quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Reino de Deus está em Vós!


A heresia é uma manifestação do movimento, uma revolta contra a inércia dos princípios da igreja, uma tentativa de concessão viva da doutrina. Todos os passos em direção à inteligência e à efetivação da doutrina foram dados por hereges: Tertuliano e Orígenes, Santo Agostinho e Lutero, Huss e Sa-vonarola, Kheltchitsky e outros eram hereges.

Não poderia ter sido diferente.O discípulo de Cristo, cuja doutrina consiste na penetração progressiva do pensamento evangélico, em sua observância, cada vez maior, no caminho para a perfeição, não pode afirmar, por conta própria ou por conta de outrem, exatamente por ser discípulo de Cristo, conhecer por inteiro Sua doutrina e observá-la. Menos ainda pode afirmá-lo em nome de toda uma assembléia.

Qualquer que seja o grau de compreensão e perfeição que tenha atingido, o discípulo de Cristo sente sempre a insuficiência de seu entendimento e de sua observância, e sempre se inclina para uma penetração e uma obediência cada vez maiores. Eis por que a afirmação — em seu nome, ou em no¬me de uma sociedade — que nos encontramos de posse do total entendimento e da perfeita observância da doutrina de Cristo seria uma renúncia ao espírito da própria doutrina.Por mais estranho que possa parecer, cada igreja, como Igreja, sempre foi e não pode deixar de ser uma instituição, não só alheia, mas até diretamente oposta à doutrina de Cristo.

Não foi sem motivo que Voltaire a chamou de infame. Não é sem motivo que todas, ou quase todas as pretensas seitas cristãs, reconheceram e reconhecem a igreja na grande pecadora profetizada no Apocalipse. Não é sem motivo que a história da igreja é a história das maiores crueldades e dos piores erros.

Por mais estranho que possa parecer, cada igreja, como Igreja, sempre foi e não pode deixar de ser uma instituição, não só alheia, mas até diretamente oposta à doutrina de Cristo. Não foi sem motivo que Voltaire a chamou de infame. Não é sem motivo que todas, ou quase todas as pretensas seitas cristãs, reconheceram e reconhecem a igreja na grande pecadora profetizada no Apocalipse. Não é sem motivo que a história da igreja é a história das maiores crueldades e dos piores erros.






"As igrejas, como igrejas, não são instituições que têm por base um princípio cristão, ainda que um tanto desviado do caminho certo, como pensa um grande número de pessoas. As igrejas, como sociedades afirmadoras de sua infalibilidade, são instituições anticristãs."



Não só nada existe em comum entre as igrejas e o cristianismo, exceto o nome, como seus princípios são absolutamente opostos e hostis. As primeiras representam o orgulho, a violência, a sanção arbitrária, a imobilidade e a morte; o outro representa a humildade, a penitência, a submissão, o movimento e a vida.

Não se pode servir ao mesmo tempo a estes dois senhores: é preciso escolher um ou outro.

[Tolstói em "O Reino de Deus Está em Vós - copiado do post do Zaratrusta da comunidade APC]


Baixe o livro " O Reino de Está em Vós" aqui: http://www.esnips.com/doc/361b7a5f-396c-4e2c-ae56-2167c74ff3b3

sábado, 14 de junho de 2008

A cadeia-acampamento do xerife de Maricopa

Circula na internet uma mensagem, dessas que as pessoas repassam para os amigos, que parece mais um daqueles exageros cada vez mais comuns na caixa de correio, mas que, esmiuçada um pouco, revela uma história com tintas de absurdo, defendida (na mensagem) como solução para um dos maiores problemas brasileiros. Trata-se de uma cadeia que virou atração turística nos Estados Unidos por abrigar 2 mil presos em tendas a céu aberto numa das regiões mais quentes do planeta.

Idealizada pelo xerife do condado de Maricopa (nome da tribo indígena que habitou na região), ela fica na cidade do mesmo nome, 20 milhas ao sul de Phoenix, no Arizona, estado com clima de deserto que faz fronteira com o México. Por conta de seu invento, o xerife Joe Arpaio (foto) mantém-se no cargo há 15 anos e virou figura de renome nacional entre estudiosos de segurança no país. No Brasil, sua "Tents Jail" só conseguiu aparecer até hoje em algumas notas de pé de página mas agora, ganha ares de notícia inédita nas caixas de correio virtuais.

É fácil conhecer alguns detalhes da cadeia-acampamento de Maricopa. No site do xerife, há ampla informação sobre os serviços que ele presta ao condado (o 4º mais populoso dos EUA, com 3,2 milhões de habitantes) e, na coluna da esquerda, há um cardápio onde o internauta deve clicar em "jail information".

Na página que se abre aparece a lista de cadeias do condado de Maricopa. São oito: 4th Avenue, Durango, Estrella, First Avenuie, Lower Buckeye, Madison, Tent City e Tower. Basta clicar em Tent City para descobrir que a obra de Joe Arpaio está aberta à visitação pública, para grupos de dez (no mínimo) a 30 (no máximo) pessoas. As visitas são conduzidas por funcionários do sistema prisional de Maricopa e devem ser agendadas por telefone (55-602-876.5551). Menores de 18 anos não podem entrar.

A corrente que conta a história da cadeia-acampamento na internet brasileira sugere que o invento pode ser uma saída para o problema carcerário nacional. Segundo avaliação do próprio xerife, trata-se de uma obra barata, de fácil e rápida construção e que, em Maricopa, foi a saída encontrada para evitar lotação acima do limite nas prisões do condado. Arpaio destaca em seu site que a Tents City só abriga presos considerados não-perigosos. Para construí-la, ele gastou dinheiro com cimento (para fazer o piso das tendas), com a cerca e com os sistemas de segurança, que incluem duas torres de observação e patrulhamento permanente.

Para enfrentar o calor da região, que costuma passar dos 40º com facilidade, Joe Arpaio criou algumas normas. A mais refrescante delas estabelece que os presos podem ficar só de calção nos dias e horários mais quentes. Quem fornece o calção, sempre cor-de-rosa (olha a turma na foto), é a cadeia, claro. Para os presos que reclamam, a explicação do xerife é sempre a mesma:


- Os soldados que estão no Iraque moram em tendas também, usam fardamento quente e honram os EUA sob temperaturas até maiores. E não cometeram crimes.

Outra norma interna proibia a TV a cabo na cadeia-acampamento. Mas uma determinação judicial obrigou Arpaio a recuar. Ele então liberou dois canais, o da Disney e o de meteorologia.

- Assim, eles se divertem e ainda podem ficar sabendo que temperaturas terão pela frente - justifica o xerife.

A corrente que roda na internet exalta algumas truculências de Arpaio. Por exemplo: é proibido fumar e praticar halterofilismo em Tents City e não é permitida a circulação de revistas pornográficas na prisão. Arpaio introduziu uma novidade que os moradores de Maricopa (cidade de 20 mil habitantes, segundo a Wikipedia) estão aprovando: monta equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros (chain gangs), são levados às ruas para prestar serviços à comunidade e trabalhar em obras e projetos do condado.

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?cod_Post=51082

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Vale a pena ser romântico!


Romance é um estado da mente. Se você tiver o pensamento correto, pode transformar a limpeza do banheiro em algo romântico; se tiver o pensamento errado, pode fazer de uma caminhada sob o luar na praia uma batalha.

Romance tem a ver com coisas pequenas. É muito mais sobre pequenas atitudes - os detalhes de tornar o cotidiano com seu amor um pouco mais especial - do que sobre atitudes extravagantes, caras. (Embora o extravagante certamente tenha seu lugar no repertório do romântico).

Há dois tipos de romance:
- romance obrigatório;
- romance opcional.

Romance obrigatório inclui: Comemorar o aniversário dela (dele); dar um presente no Natal e datas festivas; lembrar do aniversário do seu casamento; lembrar o Dia dos Namorados.

Romance opcional inclui: Tudo o mais. Pequenas surpresas. Grandes surpresas. Jantares à luz de velas. Brindes com champanhe. Escapadas nos fins de semana. Enviar cartões engraçados, cartões românticos, cartões feitos em casa. Fugir das crianças. Exercitar a sua criatividade. Massagens. Datas "surpresas" no meio da semana. Filmes românticos. Cartas de amor.

Por que ser romântico? Por que se importar? Simples...

Isto vai melhorar a qualidade da sua vida.

Romance não é específico de um sexo. Quase todas as idéias desta página aplicam-se igualmente aos homens e às mulheres. Não se esqueça de que bem lá no fundo todos nós queremos a mesma coisa da vida.

Ouça. Com seus ouvidos, mente e coração. Ouça o significado que há por trás das ações dele (dela). Ouça a mensagem existente atrás das palavras.

Ser romântico ocasionalmente é uma coisa, mas viver uma vida romântica exige consistência de esforço. Ter gestos românticos é aguar as flores do seu relacionamento. Não o deixe murchar.

Romance é a expressão do amor. Não é a mesma coisa que amor, mas é a linguagem do amor.

Reconheça que um único modo de expressão não é o suficiente!

O amor pode - e deve - ser expresso de muitas maneiras. Mas a maioria de nós se acostuma a uma maneira que seja mais confortável para nós. E embora ela seja familiar a você, torna-se enfadonha para o seu (sua) parceiro(a).

Retome a diversão no seu relacionamento encarando o romance como "Brincadeira de Adulto". Algumas pessoas - especialmente os homens - tendem a ver o romance como uma atividade séria (grave!) e difícil. Nada poderia estar mais longe da verdade! O verdadeiro romance é fácil porque é simplesmente uma expressão do que já está dentro de você: seus sentimentos de amor, carinho e paixão por seu parceiro. "Não paramos de brincar porque envelhecemos; envelhecemos porque paramos de brincar". (Geroger Bernard Shaw)

Entenda a diferença entre uma lembrança e um presente.

- Um presente é algo que você está dando porque deseja que quem vai receber o tenha.

- Uma lembrança é algo que você tem certeza de que quem vai receber deseja.

Há um teste muito simples para determinar se você é romântico o suficiente: basta perguntar a seu parceiro. A resposta é a verdade, quer você aceite ou não.

Preste atenção ao "Efeito Reflexo".

Depois de ter um gesto romântico, há um certo "reflexo" que perdura. Seu parceiro o aprecia mais, é mais gentil com você e é provável que reaja no mesmo tom. Você se sente mais amado, e se acalenta com o sentimento de ter dado algo especial ao ser amado.

Lembre-se: Romance não é barganha!

Você vai perder todo o seu tempo se tiver gestos românticos para fazer barganha em troca de favores ou perdão. Os "acordos não manifestos" a seguir podem ter tido alguma validade no passado, mas atualmente não se aplicam mais:

- Levo você ao cinema e para jantar se você dormir comigo.

- Eu preparo o jantar se você deixar eu te importunar.

- Vou lhe dar flores se me perdoar por eu ser um idiota.

Romance é a expressão do seu amor por aquela pessoa especial. Não é uma moeda de barganhas. Quando você o usa como tal, vulgariza o gesto, desvaloriza seu relacionamento.

Do site http://www.comamor.com.br/romantismo.htm

domingo, 8 de junho de 2008

Por que há tantos líderes de igrejas que caem em perversão sexual?


Por que há tanto padre, pastor, freiras, sacerdotes que deveriam ser exemplos de santidade envolvidos em perversão sexual?

Mais que isso, porque este é o ponto mais forte de "caída" em pecados dentro da igreja, onde os jovens são os mais atacados?

A religião, quanto mais cheia de leis e estatutos de comportamento, mais tarados haverá de produzir.

A história do Cristianismo, incluindo a história de nossos “melhores santos”, é a história de gente sexualmente aflita, e que em razão da moral cristã, parte para o esforço da mortificação de todo instinto natural, criando um magma inconsciente de desejos sob pressão; e que, mais cedo ou mais tarde, irrompem pela crosta do consciente, deixando toda forma de auto-controle aniquilados por alguns instantes; e é justamente nesses “instantes” que o padre, o pastor, o monge, o sacerdote, o rabino, ou qualquer alma vitima de qualquer forma de “teologia moral” — acabam por assistir o derrame de lavas de desejos negados e reprimidos [alguns até “supressos” pela força de disciplinas de “mortificação”]; criando os estragos do tipo que você mencionou, e dos muitos outros tipos, e que estão abundantemente relatados aqui neste site, especialmente nas Cartas.

Se o que Jesus ensinou sobre o significado do Evangelho para a vida fosse o que a “igreja” diz que é, então, eu diria:

O evangelho não tem o poder de fazer bem a alma humana!

Digo isto porque não há na Terra gente mais mentalmente aflita e sexualmente adoecida que os cristãos!

E por quê?

Ora, o Evangelho de Cristo não é um corpo de doutrinas morais, mas sim um conteúdo para a pacificação do coração, reconciliando o indivíduo com Deus e consigo mesmo, dando a ele a certeza da suspensão de toda condenação e culpa, a fim de que, sem culpa, o individuo caminhe tranqüilo; e é nesse caminhar que os instintos se tornam apenas instintos, e ficam tão somente do tamanho sadio que é pertinente à sua existência em qualquer pessoa.

No entanto, a Teologia Moral do Cristianismo acabou por se tornar a coisa mais anti-natural da Terra, e, por conta disso, produziu os maiores neuróticos da história humana.

Negar a naturalidade dos instintos é como negar a natureza. Despreza-los é como repudiar a existência do ar. Lutar com ódio contra eles é como lutar contra a sede, a fome, e a necessidade de comer e beber.

O Cristianismo se tornou um caso de doença psicológica coletiva em razão de que sua teologia moral é a mais perversa que existe em relação ao sentido natural da vida.

Ora, quando falo de religião, de cristianismo e de teologia moral, estou apenas falando de algo que não passa de uma criação de homens; e que, como tal, tornou-se uma das coisas mais enfermiças para a alma que já se construiu na Terra.

O genuíno Evangelho de Jesus não tenta matar o instinto, mas apenas moderá-lo e colocá-lo sob o controle da consciência; não como negação, sublimação ou supressão; mas apenas como uma pulsão natural e sadia, e que pode se liberar de modo bom e sadio, mas que não deve tomar contornos maiores do que a própria consciência.

De fato, é a “pecaminosidade de todo instinto sexual” aquilo que faz com que a alma que existe sob tal jugo e condenação acabe por se desconstuir; e, fragilizada e negada, se revolta inconscientemente; e manifesta-se devastadora; e isto mediante as força incontroláveis da compulsão que se levantam de dentro da gente com o poder dos grande monstros.

A fé em Jesus não é um conjunto de doutrinas morais. Quem assim pensa nada entendeu do Evangelho e de seu espírito.

De fato, a fé em Jesus é o caminho da vida, e, como tal, não trata a criação de Deus, e nem tampouco o instinto humano, como coisa má, mas apenas como uma força vital necessitada de liberdade verdadeira, a fim de que não se manifeste como o levante dos oprimidos contra a tirania dos falsos governos.

Os seres sexualmente mais tranqüilos e sadios são aqueles para os quais o sexo é apenas parte da vida; não é o inimigo da vida; e nem é o diabo do instinto.

Quem se trata assim curte o sexo como bem, e um bem que faz bem; e não como um senhor maluco, e que demanda de nós toda sorte de barbárie como auto-aniquilação.

O caminho da negação total é a vereda do descontrole total!

Caio Fábio
Link da resposta completa no site www.caiofabio.com.

domingo, 1 de junho de 2008

A SERPENTE, OS OVNIS E O PÓ DA TERRA! por Caio Fábio


A SERPENTE, OS OVNIS E O PÓ DA TERRA!

Desde muito cedo na vida, conforme vários livros meus documentam, passei a ver a dependência que os chamados “principados e potestades” espirituais têm em relação à produção humana.

Aqui mesmo no site há inúmeras afirmações, sejam soltas ou em textos inteiros, que afirmam esta minha convicção.

Entretanto, especialmente no livro “Batalha Espiritual” [falado num dos Congressos da Vinde na década de 90 e transcrito e publicado a seguir] o tema aparece de modo consistente e relacionado ao estudo dos casos de Gideão e do Gadareno.

Ora, tal percepção é simples de ser verificada quando se pergunta:

Por que anjos e demônios aparecem na Bíblia quase que 100% das vezes em formas humanas e condicionadas aos modos e à cultura dos humanos?

Sim! São anjos que comem e bebem; que conversam como gente; e que são, algumas vezes, confundidos totalmente com humanos.

São anjos de cajado, vestidos conforme a época, e que sentam sob árvores ou tendas e aceitam convites para churrascos.

Além disso, eles também podem até mesmo ser objeto de desejo sexual por parte de humanos, como foi o caso em Sodoma e Gomorra. Isto sem falar que, não havendo preconceito, não se tem como negar que em Gênesis seis eles, “os filhos de Deus”, são apresentados como tomados de desejos por mulheres belas, com as quais procriam, dando assim ensejo ao juízo que veio como Dilúvio.

A pergunta de Josué “ao Anjo do Senhor” — “És tu dos nossos ou dos nossos adversários?” — bem revela tal aparência humana.

De fato, mais do que nunca, já é no tempo do Exílio dos Judeus em Babilônia que os anjos e seus similares caídos passaram a ganhar contornos fisionômicos de outra natureza nos relatos bíblicos, como, especialmente, no caso do profeta Ezequiel e seus avistamentos de seres que pareciam se fazer acompanhar de aparatos estranhos que os seguiam.

No N.T. os anjos aparecem de muitas formas, evidenciando uma sofisticação nunca antes percebida, exceto nas profecias de Ezequiel.

Entre as histórias da ressurreição de Jesus se narra acerca de anjos com formatos de relâmpagos.

Paulo alude aos principados e potestades como tendo a capacidade de virar qualquer coisa, de anjos de luz a ministros de justiça.

No Apocalipse de João eles têm formas distintas, indo de seres que são redondos e cheios de olhos para dentro e para fora, até aos “anjos normais”, aparentemente com forma humana.

À semelhança de Daniel, quando anjos ou “príncipes” têm papel especifico em relação às nações, João, no Apocalipse, os faz também terem papeis relacionados aos mares, às fontes das águas, ao fogo, aos ventos, e à vegetação do planeta.

Quando Jesus expeliu os demônios do Gadareno, um dos pedidos deles ao Senhor foi “não nos mandes para fora do país”. E mais: se serviam de todos os elementos culturais e políticos relacionados ao que acontecia em Decápolis naqueles dias, conforme tenho mostrado em diversos lugares e ocasiões.

Entretanto, assim que conheci minha mulher, conversando com ela sobre esses aspectos e muitos outros, ouvi dela uma simplificação perfeita, a qual tem me ajudado na pedagogia de explicação do fenômeno a pessoas menos perceptivas. Ela disse: “Sim! Eles ficaram presos à necessidade de terem de comer o pó da terra”.

Ou seja: ela dizia a mesma coisa que antes eu expandia com muitas imagens sofisticadas e diversas, trazendo tudo para uma imagem simples: os anjos ou os principados e potestades estão limitados pela Graça de Deus a manifestarem-se conforme a produção do andar humano na Terra.

Ora, presentemente é fácil observar isto em todas as áreas da existência e da experiência humana.

Entretanto, há uma área na qual tal realidade se me apresenta cada vez mais obvia: nas aparições dos UFUS ou ÓVNIS.

Para mim tais fenômenos na maioria das vezes são de natureza espiritual e manifestam-se conforme aquilo que os humanos conseguem realizar como invenção de aparatos ou mesmo como concepção ficcional.

Na antiguidade, conforme casos que nos vêm de praticamente todas as culturas da Terra, eles se manifestavam conforme os humanos imaginavam os mistérios dos céus.

São os macacos, aves e animais diversos de Nazca no Peru. São os estranhos objetos da Pérsia antiga, conforme sua influencia em Daniel e Ezequiel. Etc.

No entanto, foi da I Grande Guerra para cá que “eles” passaram a se mostrar de modo cada vez mais “aparatoso”, conforme as invenções tecnológicas dos humanos.

E mais: eles também se manifestam de acordo com o elemento das ficções humanas relacionadas ao modo como eles devem ser.

Semana passada assisti mais um dos “Arquivos Extraterrestres” [“O Roswell da Inglaterra”, que em duas semanas estará disponível no site do History Channel — http://www.history.com/search.do?searchText=Arquivos+Extraterrestres+-+o+roswell+da+inglaterra&targetDB=THC_SPIDER_V2-- ; e, em tal documentário se mostrava algo de natureza poderosa; ou seja: aparições de tais coisas numa base da OTAN na Inglaterra, e, além de tudo, para homens treinados a lidar com tudo, os quais tiveram toda sorte de experiências detectáveis e tangíveis com um aparato para além de tudo o que os humanos poderiam produzir.

O interessante é que para cada grupo tais coisas se manifestam conforme a compreensão ou o grau de sofisticação dos envolvidos, o que prova a tese de que eles se “limitam” às percepções dos humanos e seu acervo cultural ou tecnológico, conforme a geração ou o grau de percepção de cada geração, ou, ainda, conforme os casos específicos dos “avistadores”.

Entre homens da OTAN eles eram luzes densas e chocantes, e manifestavam interesse em “sugar” material atômico das instalações nas quais se manifestaram, porém, sem seres “humanóides” sendo vistos. Entretanto, entre os fanáticos de OVNIS, em geral esotéricos, eles sempre se mostram como “seres”, e não apenas como objetos.

Os milhares de avistamentos feitos por pilotos de aviões também obedecem a coerência da expectativa dos avistadores: surgem como aparatos chocantemente superiores a qualquer poder tecnológico dos humanos, porém, vestidos de maquinas e de aparatos.

O mesmo se pode dizer de comandantes de navios e suas tripulações, os quais têm avistado objetos saindo de dentro das águas profundas dos mares.

Cada vez mais tais fenômenos são para mim “assombrações” de natureza macro, em contrapartida às “assombrações” em casas e ambientes pequenos.

Ou seja: são principados e potestades misturados às produções psíquicas e espirituais dos humanos!

Assim, são manifestações espirituais e condicionadas ao tempo e a geração de cada momento dos humanos.

Com isto nem de longe nego a possibilidade de que o Mesmo que criou vida na Terra possa tê-la criado onde bem tenha entendido ou entender. No entanto, apenas em minha opinião, a maioria absoluta dos casos são manifestações de principados e potestades assombrando os homens.

Paulo incluiu tudo isto numa única afirmação, quando disse que nem dimensões e nem mesmo “qualquer outra criatura” poderiam “nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus”.

E mais: quando Paulo disse que mesmo que tais fenômenos o visitassem, ainda assim ele não se abalaria, afirmava que tais coisas podem ser vistas por quem crê em Jesus, não devendo, todavia, causar no coração do discípulo qualquer medo ou frisson.

Eu creio como percepção própria que tais fenômenos são espirituais na maioria dos casos, e, em cada um deles consigo ver um padrão que os relaciona à limitação imposta por Deus à Serpente quando da Queda.

A questão é que “o pó da Terra” está ficando cada vez mais sofisticado; e mais: caminha tanto na prática quanto ficcionalmente para se manifestar conforme a própria expectativa dos humanos nesta geração, assim como aconteceu no passado.

Ora, tudo o que aqui digo tem apenas a finalidade de compartilhar com você a minha opinião neste particular.

Pense nisto!

Caio

31/05/08