igrejas tradicionais fazem nos dias de hoje.
Todas as indicações mostram que o ensino dos apóstolos era compartilhado nas casas e não no Templo.No segundo capítulo de Atos, constatamos o fato que a igreja em Jerusalém se reunia no Templo e também nas casas dos crentes em grupos pequenos.
Então, a igreja na cidade, todos os crentes, se reuniam como a igreja no Templo. Mas, todos os crentes na cidade também se reuniam como a igreja em grupos pequenos nas casas deles.
Os crentes que se reuniam numa casa eram considerados uma igreja. Eles não eram uma célula e não tinham uma igreja mãe. A idéia que um grupo de crentes se reunindo numa casa tendo uma igreja mãe não pode ser encontrada na Bíblia. O grupo pequeno na casa era uma igreja completa e verdadeira, independente de outras igrejas; sua existência não dependia das outras igrejas em casas ou do grupo inteiro que se reunia no Templo, mas, todas as igrejas nas casas participavam das reuniões no Templo.
Então, devemos aceitar as duas realidades da igreja local no Novo Testamento.
Primeiro, a igreja local existia como uma igreja numa cidade. Em Jerusalém, esse fato é óbvio. João, no livro Apocalipse, escreveu cartas breves às sete igrejas na Ásia localizadas em suas próprias cidades. Também, Paulo escrevia cartas à igreja em Corinto e em Tessalônica. Ele mandou uma carta à igreja em Colosse com instruções de que ela fosse lida na igreja em Laodicéia, e que a igreja em Colosse lesse a carta escrita à igreja em Laodicéia (Colossenses 4.16). O Novo Testamento se refere a todos os crentes numa cidade como a igreja – a igreja da cidade. Mas, em Colossenses 4.15 lemos, Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa.
A segunda realidade da igreja local no Novo Testamento é a igreja em casa. Em Jerusalém esse fato também é obvio. Os crentes se reuniam diariamente nas casas como uma igreja completa. Em vez de aceitar que a igreja nas casas era a prática da igreja primitiva, muitas pessoas de hoje pensam que a igreja primitiva era como as igrejas tradicionais desde A Reforma no século XVI ou como as igrejas tradicionais desde Constantino no século IV. Eles presumem que suas próprias igrejas são como a igreja primitiva. É uma pena eles terem negado o ensino do Novo Testamento. A igreja se reunia nas casas em Jerusalém (Atos 2.42; 12.12), em Éfeso (1 Coríntios 16.19), em Laodicéia (Colossenses 4.16), em Filipos (Atos 16.40), em Colossos (Filemom 2), e em Roma (Romanos 16.15, 23). F.F. Bruce, um grande pesquisador e professor do Novo Testamento que escreveu muitos comentários sobre livros do Novo Testamento, escreveu, “A presença de outras igrejas nas casas em Roma é provavelmente inferida pelas saudações de Romanos 16.3-16.”i A norma da igreja primitiva era se reunir em grupos pequenos nas casas dos crentes. Essa é a segunda realidade da igreja local no Novo Testamento.
De fato, a igreja existiu nessas duas realidades por quase três séculos antes de mudar. Wolfgang Simson explicou a mudança assim, “Somente depois da ‘virada constantiniana’ no século IV aconteceu uma transformação radical em relação à estrutura da igreja.
Nesse século introduziu-se e consolidou-se a congregação enquanto igreja de pastores, ao passo que a igreja no lar em breve foi empurrada contra as margens e por fim totalmente banida. Com isso a comunidade eclesial tornou-se espectadora em ‘igrejas’ permitidas pelo Estado. Ninguém podia organizar reuniões cristãs privativas sem o consentimento do Estado e da igreja ‘ortodoxa’ reconhecida pelo Estado.” Antes disso, a igreja se reunia principalmente nas casas dos crentes.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Metade - Oswaldo Montenegro
Metade
Composição: Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
domingo, 11 de outubro de 2009
Pastores evangélicos acusam crianças de bruxaria
Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indescritíveis a crianças inocentes.
Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.
Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.
Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras.
São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.
Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las".
http://www.youtube.com/watch?v=EJLULM_FAzE
http://www.guardian.co.uk/world/2007/dec/09/tracymcveigh.theobserver
Estou ficando cada vez mais triste com essas notícias.
André Nachtigall Tessmann
_________________________________
Respostas:
Meu irmão: Graça e Paz!
Realmente é uma grande tragédia humana, antes de ser uma tragédia “cristã”. Porém, como o contexto das loucuras é “cristão”, sobretudo envolvendo “pastores”, de fato a tragédia fica infinitamente pior...
O fato é que do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul, os frutos do “Cristianismo” são um só em natureza e qualidade...
Agora, mais do que nunca, muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte do Sul, e entrarão no reino, embora os “filhos do reino” venham a ficar de fora!...
Graças a Deus existe gente que não é da “igreja”..., mas que é da bondade e da justiça da Ordem de Melquizedeque, Rei de justiça e paz...
Veja o vídeo e me diga quem é o anjo do lugar... Sim, a “igreja” ou o “pagão” amoroso?...
O único defensor local é um “estranho” à fé... Esse se levantará no juízo e julgará a todos os “evangélicos” daquela nação...
E onde estão os missionários que ganham uma grana preta na América e na Europa para serem “missionários” na Nigéria ou na África?...
Infelizmente, quase que totalmente, os “pastores” no mundo inteiro se tornaram lobos perversos e gananciosos...
Já imaginou o juízo de Deus que virá sobre esses “pastores da morte”?...
Qualquer bruxo pagão estará em situação infinitamente mais confortável no Juízo do que essa pastorada do diabo!
Quando o cristianismo mágico [pentecostal ou neo-pentecostal] se funde à bruxaria pagã + teologia do dinheiro [prosperidade] = o resultado é esse: prega-se o medo a fim de arrancar até as unhas das pessoas...
A Idade média ainda era sofisticada perto do que está acontecendo ao “Cristianismo Evangélico Pentecostal” no mundo...
Os níveis de obscurantismo no qual os “evangélicos” no mundo inteiro têm se colocado, não tem paralelos [...] em nenhum outro grupo...
Há índios deixando suas crianças morrerem por razões culturais ligadas à seleção natural... Filhos doentes são deixados... Como fazem os animais com suas crias fracas... Mas são “pagãos” fazendo isso... E não é nada além de cultura de sobrevivência...
Aqui, neste caso, no entanto, a situação é muito mais grave; infinitamente mais maligna; posto que não apenas os “pastores” induzam o povo a entregar seus filhos à morte, como também se ofereçam para resolver o problema desde que esses pais pobres e miseráveis paguem pela libertação...
São pastores do diabo!...
Sim, todo pastor, aqui, lá, além ou em qualquer lugar, que aja desse modo, que amaldiçoe e cobre para libertar, é diabo. Sim, é demônio. Sim, é filho de Satanás.
Estou enviando esta carta com cópia para alguns irmãos do Caminho da Graça, pois, se tem de haver uma prioridade missionária no momento, esta seria enviar alguns até lá a fim de vermos como podemos ajudar nessa situação...
Não é difícil ajudar... Sim, uns cinco discípulos de verdade e da verdade resolveriam esse problema rapinho; digo: em relação ao problema das crianças e seus pais; embora o grande problema em tal caso seja ter que lidar com as manipulações que os “pastores” farão a fim de não perderem a “boca”...; a qual, nesse caso, não é uma “boca”, mas a própria Garganta do Diabo...
Alguém ainda tem dúvida quando digo que o “Cristianismo” está todo endiabrado?
É por isto que o verdadeiro povo de Jesus será muito perseguido no futuro; sim, tudo em razão do “Cristianismo”; posto que o “Cristianismo” venha ainda a ser muito perseguido, merecidamente; embora na sua esteira todos os filhos de Deus que confessem Jesus também venham a sofrer com as conseqüências dos “atos cristãos” na terra.
No Caminho da Graça quem cuida das iniciativas fora do Brasil é meu filho no amor Marcelo Quintela. Se você deseja ajudar de algum modo, ou mesmo se tem meios para fazer parte de uma viagem até lá a fim de ajudar com fé e intrepidez no Espírito Santo, então, escreva para o Marcelo: marceloquintela@caiofabio.com
E mais: você pode também ajudar enviando ao Marcelo todas as informações que você possa obter no que tange a quem possa nos receber em nossa eventual visita para libertação dessas crianças...
Gente! A coisa é séria. Tem gente pensando que é brincadeira... Tem gente pensando que é exagero... Cuidado!
Chegou a hora de cada um escolher e decidir a quem servir: se ao Evangelho de Jesus ou se à essa fabricação demoníaca praticada em nome de Jesus pelo poder do diabo.
Com oração por essas crianças e seus ignorantes e abusados pais, ao mesmo tempo em que Deus vê a minha indignação com o que os “pastores” fazem num dos lugares mais miseráveis do mundo; e agindo de um modo a fazer até os bruxos do Taiti corarem de vergonha... — é que me despeço de você por enquanto...
Peço que todos os que lerem esta carta que vejam pelo menos o 1º link que foi enviado. É algo a ser visto...
Você, meu mano, obrigado pela informação.
Receba todo meu carinho.
Que o Senhor nos ajude a fazermos alguma coisa...
Nele, com a fé que não assiste...,
Caio
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sábado, 10 de outubro de 2009
Dá pra crer nesse evangelho da prosperidade? por John Piper
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Relacionamentos: Cuidado, Motoristas Desatentos! por Roberto Lima

Como fiquei sem jeito quando um pastor amigo meu deu uma "lavada" na esposa na minha frente. Não sabia onde enfiar a cabeça.
Pensei em como isso pode acontecer ou acontece, isto é, magoarmos as pessoas que mais amamos.
Essas pessoas deveriam ser muito bem tratadas pois são os nossos irmãos, nossos pais, nossos filhos, nossos cônjuges, nossos amigos mais chegados.
Talvez seja nossa sinceridade em falar o que pensamos mesmo que magoe. Esta sinceridade provém da liberdade que temos com essas pessoas e do nosso sentimento de dever, de abrir os olhos da pessoa.
É claro que nem sempre estamos certos, porque muito daquilo que acreditamos piamente ser correto, no futuro nos damos conta que estava errado. Mas a mágoa, a marca, a ferida foi feita.
Gritar, xingar, menosprezar demonstrando com caras e bocas são instrumentos comuns para mostrar nossa insatisfação, ou discordância ao tratarmos com as pessoas mais importantes para nós e mais íntimas. Isso é muito ruim!
Mas tem outra coisa, se não tivermos essa liberdade de falarmos o que sentimos mesmo que seja ruim, mesmo que vá magoar; se não pudermos realmente falar a verdade, se expressar como queremos, esse relacionamento não é de verdadeira amizade, não é completo por falta de confiança e abertura necessários para se criar vínculos fortes.
A coisa piora quando passamos por uma forte crise, qualquer que seja ela. Contamos com a participação ativa dos nossos amigos, irmãos e parentes mais chegados. Se isso não acontece e eles não aparecem para nos ajudar, ficamos profundamente magoados e eles deixam de pertencer ao nosso rol de amigos verdadeiros.
Na verdade isso acontece no caminho inverso também, isto é, nós fazemos isso com os nossos amigos. Às vezes a crise nos pega e pega também os nossos amigos, e enquanto esperamos deles um suporte, são eles que esperam a nossa ajuda.
"Assim como o ferro com o ferro que se afia, assim é o irmão com seu irmão."
Que conflito! Magoar e ser magoado pelos os que mais amamos, nossos amigos mais íntimos.
Essa situação de caos onde os que mais amamos são as pessoas que são mais mal tratadas por nós, onde podemos nos tornar as pessoas mais rejeitadas porque falhamos feio com nossos nossos ex-amigos íntimos, e vice-versa, nos leva a uma encruzilhada, a perceber que simplesmente isso é uma conta que não fecha, uma situação irremediável para nossos relacionamentos e, por causa disso, indispensável o amor e o perdão.
Se pudéssemos entender e nos dispor a lutarmos pelas pessoas mais queridas, lutarmos pelas nossas amizades e para sermos melhores, mesmo assim não creio que isso resolveria todo o problema.
Ajudaria, mas não resolveria.
Relacionar é como dirigir um carro onde o acidente acontece porque não depende só de você, depende de como as outras pessoas dirigem também.
Precisamos aprender com tudo o que já passamos e assumir que somente na dependência da bondade de Deus podemos continuar a ter relacionamentos saudáveis.
Como é difícil perder amigos! Como é fácil perder amigos!
Não retenha amor por causa de mágoa, nem amizade por causa de traição. Amor e amizade retidos por amargura de alma impedram o coração. Essas pedras te impedirão de que os novos relacionamentos sejam melhores e mais verdadeiros do que os anteriores.
Busque a Deus. Deus pode nos ajudar nisso. Aliás, acho que só Ele, pois se depender de nós e de todos os motoristas que existem, nós vamos continuar nos envolvendo em inúmeros acidentes ainda.
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David Wilkerson - Um Chamado Para a Angústia
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Vídeo online critica vacina contra o H1N1
CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.
MADRI - Uma monja beneditina espanhola, doutora em medicina, está liderando uma campanha contra a vacinação para a gripe suína, por meio de um vídeo distribuído pela web.
Teresa Forcades, também autora de "Los crímenes de las grandes compañías farmacéuticas" e de "La teología feminista en la historia," expressa no vídeo sua preocupação com a possibilidade de que os governos possam decretar vacina compulsória contra o H1N1 sem que conheçam os efeitos colaterais da vacina.
O vídeo de 54 minutos de duração está disponível na web há 10 dias e pode ser assistido na íntegra em www.vimeo.com/6790193. Ele vem sendo redistribuído em larga escala via correio eletrônico ou de trechos oferecidos pelo serviço de vídeo YouTube.
Forcades, usando seu hábito e tendo ao fundo o mosteiro de San Benet, em Monserrat (Catalunha), reflete sobre suas dúvidas quanto à declaração de uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), alegando que, em lugar disso, a gripe suína é uma enfermidade com índices de mortalidade inferiores aos da gripe sazonal.
"Se a mortalidade é menor, como se pode declarar uma pandemia?," pergunta Forcades, que cita diversos relatórios e documentos oficiais para contrastar seus dados.
A OMS declarou que a gripe suína é pandemia em junho. A doença até agora causou 343.298 casos confirmados por exames de laboratório, e pelo menos 4.108 mortes no mundo.
A organização expressa confiança na vacina e a definiu como a mais importante ferramenta de combate à pandemia. Mas no vídeo a monja beneditina volta a expressar suas dúvidas sobre os efeitos colaterais que a aplicação de duas doses de vacina poderia causar, amplificados por uma terceira dose de vacina contra a gripe sazonal.
"Com isso, a possibilidade de que as vacinas causem efeitos colaterais é triplicada. Embora isso seja teórico, na prática não se sabe o que pode acontecer, porque ninguém recebeu três doses de vacina contra a gripe," afirma.
Em uma resenha publicada na internet, Forcades explica que estudou medicina na Universidade de Barcelona e depois se especializou em medicina interna nos Estados Unidos.
Reuters Quinta-feira, 08 de outubro de 2009 - 16h19
O Evangelho - Mark Driscoll
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Missão do Pastor por Ricardo Gondim

Querido Diego,
Por favor, desculpe-me pela demora em escrever. Ando sobrecarregado. Mas preciso voltar à sua antiga pergunta sobre a missão do pastor.
Passei por crise semelhante. Por volta dos meus quarenta e poucos anos, perguntei-me o que fazia da vida. Cansei dos esquemas dos evangelistas itinerantes. Eles me entediavam com suas pregações repetitivas. Caíram algumas vendas e vi os interesses escusos dos missionários estrangeiros que tiravam fotografias de eventos brasileiros para fazerem propaganda nos Estados Unidos. Chorei amargamente quando notei que os “caciques” das grandes denominações eram mais grosseiros que os políticos de que eu desdenhava.
Acordei também para os meus pecados sutis. Vi que não só partilhava de um mundo religioso doente, mas o reforçava com uma vaidade sedenta de prestígio. Eu sabia, mas não queria abrir mão, da minha vontade louca de aparecer. Eu queria construir um nome e tornar-me notório pela “unção”, “autoridade”, “loquacidade”. Ah, como eu já quis despontar como um “pastor bem sucedido”! Queria ser igual aos famosos que conhecia, principalmente os estrangeiros, que arrebatavam multidões.
Esses messianismos, essas falsas onipotências, começaram a desmoronar depois de um culto quando uma jovem fez algumas perguntas desconcertantes. Marli (nome fictício) era graduada em filosofia na Universidade de São Paulo e, devido ao seu senso crítico, me confrontou com serenidade.
“Ricardo, cadê a vida abundante prometida por Jesus”?. Pego assim de supetão, eu não soube o que responder. Tentei me safar com outra pergunta. “O que você quer saber?”, na verdade eu só queria ganhar tempo com minha réplica. Ela não cedeu: “Pastor, quero entender. O que Jesus prometeu tem conexão com a realidade da vida? Ou a vida abundante que ele falava era apenas um desejo utópico dos apóstolos?”. Nervoso, insisti em perguntar ainda procurando ganhar tempo: “Como assim?”. “Se Jesus prometeu que seus seguidores experimentariam vida abundante, quero saber por que não vejo acontecer concretamente?”.
Nessa hora tive que dar a mão à palmatória. “Marli, você tem razão a vida abundante prometida por Jesus aparece muito mais nos discursos do que na concretude da vida. Entretanto, o problema não é dele ou dos apóstolos, mas nosso”.
O discurso religioso promete muito mais do que cumpre. Dificilmente constatam-se evangélicos com qualidade de vida melhor do que as pessoas não convertidas. Problemas conjugais, instabilidade emocional, patologias psíquicas, permanecem intocados na grande maioria das igrejas que alardeiam que seus fiéis terão uma “vida abundante”. Enquanto os auditórios se maravilham com discursos triunfalistas que asseguram o melhor casamento, felicidade total no trabalho e paz duradoura, enormes problemas são varridos para debaixo dos tapetes ou justificados como “falta de fé”, “desobediência”; ou resultado de “ataques do diabo”. Por que isso acontece?
Priorizou-se a “salvação” como uma esperança a ser alcançada depois da morte. E as igrejas, cada uma se acreditando mais legítima, se especializam em oferecer o bilhete para a vida eterna - que só vai começar quando o coração parar de bater. Assim, meticulosas em “dar certeza da salvação” aos seus convertidos, não se preocupam em ensinar como viver do lado de cá. Com esse modelo, comumente se vê gente segura de que vai para o céu, mas sem saber lidar com os momentos triviais da existência.
Em minha experiência pastoral, já tive o desprazer de aconselhar mulheres super espirituais, que se gabam do nome estar “escrito no livro da vida”, mas intoleráveis, mal-resolvidas e tristes. Recentemente precisei gastar três horas com um pastor que há anos prometia o céu para quem “levantasse a mão para aceitar Jesus”; só que ele não sabia resolver seus dilemas sexuais. No meio de nossa conversa, abatido ele me confidenciou: “Ricardo, estou vivendo num inferno”.
Sua missão, meu caro Diego, é ajudar às pessoas a tratarem a vida eterna como uma possibilidade para aqui, para a terra. Aliás, a dimensão transcendental da salvação não compete a você; não depende de seus esforços e não acontecerá como resultado de sua confiabilidade ou unção. Salvação, vida eterna, foi conquista da cruz. Ela é obra vicária de Cristo, o mérito será sempre dele. Vida eterna é distribuída indistintamente a todos pela graça; e só o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo.
Concentre-se em mostrar que o reino de Deus é chegado e que está entre nós. Livre das condenações da lei, sem precisar compensar os pecados com penitências e, sem ter que ganhar o favor divino com obras, a humanidade pode dar início ao projeto de humanizar-se. Neste propósito divino, crescemos em maturidade, nos solidarizamos com os carentes, exercitamos misericórdia e sempre defendemos a justiça.
Você precisa desvencilhar-se do antigo modelo de evangelização, que promete uma salvação para depois do último fôlego. Comece a pregar a chegada do Reino, só assim as pessoas se sentirão estimuladas a mudar e essa tarefa é extraordinária.
Mude o mote de suas pregações. Aborde questões práticas sobre matrimônio, polidez, cordialidade, cidadania, vulnerabilidade, altruísmo, compaixão, preocupação ecológica, dignidade da mulher, educação infantil. Acredito que o cristianismo verdadeiro deveria preocupar-se muito mais com o jeito como as pessoas guiam seus automóveis do que em dar-lhes “garantias” de que vão para o céu.
Não, não pense que desconsidero o céu; essa é nossa esperança eterna, nossa maior riqueza. Contudo, eu realmente creio que o destino eterno de cada indivíduo foi garantido pelo sacrifício de Cristo na cruz e que, não precisando mais nos preocupar com esse importantíssimo assunto, podemos nos concentrar nos demais. Alguns são, sim, menos importantes diante da eternidade, mas fazem uma enorme diferença para a felicidade das mulheres, maridos e filhos.
Minha sugestão é que você releia os Evangelhos; procure as mensagens em que Jesus ensinou a ganharmos a vida no presente. Você se lembra daquela passagem de Mateus 16.26? “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?”. Antigamente eu entendia esse texto como uma advertência para que não me tornasse um grande conquistador ou um milionário e acabar no inferno. Hoje eu o leio numa dimensão existencial. Acredito que Jesus advertia seus discípulos para que não tentassem nenhuma conquista, se no processo perdessem a alma existencialmente. Para Jesus não adianta querer ter tudo (inclusive o céu) se nessa busca nos tornarmos amargos, calculistas e torpes.
As religiões, o cristianismo inclusive, já garantiu que muita gente inclemente, perversa e promotora da morte iria para o céu. Infelizmente!
Eu já não peço que as pessoas levantem a mão, concordando com a minha pregação; como também não lhes asseguro que, daquela hora em diante, receberão um selo que lhes garantirá o céu. Hoje convido as pessoas a começarem uma peregrinação. Cientes do amor de Deus, todos podem tomar o caminho proposto por Jesus de Nazaré. Nesta trilha, na companhia do Espírito Santo, todos se tornarão novas criaturas.
Você vai precisar de muita coragem para remodelar seu ministério, mas conte com minha ajuda e intercessão.
Soli Deo Gloria.
www.ricardogondim.com.br
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Rob Bell - 01 - Rain
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Você nunca ajudou merda nenhuma!

“Enquanto você dormia ontem, 30.000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito ‘merda’ do que com a notícia de que 30.000 crianças morreram de fome na última noite”. (Tony Campolo, pregador e escritor cristão).
Fonte: Márcio Rosa
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domingo, 27 de setembro de 2009
Evangélicos Judaizantes por Tomaz de Aquino
Há uma enxurrada de lideres que derramam sobre o povo de Deus um evangelho judaizado. Um evangelho aculturado ao judaísmo e aos judeus. Bandeiras de Israel são colocadas nos púlpitos e em alguns hasteadas nos templos. Arcas são reconstruídas. Eu pergunto: Quando chegará o bezerro de ouro?
Jesus é o vinho novo e o odre novo.
Por que queremos o vinho velho em odre novo? Jesus reprovou o vinho novo em odres velhos. Os judeus queriam manter suas tradições e lei, mas Jesus sabia que tal odre não suportaria o que ele trazia - ele mesmo como a boa nova do evangelho.
Hoje Jesus reprova o vinho velho em odres novos.
O evangelho judaizado é o vinho velho que está sendo colocado em odres novos, ou seja, a estrutura do reino de Deus em nossos dias.
Os odres são novos, novas estruturas, novos métodos, novas perspectivas, mas o vinho é velho: a lei de volta, sábados, dias santos, amuletos, Urim e Tumim, templos, arcas e por ai vai.
O vinho velho em odres novos é bem pior do que vinho novo em odres velhos, porque o vinho velho não vai romper os odres novos , logo não é denunciada sua ineficácia.
Com a judaização do evangelho hoje estamos re-editando o judaísmo do velho testamento mantido pela estrutura religiosa ainda no tempo de Jesus. O que precisamos entender é que com isso, re-editamos também os escribas e fariseus com suas velhas práticas condenadas por Jesus.
Continuo perguntando: Por que tatá busca pelo Velho Testamento? Por que tanta valorização do judaísmo? Por que tanta volta à lei?
Paulo afirma que a lei nos faz consciente do pecado (Rm 3:20). A Lei hoje serve para gritarmos a Deus por socorro – “socorro não consigo cumpria-la!” E ai quando gritamos por socorro se cumpre “o fim da lei é Cristo, a justiça de todo o que crê”. Até que grite por Jesus a lei continua pra você.
A verdade é que não há mais circuncisão, não há mais tribos, somos uma nação santa, um reino de sacerdotes.
Não há mais arca, Deus está conosco e em nós.
Não há mais festa de tabernáculo, pois Deus tabernaculou conosco em Jesus e continua tabernaculando em nós – “eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
Não há mais um dia de perdão, mas todos os dias há perdão pronto, todo dia é dia de perdão.
Não há mais sacrifício, ou festas ou dias santos, tudo foi mudado e renovado.
Não há judeus nem grego, brasileiro ou israelita.
Hoje só há, o caminho, a verdade e a vida que é Jesus. Todos somos iguais no pecado e iguais na salvação pela fé em Jesus Cristo, o Senhor.
Em Jesus o nosso vinho e o nosso odre novo
Tomaz de Aquino Pinheiro - É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura.
Retirado do blog:sojesusnavida.blogspot.com
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Rastro de uma vida por Antonio Glaber

Fui o que muitos já foram...
Um idealizador de projetos insólitos;
Um sonhador de sonhos inusitados;
Um neófito prenhe da inocência e da imaturidade;
Uma promessa de um futuro incerto.
No berço da família, fui...
A realidade de quem sonhou o que não sonhei;
Referencial dos filhos de pai ausente;
Exemplo na perseguição da conquista;
Escape para salvação dos que creram depois.
No aprendizado da vida, fui...
Marinheiro de primeira viagem;
Escora de quem chegou primeiro;
Calo no pé de quem estava na vez;
Dublê dos que não sabiam fazer;
Salvação dos que não conseguiam ser.
Quando deixei pai e mãe, me tornei...
Amado da minha amada;
Referencial dos filhos que sonhei;
Guardião da família abençoada;
Sacerdote do grande Rei.
Do caminhar no Caminho...
De perdido fui achado;
De bastardo fui feito legítimo;
De escravo tornei-me livre;
De livre tornei-me servo;
De servo tornei-me filho por meio do Filho.
No decorrer do tempo...
De menino cheguei a ser homem;
De principiante tornei-me experiente;
De obscuro passei a ser conhecido;
De vulnerável tornei-me resistente.
Hoje, sou o que sou.
O que fui, fui; o que sou, sou; o que serei..., é o que desejo ser:
Semelhante a Jesus.
Antonio Glaber Leitão de Sousa
Casado com Ivana, pai de Asafe e Bianca, é pastor na Comunidade Evangélica Casa do Senhor com sede em São Luis do Maranhão, e também engenheiro civil pela Universidade Estadual do Ma.
Retirado do blog:antonioglaber.blogspot.com
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Quando o Templo é um mercado! Por Tomaz de Aquino

(João 2: 12-17).
Jesus transformou a água em vinho. Com certeza evidenciando mais que uma demonstração de poder, uma profunda lição espiritual. A água da lei com Jesus vira vinho novo, o evangelho limpo. Água em vinho tem a ver com a alegria da presença. Sua presença é a possibilidade de milagre. Sua chegada traz alegria.
Saindo dali Jesus entra no templo e o purifica. Aqui também não é uma simples reação descontrolada ao que acontecia lá, mas sim, outra profunda lição espiritual. A purificação do templo representa a pureza da relação com Deus.
O templo era o centro da relação com Deus para os judeus. Jesus ao limpar o templo de forma tão dura e até incompreensível está tratando exatamente o processo dessa relação. E mesmo fazendo assim não está ratificando que o relacionamento com Deus é em um templo.
Ele está ensinando que em uma relação com o Deus vivo não se negocia, que no templo da presença de Deus não se faz troca ou barganha. Ensina que a relação com Deus não se dá através de um negócio, que a relação com Deus não pode ser tratada como um sistema de lucro pessoal.
Foi isso que aconteceu no templo da relação com Deus, não só no tempo de Jesus, mas hoje também.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um movimento religioso.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema lucrativo, em uma mera instituição humana.
Transformaram e transformamos o lugar onde deveria ter sacrifícios, orações, devoção, adoração, em um lugar de troca e de venda.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um sistema de lucro pessoal.
Transformaram e transformamos a relação com Deus em um meio de ter as suas necessidades supridas.
No entanto o que Jesus diz é: “tirem estas coisas daqui”. Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado.
Hoje é assim que acontece. Faz-se estelionato gospel. Vende-se o que não pode ser entregue, faz-se troca sem autorização. È oferecido o que não está em poder de ser feito. Tais estelionatos evangélicos se estabelecem também quando trocamos oração por campanhas, adoração por shows, generosidade por oferta de sacrifício, culto por ajuntamento solene.
É tempo de expulsarmos os cambistas e vendedores e revirarmos as suas mesas de trabalho do templo das nossas vidas. É tempo de limparmos o templo que somos nós e só assim também os templos chamados igrejas serão limpos.
Tomaz de Aquino Pinheiro - É pastor da Comunidade Evangélica Casa do Senhor, uma comunidade de cristãos com sede em São Luís do Maranhão uma comunidade de seguidores de Jesus com ênfase num ensino bíbilico atual e contextualizado com as necessidades de nossa cultura.
Blog: sojesusnavida.blogspot.com
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
O MEU CAMINHO... O SEU CAMINHO... por Roberto Lima

Neste sábado, dia 19/09/2009 estive num casamento numa pequena igreja presbiteriana onde o pastor celebrou o casamento com um pastor do movimento G12.
Lado a lado dois reconhecidos pastores que têm levado seus ministérios com integridade sem os extremos que vemos por aí. Mas ao abrirem a boca logo se nota a diferença da pregação. Enquanto um mais centrado na Bíblia, o outro simplesmente parecia não saber o que falar. Isso porque a ênfase é tão grande na visão de células, tão grande que quando se muda de assunto, não tem assunto.
Fico me perguntando quando é que a igreja evangélica se perdeu deixando o evangelho por tantos outros atrativos. O caminho da igreja evangélica eu não sei ao certo, mas o meu, eu bem conheço
Desde que me conheço por gente vou à igreja. Até me lembro dormindo nos bancos de ripas azuis, feito os bancos da praça, na igreja O Brasil Para Cristo em Sta Bárbara d´Oeste em 1973.
Desde então passei por vários movimentos pentecostais e nunca, NUNCA mesmo eu tinha ouvido/percebido falar do evangelho da graça. Sempre ouvi do esforço de ganhar o ceú, da luta pela salvação, do reconhecimento das nossas obras pelo galardão, o evangelizar procurando não ser cortado, ou então ganhar mais uma pedrinha na coroa.
Evangelho? Graça? Nunca ouvi... nunca notei...
Me lembro que na década de 90 onde participei ativamente do movimento das Comunidades Evangélicas culminando em 2000 na Sara Nossa Terra, somente no início deste movimento, com o Téo, Pastor Teodoro, falecido no ano passado, ouvi falar e cantar sobre graça. Depois... nunca mais. Sempre a ênfase era no esforço.
Mas nunca entendi sobre o evangelho, tanto assim que sempre busquei ser o melhor, o mais correto possível, e o mais santo entre os santos. Só sabia que tinha que fazer por merecer a salvação, e fazer muito porque a porta era muito estreita e poucos eram os que entravam por ela.
Ainda no movimento das Comunidades participei de diversos outros: O do discipulado, dos Grupos Caseiros, do Crescimento da Igreja, do G12.
Saí da Sara Nossa Terra em 2003 e migrei para o movimento de Adoração Extravagante com Casa de Davi, FOgo e Glória, Santa Geração etc.
Isso foi radicalmente maravilhoso para mim. Deus se tornou tão real, tão amável, tão Pai quanto nunca eu tinha sentido. E esta é a palavra chave deste tempo: Sentido.
Sentir Deus ao invés de apenas pensar, falar, estudar ou entender sobre ele. Ouvir a Sua voz e sentir o Seu toque. Realmente foi diferente de tudo o que eu aprendi e ivi com Deus.
Mas em todo esse tempo ainda tinha minha boa base pentecostal me levando do céu ao inferno em instantes. Não podia suportar nem que fosse um pensamento impuro ou uma palavra dita que pudesse ter duplo sentido ou magoado alguém.
A santidade imperava no meu relacionamento com Deus e por isso era muitas vezes insuportável. Digo isto porque às vezes parecia que em nossas reuniões os céus desciam à terra ou éramos nós os que subíamos. Mas era só descer do "meu monte santo" e eu já me pegava gritando irado com meus filhos ou maltratando minha esposa sem motivo aparente.
Quando isso aocntecia o sentimento de culpa erea terrível. Ficava depressivo e chorava muito.
"Como eu posso retribuir ao meu Deus e Pai o seu amor com meus pecados? Como posso pagar com mal o bem recebido?"
Morrer para mim mesmo; renunciar; pra Jesus tudo para mim nada... eram as frases comuns nesse tempo.
Mas alguma coisa ainda faltava. Alguma coisa que pudesse realmente me libertar e me dar paz com Deus.
Nesse tempo, o evangelho da graça mais me parecia libertinagem do que caminho para a liberdade. Era mais uma forma de desculpar as pessoas dos pecados que elas cometiam e não queriam largar.
E sempe foi assim, quanto mais radical em santidade muito menos amor e compaixão com as pessoas.
Queríamos alcançar os drogados, as prostitutas, os homossexuais, mas não conseguíamos suportar um dos nossos, que já havia aceitado a Jesus, que participava de nossas reuniões apaixonadas por Deus, pudesse ter uma recaída com algum vício, alguma questão moral ou conflito sexual.
Radicais no nosso amor pelos perdidos e perdidos no nosso amor pelos irmãos.
Tão santo era o nosso grupo que era difícil para aqueles que "pecavam" continuar a frequentar o nosso meio.
Com o passar do tempo só ficaram os apaixonados neróticos culpados e os hipócritas.
Onde estava Deus? Onde estava o Pai? Onde estava a nuvem de glória? Onde estavam os sinais?
Nesse contexto fui conhecendo e deixando que o meu entendimento sobre a graça e o amor de Deus em abrisse os olhos. Deus foi muito bom comigo me protegendo e me ajudando a entender e aceitar o novo Dele pra minha vida.
Hoje, depois de 3 anos lendo, compartilhando e vivendo a graça de Deus, sinto saudades daquele tempo de mover de Deus, mas não dá para trocar a paz com Deus e o amor que sinto da parte Dele agora.
Ainda me sinto desequilibrado, isto é, saí de um extremo e fui para o outro e agora preciso retornar ao centro. Para isso conto com a bondade de Deus a meu favor, sem a qual nem conseguirei sair de onde estou.
Para onde estou indo hoje? Para qual movimento? Qual é o meu caminho?
Não sei não...
Mas como estou bem acompanhado... quero estar somente atento em segui-LO...
Não sei para onde vou... mas sei com quem vou... isso me basta!!!
Qual é o seu caminho?... Se estiver seguindo a Jesus... sempre estará no caminho certo!
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Caminho das Índias - Melissa se vinga de Yvone - por Roberto Lima
Quando a Melissa se vingou da Yvone foi um sucesso de audiência.
No fundo no fundo todo mundo fica feliz quando o mal é vencido pelo bem, ou pelo menos, quando o mal é punido.
Todas as histórias contadas em livros, filmes, peças de teatro que são sucesso têm o ingrediente da vitória do bem sobre o mal, da justiça sobre a injustiça, da misericórdia sobre o legalismo, da vida sobre a morte, da felicidade sobre a tristeza.
E sempre queremos ver que no fim tudo deu certo. Parece que está escrito dentro do ser humano que o fim tem que ter um mocinho e tem que terminar felizes para sempre.
No final de toda história de maldade sempre existe a morte, e todos aqueles que insistirem em levar uma vida de maldade, mesmo que tenham usufruidos anos a fio de uma vida boa e confortável, terá sua maldade relembrada e seu nome será sinônimo de coisa ruim.
Vejam se nomes como de Hitler, Satanás, Nero, Calígula, Jezabel, Caim, se tornaram sinônimos de pessoas más, mas que no seu tempo de história tiveram mordomias e poder, porém morreram (ou morrerão) e seu nome e sua memória abominados.
E, aqueles que foram bons, injustiçados, sua memória é resgatada, e mesmo não vivendo uma boa vida aqui, tem algo de bom guardado pelo Pai.
A maldade é algo que está no coração do homem, de todo ser humano, mas ninguém gosta dele, é algo inerente, mas também inconveniente, algo que está em nós, mas que não suportamos ver prevalecer.
Acalentar a maldade em nosso coração é destruir nosso futuro. Agora mesmo decida deixar de querer se vingar, ou aquela disposição de falar mal. É tempo de refletir e não se deixar levar pela nossa inclinação natural.
Lembremos que Deus é bom... sempre. Ele nos ajudará nisso.
Portanto, deixando todo acúmulo de maldade recebamos com mansidão a palavra da graça ouvida por nós a qual pode salvar a nossa alma. (Tiago 1:21)
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domingo, 20 de setembro de 2009
O que é Neurose Culposa?

Simplificando eu diria que “neurose” é excesso de responsabilidade. É chamar a responsabilidade de tudo para si mesmo. Os mecanismos que operam “por baixo” dessa “responsabilidade excessiva” são muitos e variados.
Um desses mecanismos é a culpa. Nesse caso, quando a noção de pecado não se faz acompanhar de Graça, o que fica pode ser o legalismo—na mesma medida em que o cara se sente “devendo à Lei”, na mesma medida ele se torna acusador do próximo; é uma maneira de nivelar a todos por baixo—; ou pode ser a culpa que se transforma em “serviço”, em “devoção”, em “sacrifício”, em “perfeccionismo” santarado; em “missão”, etc...—tudo isto animado por uma culpa latente: a de se pensar sempre na vida como “dí-vida”; daí os “pagamentos”, as “divisões”, e os conflitos que se estabelecem como parte de tudo. Obviamente que essa é uma hiper-simplificação.
Na Graça de Deus a culpa vira consciência; e a consciência gera libertação; pois somente na Graça a culpa perde seu poder de condenação, e passa a trabalhar em favor da sabedoria e da paz.
Nele,
Caio
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sábado, 19 de setembro de 2009
Sombras da Alma - Lampejos
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Jovens da Verdade - Drogas Matam.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Seu Perfil Pessoal é Inadequado? por Roberto Lima

Nessa semana fiz a análise do meu perfil numa empresa em que presto consultoria em Londrina - PR. O programa utilizado foi o P.I. - (Predictive Index)(Lê-se PIAI). E isso mexeu muito comigo.
Dentre outras coisas a analista disse que eu tenho uma forte liderança, que as minhas decisões são equilibradas com razão e emoção, que não gosto de seguir regras e normas, mas que hoje estou me esforçando muito (com sofrimento até) para realizar esse tipo de tarefas.
Para mim o que ela disse me pegou de uma forma muito forte, recebi com um impacto muito grande. Fiquei pensativo depois disso, e passou rapidamente o filme da minha vida.
Relembrei de todos os meus empregos, dos meus chefes, das igrejas em que passei, dos meus líderes espirituais, chegando até o dia de hoje.
Isso mexeu muito comigo... muito mesmo!!!
Embora alguns me chamem de pastor eu não sou, nunca fui ... e dentro de mim sempre prevaleceu uma posição meio que revolucionária, agressiva, independente, até anarquica como se fosse um profeta em formação.
Não quero com isso presumir nem assumir títulos, só estou escrevndo sobre mim, esperando que, de repente, isso possa te ajudar de alguma forma.
Pensei... realmente eu não gosto de obedecer... mas sempre eu o fiz, mas nunca gostei. Sempre que pude fiz do meu jeito.
Talvez você saiba que conflito é esse, mas isso explodiu dentro de mim nesta sexta feira.
Fiquei pensando como Deus pode escolher um cara como eu... Alguém que sofrerá para obedecer aos seus líderes, que sempre questionará porque as coisas são assim, que para estar com alguns amigos/irmãos sofrerá aguentando coisas que não aceita na igreja.
O problema que tudo isso torna a vida mais amarga, e me torna mais intolerante.
Isso não me faz sofrer... de maneira nenhuma... eu fico mais quebrantado... mais emotivo... porque a graça me alcançou!
Sinto a vontade de chutar tudo pro ar e ir pregar na televisão, no rádio, chutar as santas dos católicos, dos evangélicos, e fazer guerrilha contra os políticos corruptos até cassá-los, e militar em movimentos populares pelo puro prazer de libertar minha condição intrínseca de ser quem eu sou.
Mas me pego também com as minhas santas, com as minhas corrupções e maldades, com a minha hipocrisia e deturpações... e me enchergo como eu sou... um cara de alma revolucionária mas caráter corrompido.
Talvez seja isso que Paulo tenha pensado: Quem me livrará doeste corpo de morte, pois pensando em fazer o bem que eu quero, eu faço o mal que eu não quero.
Bem, se não foi... é nisso que eu me encaixo agora.
E isso é o final? Não... estou de bem com a vida e apaixonado por vivê-la... sabe o porquê? Por que acredito que Deus me fez assim porque ainda Ele vai me deixar expressar o que eu sou nesse vida, mas a base vai ser sua imensa bondade.
Não sei o que vai ser... só sei que espero o que é bom de Deus pra mim. Acredito na bondade do Papai... creio que tem ainda muitas aventuras preparadas pra mim e eu estou louco, ansioso, na expectativa de poder vivê-las intensamente.
Minha oração é: Pai, não me deixa estragar aquilo que o senhor quer fazer através de mim. Me ajuda, por teu amor, estar mais cheio de paciência ao esperar a Tua vontade prevalecer. Beijão. Eu.
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sábado, 12 de setembro de 2009
Eu creio em Jesus se Ele não passar dos limites

João 8.
Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar...
Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa...
Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.
A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Seus palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio...]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria...
Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram...
Indagaram...
Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?
Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado... No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.
Reagiram... Zangaram-se... Ficaram brabos...
Jesus replicou... Não deixou passar... Prosseguiu... Provocou...
O assunto do pedigree continuou...
Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão... Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito... De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé...
Eles ficaram com ódio...
Partiram para a ignorância...
Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios...
Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa..., e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que... desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida...
Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões...
Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”...
É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”...
Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano...
Em geral esse é um conflito apenas de crentes...
Pense nisso!...
Nele,
Caio
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Deus sem problema!

Quem parte para a vida pensando que não haverá problemas e aflições... estará vivendo sob profundo engano diabólico, ainda que muitas vezes praticado com esperança em Deus!
Então, vêm aquelas questões de sempre:...
Por que Deus não me poupou?
Sendo Deus Onisciente, não sabia que seria assim comigo?...
E se sabia, não teve poder para impedir?...
Se tinha o poder para impedir, por que não o fez?...
Terá Deus sido apanhado de surpresa pelos fatos da existência?...
Não precisava Deus do pecado e da desobediência a fim de desenvolver seu “plano”, embora não tenha a honestidade de dizer que sem “Queda” não haveria progresso?...
Deus, no entanto, não tenta se explicar...
Sim, sendo tudo o que É..., Ele, todavia, nada explica...
De fato, o que parece é que Deus age como a Natureza que Ele criou e que bem expressa Seus modos e atributos, conforme diz Paulo.
Sim, pois a Natureza não conhece problemas, mas apenas soluções...
Assim é Deus..., sem ser cego, antes sabendo tudo, mas, assim mesmo, deixando tudo ser cada coisa na busca e no encontro de soluções; pois, para Deus, existir não é um problema, o problema é não existir; e pior: o problema é não aceitar que problemas são apenas vias de soluções...
Pense nisso!
Caio
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