terça-feira, 30 de junho de 2009

Debate sobre o livro A Cabana

Ocorreu na noite de 27 de abril na IBAB um debate sobre o livro A Cabana de Willian P. Young. Ed René Kivitz atuou como mediador entre o pastor Ariovaldo Ramos e Ricardo Gouvêa, atual pastor da Igreja Presbiteriana do Limão. O debate faz parte do fórum de reflexão teológica que atualmente esta com o tema Deus no banco dos réus.

O debate foi um ping-pong onde Ed René leu algumas perguntas da platéia e alternadamente os debatedores davam sua interpretação as questões levantadas. Entretanto antes das perguntas Ed René abriu espaço de 10 minutos para cada debatedor falar sobre sua impressão do livro.

Ricardo Gouveia

Polêmico e instigador como sempre, Ricardo Gouvêa iniciou sua fala dizendo que o livro A Cabana do ponto de vista literário é uma obra medíocre demais. Que o livro nunca será um clássico da literatura cristã como foi, por exemplo, O Peregrino de John Bunyan. Gouvêa afirmou que William P. Young não é um homem das artes literárias, mas simplesmente um teólogo que escreveu uma obra de ficção apresentando conceitos sobre Deus. A responder uma pergunta de Ed René sobre o que o livro diz sobre o sofrimento, Gouvêa diz que o problema do sofrimento não tem solução e que o evangelho não tem obrigação de dar esta resposta e que devemos reconhecer que o sofrimento faz parte da raça humana e que o autor do livro mostra que Deus sofre conosco, sendo que o maior sofrimento foi feito com seu filho Jesus na cruz. Gouveia afirma, entretanto que o livro apesar de polêmico, é bastante conservador em sua teologia, pois falando sobre pecado original, trindade e soberania divina, apresenta os conceitos clássicos da teologia. É a velha história da salvação recontada de uma nova forma e roupagem. Gouvêa também diz que não gostou do final do livro “Happy End” em que tudo dá certo no final e o criminoso é preso. Gouvêa termina sua fala citando um trecho do livro na página 176 – “A fé não cresce na casa da certeza”.

Mesa debate sobre o livro A Cabana

Mesa do debate sobre o livro A Cabana formada por Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Quadros Gouvêa


Ariovaldo Ramos disse não querer analisar o livro como obra literária, mas sim como um livro que apresenta uma visão sobre Deus e o sofrimento, pois no quando Deus é questionado em relação ao que faria a respeito do sofrimento humano, a resposta é que Deus já fez através de Cristo na cruz. Ariovaldo explica que por ser de origem anglo-saxão, o autor é influenciado a terminar o livro com um final feliz. Ariovaldo afirmou que gostou da interpretação dada pelo autor em relação à trindade, pois ali esta o conceito de paternidade, maternidade e filiação.

plenaria

Retirado do blog http://alexfajardo.wordpress.com/2009/04/28/debate-sobre-o-livro-a-cabana/
Contribuição da Sammy.

Leia o livro e veja que maravilhoso ele é e como suscita tanta admiração e polêmica.
Veja o comentário da Sammy: https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6272041167325302764&postID=3653371956344481000&isPopup=true

Se quiser baixar o livro - A CABANA - DOWNLOAD.

sábado, 27 de junho de 2009

A RESPOSTA DE DEUS por Roberto Lima


Eu sempre aprendi que Deus responde: Sim, Não ou Espere.

Mas como a vivência com Deus é algo particular, e num relacionamento você encontra peculiaridades que ninguém mais viu ou percebeu, eu também recebi uma resposta de Deus diferente.

Eu estava muito chateado e preocupado com minha situação financeira. Como sou consultor de empresas meu trabalho foi bastante afetado pela crise mundial, muito mesmo. Desde março as coisas estavam pretas para o meu lado, na verdade vermelhas.

No meio de maio, estava indo para minha última visita, na minha última empresa (porque sempre dei consultoria para várias empresas ao mesmo tempo), para fazer o fechamento dos trabalhos. Fui dirigindo, são 3 hs de viagem de Sta Bárbara d'Oeste para Vista Alegre do Alto (cidade perto de Bebedouro, Catanduva, no interior de SP), e orando.

Fui relembrando tantas as vezes que Deus reverteu situações difíceis na minha vida, me deu fôlego, resgatou coisas que eu tinha perdido, me levou a lugares melhores quando eu fiquei desempregado.

Isso foi gerando uma grande alegria e saudade Dele.

Ah, que gostoso sentir a presença do Espírito Santo sozinho ali no carro com Ele, vindo e me envolvendo com consolo e alegria. Parecia que eu estava sendo abraçado por Ele.

Nesse momento lágrimas rolavam pelo rosto, soluços de choro e gemidos de alegria começavam a fazer parte daquela conversa íntima e silenciosa na rodovia.

Eu ia torcendo para não chegar o pedágio (tem 4 de Sta B. à Vista A.) e quebrar esse momento de intimidade.

Foi quando com meu coração pacificado pela Sua presença e cheio de fé, me lembrei de como Deus nos chama a pedir as coisas para Ele.

Fiquei pensando na lógica de pedir alguma coisa para alguém que já sabe tudo.

É mais ou menos assim, pensei:

Eu tenho filhos que não precisam me pedir muitas coisas: Comida, carona pra escola, pagar o clube, comprar material escolar, dar assistência médica, quando nenês troc de roupa, banho etc...

Porque todas essas coisas e muito mais, fazem parte do meu cuidado com eles. Eu dou a eles coisas que acho que eles precisam, mesmo que eles nem tenham me pedido.

Mas quando eles querem algo diferente, um chocolate por exemplo, ir ao cinema, pegar um filme na locadora, comprar uma roupa com marca específica, preciso que eles me falem, porque está fora do meu planejamento para eles, às vezes fora do meu orçamento, e às vezes não tenho tempo disponível para atendê-los.

Meu coração se encheu de fé e pedi ao Senhor que me desse mais um mês naquela empresa que eu estava indo para que, principalmente a minha esposa, tivesse mais tranquilidade quanto a parte financeira, visto que eu já tinha articulado vários outros projetos e negócios mas que só terão seu início em agosto.

Cheio de fé, no momento em que pedi fui transbordado de alegria e paz.

Fui para minha última visita na última empresa com confiança e tranquilidade. Tinha certeza absoluta que Deus tinha dito SIM.

DEIXA COMIGO

Passados alguns dias agora deste mês de junho, e correndo atrás de novos projetos e negócios, e sempre falando com Deus, às vezes chorando, às vezes gemendo, sempre num misto de insegurança e confiança, de medo e de paz, fui sentindo que Deus não tinha dito SIM.

Ora, não poderia ter respondido NÃO e também não acredito que Ele falou ESPERE, então o que será que aconteceu comigo na rodovia Washington Luis enquanto ia para a empresa?

Com o desenrolar dos negócios e projetos e também desse mês de junho percebi a resposta de Deus: DEIXA COMIGO!

Não foi como pedi, mas a paz e alegria que senti naquele dia era minha resposta.

DEIXA COMIGO! EU RESOLVO ESTA PARADA!

Eu sei que, mesmo que eu faça tudo certo, entre em contato com as pessoas certas, apresente o melhor planejamento com custos baixos, e que seja um projeto atraente e lucrativo para ambas as partes, e o mercado tenha demanda para este novo produto ou projeto, mesmo assim as coisas podem não acontecer.

O mercado, a vida, é muito dinâmica e não é porque você fez tudo certo que as coisas vão dar certo. Muitas vezes as coisas dão erradas e não é sua culpa.

Por isso não dá pra depender só da nossa inteligência, capacidade, dinheiro, tempo, disponibilidade. Tudo isso não garante nada, somente é mais uma coisa que está agregando valor àquilo que você quer apresentar ou vender.

DEIXA COMIGO!

Que bom poder correr, articular, planejar, buscar informações mas ter paz que as coisas acontecerão de bom porque Deus é a garantia.

Ontem, sexta feira 26 de junho vi como Deus atendeu meu pedido. Fui surpreendido, chorei e me senti profundamente amado. Ele sabe que não consegui passar nenhum dia sequer desses últimos 3 meses sem sentir medo, insegurança, tristeza e dúvida. Mas sempre falei pra Ele sobre todas essas coisas.

Quem sabe nesses dias você, no seu relacionamento com Deus, também receba uma resposta diferente daquelas que todo mundo diz haver.

"Porque Deus é Todo Poderoso, Ele pode fazer qualquer coisa;
Porque Ele é sábio, Ele sabe o melhor para nós;
Porque Ele é amor, Ele quer dar o que você pedir."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Completamente perdoado - O que pode me impedir de pecar? - 3 por Roberto Lima


Meu pai nunca foi um pai realmente presente na minha infância, mas foi um bom pai. Na minha adolescência, como a maioria, tive muitos problemas com meus pais. Em todo esse tempo eu ia à igreja e buscava a Deus, mas havia um profundo abismo entre nós.

Foi na juventude, depois de casar logo aos 21 anos, hoje tenho 41, que Deus foi curando o meu relacionamento com meus pais, principalmente com o meu pai.

No começo do meu casamento foi difícil, antes de Collor de Melo entrar na presidência, os juros chegavam a 30% ao dia, um absurdo. Logo depois ele confisca todo o dinheiro nos bancos. Sem dinheiro muitas empresas quebraram, muito empresário faliu e até suicidou-se.

Nesse contexto Deus foi resgatando a sua paternidade em minha vida. Curando o meu relacionamento com meu pai, Ele ajustava o meu coração para Ele.

Desde esse tempo meu pai me ajudou muito. Principalmente com dinheiro. Mas não pelo dinheiro, era a forma como ele dava o dinheiro que era o importante, demonstrava cuidado.

Hoje, depois de quase 20 anos casado, 16 de dezembro completam-se os 20 anos, tenho no meu coração um forte desejo de melhorar de vida, de ganhar dinheiro, para poder retribuir ao meu pai, com gratidão, tudo o que ele me fez.

Faço questão de fazer isso não por barganha, não porque ele pode fazer mais por mim, mas por causa do que ele já fez.

Mesmo que ele não faça nada mais por mim, meu coração é cheio de gratidão e amor por reconhecer tudo o que ele já fez.

ABA PAI

O que me impede de pecar sendo eu livre, e sabendo que todos os meus pecados já foram perdoados, mesmo os quais eu ainda cometerei?

QUERO AGRADÁ-LO, por tudo o que já fez na minha vida.

Senti tanto o seu amor durante todo esse tempo da minha vida... Senti tanto o seu cuidado através de pessoas, de acontecimentos, de orações respondidas, de experiências espirituais... Senti tanto a minha pequenez e a sua grandeza... Fui tão amado... que me sinto grato por tudo o que já vivi e por tudo o que Ele já fez.

Ele não precisava se importar comigo...

Mas se importou... talvez seja por causa dos meus olhos castanhos esverdeados que Ele mesmo me deu... não sei porque Ele se importou comigo... e não consigo entender o seu amor... e muitas vezes não consigo nem receber esse amor...

Ele não precisava me amar tanto asssim...

Eu sei quem eu sou... e como sou... e poderia gastar páginas e páginas falando da minha indignidade. Mas Ele me amou e eu senti esse amor.

Não vou deixar a maldade, não vou ficar no prejuízo pelos outros, não vou me humilhar, não vou lutar pela justiça social, não vou buscar o alívio dos necessitados para pagar a minha salvação, para receber em troca algo que Ele pode me dar...

O amor que eu recebi sabendo quem eu sou, me empurra, me joga, me atrai, me puxa, me capturou e agora sinto a necessidade de agradecê-lo com toda a minha vida. Tudo o que eu puder fazer para agradá-lo por tudo o que Ele já me fez.

Com você também é assim e com todo mundo, mas alguns ainda não caíram em si, como o filho pródigo que saiu de casa.

O amor de Deus, esse grande e infinito amor, esse grande e acessível amor, é capaz de nos libertar do pecado e nos levar de volta para Ele.

Podemos ficar nas nossas igrejas pregando, ensinando, nos centros de recuperação falando, tratando, mas se o coração das pessoas não for tocado pelo amor de Deus nada disso valerá. O interessante é que Deus pode nos usar nisso, compartilhar o amor que recebemos, em forma de cuidado, de ajuda, de não julgamento.

Paulo orou várias vezes para que o amor de Deus operasse nos corações. Podemos começar assim, e depois colocar nossas mãos para servir.

Essa é minha oração por você: Que o amor de Deus destrua as suas fortalezas de auto-estima, de convicções religiosas, de medo, de orgulho e te dê percepção de si mesmo em relação a Deus. E nessa percepção você se veja como Deus te vê. E que tua indignidade seja vista por teus olhos e que o amor de Deus encha o teu coração.

O pecado não tem mais domínio sobre aqueles que foram dominados em gratidão pelo amor de Deus.

Completamente perdoado - O que pode me impedir de pecar? - 2 por Roberto Lima



Se todos os meus pecados passados, presentes e futuros já foram perdoados...

Se Deus sabe como é a minha natureza pecaminosa e a qualquer hora, mesmo decidindo fazer o que é bom posso estar fazendo o mal, pois até nisso não sei exatamente o que é certo ou errado...

Se Deus destruiu através de Jesus o poder do pecado sobre a minha vida...

Se eu pecar ou não isso não mudará o tamanho ou intensidade do amor Dele por mim...

Então... o que me impede de pecar? O que me impede de estar vivendo a minha vida direcionada somente pra mim?

No último ano eu passei por esta crise. Crise de liberdade.

Antes eu tinha os mandamentos de Deus para cumprir. Tinha os irmãos da igreja como meus fiscais e ajudadores para cumprir os mandamentos. Tinha o pessoal do "mundo" para mostrar como são abençoados e justos aqueles que cumprem os mandamentos, e tinha Deus como meu Papai Noel que recompensava minhas boas atitudes.

Mas quando entendi que tudo o que eu fiz era lixo, um trapo sujo com o qual eu tentava me limpar e que Jesus já tinha feito tudo o que era necessário pra me reconciliar com Deus e agora era só eu aceitar isso... Isso me quebrou, tirou o meu chão.

Foi como se eu estivesse no meio de um tornado e soltei as pilastras, que eu agarrava para não ser levado pelo vento.

Hoje fui levado pelo vento.

Qual é aminha segurança? No que posso me segurar? Como posso pecar e ser amado ao mesmo tempo? Como continuar pecando e ser amado na mesma intensidade?

Relâmpagos e maldições não mais recaem sobre minha cabeça quando eu peco, mesmo quando é consciente e proposital.

E o pior... não mudou nada no meu relacionamento com Deus... Ele continua a me amar do emsmo jeito.

O que me impede de pecar então? Porque deveria seguir a bondade e a misericórdia se com os meus atos não estou comprando a minha salvação?

1) Por mim mesmo - Sinto que a pornografia, a mentira, a falsidade, o ódio, a amargura, e todas as coisas de ruim que eu posso fazer me fazem mal antes de chegar a qualquer pessoa. E me fazem mal mesmo depois de desfrutar algum prazer nesse pecado.

Outra coisa é que quando peco me torno pior como pessoa, me torno pior como pai, me torno pior como marido, me torno pior como filho, me torno pior como profissional, me torno uma pessoa como cidadão...

Posso até fazer... mas como me faz mal e me torna pior, decido não fazer.

2) Pelo meu próximo - E como meu próximo estão minha família, meus amigos, meus irmãos. Eles se ressentem com a minha maldade. Me torno mais rude, dissimulado, insensível, orgulhoso, prepotente, e isso machuca as pessoas com quem convivo e amo.

Sinto o amor deles e os quero também amar e cuidar, por isso, quando decido viver uma vida com amor e misericórdia eles também sentem. E como é gostoso ver que as pessoas ficam felizes de estarem ao nosso lado porque isso também faz bem a elas!

3) Pelo mundo - Tenho a consciência que a sociedade sofre com pessoas corruptas, imorais, injustas, indiferentes aos dramas sociais que vivemos. Mas também vejo como parece uma luz no fim do túnel, uma flor no deserto, um pingo de cor numa folha branca, água para o sedento quando pessoas se levantam para ajudar a melhorar a vida do próximo, a cidade, o governo, o planeta.

A própria criação geme esperando que os filhos de Deus assumam uma postura de protagonismo, de direção (luz) e proteção (sal) para o mundo.

4) Por causa DELE - Falo disso amanhã... Ele merece tópico especial...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Completamente perdoado - O que pode me impedir de pecar? - 1 por Roberto Lima


Na festa de aniversário do Cláu, meu amigo e irmão, encontrei o irmão dele, o Dani.

Conheço o Dani há uns 15 anos mais ou menos. Conversamos e ele contou sua história.

Saiu de casa aos 13 anos de idade, do interior do estado e foi morar em São Paulo capital. Morava com duas tias e mais uma amiga. Todo o custo da casa era dividido em 4 partes, sendo que a parte dele ficava em 150,00. Ele arranjou um bico que lhe dava 135,00 por mês e o seu irmão, o Cláu, inteirava o resto.

Na volta de uma festa na casa de outros amigos, um amigo do Dani disse: Vamos embora de carro.

Você está louco? Não tenho dinheiro pra nada, quanto mais para pegar um taxi, disse o Dani.

Não... eu dou um jeito. E foi tirando uma lixa da meia, abriu a porta de um carro e entrou nele.

O Danilo ficou horrorizado, mas foi junto com ele. Chegando próximo de casa, o amigo dele vendeu o carro por 500,00 e deu-lhe metade do dinheiro.

Numa "puxada de carro" deu o dobro do que ganhava num mês... Foi onde começou a roubar carros e se drogar. Foram mais 13 anos de roubo, drogas e passagens na polícia.

Quando ele estava sendo retirado pelo irmão pela primeira vez da cadeia, ele correu e deu um soco na cara do Cláu.

O irmão sempre o socorreu, a mãe nunca o mandou embora, e ele sempre foi o herói da irmãzinha, que não o tinha como bandido.

Há mais ou menos 5 anos atrás ele ficou sabendo que a sua parceira estava grávida e que deveria o filho ser dele. Resolveu parar com tudo,roubo, drogas, cigarro, pois pensava: Como poderei dizer ao meu filho que não pode fazer se eu mesmo faço?

No oitavo mês de gravidez ficou sabendo que não era o pai. Todo mundo ficou com medo que o Dani voltasse para as drogas, mas ele decidiu continuar limpo, arrumou um emprego e assumiu a paternidade da criança.

Hoje, 5 anos depois ele ainda está limpo, trabalhando e é pai de duas crianças.

O que mais me chamou a atenção foram os motivos pelos quais ele não quer voltar mais para as drogas.

1) Ele voltou a jogar futebol e não tem mais problema de correr. Ele se sente bem, com saúde para fazer algo que gosta muito.

2) O amor da mãe, do irmão e da irmã. Ele disse que deu tanta dor de cabeça e recebeu tanto amor, que não gostaria mais entristecer as pessoas que o ama.

3) Todos os três deixaram de ficar em cima dele. Deixaram de se sobrecarregar com os problemas que o Dani trazia e foram buscar viver as suas vidas. Ele se sentiu sozinho e entendeu que não podia ficar sem o amor deles.

Ele disse que todo aquele tempo foi uma lição pra ele que o fez mudar, mas ressaltei que achei que não era isso. Tudo o que ele viveu, e tudo o que falaram pra ele, e tudo o que ele sabia de certo e errado, nada mudou sua vida. Ele poderia ainda ter passsado vários anos no fundo do poço. Certamente não existe aprendizado que tire alguém das drogas.

Acompanho o trabalho realizado no Desafio Jovem de Botucatu onde presto serviço voluntário de consultoria, e o Rivaldo, gerente executivo da entidade me falou da sua grande frustração no tratamento de homens viciados.

A taxa de recuperação dos drogadictos é abaixo de 20% nesta entidade.

Ele disse sobre os internados que depois de 9 meses saem conscientizados e informados de tudo na vida, e voltam às drogas em menos de um mês.

Voltando ao Dani, disse pra ele: Dani, acho que você não aprendeu, acho que o que te aconteceu foi uma nuvem de graça que envolveu a sua vida e você mudou. Ninguém muda porque aprendeu algo, porque sabe, porque alguém lhe ensinou. Precisa haver algo mais!

Com o Dani foi assim, o amor mudou a sua vida, mesmo que tenha demorado 13 anos para que isso acontecesse.

Hoje ele pode voltar para aquela velha vida, talvez até lhe dê vontade muitas vezes de voltar, e se ele quiser fazê-lo, ele é de maior e a responsabilidade é somente dele, de mais ninguém. Mas agora ele não quer, ele foi tocado pelo amor.

Talvez um dia ele volte, não sei, tomara que não, mas eu acredito que nada invalida o que lhe aconteceu, e duvido que menos num retorcesso tenha sido apagada a lembrança e ele tenha renegado o amor dos irmãos.

Pode acontecer, pode sim, mas porque ele (nós) é mau, doente e toma decisões equivocadas e tem que assumir as responsabilidades de seus atos. E ele ficará muito culpado, se isso acontecer, pois pensará na tristeza que aqueles que o amam terão. Mas, repito, isso não invalida o que aconteceu em sua vida e não joga fora esses cinco anos de "limpeza", como podemos julgar.

Aliás, se isso acontece em nossa família, ou em qualquer igreja, esse cara é mais do que massacrado. Todos vão dizer que, se ele se batizou ou aceitou Jesus, ou estava indo na igreja, ou tenhsa tido alguma experiência espiritual foi tudo uma mentira.

Mentira é dizer que nós (eu) não estamos em constante mudança fazendo escolhas certas e erradas que mudam a nossa vida e mudam as nossas crenças. O que hoje é, amanhã não é mais porque amadureci, porque vivenciei outra coisa, ou por qualquer outra coisa.

Mentira é dizer que o instante presente não tem valor, que só terá se depois de um bom tempo passado continuarmos bons, senão não terá valido nada.

Os AAAs, NAs, Desafios Jovens têm muito a nos ensinar e um deles é que, por hoje eu estou limpo! Ou seja, aquilo que vivo hoje vou dar valor, porque se mudar para o errado amanhã, hoje foi bom, mesmo que amanhã não seja. E isso não só comigo mesmo, mas com todas as pessoas.

Por isso, NÃO JULGUEIS, é mais do que um mandamento restritivo, é um ato de amor, que não invalida o que cada um acha verdade de si mesmo.

Porque o verdadeiro amor lança fora todo o medo!
Porque o verdadeiro amor nos tira do reino das trevas e nos leva para o seu reino!
Porque o verdadeiro amor liberta o seu amado mesmo que o deixe livre para escolher outro!
Porque o verdadeiro amor lança fora todo medo, ele mesmo é desprovido de medo!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Santidade por Ivo Fernandes


Texto Inicial: (1PE 1:16) - Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

Introdução

Decidi falar de santidade hoje por perceber que na igreja evangélica são as mulheres que são mais cobradas. São sobre elas que pesam a maioria das proibições. A maioria dos homens consegue até justificar seus pecados culpando a mulher de levá-los a pecar. Assim, percebo que as mulheres estão levando um fardo pesado demais, e isso por séculos. Hoje, pela Graça de Deus, gostaria de falar o que na Verdade no Evangelho significa ser santo.

Análise do Texto

O texto que lemos nos exorta a sermos santos como o Senhor é santo, mas a pergunta que se faz é: - Como podemos ser santos como o Senhor? Ora, a resposta para essa e para todas as perguntas que temos a respeito de Deus, estão respondidas em Cristo. Sendo, assim devemos ser santos como Cristo foi. E como Cristo foi santo?

Cristo é o exemplo máximo de santidade para vida de qualquer pessoa

Vamos analisar alguns comportamentos de Cristo, a fim de aprendermos com eles:

Jesus e a pecadora que O ungiu. (Lc 7.36-50)


Neste episódio o Senhor nos mostra que ser santo não é se esquivar do próximo só porque ele não tem uma boa-reputação social, antes é permitir que sua alma se revele da forma em que se encontra.

Jesus e o homem hidrópico (Lc 14.1-6)


Neste, Ele nos ensina que mais vale a vida do que as Leis, mesmo que essas leis recebam o nome de sagrada.

Jesus entre os publicanos (Mt 9.9-13)


Neste, Ele nos mostra que ser santo não é se esquivar da vida e nem da agitação da mesma, mas no meio desse mundo agitado exercer misericórdia.


Jesus e o Leproso (Mt 8.1-4)


Aqui Jesus nos mostra que quando se é santo não se suja ou se corrompe quando tocamos o impuro, já que esse toque é um toque de amor. Aqui, as ordens se invertem. Para os judeus religiosos um homem puro se contaminava ao tocar num impuro, para os Filhos da Graça, o homem impuro é abençoado quando tocado pelas mãos daquele que o toca com amor.

Jesus nos mostrou com sua vida que para ser santo não precisamos maquiar a realidade, fingir para não ser mal interpretado. Por isso Ele não se preocupou com o que diriam a seu respeito, apenas se preocupou em ser íntegro, e ser íntegro é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: é ter a coragem de chorar em público, como Ele chorou (Jo. 11.35), de admitir perdas e saudade (Jo. 11.36), de gritar de dor (Mt. 27.50), de confessar depressão (Mt. 26.38), de pedir ajuda emocional (Mc. 27.50), de se confessar cansado (Jo. 4.6), de dizer tenho sede (Jo. 19.28), de confessar dificuldades familiares (Mc. 3.21;Jo. 7.1-9), de admitir que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência (Mc. 6.30-32,45,46).
Com Jesus aprendemos que até sendo alvo do silêncio de Deus podemos ser santos (Mt. 27.46).

Conclusão

Dessa forma, sabemos que a santidade que a igreja exige da maioria de nós é apenas uma performance para termos uma boa imagem para os outros, e esse tipo de atitude só faz mal para a alma. Hoje o Senhor nos convida a deixar de carregar esse fardo religioso e a semelhança Dele caminharmos com o coração pacificado no chão da existência.

Retirado do Blog do Ivo fernandes - http://ivofernandes.blogspot.com/

domingo, 21 de junho de 2009

A DOUTRINA DO ESTUPRO por Cláudio N. Horácio


Estou morando com um amigo pai de santo há cerca de 1 mês. Semanas atrás me convidou para comer uma pizza com ele e 2 amigas. Bom, passamos no apartamento delas, as pegamos e nos fomos a pizzaria. Chegando lá, estavam 3 umbandistas e 1 presbiteriano.

A Carmem que estava a minha esquerda me bombardeou de perguntas. Ela é advogada, e como boa advogada logo que me sentei disse: "muito bem! pode me contar tudim de você desde o dia em que nasceu até hoje!" Eu sorri e respondi: "Mas que dia mesmo iremos embora daqui?" Todos riram, pedimos a pizza e a Carmem me bondardeando de perguntas e afirmações a respeito da religião evangélica.

E dizia: "Mas se você não acredita na reencarnação então como explica as diferenças sociais, as doenças etc e tal."

Eu muito educado esquivava do debate, mas ela insistia e me cutucava mais e mais achando que eu não era páreo para a doutrina dela.

Certa hora, após uns 30 minutos de "inferno astral" eu a peguei pelo ombro, olhei dentro de seus olhos e gritei bem alto: "SE EU TE PEGAR AQUI! AGORA! E TE ESTUPRAR! DE QUEM SERÁ A CULPA???? SUA OU MINHA?"

A mulher quase teve um treco, mas respondeu: "Sua! É claro!" Aí eu lhe disse: "Quer dizer que se eu te estuprar não será porque você fez algo na encarnação passada? Então eu estarei dando inicio ao carma que terei contigo aqui e agora? Se for isso, então a reencarnação não explica todas as desgraças da existência humana. Além disso, julgando que alguém está doente ou pobre, ou desgraçado nesta vida por culpa dele mesmo, porque ele fez algo de que nem mesmo sabe que fez não só é absurdo como cruel, pois ao invés de darmos apoio, de ajudá-lo a carregar sua cruz, estaremos pondo mais peso sobre essa pessoa que já não aguenta mais a desgraça da sua vida. Isso é cruel demais."

Pronto! O diálogo terminou aí.

Dias depois a encontrei dentro do ônibus e ela estava toda amigável.

Oro para que Deus a salve dos carmas, das reencarnações e da religião que pensa encontrar Deus, sendo que o correto é que Deus é quem nos encontra, que ela relaxe e aguarde Deus buscá-la, pois somente Ele pode salvá-la de si mesma e das vãs filosofias.

A Ele sejam a glória, o louvor, o poder e o domínio, hoje e pelos séculos dos séculos. Amém.

Por Cláudio Nunes Horácio - Retirado do blog: http://sustodeamor.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Cabana - livro fantástico... você deve ler!


Que livro fantástico! Acabei de ler.
Este é um dos poucos livros que tem a mensagem do evangelho tão despida de religiosidade tratando de um dos temas mais controversos: A dor.
Chorei várias vezes, fiquei vagando em meus pensamentos muitas outras vezes e adorei, adorei ao Senhor que verdadeiramente é AMOR.
Esse livro mexeu muito comigo e espero que mexa com você!
Abaixo segue a sinopse e o link para download.

» Sinopse
Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana. – Michael W. Smith

Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A Cabana revelou-se um desses livros raros que, por meio do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público: já são quase dois milhões de exemplares vendidos.

Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas em uma cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo em uma tristeza profunda, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo tão cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar a sua vida de forma tão profunda quanto transformou a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.

Download - A CABANA.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A loucura da Cruz e o escândalo da Graça — para os cristãos


Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente convosco e falar em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito!

Paulo, aos cristãos na Galácia 4:19-20

A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs! No entanto, também é a única que existe! É a loucura da Cruz! E o mais “louco” disso é que nada disso deveria ser louco para nós e nem fonte de escândalo, posto que essa mensagem seja o próprio Ensino e Vida de Jesus. É o espírito do Evangelho! Mas, incrivelmente, estranhamos a Graça de Jesus, nos assustamos com ela e aceitamos um enredo de perversões da Mensagem que é muito mais assustador que qualquer Loucura!

Sinceramente, quem não percebe que atualmente nosso Cristianismo é, quase sempre, a repetição dos mesmos conteúdos contra os quais Jesus, os profetas do Antigo Testamento, Paulo, os apóstolos e a Palavra se levantam nas Escrituras?

Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo! É por essa razão que os conteúdos do Evangelho de Jesus estão tão adulterados entre nós. E pior, parecemos estar com os sentidos embotados para esta percepção, de modo que o que hoje se vê é uma caricaturização de Jesus. O Jesus que nos foi apresentado é um composer do Jesus da "igreja", o qual é moldado para ficar "parecido" com o grupo religioso ao qual a pessoa pertence. Portanto, o Jesus da “igreja”, na maioria das vezes, é uma fabricação feita para validar as teses do grupo. E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental, psicológico e cultural também não realize. A leitura que fazemos do Evangelho é uma adaptação. E é também num “Jesus de terceira ou quarta mão” que a maioria das pessoas crê!

Posso asseverar, com convicção e tristeza, que na igreja evangélica atual, primeiro a pessoa tem que ser salva do Jesus inventado. Primeiro precisa ser salva do Jesus dos “evangélicos” a fim de conhecer o Jesus do Evangelho.

É exagero tal dedução? Então, permita-se uma reflexão honesta. E se Paulo estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? Se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? E se assistisse pela televisão à venda de todos os significados cristãos em objetos de energia espiritual pagã? E se visitasse uma “igreja” e assistisse às filas de pessoas para andarem sobre sal grosso ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? E se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, “sacrificados” no altar-bolso dos pastores, em longas novenas e correntes as mais mirabolantes?

O que enojaria Paulo seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. O “Sangue do Cordeiro” não é mais o que Jesus fez na Cruz, mas passou a ser um fetiche, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico dos símbolos de uma Verdade com a qual não se brinca impunemente.

A carta aos Hebreus foi escrita por muito menos! O escritor dela diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor, e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias — fazendo de Jesus um produto de troca. Sim! Aquilo que custou o alto preço de Seu sangue, para que nos fosse gratuito, agora é mercadoria a ser vendida pelos camelôs do engano, em repetidos sacrifícios e indulgências!

Admira-me que estejais passando tão depressa Daquele que vos chamou na Graça de Cristo para outro evangelho...

Paulo aos Gálatas 1:6

Meu Deus, e se Paulo visse?!... Sim, se Paulo nos visitasse? Que epístola nos escreveria?

Veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos a Baal e às imagens de escultura. Àquele tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir — coisas que, inclusive, perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas.

Ser evangélico, para o Apóstolo, significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” de símbolos, histórias, mensagens e ilustrações.

Hoje, de maneira geral, quando um evangélico “evangeliza”, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder visível. Ou seja, “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de salvar as almas do inferno.

Quando Paulo evangelizava, isso significava levar as pessoas à consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na vida pessoal como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!

Desse modo, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois voltamos atrás e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!

A doutrina do Purgatório é uma verdade existencial para todos os cristãos — incluindo os protestantes e evangélicos! E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça na chegada. Daí em diante somos “santificados” pela Lei (ou por nossas Listas, o que é a mesma coisa na intenção). Porém, tal “santificação” anula a Graça, pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente. “Se é pela GRAÇA, já não é mais pelas obras; se fosse, a GRAÇA já não seria GRAÇA”, então ficamos num purgatório existencial sobre a Terra, pois nem nos tornamos verdadeiros filhos da Graça e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Ao contrário, fazemos o malabarismo de tentar conter o Vinho da Nova Aliança nos odres da Antiga, que se tornaram extintos e obsoletos.

Assim, não usufruímos nem a saúde nem a paz que vem da Graça e, tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja, vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.

E quanto mais nós existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos, pois, no coração temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.

Jesus, porém, não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros; um Hospício, como acontece cada vez mais, ou um Estado Soberano como o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos cristãos.

Em Cristo, não temos que ser pré-condicionados por nada que não seja o fundamento dos Apóstolos e Profetas, cuja Pedra Angular responde pelo nome histórico de Jesus de Nazaré.

Quanto à igreja cristã, sabemos que ela não deixará de crescer em número e em poder terreno. Não. Seus templos estarão cheios e seu fervor religioso pode até aumentar. Mas saiba que esse nosso Cristianismo não terá qualquer mensagem do Evangelho a pregar para as próximas gerações (com suas complexidades psicológicas e espirituais), a menos que se converta radicalmente à Graça, não como uma doutrina-teológico-moral, mas como a essência de nossa relação com Deus, com o próximo e com o nosso próprio ser!

Nossa esperança é a possibilidade de que Ele ainda venha a gerar consciências libertas do medo de ser e podendo experimentar a Graça de viver em Cristo, sem os temores que hoje são tão bem administrados pela “igreja”, na sua obsessão de ser a “conquistadora” do mundo e de seus poderes — incluindo almas humanas —, embora não ajude as pessoas a terem uma alma para gozar a vida em Deus e Deus na vida, ainda na Terra, pois o “Jesus” da “igreja” veio para que tenhamos medo, e medo em abundância!

Caio Fábio

*Extraído do livro “Um só Caminho” (2ª edição do booklet “O Caminho da Graça para Todos”, que foi revisto e ampliado em seu conteúdo). O livro foi lançado no Encontro das Estações no Rio e pode ser adquirido através do email atendimento@caiofabio.com.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A história de Pedro por Mário Persona


Quero contar que meu nome é Pedro e nasci cego e incapacitado de falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não ligava muito para mim e vivi meus primeiros quatro anos deitado de costas com minha perna amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão logo abaixo de meu joelho direito.

Nada de beijos e abraços, brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos foram só de sobrevivência naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido, porque ninguém me ensinou. Depois de desmamado, minha mãe me manteve vivo com uma mistura de água, farinha de mandioca e açúcar que eu tomava em um copo, pois perdi a habilidade de sugar.

Minha avó era quem cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar a alguém. Então... bem, esta é a história que você irá ler em meu diário que, na verdade, é escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo fazer um diário como este. Mas acho que papai vai fazer um bom trabalho tentando adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se pudesse.

Mas não é só para contar minha vida que este blog existe. Papai é escritor e profissional de comunicação e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma pequena ajuda de pessoas que os compreendam. Existe um mundo diferente daquele onde a maioria das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco disso. Isso eu também quero contar.

Minha irmã se inspirou em minha história para escrever este romance que ganhou um prêmio literário e foi escolhido para fazer parte da coleção Anjos de Branco, coordenada pelo escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio e a apresentação é de autoria do escritor José Louzeiro, ambos da Academia Brasileira de Letras. O livro é publicado pela Editora Mondrian.

Minha irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca" preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco". Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia Persona e o livro Uma Luta Pela Vida é muito bom.

Minha irmãzinha e futura enfermeira ainda olhava desconfiada em 1987.

Lia fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e outras pessoas para ir juntando a história toda. Além disso, ela foi procurar informações em antigas correspondências, álbuns de fotos e até em exames médicos e radiografias.

Hoje ela está mais confiante e generosa. Até ganhei um ursinho!

Ela costumava me levar ao médico, hidroterapia e fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica para consertar meus defeitos de fábrica. Toda hora inventava um "recall" para ver se dava para trocar alguma peça em mim! Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como o papai tem péssima memória, irá recorrer à Lia e ao seu livro "Uma Luta pela Vida" para escrever este blog. Você também poderá ler uma entrevista que a jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com minha irmã clicando aqui.

Tenho também um irmão, Lucas, que é muito legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será? Nunca escutei! Ele é muito generoso também. Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que no chão, para eu não cair, quando fazia muito frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado. Aprendi a fazer isso devagar para ele não acordar.

Site: http://www.stories.org.br/querocontar/

sábado, 6 de junho de 2009

Que tipo de fé agrada a Deus?


Sem fé é impossível agradar a Deus.

Mas que tipo de fé agrada a Deus? A do tipo que anda 100 km em romaria pra cumprir uma promessa? A do tipo que dá o dízimo e a oferta em troca de algo? Daquele que jejua e ora crendo que assim vai obrigar a Deus a fazer o que ele quer? Daquele que canta em verso e prosa que Deus é Todo Poderoso?

Sei lá, acho que estes tipos de fé não agradariam nem meu rei, se aqui no Brasil fosse uma monarquia. Eu penso que o filtro de Malaquias é adequado aqui: Dê ao seu rei o que você está dando para Deus e veja se ele receberá com alegria sua oferta. Ora, se nem ele ficaria satisfeito, porque encontraria animais cegos e doentes, assim Deus não aceita também.

A fé que agrada a Deus, na minha opinião, tem o poder de mudar montanhas de lugar.

Então temos que ter fé no poder de Deus? Não e sim. SIM porque você deve crer que Ele tem poder para fazer o que você lhe pede, e NÃO porque tem outras coisas mais importantes do que esse tipo de fé.

Creio que, assim como o amor é o maior dos dons, também existe uma fé que é mais importante que todas, e que é a que agrada a Deus.

FÉ NO SEU AMOR

Crer que Ele te ama é a fé que muda o mundo, que transporta montes, que ressuscita mortos.

Alguns de nós acreditam que Deus é Todo Poderoso e consegue fazer qualquer coisa; que ele é perfeitamente Sábio e pode fazer o que a melhor escolha pode exigir; mas que ele é todo Amor e que fará qualquer coisa que eu lhe pedir, isso já é demais!

Mas Deus é mais Todo Poderoso, do que é Sábio? Ou ele é mais Sábio e Todo Poderoso do que é Amor? Claro que não.

Por que podemos crer no poder de Deus, e na sua sabedoria e não cremos no seu amor? Por que é que temos que barganhar com Deus, dando alguma coisa pra ele dar em troca outra que queremos? Por que devemos colocar o seu desejo também de nos agradar de lado?

Crer que Deus te ama e por isso pode acontecer tudo o que você pedir É DAR MOTIVO PARA ORARMOS.

Seria assim... como pai eu dou tudo o que é necessário para os meus filhos: alimento, roupas, material de higiene, carona para escola, material escolar, essas coisas eles nem precisam pedir, eu já sei que eles vão precisar e lhes dou sem que peçam ou entendam que vão precisar disso. Mas se eles querem algo diferente ele têm que pedir. É um chocolate, um sorvete, um tênis específico, uma bolsa diferente, uma camisa ou uma calça de marca, etc.

Por que pedir para Deus? Porque ele é meu Pai e porque ele me ama e quer me dar.

OBSTÁCULOS À NOSSA FÉ

Um deles, eu acho, e um dos mais importantes é a falta de amor por nós mesmos.

Não nos amamos, ao contrário, nos suportamos. Não aceitamos o nosso cabelo, nosso nariz, nossos dentes, nossa cor, nossa altura, nosso peso, nossa condição financeira, nossa família, nossa memória (ou falta dela), nossa inteligência, nosso gênio, nosso comportamento, nosso passado, etc.

Tudo isso, na hora que vamos pedir algo a Deus, interfere dizendo de coração para Deus: NÃO ME DÊ QUE EU NÃO MEREÇO!

Também dizemos: TEMOS RAIVA DO SENHOR PORQUE O SENHOR ME AMA. PORQUE EU NÃO ME AMO, NÃO ACEITO E NÃO ACREDITO NO AMOR DE DEUS POR MIM. Porque se eu não mereço ser amado porque eu não sou uma pessoa boa, então o seu amor por mim deve ser falso. Ninguém pode me amar como realmente eu sou.

Não acreditar que Deus te ama como você realmente é, creio ser o maior dos nossos conflitos.

CONFLITO 1: NÃO ME AMO - VOU MELHORAR.

Essa questão de justiça própria é próprio daqueles que querem melhorar para serem agradáveis a Deus. Fazer, fazer, fazer e fazer melhor que os outros para ser aceito, para ser amado, para ser reconhecido.

Isso, de certa forma, diminui o conflito em ter fé amor de Deus, porque você começa a crer que ele te ama porque você tem sido um bom menino, e por isso pode ganhar um presente.

Mas cria um problema muito maior, porque Deus não aceita essa fé baseada na própria justiça. Isso é abominação para Deus.

O desejo de melhorar para aceitar o amor de Deus é que criou as religiões, onde o homem faz as coisas para se religar a Deus. É desse desejo que nascem todas as disciplinas de santidade pessoal: promessas, romarias, jejuns, vigílias, não assistir tv, não entrar na internet, se tornar um monge ou eremita, etc. Tudo isso na motivação de ser ceito, ser reconhecido é abominável para Deus.

Por quê?

1) Porque você é pecador e nada pode mudar isso.
2) Porque Jesus morreu por você para que, como pecador que é, sendo assim mesmo, reconhecendo o seu estado, você pudesse ser aceito diante de Deus.
3) Porque ele já fez tudo o que era necessário para a reconciliação entre você e o Pai, e não restou NADA pra você fazer. Agora é só acreditar nisso/Nele.

CONFLITO 2: NÃO ME AMO, NINGUÉM ME AMA.

Ninguém poderá amar alguém como eu, se eu não me tornar melhor.

Por crer assim é que são criadas as máscaras, os papéis representados, o não saber dizer NÃO, o engolir sapos, o querer agradar todo mundo, as crises dentro de casa, a hipocrisia...

Como mudar isso? USE SUA FÉ DO TAMANHO DE UM GRÃO DE MOSTARDA.

Se você identificou com os tópicos anteriores então assuma que sua fé no amor de Deus é muito pequena. Esse entendimento não afasta você de Deus, porque Deus determinou que a fé pequenininha, do tamanho de um grão de mostarda é suficiente para Ele mudar a nossa vida.

Se você, de verdade, pelo menos tem uma pequenina fé no amor de Deus, e isso por causa de tudo o que falamos anteriormente, então ouça uma palavra, que creio, de Jesus para você:

"PROCURE USAR AO MÁXIMO A CONFIANÇA QUE TIVER EM MIM, MESMO QUE ELA SEJA PEQUENA."

COMO USAR?

1) ACEITE-SE COMO VOCÊ É.

Você tem que melhorar? Claro que sim, mas não para ser amado e reconhecido, por que você já o é assim mesmo, mas para ter uma vida melhor, e tornar a vida daqueles que vivem ao seu redor melhor também.

Ore ao Senhor dizendo as suas verdades (as que estão no seu coração), falando de como você se vê, e como você O vê, quais são as suas inseguranças quanto ao seu relacionamento com Ele.

A verdade nesse relacionamnto revolucionará todos os outros.

2) DUVIDE DA SUA DÚVIDA.

Se Deus é Todo Poderoso, Sábio e me Ama então posso acreditar que as coisas sempre serão boas para mim, mesmo quando forem ruins.

Posso acreditar qua nas coisas ruins que eu preciso passar, Deus que sabe que é importante essa fase pra mim, e que está permitindo que eu sofra, VAI SOFRER JUNTO COMIGO.

Posso acreditar que NUNCA estou sozinho.

Então, se as dúvidas acerca do amor de Deus vierem, e virão, duvide delas. Se as dúvidas são pensamentos, pense no amor de Deus, na sua sabedoria e no seu poder e considere o seu problema e a sua aflição com base nisso. E claro, coloque o máximo da sua confiança em Deus, mesmo que ela seja pequena.

Acho que você chegará num estágio de oração mais ou menos assim:

"Ah Pai, como dói essa situação que estou passando (e talvez chore um pouco), mas eu sei que o Senhor está passando comigo. Peço que me ajude a passar por esse tempo. Tanto eu como minha família (talvez chore mais um pouco)..."

Deixe o poder do amor de Deus, que vem pelo Espírito Santo, te console e te fortaleça, pois se você está chorando, lembre-se: Papai também está chorando!

Tem outros links sobre estes temas que poderão acrescentar mais entendimento a você:

- O JOGO ACABOU.
- A BÊNÇÃO DA DOR.
- VOCÊ CONFIA NO AMOR DE DEUS?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EU PRECISAVA OUVIR ISTO HOJE por Carlos Bregantim


Sempre que recebo uma " boa palavra ", seja pessoalmente, por telefone, emails, no msn, skipe, sms e/ou por todas as vias que hoje podem ser usadas para nos comunicarmos, digo: DEUS SABE PORQUE VOCÊ ESTÁ ME DIZENDO ISTO HOJE.

Quando digo isto, o que quero dizer é, EU PRECISAVA OUVIR ISTO HOJE, E DEUS TE USOU PARA ME DIZER.

Sempre que alguém me diz: DEUS FALOU COMIGO HOJE ATRAVÉS DE VOCÊ, sei que, de alguma forma, Deus me usou para dizer a estes o que era a necessidade da alma, do espírito e até mesmo do corpo destas pessoas.

Entre os que amam ao Senhor há esta sintonia. Não fosse a "espiritualização exagerada", digo, esta ânsia por transcender que nos acomete de quando em quando, certamente seriamos todos mais enriquecidos na mutualidade entre os irmãos.

A materialização dos chamados MANDAMENTOS RECIPROCOS, refiro-me aos "UNS AOS OUTROS" abundantes no texto bíblico, é onde a nossa fé ganha vitalidade horizontal.

"Uns aos outros" deve ser o cotidiano dos seguidores de Jesus. Esta pratica deve acontecer sem que seja necessário usar as tais palavras ungidas.

Não precisamos andar por ai dizendo: "EIS QUE TE DIGO", "EU PROFETIZO" "EU DECLARO", não, apenas precisamos cumprir o que nos é recomendado no que tange aos relacionamentos entre os seguidores de Jesus.

É um exercício saudável reler os MANDAMENTOS RECIPROCOS e re-coloca-los na dinâmica das nossas relações.

Desde o singelo e ao mesmo tempo profundo "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS", até o "NÃO MINTAIS UNS AOS OUTROS," cada um destes MANDAMENTOS RECIPROCOS, podem tornar a vida mais digna de ser vivida.

É no exercicio destes dons que estão distribuídos na comunidade da fé, que acontecem curas, pastoreio, acolhimento, encorajamentos, que fazem parte do resultado do uso correto do que a nós foi concedido pela graça do Senhor.

Deus sabe porque estou escrevendo isto agora a você, bem como eu sei o quanto o que você me diz é da parte dEle para comigo.

Esta reciprocidade é a que acontece em nossos encontros. esta reciprocidade que desejamos que aconteça quando nos encontramos.

Este é um dos motivos de encorajarmos as conversas entre os irmãos e amigos que participam conosco no partir do pão e no repartir de vida.

A esperança é que, a partir dos nossos ENCONTROS COMUNITÁRIOS, sejam aos DOMINGOS ou outros dias, se desencadeie um processo de relacionamentos em que UNS AOS OUTROS, se cuidem.

Esta semana, fiquei com alguns nomes e feições em minha mente e coração. Pude, durante a semana, dizer de alguma forma a estes que DEUS SEMPRE TERMINA O QUE COMEÇA EM NÓS.

Estou lhe dizendo isto para encorajar você a participar de algum encontro onde haja este tipo de exercício de fé. Fé vertical ( você e Deus ) que desemboca na fé horizontal ( você e o outro ).

Carlos Bregantim é um dos mentores do Caminho da Graça
Msn: carlosbregantim@hotmail.com
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Blog: Graça & Cia e Radio
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não Permita Que o Legalismo Mate Sua Alegria Pelo Ministério por Rick Warren


O antídoto para o legalismo é graça. Graça significa que não temos que merecer o amor de Deus ou seu sorriso. Deus está sempre sorrindo para nós.

Legalismo é um exterminador da alegria no ministério. Destrói a alegria natural que vem de servir os outros em ministério, como nunca vi nada igual. Já vi mais ministérios arruinados por causa do legalismo mais do que por qualquer outra coisa.

O que é legalismo? Legalismo acontece quando substituímos nosso relacionamento com Cristo pelas nossas regras e rituais. É uma armadilha sutil que tira o foco do que Deus fez por você e, vagarosamente, coloca o foco naquilo que você fez por Deus.

Em Filipenses 3, Paulo nos fala sem rodeios que experimentou o legalismo. Neste processo, ele mostra 5 formas diferentes em que incorreu como um legalista – formas que ainda persegue muitos em nossos dias.

Legalismo é colocar sua confiança em rituais. Paulo diz: “Fui circuncidado ao oitavo dia de acordo com a lei Judaica” (Fp 3.5a). Hoje, um cristão pode dizer: “Eu fui batizado”, “Sou membro da igreja” ou “Participo da Ceia do Senhor”. Tudo isso é bom, mas não ganha a aprovação de Deus.

Legalismo é colocar sua confiança na corrida. Paulo diz: “Pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim” (Fp 3.5b). Tenho o pedigree real. São como estas pessoas, hoje em dia, falando que tem um relacionamento com Deus porque o tio era um missionário ou a mãe é cristã. Não funciona desta forma. Todos têm que decidir, por conta própria, seguir Jesus.

Legalismo é colocar sua confiança em uma religião. Paulo diz: “Sou verdadeiro hebreu” (Fp 3.5c). Alguns cristãos, hoje em dia, falam a mesma coisa. Eles apontam para sua denominação quando perguntados sobre seu relacionamento com Deus. Quando chegarmos ao céu, Deus não perguntará de qual denominação somos – Ele nos perguntará qual foi nossa resposta a seu Filho, Jesus.

Legalismo é colocar sua confiança em regras. Paulo também diz: “Quanto à Lei, fariseu” (Fp 3.5d). Os fariseus eram a elite espiritual. Eles transformaram os Dez Mandamentos em 613! Dez não eram suficientes para eles. Eles não comiam nem um ovo que uma galinha botasse no sábado por causa do “trabalho” da galinha para botar. Eles não coçariam uma mordida de mosquito no sábado, porque consideravam isso trabalho. Por chamar a atenção sobre seu passado como fariseu, Paulo estava dizendo: “Você quer conversar sobre leis? Eu guardei as leis!”

Legalismo é colocar sua confiança na reputação. Finalmente, Paulo acrescenta: “Quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível” (Fp 3.6). Em outras palavras, Paulo estava dizendo que era um legalista superstar! Hoje, pode ser que nos gabamos sobre o número de pessoas que freqüentam nossas igrejas, por quanto tempo oramos ou por quantas pessoas levamos a Cristo na semana passada. O resultado final é o mesmo – isto não fará Deus ficar nem um pouco mais feliz conosco.

Não tem nada de errado com nada disso. O problema começa quando pensamos que isto nos dá “pontos” com Deus – mas não dão. Ele nos ama de forma incondicional. Se começar a confiar nestas coisas, você perderá a alegria e seu ministério desmoronará.

O antídoto para o legalismo é graça. Graça significa que não temos que merecer o amor de Deus ou seu sorriso. Deus está sempre sorrindo para nós. Por que mereço? De jeito nenhum. Por que guardo algumas leis e regulamentos? De jeito nenhum. É porque sou coberto pelo sangue de Jesus Cristo.

O problema para muitos de nós no ministério é que, sutilmente, mudamos nossa perspectiva do que Deus fez por nós para o que estamos fazendo para Deus no ministério. Isto é perigoso, muito perigoso. Deus não o amará nem mais e nem menos não importando como você o serve. O que você tira do serviço é alegria. Você não tem aprovação. Deus o aprova, mas não pelo que você faz. Ele o aprova pelo que Cristo já fez por você. Isto é graça.

A vida cristã não é um ritual e nem é sobre leis, é sobre relacionamento. Religião é baseada em desempenho, mas o Cristianismo é baseado em uma pessoa, Jesus Cristo. Nunca se esqueça disso ou seu ministério acabará. E você perderá a alegria. Nada é mais triste do que uma pessoa sarcástica no ministério.

Rick Warren - Igreja com Propósitos

segunda-feira, 1 de junho de 2009

DEUS USA A NOSSA DOR?

Você já ficou desempregado e alguém que sempre teve seu emprego, ou que nunca precisou trabalhar veio orar por você com um tom de guerra, profetizando um emprego e te dando sermões de vitória e de fé?

Também já aconteceu com você, de alguém que já ficou desempregado por um bom tempo, que já passou muitas dificuldades, ou que ainda está passando veio orar e falar com você?

Da mesma forma, você já esteve doente e alguém veio orar por você e o deixou com um sentimento pior do que se não estivesse orado? Porque aquela oração lhe trouxe mais um sentimento de culpa, de não ter fé, de vergonha do que de consolo e fortalecimento?

Também aconteceu de alguém vir orar com você quando estava doente e simplesmente encher seu coração de vida e amor? Talvez nem tenha orado direito, talvez só o olhar de compaixão e atenção o tenha consolado e o sentimento de cuidado ter envolvido a sua alma?

Será que você viu alguma diferença entre ambos? Será que há diferença entre eles?

Pois bem, eu já estive em todas as alternativas anteriores. Já fui o arrogante com sentimento de vitória, que estava por cima da "carne seca" cuja oração funcionava mais como exortação pela falta de fé do irmão do que oração de compaixão.

Mas também eu já estive desempregado e doente e logo depois, vendo outros amigos passando pelo mesmo problema, meu coração se enterneceu e orei de coração pela reabilitação deles.

EMPATIA E A DOR

Nessas duas últimas semanas fiquei muito mal, com gripe, e não só eu mais minha esposa e meu filho. Caramba, como foram difíceis esses dias. Dor no corpo inteiro, cabeça pesada, vontade de deitar, nariz escorrendo e olhos lacrimejantes.

Tive vontade de sair de reuniões de trabalho para ir deitar um pouco. Sofri nessas reuniões. Estava desesperado por ir embora e deitar.

Em casa vi meu filho e minha esposa ruins também e meu sentimento era de guardá-los, deixá-los descansar também, porque eu sabia o que eles estavam sentindo e me colocava no lugar deles.

Minha sogra, que teve derrame há dois anos atrás, normalmente vai para cama às 21 horas. Não a levamos antes que é pra ela não acordar muito cedo, e fazer todo mundo levantar da cama por causa dela. Pois bem, mas nesses dias, ela também ficou um pouquinho ruim, e quanado era 7 da noite, ela pediu pra ir pra cama, e como ela estava com cara de sofrimento, e eu tinha passado uma semana ruim, não tive dúvida: Coloca a veinha na cama. Acabe com o sofrimento dela.

JESUS EM NOSSO LUGAR

Hebreus 4:15 - " Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado."

Hebreus 7:25 - "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."


Jesus sabe da nossa dor e por isso pode interceder por nós. Assim como alguém que nunca ficou desempregado, nunca precisou arrumar um emprego, sempre teve de tudo, não conseguirá entender a sua dor e se orar por você faltará o ingrediente que poderia "colar" essa oração em você, que é a empatia e compaixão, da mesma forma nossa confiança para com as pessoas que passaram pelo nosso sofrimento é maior.

Jesus sabe da nossa dor e por isso pode interceder por nós.

Certa vez eu estava num culto e senti como se Jesus estivesse na minha frente. Me ajoelhei instintivamente para adorá-lo quando vi que seus pés ainda estavam sangrando. Olhei para ele e lhe perguntei porque ainda sangravam as feridas? Senti como resposta: Meu povo ainda precisa de cura.

Pra mim, a questão da intercessão é de nunca esquecer de nossas feridas, mesmo as cicatrizadas. Elas nos tornam humanos, sensíveis, nos fazem compadecer das misérias desse mundo e nos colocam no caminho do amor.

Por isso a dor é muito importante para o que Deus quer fazer em toda a terra. A dor pode nos levar mais pra perto de Deus e das pessoas sim. Muito mais do que a prosperidade e saúde poderiam fazer.

É claro que não estou fazendo apologia à dor, defendendo que todos devamos ser pobres e doentes. Claro que não. O que estou dizendo é que não podemos esquecer da dor pela qual passamos, NUNCA!

Nossas cicatrizes existem para ajudar a curar os outros.

Quanto mais a ferida estiver aberta, mais sensível à dor dos outros poderemos estar.

Por que digo poderemos? Porque somos tão maus, tão podres, que a dor que deveria nos humanizar, nosso coração transforma em pedra para com Deus e consigo mesmo. Mas não vou tratar desse assunto aqui e agora. O assunto é a parte positiva, quando a dor produz intercessão.

DEIXE DEUS USAR A SUA DOR.

Imagine que tudo aquilo que você sente como dor, ou como desconforto físico ou emocional fosse usado para gerar uma intercessão verdadeira, de coração. E IMAGINE QUE TODO MUNDO FIZESSE A MESMA COISA?

Estaríamos fazendo intercessões e recebendo orações do mundo inteiro pelos nossos problemas também.

Como você se sentiria se soubesse que centenas de pessoas, que passaram pelo seu problema, e sabem como você se sente, estão orando por você nesse instante?

Então seria assim: Toda vez que eu sentisse dor de cabeça eu poderia orar pela minha dor de cabeça e por todos amigos e pessoas no mundo que estão com dor de cabeça naquele dia.

O que aconteceria? Seriam milhares, centenas de milhares de pessoas intercedendo umas pelas outras por causa da dor de cabeça.

E se você estivesse triste pela morte de algum parente ou amigo e orasse não só por você mas também por todos aqueles que tivessem tristes pela morte de algum ente querido?

E se você estivesse com um problema no trabalho, ou com seus filhos, ou no seu casamento, ou nos seus negócios, ou no seu ministério, ou na sua escola, ou espiritualmente...?

Na verdade nós poderíamos usar TODAS as coisas que acontecem na nossa vida para intercedermos pelas outras pessoas. E, se isso acontecesse, talvez a nossa vida inteira ficasse CHEIA de intercessões porque veríamos que por tudo podemos interceder.

Talvez esse seja o significado de VIVER SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES!

Creio que a intercessão feita com fé, mas recheada com emoções, tem muito mais sentido e verdade para nós e para as pessoas que oramos.

A dor, como a disciplina para nós nunca é boa, mas se ela existe, e, se Deus nos deixa passar por ela, talvez tenha um significado maior, relevante até.

Ah, mas e o diabo, perguntariam alguns, e a dor que ele traz, temos que ficar passivos quanto à isso?

Eu acho que se o diabo causasse alguma dor em mim, que Deus permitiu e isso me humanizasse, fazendo interceder por outros que em todo mundo passam pelo mesmo problema, a dor que ele me impingiu me tornou mais forte. Acontecria a mesma coisa que aconteceu com Jó, as suas aflições e provações o tornaram mais consciente de Deus: Antes eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora meus olhos te vêem (Jó 42:6).

Quanto à intercessão, se Jesus escolheu essa tarefa depois de ir ao céu e ficará nela até o final dos tempos, talvez seja algo muito importante, e que pudéssemos nos envolver nesse trabalho.

Que a sua dor, suas feridas e suas cicatrizes possam ser usadas por Deus para cura de muitos. E que seu coração seja enternecido ao invés de endurecido por ela. essa é minha oração por você!