sábado, 31 de maio de 2008

Arqueologia Bíblica - OS GIGANTES .

CONFIRA TAMBÉM O SITE http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/3470/nefelins-gigantes-e-a-sereia-do-taiti-farsas-imortais-na-rede PARA TIRAR SUAS CONCLUSÕES.

"Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade." Gênesis 6.4

"Antes haviam habitado nela os emins, povo grande e numeroso, e alto como os anaquins; eles também são considerados refains como os anaquins; mas os moabitas lhes chamam emins." Deuteronômio 2.10-11

"Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados [4 metros], e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, segundo o côvado em uso." Deutoronômio 3.11

"Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33

Há cerca de 5.500 anos, a estatura humana era sobremodo elevada. Existiam homens na Mesopotâmia cuja estatura ultrapassava 4 metros. Os primeiros gigantes, chamados na Bíblia de Nefilins (enfilins no original hebraico que significa "caídos" ou "desertores") poderiam ser ainda mais altos.

Nos finais dos anos 50 durante a construção de uma estrada no sudeste da Turquia, em Homs e Uran-Zohra no Vale do Eufrates, região próxima de onde viveu Noé após o dilúvio, foram encontradas várias tumbas de gigantes. Elas tinham 4 metros de comprimento, e dentro de duas estavam ossos da coxa (fêmur humano) medindo cerca de 120 centímetros de comprimento. Calcula-se que esse humano tinha uma altura de aproximadamente 4 metros e pés de 53 centímetros. Uma cópia do osso (fotos abaixo) está sendo comercializada pelo Mt. Blanco Fossil Museum na cidade de Crosbyton, Texas, EUA, ao preço de 450 dólares.



"Não foi deixado nem sequer um dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode." Josué 11.22 "Ora, o nome de Hebrom era outrora Quiriate-Arba, porque Arba era o maior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra." Josué 14.15

Outros grupos de gigantes chamados de Anaquins e Refains (ou Emins) se instalaram na Palestina entre o Mar Morto e a faixa de Gaza. Os israelitas mataram todos os gigantes desta região sobrando apenas o rei Ogue (na região norte da atual Jordânia) e alguns que foram para a faixa de Gaza (região entre o Mar Mediterrâneo e a cidade de Gaza).

"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [2,89 metros]." 1 Samuel 17.4

Golias é o gigante mais famoso da história. No entanto não chegava a 3 metros de altura.

No Parque do Dinossauro, próximo de Glen Rose no estado do Texas, EUA, nos arredores do Rio Paluxy existem várias pegadas de dinossauros e humanos juntas. A foto abaixo é da pegada de uma mulher, segundo estudos feitos em cortes da seção transversal. Tem 45 cm e pela estimativa a mulher possuía cerca de 3,05 m de altura e 454 kg de peso.



Gigantes de 24 dedos
"Houve ainda outra guerra em Gate, onde havia um homem de grande estatura, que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé, e que também era filho do gigante." 1 Crônicas 20.6

Pela narrativa, os israelitas se surpreenderam com esse gigante. Embora seja bastante curiosa, a anomalia dos 24 dedos é encontrada em humanos até hoje (fotos abaixo).




Em 1876 chegou em Londres um gigante fossilizado de 3,65 metros com 6 dedos no pé direito. Ele foi desenterrado por Mr. Dyer durante uma operação mineira em County Antrim, Irlanda. Em seguida foi levado para exposição em Dublin, Liverpool e Manchester. Numa edição de dezembro de 1895, a revista British Strand Magazine publicou uma foto do fóssil tirada no depósito de mercadorias da Broad Street da Companhia de Estrada de Ferro North-Western, sendo mais tarde reimpressa no livro Traces of the Elder Faiths of Ireland de W. G. Wood-Martin (abaixo).



Gigantes Recentes
Um pouco menores do que o famoso Golias, o filisteu que desafiou o exército de Israel, os gigantes mais recentes registrados têm altura entre 2,50 e 2,80 metros. Nas fotos abaixo estão alguns dos mais famosos:

O russo Machnov (1882-1905) visitando o Hipódromo de Londres.

Johann Petursson (1913-1984) de 2,63 m

Robert Wadlow (1918-1940) de 2,71 m usando um sapato tamanho 37 (EUA) ou 52 (Brasil)

Fatos Registrados
Gigantes ancestrais americanos. Abaixo estão alguns achados de esqueletos nos últimos dois séculos nos EUA:

Em seu livro The Natural and Aboriginal History of Tennessee, John Haywood descreve "ossos muito grandes" encontrados em sepulturas de pedra no município de Williamson, no estado de Tennessee, em 1821.

Na metade do século XIX esqueletos gigantes foram encontrados próximo de Rutland e Rodman, no estado de Nova Iorque.

O Dr. J.N. DeHart achou vértebras de tamanhos incomum em morros de Wisconsin em 1876.
W.H.R. Lykins descobriu crânios de grande tamanho e densidade em morros da cidade de Kansas em 1877.

O Dr. George W. Hill, achou um esqueleto de tamanho incomum em um morro do município de Ashland, no estado de Ohio.

Em 1879, um esqueleto de 2,94 metros foi encontrado num morro perto de Brewersville, estado de Indiana (Indianapolis News, 10/11/1975).
Um esqueleto enorme foi achado em um caixão de barro, com laje de arenito contendo hieroglíficos, durante explorações do Dr Everhart num morro perto de Zanesville, estado de Ohio. (American Antiquarian, volume 3, 1880, pág61).

Dez esqueletos de ambos os sexos e de tamanhos gigantescos foram encontrados num morro em Warren, estado de Minnesota, 1883. (St. Paul Pioneer Press, 23/5/1883)
Restos de 7 esqueletos de alturas estimadas em torno dos 2,3 metros foram encontrados em Minnesota, 1888 (St. Paul Pioneer Press, 29/6/1888).

Num morro perto de Toledo, no estado de Ohio, foram encontrados 20 esqueletos, sentados com a face virada para o leste, com mandíbulas e dentes duas vezes maior do que o normal, e ao lado de cada esqueleto havia uma tigela grande com figuras hieroglíficas curiosamente ornamentadas. (Chicago Record, 24/10/1895, citado por Ron G. Dobbins, NEARA Journal, volume 13, outono de 1978)
No estado de Minnesota foram encontrados um esqueleto de um homem enorme na Fazenda Beckley, em Lake Koronis, e outros ossos gigantes em Moose Island e em Pine City (St. Paul Globe, 12/8/1896).

Em 1911, mineiros descobriram várias múmias de cabelos ruivos com altura que varia de 2 a 2,4 metros junto com artefatos em uma caverna em Lovelock, no estado de Nevada (The Unexplained: An Illustrated Guide to the World's Natural and Paranormal Mysteries, Dr. Karl Shuker, 1996). Obs: Uma antiga lenda local diz que havia um grupo de gigantes chamados "Si-Te-Cah" que foram exterminados pelos índios Paiutes (ou Piutes), alguns séculos antes da colonização americana. Sarah Winnemucca Hopkins, filha do Chefe indígena Paiute Winnemucca, na página 75 do seu livro Life Among the Paiutes, confirma o fato afirmando que o seu povo guardou os cabelos ruivos daquele povo durante séculos..

Arcada dentária de uma múmia de Lovelock

terça-feira, 27 de maio de 2008

FATEC TAQUARITINGA - 26-05-08


Um grande abraço aos alunos da FATEC de Taquaritinga que me aguentarem por cerca de 2 horas.

Para mim foi muito bom estar com vocês, posso garantir que me diverti muito com tudo o que aconteceu.

Se precisarem de mim, por favor entrem em contato comigo no meu e-mail: roberto.coeso@gmail.com , ou deixem seu comentário aqui com o seu e-mail que te retornarei.

SUCESSO PRA VOCÊS!!!!

sábado, 24 de maio de 2008

Curso Direitos Humanos e Mediação de Conflitos


Este curso é gratuito e oferecido pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Instituto de Tecnologia Social - ITS BRASIL. O curso o ajudará a compreender e promover os Direitos Humanos e a Mediação Popular de Conflitos.
É destinado a:
- Participantes de movimentos populares;
- Lideranças comunitárias;
- Membros de pastorais e comunidades religiosas.
Pré-requisito:
Ter acesso a computador com internet.
Carga horária:
60 horas.
Certificado:
Mediante a realização das atividades.
Como fazer o curso:
Há três formas de realizar o curso, todas com acompanhamento de um professor/tutor:

a. Curso em 6 semanas, interagindo com outros alunos;
b. Curso em até 12 semanas, sem interação com outros alunos;
c. Curso em 6 semanas, realizado em grupo na sua entidade (atenção, esta inscrição somente será possível por meio da entidade).

Para mais detalhes, Clique aqui.
Módulos:
1. Introdução;
2. Direito à vida, alimentação e saúde e seus conflitos;
3. Direito à terra, moradia e cidade e seus conflitos;
4. Direito à educação, trabalho e assistência social e seus conflitos;
5. Direito à diversidade e à proteção contra a violência e seus conflitos.
6. Direitos humanos também são deveres.
1. Formas de resolução de conflitos
2. Mediação popular de conflitos
3. Papel do mediador;
4. Experiências de mediação comunitária.
Turmas:
Maio/Junho de 2008
Junho/Julho de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Graça Barata ou Lei da Nova Aliança? - Christopher Walker - Parte 2.



Onde Está Nosso Manual?

Vamos voltar à nossa pergunta inicial. Por que Jesus não deixou instruções mais específicas sobre o divórcio? Pela mesma razão que ele e os apóstolos não deixaram um modelo definido para o governo da igreja, para a condução do culto, para a porcentagem exata que os cristãos devem contribuir e para tantos outros assuntos do dia-a-dia da igreja e da vida cristã. Primeiro, por uma questão prática, se tivéssemos normas definidas para a condução do culto, por exemplo, seríamos obrigados a adotar exatamente o mesmo tipo de cultura e costume em todas as épocas e em todos os lugares, o que definitivamente não combina com a natureza rica e multiforme do nosso Deus. Segundo, por causa da natureza essencial da Nova Aliança, nosso comportamento e prática exterior devem refletir nossa transformação interior e ser resultado do nosso contato vivo com Deus e não da obediência mecânica a um conjunto de regras.

O que encontramos na Palavra são princípios, fundamentos, chaves gerais. Quando os fariseus discutiram com Jesus sobre a brecha que Moisés deixou na lei para permitir o divórcio, ele os levou de volta ao princípio de tudo para entender o coração de Deus sobre o assunto. Jamais entenderemos a intenção ou o espírito da Palavra se tentarmos extrair dela uma regra fixa que resolva todos os casos.

Como, então, lidar com as situações práticas? Se não existe uma “lei da Nova Aliança”, como podemos saber o que é permitido por Deus, agradável a ele, e o que não é?

Sem dúvida, a base de tudo está na Palavra escrita. Sabemos do valor que Jesus dava às Escrituras, usando-as como arma contra Satanás, como autenticação de todas as suas ações, como ponto referencial claro e indiscutível. Não estamos perdidos num oceano de incertezas, sem fundamentos, livres para fazer o que “sentimos” que está certo.

Por outro lado, como não temos um manual que ensina o que fazer em cada tipo de situação específica, devemos aplicar os princípios objetivos da Palavra de acordo com a revelação mais ampla da pessoa e do caráter de Deus, conforme vistos na Escritura como um todo, não por meio da interpretação duvidosa de palavras no original ou de textos isolados.

Vivendo de Acordo com o Espírito da Palavra

Antes que você comece a levantar objeções, pense um pouco em Jesus e como ele enfrentava os fariseus com suas controvérsias sobre a lei. Quando acusaram os seus discípulos de transgressão por apanharem espigas de trigo no sábado (Mt 12.1-8), Jesus usou o exemplo de Davi que, num momento de necessidade, comeu os pães da proposição do tabernáculo, em clara contradição a uma ordenança divina.

O que ele queria dizer com isso? Que Deus não liga para os detalhes, que não tem importância errar um pouco de vez em quando? Que a lei não é importante e agora podemos agir de acordo com nossa consciência ou nosso entendimento da vontade de Deus, desde que sejamos sinceros? Não! Ele estava dizendo que há uma forma de obedecer à lei na qual se cumpre o espírito da palavra, mesmo que se tenha de quebrar a letra de um determinado mandamento. Era o que queria dizer também quando afirmou que o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado (Mc 2.27).

É claro que isso não pode ser interpretado como uma licença para cada indivíduo cumprir o que pensa ser o espírito da Palavra e quebrar qualquer mandamento que quiser. Para nos proteger disso, existe a Igreja, o Corpo de Cristo, a liderança, o conselho de irmãos mais maduros etc. Na verdade, como Paulo exemplificou, embora ele fosse livre para agir como judeu ou gentio, debaixo da lei ou isento dela (1 Co 9.19-23), ele agia com muito mais domínio próprio e cuidado, pois o amor de Deus o constrangia (2 Co 5.14).

No caso do divórcio, uma das situações mais clássicas e controversas envolve o cônjuge que foi traído e que deseja iniciar um novo relacionamento. De acordo com a interpretação de alguns, a exceção de Mateus 5.32 e 19.9 só autoriza a separação, não um novo casamento. Nesse caso, a aplicação da “lei” poderá trazer um jugo que a pessoa não está preparada para carregar. É muito comum, nesses casos, as pessoas se afastarem da comunhão da igreja e até da comunhão com Deus por não conseguirem conciliar a exigência com sua capacidade de responder em obediência. Jesus condenou duramente os fariseus por atarem fardos muito pesados sobre as pessoas, que acabam morrendo pelo caminho por não conseguirem suportá-los (Mt 23.4).

Por outro lado, a “lei” do Novo Testamento pode ser interpretada de forma mais branda, se aceitamos que a exceção de Jesus permite o novo casamento. Com isso, perdemos o espírito da Nova Aliança. Vi, recentemente, um bom exemplo disso na coluna de um periódico evangélico em que um pastor responde a perguntas dos leitores. A pergunta era de um marido que, por ter sido traído pela esposa, queria saber se estava livre para se casar novamente. Em sua resposta, o pastor explicou sua posição dizendo que havia, sim, base para novo casamento, já que o caso dele se encaixava perfeitamente na exceção prevista por Jesus. Foi uma resposta coerente, fundamentada, bem explicada.

Entretanto, é justamente nesse tipo de contexto que proponho que estamos aplicando uma “lei da Nova Aliança” de forma contrária ao Espírito de Jesus. Como posso dar uma resposta a alguém que não conheço, cujo contexto me é totalmente desconhecido, discordando ou dando aval a uma decisão tão séria como essa? Como posso saber se já se esgotaram todas as possibilidades de restauração ou se o marido também não foi culpado, ainda que indiretamente, pelo ocorrido? Será que um coração quebrantado, transformado pela Nova Aliança, iria procurar um aval superior, uma brecha para poder se casar novamente, se houvesse pelo menos um pequeno raio de esperança pela restauração do seu casamento ?

Um dos argumentos mais fortes contra a aceitação de exceções para um novo casamento é que as pessoas não lutam com tanto empenho para preservar a aliança quando acham que, se essa não der certo, sempre haverá a possibilidade de começar uma outra. Outra vez estamos perdendo a essência da Nova Aliança. Se as pessoas que se convertem na igreja – incluindo a nós mesmos – não forem transformadas a ponto de quererem ir além do mínimo necessário, além da letra, a fim de agradarem plenamente ao Pai, estamos perdendo todo o objetivo da obra de Jesus. Podemos até cumprir as normas conforme nosso entendimento da Palavra, mas não passaremos de servos inúteis (Lc 17.10).

“Ah, mas isso é muito utópico”, alguém vai replicar. “Nós não atingimos esse nível ainda.”

É verdade. Por isso, mesmo procurando não viver sob o regime da lei, ainda precisamos dos princípios, dos pontos de referência, dos “mandamentos” da Palavra para nos orientarem, para nos mostrarem em que aspectos nosso coração ainda não foi transformado na prática. Entretanto não precisamos nos contentar ou nos acomodar com esse estado. E jamais devemos colocar a “lei da Nova Aliança” como a forma correta ou final para regular a vida dos cristãos.

Assim sendo, na nossa interpretação e aplicação da Nova Aliança, procuremos enxergar tudo através da revelação integral da Pessoa de Jesus que temos na Palavra e na nossa comunhão com ele. O que Jesus faria nesta situação? Como o Jesus que rejeitou a aplicação fria e condenatória da lei à mulher apanhada em adultério trataria as pessoas que chegam à igreja hoje com vidas totalmente atrapalhadas, num segundo ou terceiro casamento? Como ele agiria com pessoas arrebentadas, feridas, sozinhas, sem chance de voltarem à primeira aliança?

Como o Jesus que expulsou os comerciantes da casa do Pai e condenou duramente aqueles que usaram suas tradições para invalidar a Palavra de Deus (Mt 15.6) olharia para líderes cristãos que anulam suas alianças e casam-se outra vez, simplesmente porque sentem que o amor acabou ou que não há mais base para manter seu casamento? Como ele responderia àqueles que buscam no significado das palavras originais ou na opinião de eruditos brechas para justificarem atitudes que banalizam o valor do casamento e, conseqüentemente, o valor da nossa aliança com Deus?

Há um caminho mais excelente, uma aliança muito superior à aliança da lei. Nossas alternativas não são apenas o caminho do legalismo ou o caminho do liberalismo. Se a Nova Aliança é para nós hoje, devemos buscar a realidade da sua transformação, não apenas uma teoria ou um jargão diferente. O caminho já foi aberto; não nos contentemos em viver fora dele!

Texto da Revista Impacto. Acesse o site.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Graça Barata ou Lei da Nova Aliança? - Christopher Walker - Parte 1.


Freqüentemente, quando nos deparamos com situações não exatamente previstas nas Escrituras ou casos polêmicos que dividem opiniões no meio do povo de Deus, somos tentados a perguntar: por que Deus não deixou uma instrução mais clara sobre isso em sua Palavra? Não haveria mais discussão, e tudo ficaria tão simples!

Por exemplo, no caso do divórcio, por que Jesus não definiu de uma vez por todas se a cláusula de exceção inclui a possibilidade de novo casamento? Teria evitado volumes e volumes de argumentos, defesas, ataques e confusões. Dá até a impressão de que a ambigüidade foi proposital. Mas, neste caso, teríamos que concluir que Deus tem prazer em nos deixar tateando no escuro. Ou será que teria uma outra razão?

As Duas Alianças

Na verdade, a chave desse mistério está na diferença fundamental entre a lei do Velho Testamento e a dispensação que Jesus introduziu na Nova Aliança. O princípio da lei é que corações endurecidos e obscurecidos pelo pecado requerem ordens e limites claramente estabelecidos. Deus precisava revelar sua natureza e o padrão de sua santidade através de leis e mandamentos para que o homem pudesse ver a extensão da sua queda e a impossibilidade de restaurar a si mesmo.

Por outro lado, a premissa da Nova Aliança é que corações quebrantados, renovados e cheios do Espírito Santo irão muito além do “mínimo necessário” estabelecido na lei. Quem ama seu próximo não precisa do mandamento “Não matarás”. Quem considera que tudo pertence ao Senhor não terá que ser cobrado para dar 10%.

A lei define os comportamentos e ações do homem que são inaceitáveis a Deus. Já os motivos e intentos do coração estão fora do seu alcance. Conseqüentemente, em tese pelo menos, é possível alguém cumprir rigorosamente os preceitos da lei diante dos olhos humanos e, ao mesmo tempo, ter um coração reprovado por Deus. Por isso, no Sermão da Montanha e em vários outros discursos, Jesus enfatizou tanto o interior em contraste com o exterior. Ele deixou muito claro: não era uma questão de abolir ou mudar a lei (Mt 5.17-20), e, sim, de cumpri-la além da letra, no espírito e intenção original de Deus quando a formulou. É por isso que a justiça dos discípulos de Jesus deveria “exceder em muito” a justiça dos escribas e fariseus (Mt 5.20).

Os Fariseus e os Saduceus

Seis vezes, no Sermão da Montanha, Jesus disse “Ouvistes que foi dito... Eu, porém, vos digo” para contrastar a velha e a nova maneira de pensar e agir. Ao contrário do que muita gente pensa, conforme explica Martin Lloyd-Jones em seu livro “Estudos no Sermão da Montanha”, Jesus não estava corrigindo a lei, mas a falsa interpretação dada pelos fariseus.

Através dos séculos, os cristãos também têm interpretado mal a natureza da Nova Aliança. De um lado do espectro, os liberais entenderam que a lei não tinha mais validade e, por isso, ninguém precisava mais sentir-se obrigado a cumprir normas ou regulamentos. A graça da nova ordem para eles seria mais um ilimitado direito a ser perdoado do que a capacitação divina de viver uma nova vida. É o que costuma ser chamado de “graça barata”.

Na outra extremidade, os legalistas transformaram as palavras de Jesus e dos apóstolos em um novo código de ordens e mandamentos. Só aboliram as ordenanças cerimoniais, os sacrifícios animais, a guarda do sábado e os demais aspectos específicos da lei de Moisés. Porém a natureza essencial da lei foi mantida: o uso de ordens e mandamentos com limites específicos para impedir que corações duros e insensíveis achassem brechas para transgredir a vontade de Deus. Há pouco tempo, era comum entre determinadas igrejas a regulamentação de “usos e costumes” para controlar o comportamento exterior dos seus membros. Ainda que essas regras tenham caído em grande parte hoje, a prática de impor as normas encontradas no Novo Testamento sobre o povo continua, resultando no que podemos chamar a “lei da Nova Aliança”.

Lei da Nova Aliança? Não poderia haver maior contradição de termos. Como fariseus modernos, ao invés de buscar a transformação interior que nos dá o anseio de ir além do mandamento para agradar ao Pai, ficamos presos à letra, colocando jugos pesados sobre os outros e sobre nós mesmos. Enquanto isso, os saduceus são mais soltos, mais livres, mais espontâneos, mas erram o alvo do mesmo jeito, pois procuram uma liberdade que não é baseada na verdadeira Palavra viva. Ao rejeitarem o jugo dos mandamentos, acabaram jogando fora também os fundamentos e princípios da Palavra escrita.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Para pensarmos...

Para pensarmos a respeito das diferenças e dos nossos desperdícios do dia-a-dia...

Dê uma olhada no tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em 1 semana.

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 - Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 - México: Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares

6 - Egito: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 - Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

domingo, 11 de maio de 2008

SAIR DA IGREJA: O QUE ACONTECE?

Antes de ler esta postagem, por favor, clique no link abaixo e ouça a resposta de Max Gehringer, consultor corporativo e comentarista da rádio CBN, a um rapaz que saiu de uma empresa.

É um comentário rápido, somente 2 minutos. Garanto que você vai gostar!



Quando eu sai da primeira igreja que freqüentei depois de 8 anos lá, o pastor reuniu os irmãos para desligar minha esposa e eu do céu, conforme a passagem onde Jesus diz que “o que desligardes na terra será desligado no céu”.

Na segunda igreja que eu saí fomos tão difamados que depois de 13 anos lá, pareceu que eu era o demônio influenciando as pessoas ao inferno. Até uma semana atrás era um dos mais influentes líderes, uma semana depois da saída, o prórpio demônio que estava embaixo das nossas barbas.Incrível! Ainda era líder da juventude tendo passado pela liderança de grupos familiares, cuidado de uma classe de crianças, integrado grupos de evangelismo, co-líder de grupo de casais, etc, etc, etc....

Nossa juventude era a que mais tinha crescido na denominação que eu estava. Em 2002 saímos de 90 jovens para em um ano e meio chegarmos a 240.

Mas porque acontece esse ritual de difamação quando algum líder sai da igreja local? Porque os antigos irmãos simplesmente viram a cara e não vão mais na casa dele? Porque os projetos que ele desenvolveu na igreja são menosprezados ou minimizados a sua importância?

Max Gehringer respondeu isso.

Mas quero contextualizá-lo.

Quando alguém importante sai de uma igreja, o que acontece?
1) Fica no ar a sensação de que tudo aquilo que a igreja fala de bom de si mesma pode não ser verdade.
2) Abre-se uma janela para se pensar que há outras boas igrejas em que as pessoas podem ser mais felizes que aqui.
3) Os projetos que a pessoa estava a frente tem que ser menosprezados ou minimizados.
4) Os defeitos dessa pessoa são ressaltados.
5) Criam-se rumores de que a pessoa saiu mas quebrou a cara. Não era aquilo que ela pensava.
6) Que ela quer voltar mas está envergonhada.
7) Que ela é rebelde e por isso saiu. Equivale a dizer que enquanto ela estiver lá fora, ela está em pecado.
8) Que ela está sem cobertura?
9) Para que não aconteça que todo mundo comece a sair também, embora sempre alguns acompanham a saída de alguém influente, diz que Deus está limpando a igreja.
10) Amaldiçoam esta pessoa para que ela quebre a cara e volte para o seio daquela maldita congregação de irmãos condenados a viverem abençoados com o temor de sair.
11) Os irmãos boicotam o comércio ou serviço do irmão que saiu.

Agora, se você não for uma pessoa influente na igreja, provavelmente não vai acontecer nada com você. Nem visita você vai receber, porque na maioria das igrejas não se tem amigos, são só participantes da torcida organizada e fanática daquele clube cristão, que é rival de todas as outras.

Se continuar tendo relacionamento com você, provavelmente você encontrou um amigo. Vale a pena você investir nessa pessoa e cultivar essa amizade.
Como diz Milton Nascimento: "Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração".

Mas é certo sair de uma igreja? Vou ser sincero com você, não vejo essas igrejas como representantes de Deus para ninguém. Onde houver amor, há gente boa de Deus ali. No resto... só tem clube e empresa cristã com nome de igreja.

Nunca deixe os amigos que foram granjeados, embora este mundo de torcidas organizadas fanáticas cristãs tenham sua sina: Quem não está com a gente, não é um dos nossos!

Escolha uma que você se identifique, que possa ter amigos, que te ajude a crescer no seu relacionamento com Deus. Faça amigos, ame a todos, e fique livre para partir quando aquilo não for saúde para você e para sua família.

Roberto Lima, para Impacto da Graça!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Árvores que estão por aí......dando frutos


Olá Leitores do Blog, é um prazer viver experiências de vida na Graça e no Amor de Deus com voçês, agradeço meu amigo Roberto pelo convite.

Apesar das tarefas tomarem muito meu tempo ultimamente tenho vivenciado experiências maravilhosas e quero campartilhar com vocês.

Ontem minha mãe chegou e com simplicidade me disse: Trouxe um DVD de um padre pra gente ver, ele não é como os outros padres, é diferente, minha patroa que me emprestou.Fiquei surpreso, pois minha mãe é meio evangélica-pentecostal-xiita, mas me alegrei pela oportunidade, talvez, pensava eu, ela veja que Deus faz o que faz tanto com evangélicos, quanto católicos ou qualquer um que ele queira, pois pra Deus não a acepção de pessoas, mas quando comecei a ouvir foi impossível não vibrar e sentir a presença do espírito do evangelho num coraçãozinho de um mineiro apaixonado por Jesus e que viveu servindo aos homens e a Deus com sua vida.Não o conheço, mas como os frutos da árvore falam por ela, passei a conhece-lo, seu nome é padre Léo, sim, sou evangélico, e daí?, grande coisa!, eis aí um irmão na fé que com o testemunho de vida vivida em Cristo pode nos ensinar muito, mas muito.