domingo, 20 de novembro de 2011

Impacto Profundo! Por Luiz Montanini



“História dos 40 anos de trabalho, somada à do avivamento em Rubiataba na década de 70 e aos testemunhos de alguns líderes do Brasil, mostra os benefícios e efeitos que o ministério da família Walker e de simpatizantes produziram e produzem nesta geração.”

Nem bem amanheceu o dia, e o jovem Robert Walker, o primogênito dos homens, arreou o cavalo, atrelou-o à carroça cheia de hortaliças fresquinhas que acabara de colher e partiu da propriedade rural para o centro da pequena cidade, ali perto, para oferecer sua mercadoria de porta em porta. Antes do meio-dia, ainda daria tempo de pegar alguns mantimentos para a família de oito americanos recém-chegada a um novo e promissor território.
Quem imaginou a cena acontecendo no Arizona ou no Tennessee, por volta de 1878, enganou-se, e aqui vão três dicas para que o leitor descubra de que país estamos falando: primeira, o nome da cidade visitada é Rubiataba.
Se ainda parece difícil – afinal, Rubiataba pode ser nome de tudo, até de cidade americana –, vamos diretamente às outras duas dicas, porque temos coisas mais importantes a dizer: o cavalo atendia por Mandão, nome apropriado e bem brasileiro, como se sabe, e o território (o estado, no caso) é Goiás.
Pois foi exatamente naqueles confins da Terra, em Rubiataba, a 243 km de Goiânia (na época, a distância parecia três ou quatro vezes maior, de tão precários os transportes, estradas e acessos), que, em janeiro de 1968, a família do casal John e Ruth Walker fixou residência, complementada pelos filhos Katharine, Robert, Christopher, Harold, Peter e pelo caçula Thomas, então bem jovens.
Mas que raios uma família de americanos viera fazer naquele fim de mundo, naquela época e naquelas condições tão difíceis e precárias? (Ainda mais diante do fato de que haviam entrado no país com vistos de simples imigrantes, carimbados quatro anos antes, em fevereiro de 1964, quando se instalaram provisoriamente em Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte, onde permaneceram até se mudarem para a isolada e desconhecida Rubiataba, no centro geográfico do país.)
Hoje, 47 anos depois, muitos integrantes da comunidade cristã brasileira guardam no depósito do próprio coração e em frutos espirituais amadurecidos ao longo destas quase cinco décadas uma nova visão para a igreja brasileira – esta, aliás, o motivo do êxodo da família dos EUA. Uma visão que vem sendo revelada, compilada, e divulgada há quase 40 anos, desde o ano de 1972, quando a família Walker, como ficou conhecida, passou a produzir e replicar, de forma artesanal, folhas grampeadas, apostilas e livretos com escritos próprios e de outros homens de Deus. Alguns desses materiais foram fruto de seminários realizados na própria Rubiataba e que atraíam líderes de todo o país, enquanto outros vieram de contatos com pessoas no mundo todo, com cujas palavras proféticas se identificavam.
Essência Antes da Aparência
Neste ano de 2011, sem John Walker entre nós, que escolheu, por assim dizer, a melhor parte e está, desde janeiro de 2007, no seio de Abraão, o ministério iniciado pela família Walker em 1972 está perto de completar 40 anos. Continua sem fins lucrativos, mas já não é tão artesanal. Está mudado para melhor na aparência, mas procura se manter simples e relevante na essência.
Possui duas estruturas principais, uma em Americana – onde está instalada a Impacto Publicações, que publica a revista Impacto e o jornal O Arauto da Sua Vinda – e outra na Chácara Peniel em Monte Mor, que recebe alunos de todo o país para cursos de preparação profética e reuniões de ministério ao Senhor, consulta na Palavra e comunhão.
O trabalho hoje inclui ainda: uma escola em Jundiaí de Educação Infantil e de Ensino Fundamental e Médio, que existe há 23 anos e já promoveu onze encontros anuais de atualização e visão pedagógica cristã com educadores de vários estados; parcerias com igrejas e grupos em várias partes do Brasil – cujos nomes não citarei para não correr o risco de esquecer alguém; encontros em alguns locais, como no sítio Vale da Águia, em Sorocaba, da comunhão de grupos à qual pertence Pedro Arruda, um dos integrantes do ministério Impacto; cursos extensivos de preparação profética, como o realizado em Baixa Grande, na Bahia, além de visitas no mesmo tom a diversas igrejas país afora.
O ministério Impacto, como o chamaremos aqui, não possui uma estrutura formal ou administrativa. É conduzido por dois grupos interligados de irmãos que formam uma espécie de conselho deliberativo. Um deles é o conselho editorial da revista (cujos nomes aparecem na página 3) e inclui, além dos dois membros da família mais ativos na área de publicações, Christopher e Harold, vários integrantes que moram em cidades próximas a Americana. O outro é um grupo de relacionamento ministerial que se reúne regularmente para orar e definir os rumos e os próximos passos do serviço voluntário prestado a Deus e à igreja brasileira. É constituído por alguns membros do conselho editorial, mas conta também com várias pessoas que não estão envolvidas diretamente no trabalho da editora.
Enfrentando a Vida em Condições Primitivas
A Rubiataba do início da década de 70 apresentava o seguinte cenário: nas ruas sem asfalto, carroças e carros de bois circulavam livremente entre alguns poucos caminhões de gado, ônibus e fuscas. Movimento maior – principalmente de caminhões – só se via na Rodovia Belém-Brasília, que passava a cerca de 30 quilômetros longe da cidade e que, inicialmente, também não era asfaltada.
As viagens – na maioria para Anápolis e Goiânia – eram feitas de ônibus pinga-pinga, por horas e horas em estradas de terra, passando por algumas vilas que nem sequer existiam no mapa: Ipiranga, Nova Glória, Jardim Paulista, Rianápolis, Jaranápolis.
A família instalou-se e viveu durante anos em uma chácara sem água encanada, sem eletricidade, sem fogão a gás, sem geladeira e sem carro. Os rapazes (especialmente Robert, Harold e, mais tarde, Thomas) plantaram uma grande horta durante anos para consumo próprio da família e cujo excedente era vendido todas as manhãs, de carroça, na cidade.
Porém, plantar, comer e vender verduras e frutas, ainda que fosse bom, não era exatamente o motivo da migração da família para Rubiataba. Estimulados pelo pai, John Walker, eles queriam cumprir o chamado para o Brasil. Começaram obedecendo ao mais simples e, paradoxalmente, mais difícil dos mandamentos: evangelizar a cidade e os distritos próximos.
Pregação Nas Ruas, Igreja Nas Casas e Batismos No Córrego
Depois da chegada a Rubiataba, em janeiro de 1968, a família passou por uma porção de dificuldades naturais, inclusive por doenças, a ponto de quase todos os oito membros da família pegarem hepatite.
Mas, um ano depois, o ânimo dos irmãos retornou com a chegada de três famílias e mais uma viúva com os filhos, que haviam sido tocados pela palavra de John Walker em Belo Horizonte e Lagoa Santa, MG, onde a família morou pelos primeiros quatro anos no Brasil. A chegada desses reforços fortaleceu a equipe e possibilitou a formação de um núcleo de comunidade de crentes. Começaram a fazer reuniões nas casas.
Em 1970, Katharine e Christopher participaram de um encontro em Goiânia (do Movimento Jovens Livres, liderado pelo casal Ana Maria e Paulo Brasil) e voltaram cheios do fogo de Deus. John Walker, então, sentiu urgência para aproveitar as labaredas e ampliar o fogaréu. Com a família e os outros que vieram de Minas, passaram a pregar nas ruas e nas praças e a fazer visitas às residências. As conversões começaram a acontecer, e os batismos eram feitos em córregos próximos à cidade.
Filhos Caíam Nas Graças Do Povo ao Acolher Prostitutas e Alcoólatras
Em Rubiataba e região, os Walker eram conhecidos como os americanos. A população, a princípio desconfiada, passou a aceitá-los em pouco tempo. Quem conta é dona Eunice Maria Borges Pena, que foi evangelizada e ganha para Cristo naquela época:
Quando os americanos chegaram, em 1968, em pouco tempo caíram na graça do povo, porque eram humildes e apresentavam muitos frutos. O Roberto (Robert Walker, que mora hoje em Monte Mor, SP) e o Tomé (Thomas Walker, hoje bispo nos EUA da igreja brasileira Fonte da Vida em Nova York), casaram-se anos mais tarde com as brasileiras Geralda e Evandra respectivamente. Eles chegaram a acolher prostitutas e alcoólatras e a levá-los para sua casa. A cidade ficava admirada e passou a admirá-los também.
A conversão de dona Eunice ao evangelho pregado pelos americanos aconteceu em 1978, mas seu primeiro contato com eles, anos antes, foi marcante também. Ela relembra:
Eu morava em Bragolândia – distrito a 10 km de Rubiataba – e um grupo da igreja, incluindo o Cristóvão (Christopher), Roberto e Haroldo, foram de carroça pregar lá, no meio da rua. Havia uma festa religiosa na cidade, e chovia forte. Os religiosos não gostavam dos americanos e soltaram foguetes [bombinhas] debaixo da carroça. O cavalo [olhe o Mandão aí de novo], que estava amarrado à carroça, ficou assustado, arrebentou tudo e sumiu, deixando o Cristóvão e os outros irmãos ensopados, debaixo d’água. Lá de minha casa, eu ficava olhando; não tinha como chamá-los, mas fiquei com muita pena deles.
Passaram-se uns anos, e nos mudamos pra cidade de Rubiataba. Um dia, o Tomé bateu na minha porta. Ele fazia visitas de casa em casa, anunciando o Evangelho. Lembro até que contei para eles a história de Bragolândia e fiquei muito satisfeita com a visita.
Depois de algum tempo, comecei a ir à casa de uma irmã da igreja para ler a Bíblia com ela. Eu já tinha os meus seis filhos e queria aprender a Palavra de Deus.
Um dia, acabei indo para uma reunião. Que lugar mais abençoado: era um salão pequeno, só quatro paredes, muito simples, de cimento vermelho no piso. Tinha três degraus pra gente subir e, quando você chegava ao primeiro degrau, já sentia a presença de Deus. Só que eu não sabia que era a presença de Deus. Sentia algo diferente, mas só depois compreendi que era Deus.
Tinha reuniões que duravam quatro horas, e ninguém dava um pio dentro do salão porque o “seo” João não aceitava. Ele era muito radical, mas a gente amava aquele seo João. Ao final das quatro horas, a gente achava ruim porque tinha terminado. Acho que vivemos ali um pouquinho do Céu aqui na Terra.
Essa família foi uma bênção na minha vida, na vida dos meus filhos e dos meus netos. O que aprendi com eles, passei para os meus filhos e, agora, estou passando para os meus treze netos.
Um dos seis filhos de dona Eunice é o Clésio Pena. A exemplo de dona Eunice e outros, ele experimentou o que podemos chamar de Avivamento em Rubiataba. Clésio mora hoje com a esposa Rosied e os três filhos em Araras, SP. Ele faz parte do conselho editorial do ministério Impacto. Leia seu testemunho em “Depoimentos”.
Na Primeira Impressão, a Diferença Entre a Lei e a Graça
Por volta de 1971, o patriarca John Walker passou a dar estudos bíblicos a vários interessados às terças e quintas-feiras à noite. Não havia um prédio para a igreja na época – e nem queriam que houvesse. As reuniões eram feitas no bairro de Rubiataba chamado Posto Fiscal, em casas simples, de famílias pobres, mas onde se reuniam pessoas com imensa sede da presença de Deus.
Harold Walker conta que, no decorrer desses estudos, seu pai começou a falar sobre Gálatas 3, ensinando a diferença entre Lei e Graça com argumentos que mostravam, por exemplo, que o Evangelho começou com Abraão e não com Jesus. A Palavra soava nova e viva.
Os filhos Katharine e Christopher anotavam tudo. A ideia de usar as anotações e formular estudos escritos para distribuir a alguns amigos e irmãos surgiu numa reunião de família (como quase todas as novas direções e mudanças). Afinal, a família sempre tivera certa veia jornalística e gostava de comunicação, lembra Harold Walker. O pai do seo João, como John Walker ficou conhecido, ganhara a vida como corretor de seguros na Califórnia, mas fora repórter no jornal da faculdade. Sua mãe, Imogene, era profunda apreciadora de cultura: música, ópera, filosofia e literatura. Sua esposa, a irmã Ruth, levada pelo Senhor em julho de 2008, era poetisa. Seus tocantes poemas foram reunidos num livro artesanal, em inglês, intitulado From my Pink Cushion(Da minha almofada cor-de-rosa).
John Walker tinha uma formação eclética: estudara em faculdades prestigiadas nos Estados Unidos, como St John’s, Stanford e Berkeley. Após sua conversão a Cristo, também nos EUA e ainda jovem, recebera forte influência de pessoas com ênfases e vertentes diversificadas, como John Manchester (seu mentor inicial), John Myers, William Branham, Watchman Nee, Witness Lee e outros. Participou, ainda, do ministério do jornal Herald of His Coming (O Arauto da Sua Vinda), publicado até hoje em vários países, inclusive no Brasil, tendo Christopher Walker à frente.
“Meu pai gerava a palavra, mas não sabia bem o que fazer com ela, e os filhos o completaram nisto”, lembra Harold.
De acordo com anotações no diário de dona Ruth Walker, no dia 31 de março de 1972, Katharine e Christopher mimeografaram (num mimeógrafo a álcool, que produzia aquelas cópias roxas) a primeira mensagem sobre Lei e Graça, que seria depois enviada pelos correios para conhecidos e amigos. Este dia pode, portanto, ser considerado como o do início do ministério de literatura da família Walker. Depois vieram outras folhas, sempre grampeadas no alto, à esquerda, também mimeografadas, com títulos diversos, dentre os quais, A Igreja Verdadeira e A Igreja Falsa e a primeira versão de O Segredo da Igreja Gloriosa.
A repercussão positiva levou a família a imprimir Segredo da Igreja Gloriosa, de John Walker, numa gráfica de Goiânia, em outubro de 1973. Mas a empreitada revelou-se cara, o que os levou a produzir os livretos posteriores de forma artesanal. Paternidade, de Derek Prince, veio a seguir e foi impresso em setembro de 1975. Impresso é modo de dizer, claro: o texto era datilografado numa máquina de escrever Remington azul clara e reproduzido num mimeógrafo a tinta.
Na hora da encadernação, perceberam que não poderiam usar um grampeador industrial porque a capa do livreto, feita em papel A4 simples, se desprenderia dos grampos com facilidade. Enquanto discutiam em família o que fazer, os olhos azuis e criativos de dona Ruth – quem diria – viram a solução. Para já demonstrá-la, pegou um livreto e o costurou na dobra, com sua máquina de costura doméstica. A ideia funcionou e virou técnica de acabamento da nova editora.
A partir daí, veio o best-seller A Patrola de Deus, cuja primeira edição foi feita em fevereiro de 1976 nos Estados Unidos, num linotipo, pelo casal Al e Donna Adan. Como não tinham uma máquina com acentos em português, estes foram inseridos à mão, dando um aspecto bem artesanal ao resultado final. Logo em seguida, em março do mesmo ano, saiu o livreto artesanal Procuram-se Sacerdotes.
O auge do ministério aconteceu de 1980 a 1985. Nesse período, muitos livretos e apostilas foram publicados e diversos seminários foram realizados (veja mais na Entrevista de Harold Walker e Christopher Walker e na matéria “Depoimentos”).
Do Centro Geográfico ao Demográfico. No Meio de Tantos… e Sós
No início de 1986, John e Harold decidiram mudar-se para Jundiaí, SP. “Saímos do centro geográfico do Brasil para irmos ao centro demográfico”, lembrou John Walker na página 75 do seu livro Minha Jornada Espiritual(livro que é fonte de várias informações deste artigo e que relata muitos aspectos da história da família Walker de forma bem mais completa). “Nossa ideia era encontrar, em São Paulo, um grupo de homens com sede da Palavra.” Porém, as coisas não aconteceram como esperavam, e muitas dificuldades surgiram. Várias tentativas de levar a palavra recebida a uma nova dimensão na prática falharam, e, ao mesmo tempo, a unidade ministerial dentro da família como um todo se desmoronou. Estavam no meio de tantos… e nunca haviam se sentido tão sós. A família acabou espalhando-se, mas o tempo confirmou aquilo em que os crentes genuínos creem: que Deus corrige percursos.
De Jundiaí, Harold mudou-se em 1996 com a esposa Ester e os três filhos para Americana, SP, e ali conviveu um tempo com seu irmão Christopher, que, depois de casado, fora para lá em 1987 e estava dirigindo uma escola de inglês. Juntamente com eles, foram as caixas de literatura, que ficaram amontoadas numa sala fechada ao lado da escola.
Jornal O Arauto da Sua Vinda Manteve a Coluna Erguida
Nesse período, de 1986 até meados da década de 1990, houve quem pensasse que o ministério de literatura houvesse terminado. Ainda que muitos na igreja brasileira o tivessem esquecido, permaneceu um remanescente: o jornal O Arauto da Sua Vinda, versão em português do Herald of His Coming, fundado em 1941, em Los Angeles, com linha editorial voltada à convocação para oração, avivamento e preparação para a vinda de Cristo. O jornal circula até hoje, não só nos países de língua inglesa, mas também em muitos outros ao redor do mundo.
“Algo novo começou naquela época que se tornou, até hoje, uma das colunas do ministério”, fala Christopher a respeito do Arauto. O jornal já havia sido editado por alguns anos no Brasil, inicialmente sob a responsabilidade do Pr. Enéas Tognini, nos anos 70, e, depois, de outras pessoas, mas, na época, não estava mais sendo publicado. Existia um vínculo antigo da família com o ministério, já que John Walker trabalhou durante cinco anos no jornal com os fundadores (W. C. Moore e sua esposa Sarah) em Los Angeles, de 1956 a 1960.
Lois Stucky, que passou a ser uma das responsáveis pelo Herald nos EUA depois do falecimento dos fundadores e que conhecia John da época em que ele estivera envolvido no ministério, escreveu perguntando se ele sabia de alguém que pudesse dar continuidade à publicação do jornal. John passou a informação para Christopher, e ele aceitou o desafio. Pouco depois, o editor Elmer Klassen, que por muitos anos fora responsável pela publicação do jornal em vários idiomas europeus, veio ao Brasil para acertar os detalhes com Christopher.
Foi assim que, a partir de 1993, O Arauto da Sua Vinda passou a ser editado no Brasil sob a responsabilidade da família Walker. Até hoje, é distribuído de graça a cada três meses (em média) a aproximadamente 8 mil leitores, sendo mantido exclusivamente por ofertas voluntárias. Seus leitores (dentre os quais me coloco) o consideram de valor inestimável.
Impacto Nas Raízes
Em setembro de 1998, nasceu a revista Impacto, como sucessora da revista Lead, editada pelos pastores Mateus Ferraz de Campos e Cyllas Marins, de Americana. Diante de algumas dificuldades que a revista Leadestava enfrentando, surgiu, numa conversa entre Mateus e Harold, a ideia de uma nova revista. Outros homens com dom de escrever foram convidados e agregados ao conselho editorial e, hoje, a Impacto reflete uma diversidade eclética de pensamentos, origens e experiências. Como sugere o próprio nome, o objetivo da publicação é oferecer matérias e artigos que causem impacto, não no sentido sensacionalista, mas no intuito de levar os leitores a reexaminar suas convicções pessoais e espirituais e não simplesmente de adotar conceitos promulgados por tradições ou lideranças. A ideia é não recuar diante de temas complexos ou polêmicos, mas discutir os assuntos de tal forma que o próprio leitor chegue a uma conclusão pessoal, fundamentada na Palavra. A missão é ser a revista que faz pensar. Ao mesmo tempo, representa a continuidade de um ministério de 40 anos, de toda uma geração.
Luiz Montanini faz parte do Conselho Editorial da revista Impacto. Casado, tem três filhos, jornalista e um dos pastores numa comunidade em Valinhos, SP.

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