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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Qual é a vontade de Deus para minha vida?


Obviamente a vontade de Deus é de Deus.

Sim! A vontade Dele é Dele; e de mais ninguém.

Jesus disse que comia a vontade do Pai, que se alimentava dela.

Ora, se eu tenho muitas vontades e se as exerço de modo pessoal e incompartilhavel, que não dizer da vontade de Deus?

“Quem conheceu a mente do Senhor?”

Além disso, o que me separa de Deus em todos os sentidos possíveis é infinitamente mais do que o que separa de um organismo mono-celular.

Assim, Deus se revela às amebas como as amebas podem processar.

Ora, o mesmo Deus faz com os homens!

O problema é o surto humano. Sim! O homem crê que é “capaz de Deus”, e, sobretudo, de dizer aos outros humanos qual seja a vontade de Deus para o outro.

A vontade de Deus é uma só: que nos amemos uns aos outros!

Deus não tem planos profissionais para ninguém. Nem de qualquer outra natureza tópica. O plano de Deus, não importando onde eu esteja, é que eu ame e pratique o amor. O resto é insignificante!

É o que Paulo diz quando afirma: “... ainda que eu...” fale línguas de homens e anjos, ou profetize, ou saiba todas as ciências e adquira todas as sabedorias, ou me entregue às praticas de martírio ou de entrega social de todas as minhas produções aos demais homens necessitados, mas, “se não tiver amor, nada me aproveitará”; e mais: nada será vontade de Deus.

Paulo nunca discutiu nada disso. Sabia fazer tendas. Mas era chamado para pregar. Por isso, tendo dinheiro para entregar-se apenas à pregação, assim fazia. Mas se não tinha, então, fazia tendas, e, pregava nas horas possíveis.

Ou seja:

Paulo tratava tudo com simplicidade, pois, a vontade de Deus era amor, e, amor, cabe em qualquer oficina de tendas.

As pessoas perguntam, referindo-se aos detalhes da vida, como se eu ou qualquer outro ser ameba humano pudéssemos responder: Qual é a vontade de Deus para a minha vida?

Ora, eu posso responder, mas a resposta que tenho a dar não satisfaz as pessoas que querem saber a vontade de Deus como um guia afetivo e profissional das jornadas na Terra.

Então, não sei!... Afinal, nessas coisas, à semelhança de Paulo, apenas uso o bom senso para decidir, e nunca o faço como quem consulta um “guia de jornada”, mas apenas como uma decisão de agora, da circunstancia do existir; e isto, sempre, apenas conforme o espírito do Evangelho, que é amor.

A vontade de Deus são os Seus mandamentos, embora Jesus tenha nos dito que até os mandamentos, sem que sejam vividos em amor, são desagradáveis a Deus; pois, sem amor, todo mandamento não passa de presunção e arrogância.

A vontade de Deus é amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio!

Se você faz isso entregando o lixo, operando na mais rica clinica de neurocirurgia, ou se o faz pregando como um ensinador da Palavra, não importa; pois, a única coisa que importa para Deus é se você vive ou não o amor como o mandamento de seu ser.

O que Deus quer de mim? Onde quer que eu trabalhe? Com quer que eu case?

Ora, Jesus não respondeu tais perguntas a ninguém!

Quando Pedro quis saber... Jesus apenas disse: “Que te importa? Quanto a ti, vem e segue-me”.

Quanto mais a pessoa se dispõe a andar em amor e fé, sem buscar mais nada, tanto mais ela encontrará uma sintonia fina com Deus e com a vida, e, assim, sem que ela sinta, irá sendo posta no leito do rio de sua própria vida.

É claro que Deus tem a vontade que diz “não”. Mas essa é a não-vontade de Deus. É o que Deus não quer, pois, é o que Deus não é.

Deus não é mentira, nem engano, nem ódio, nem cobiça, nem traição, não injustiça, nem maldade, nem indiferença, nem descrença, nem altivez, nem orgulho, nem arrogância, nem vaidade, nem medo e nem frieza de ser.

Assim, a tais coisas Deus diz “não”, mas não como quem diz a Sua vontade, mas apenas aquilo que não é vontade Dele.

Portanto, a vontade de Deus não é “não”, mas “sim”, embora a maioria apenas pense na vontade de Deus como negação.

Ou seja:

Para tais pessoas Deus é Aquele que diz “Não”.

A proporção, todavia, continua idêntica à que foi estabelecida no Éden. Pode-se comer de tudo, e, apenas diz-se não a uma coisa: inventar a nossa vontade contra essa única coisa à qual Deus disse “não”.

Todas as árvores do Jardim são comestíveis, mas, continuamos discutindo a única arvore proibida, tamanha é a nossa fixação na transgressão como obsessão na vida.

Entretanto, a vontade de Deus é sim, e, para aqueles que desejam fazer a vontade de Deus, e não apenas discuti-la, Deus revela Sua vontade como fé e amor, e, nos diz que se assim vivermos provaremos tudo o que é bom, perfeito e agradável, não porque a vida deixe de doer, mas apenas porque o pagamento do amor transcende a toda dor.

A vontade de Deus é que eu desista das coisas de menino nesta vida e abrace as coisas de um homem segundo Deus.

Agora, se você vai trocar de casa, de carro, de mulher, de emprego, de cidade, de país, de nome — sinceramente, é melhor consultar um bruxo, uma feiticeira ou um profeta que aceite pagamento para contar tal historinha.

Você pergunta a Jesus:

Senhor, qual é a Tua vontade para mim?

Ele responde:

É a mesma para todos os homens. Sim! Que você ame e pratique o amor, pois, sem amor, nada será vontade de Deus para você, ainda que você distribua todos os seus bens aos pobres e entregue o seu corpo para ser queimado em martírio de dignidade pela consciência e pela liberdade.

Dá pra entender ou é difícil demais?

Que tal a gente parar de brincar de vontade de Deus? Vamos?

Chega; não é gente?

Nele, que é a vontade de Deus para o homem,

Caio
29 de outubro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

Leia também: Quer saber qual é a vontade de Deus para sua vida?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

SANTIDADE SEGUNDO JESUS por Caio Fábio


“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” Jesus
(João 17: 17).
Vejamos o que Jesus estava nos ensinando quando relacionou o tema da santidade à Palavra e aquilo que Deus faz a nosso favor.

Para Jesus, a Palavra de Deus era o que poderia nos santificar

E o que é a Palavra de Deus?
Inicialmente devemos dizer que Jesus olhava para as Escrituras como Palavra de Deus (Jo. 5:39). Para Ele a questão nunca esteve entre o que era ou não Palavra de Deus no Velho Testamento, mas, apenas, em como entender, interpretar e aplicar essa Palavra ao contexto da vida humana. Ora, neste sentido Mateus 22: 23-46 é o melhor exemplo disso. Nos três episódios narrados naquele texto, a grande questão não é o que é Palavra de Deus, mas como entendê-la e aplicá-la (Mt. 23:2,3).
Sua mensagem não era nova, mas o aprofundamento da revelação já existente (Mt. 22:34¬40; Lc. 10.25-28).

Isto posto, devemos agora relacionar a Palavra com o fato de Jesus ter dito que deveríamos ser santificados por ela. Ora, nesse caso nossa visão do escopo e da profundidade da santificação muda radicalmente.

Ser santo é buscar ser essencialmente humano, ser parte da história, porém vivendo a presença de Deus no mundo (Lc. 7.39).
Ser santo tem relação com a busca de uma sociedade sem desigualdades e onde os mais fracos jamais sejam despojados (Mt. 23.14).
Ser santo é ser separado, não dos pagãos; como Israel equivocadamente tentou, mas é viver a diferença radical dos valores do Reino em meio às sociedades pagãs (Mt. 5.43-48).
Ser santo é mesmo em dia de sábado, trabalhar a favor da santidade de vida (Lc. 14. 1-6). Ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas, mesmo aquelas mais "sagradas" (Mt. 23.23).
Ser santo é entender que o altar diante do qual Deus nos quer ver prostrados não é apenas o altar do templo, mas também os altares ensangüentados dos corpos dos nossos irmãos de história e que estão caídos nas esquinas da vida (Lc. 10.25-37). Ser santo é viver a misericórdia no agitado ambiente secular, ao invés de viver a quietude alienada do ambiente religioso que não tem janelas para a história da dor humana (Mt. 9.9-13). Ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com amor, aquilo que é sujo (Mt. 8.1-4; Mc. 7.1-23). Ser santo é não temer ser mal interpretado pela mente daqueles que estão sujos de pretensa santidade. (Mc.7.5;Lc.7.39).
Para Jesus ser santo é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: é ter a coragem de chorar em público (Jo. 11.35), de admitir perdas e saudade (Jo. 11.36), de gritar de dor (Mt. 27.50), de confessar depressão (Mt. 26.38), de pedir ajuda emocional (Mc. 27.50), de se confessar cansado (Jo. 4.6), de dizer tenho sede (Jo. 19.28), de confessar dificuldades familiares (Mc. 3.21;Jo. 7.1-9), de admitir que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência (Mc. 6.30-32,45,46).
Ser santo é continuar sendo de Deus mesmo em meio ao mais profundo e inexplicável silêncio divino (Mt. 27.46).
A segunda idéia à qual o tema do Pai Santo e da santidade está relacionada em João 17 é a obra salvífica de Jesus. Isso porque a santificação que o Pai santo pede dos Seus filhos só pode ser vivida em Cristo. É por isso que Jesus, conquanto nos desafie concretamente à vivência da santidade, nos faz provisão espiritual para que tal santificação seja uma possibilidade.

Sem tal provisão espiritual a vida cristã é simplesmente impossível.

Assim a diferença entre legalismo e santidade é que o primeiro é esforço humano e o segundo é obra do Espírito.
Jesus Cristo é a única provisão de Deus para a salvação humana. E salvação e santificação andam extremamente ligadas.
Deus está redimindo hoje o espírito humano de modo forense e judicial, por causa da obra de Jesus na cruz. No entanto, tal salvação também traz consigo o anúncio das boas-novas de um processo redentivo, multidimensional, que Deus continua a realizar, atingindo variados segmentos da nossa própria vida. (Fp. 2.13).

O fato de a salvação precisar ser desenvolvida, não significa que ela tem de ser conquistada. Nós só desenvolvemos aquilo que temos, e nós temos a salvação, definitivamente, pela fé na Graça de Cristo. Tal salvação, precisa apenas expandir-se, corporificar-se e multidimensionar-se na existência humana.

A salvação judicial e forense, por meio da fé em Jesus, deve desembocar num processo de humanização, tendo Jesus como protótipo, conforme diz Romanos 8.29 "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos".

Assim é que, metafisicamente, aos olhos de Deus, nós somos uma obra acabada. Sua graça nos fez totais aos Seus olhos, de modo que judicial e forensemente estamos justificados. Mas historicamente falando, porém, veja o que Paulo diz em Filipenses 3.12,13: "Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus". No versículo 16 diz ainda: “Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos”. O versículo 15 ele já havia dito: “Todos, pois que somos perfeitos, tenhamos este sentimento”. Os dois elementos (salvação-forense-judicial versus salvação-histórico-processual) estão presentes nestas citações.

Portanto, tal salvação-santificação tem que se desenvolver aqui, na História.Na maioria das vezes, a santificação tem sido entendida como sendo o “lado humano” da salvação. Ou seja: “Cristo nos salvou e cabe a nós tornarmos-nos dignos da salvação através da santificação”. No entanto, não há santificação possível que prescinda também da graça santificadora de Deus.
De fato, o grande segredo da santificação, como já dissemos, é estar em Cristo e tendo sempre a coragem de verificar se estamos mesmo Nele (II Co. 13.5) Este é o princípio essencial à santificação e às demais virtudes da fé cristã.

Só não concorda com isso as pessoas que não gostam da graça justamente porque a graça não lhes dá controle sobre a situação.

(Do livro - ORAÇÃO PARA VIVER E MORRER, publicado em 1994; e escrito em 92; por Caio Fabio)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sem simplicidade não há cura e graça

AOS QUERIDOS AMIGOS QUE PASSAM PELO BLOG, QUERO DESTACAR ESTE TEXTO SOBRE A GRAÇA. ELE É SIMPLES-MENTE ESCLARECEDOR... E TERRÍVEL!!! CONFIRAM, LEIAM ATÉ O FIM E COMENTEM!!!

O desespero do homem religioso, especialmente do cristão ou do judeu praticantes, é o mais intenso e forte desespero que o coração humano já experimentou. Isto porque esses dois credos religiosos são aqueles que propõe a salvação humana como obra de justiça própria, especialmente de natureza moral.
É verdade que qualquer cristão doutrinado que leia o que acabei de falar, imediatamente dirá que isto não é verdade quanto ao Cristianismo, e, especialmente, não é verdadeiro em relação ao Protestantismo, em razão de que o arcabouço doutrinário da Reforma postula a salvação pela fé na Graça de Jesus. Todavia, todos sabemos que a doutrina é esta, mas que na pratica isto nunca foi verdade para a "igreja".

Sim, porque prega-se essa salvação pela fé apenas como argumento alentador na chegada do "novo-crente". Porém, no dia seguinte ao da "Decisão de ser Crente", o individuo já começa a ser doutrinado na salvação e na santificação moral e autônoma, realidades essas que cada indivíduo tem que conquistar, a fim de se manter no posto da salvação pela via de sua irrepreensibilidade moral. Assim, inicia-se falando o Evangelho como sedução, e, uma vez feito o prosélito, imediatamente ele é transformado num cristão fariseu.

O que segue são barganhas e mais barganhas com Deus, acrescidas de um estado perene de inquietação, nervosismo e culpa—medo de cair... Ou, então, no caso do indivíduo estar se sentindo "bom" o suficiente para a agradar a Deus pelas suas próprias obras e pela sua própria moral, surge um ser arrogante, nojento e insuportável para a normalidade do convívio humano.

Assim nascem os crentes, tanto os neuróticos pela culpa e pela barganha, quanto também o crente santarado, que é esse ser da "dita-dura"; e que trata com raiva e com inveja aqueles aos quais acusa de serem "pecadores". Sim, porque nesse caso o espírito de juízo e acusação é proporcional à inveja que se tem da liberdade ou do "pecado" do outro.Tenho muita pena de ambos os grupos, mas especialmente dos que ficam neuróticos pelo peso das acusações que vêm dos crentes fariseus.

A leitura de Mateus 23 nos mostra que, para Jesus, esses tais eram seres profundamente danosos quando estabeleciam contato com outros seres humanos, sempre com a vontade obstinada de desconstruir a individualidade do outro, fazendo deste um clone do crente-boneco-fariseu. "Ai de vós..."—foi o que Jesus repetidamente disse a eles, aos fabricantes de "crentes em série".

Minha angústia tem a ver com o estado mental adoecido que esses cristãos-fariseus multiplicam e aprofundam a cada novo "discípulo" que fazem. Toda hora atendo "discípulos" desses "cristãos-fariseus" e, quase sempre, ou os encontro surtados de culpa, medo, débito e pânico de maldição, semi-esquizofrenizados, visto que para se amoldarem à fôrma dentro da qual são postos, a fim de se plastificarem nos moldes "legitimados" pela "religião dos bonequinhos movidos à corda", tais pessoas precisam matar a si mesmas, aceitando como novo "eu" a caricatura humana proposta pela "igreja".

Não há alma humana sensível e sincera que aceite tais coisas e não adoeça seriamente. Ora, faz anos que digo isto, bem como faz muito tempo que atendo pessoas sofrendo dos males de alma produzidos pela religião. No entanto, nos últimos anos, a "porteira da alma" se abriu, e boiada dos angustiados saiu numa corrida atropelada, buscando aos pinotes de angustia um pasto de liberdade.Os vícios mentais incutidos pela religião, todavia, são os mais difíceis de serem removidos e tratados. Isto porque quando você ensina às pessoas acerca da Graça de Deus, a questão que invariavelmente chega, é a mesma: "Mas como pode ser tão simples? Não há mais nada a fazer a não ser confiar que já está pago e viver apenas nesta fé?"—é o que me perguntam.

A pedra de tropeço dos crentes é o Evangelho de Jesus. Sim, são os crentes os que mais dificuldade têm de crer que é apenas crer.

De fato, a maioria sofre da Síndrome de Naamã, o Sírio. Sendo general importante e sofrendo de lepra, foi-lhe recomendado a ir até a presença de Eliseu, o profeta de Samaria. Ao chegar lá, o profeta nem mesmo saiu de casa a fim de atender o general, mas apenas mandou que ele fosse até as águas do Jordão e se lavasse 7 vezes. Naamã não quis ir. Achou simples de-mais. Esperava que Eliseu viesse, lhe prestasse honras, dedicasse a ele um rito, movesse as mãos sobre as feridas dele, e, assim, feitos "os trabalhos", Naamão fosse declarado curado. De fato, tão contrariado ficou o general, que já estava indo embora, quando um de seus servos lhe disse: "Se o profeta tivesse recomendado algo difícil e complicado tu não o farias? Ora, por que não fazes o que ele manda apenas por que é simples?"

O que vejo prevalecer entre os cristãos é que mentalidade do "difícil", a consciência pagã de Naamã, e os mecanismos de cura pagã, sempre carregados de "correntes e campanhas", todas baseadas em barganhas com a divindade, sendo que tal pratica é desavergonhadamente chamada de "sacrifício". Para esses nunca haverá descanso, nem paz e nem a alegria que vem da segurança que se arrima na fé simples. Enquanto os crentes obedecerem a espiritualidade de Naamã, o Evangelho não produzirá nenhum bem em suas almas!

Toda hora me vêm pessoas que me dizem que não entendem como quando passaram a apenas aceitar a simplicidade do Evangelho de Jesus, e crer que está tudo feito e pago, e que a vida com Deus é simples, e que o andar com Jesus é sereno, pois, é fruto da confiança no que Ele já fez por todos nós — tudo começou inexplicavelmente a mudar para o bem em seus corações. Mas alguns estão tão viciados na barganha com Deus e nos muitos e intermináveis sacrifícios de presença a todos os cultos, células, campanhas, atividades, e muita mão de obra dedicada aos líderes da "igreja", que não conseguem nem mesmo crer que o bem que lhes está atingindo é verdadeiro; pois, para tais pessoas, "não é possível que seja só isto".

Todavia, é simples mesmo; e bem-aventurados são aqueles que não tropeçam na Pedra de Tropeço e nem na Rocha de Escândalo, que é Jesus, e nem na total simplicidade de Seu Caminho, que é o único Caminho de Paz para a vida.

Quem não crê, que faça seu próprio caminho pelos infindáveis labirintos da religião...

Eu, todavia, me agrado de todo o coração no que Jesus já fez por mim, perdoando todos os meus pecados, me justificando perante anjos, demônios e homens, dando-me a chance de andar com tranqüilidade e paz entre os homens, com o coração pacificado na confiança no amor de Deus, de cujas mãos ninguém e nem coisa alguma pode me arrebatar.

"Quem crê tem..."— disse Jesus. Sim, quem crê tem tudo. Quem não crê, todavia, pode ter tudo — igreja, moral, credo, dogma, sacrifícios, barganhas, etc...—, porém, não terá nem paz e nem descanso, visto que paz e descanso apenas habitam a fé simples, que não pergunta: "Quem subirá aos céus? (isto é: para trazer Jesus à Terra pela encarnação); e nem tampouco diz: Quem descerá ao inferno? (isto é: para dar uma ajudinha a Jesus na ressurreição dos mortos)."

Sim, a fé conforme o Evangelho sabe que a Graça não está longe; ao contrário: sabe que ela está bem perto, na boca e no coração; pois "se com a boca se confessa a Jesus como Senhor..., e, no coração se crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos, se é salvo; pois com o coração se crê para obtenção da justiça justificadora de Deus (pela fé); e, com a boca se faz a confissão em fé acerca da salvação que já é nossa; e já foi consumada e acabada por Jesus em favor de todo aquele que crê com simplicidade e confiança.

Mas como disse, é essa simplicidade do Evangelho que acaba sendo a Pedra de Tropeço dos crentes. E, assim, deixando a Rocha da Salvação, se entregam às infindáveis barganhas patrocinadas pelos Líderes Fariseus, os quais não contentes em se fazerem filhos do inferno (conforme Jesus disse), ainda desejam corromper a alma de muitos, criando seres atormentados pelas chamas das culpas e acusações do inferno, negando a eles a chance de viverem em liberdade no amor de Deus.

Portanto, saibam todos: sem fé simples e pura, posta em Jesus, confiante no Evangelho da Graça, não há nem paz, nem alegria, nem espontaneidade diante de Deus, e, sobretudo, não há saúde de alma para viver a vida como Vida, e não como tormento sem fim.

Ora, quando é assim a religião se torna a ante-sala do inferno!

Nele, em Quem tudo é simples,

Caio
www.caiofabio.com.br

domingo, 17 de janeiro de 2016

Um Cinturião encontra Graça


Um homem bom me disse que fraudou um concurso público há mais de 20 anos; pois, tendo tentado passar para o cargo, na Marinha do Brasil [sua paixão de infância], não conseguiu; e, no desespero de fazer o que sonhara como carreira...- pagou para passar; e passou.

Ninguém sabe de nada até hoje.

Hoje em dia ele tem lido o site, ouvido a rádio, visto a Vem e Vê TV, e, agora, já não agüenta o sentimento que o vem atormentando: desejo de se entregar e sofrer as conseqüências.

Eu não o deixei fazer isto!

Primeiro, porque já faz 20 anos. Hoje ele é casado, sustenta três filhos, os pais doentes e velhos, e ainda alguns outros parentes muito pobres.

Segundo, porque ele já anda arrependido faz anos. E, agora, com o novo amor por Deus, surgiu a necessidade meio auto-justificada de fazer tais reparos que nada reparam mais.

Terceiro, porque ele ama o que faz, e é melhor funcionário da Marinha do Brasil do que muitos que passaram e não amam o que fazem.

Quarto, porque ele já foi perdoado, e, no coração dele, ele sabe disso. Portanto, não há porque se esfolar num sacrifício que Deus não está pedindo.

Afinal, diz o Senhor:

“Misericórdia quero; e não sacrifício!”

Quem disse “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”; ou: “Vai e não peques mais” — é o mesmo que enviou aquela alminha angustiada em paz para sua casa, para sua mulher amada, seus filhos, seus pais, seus amigos e sua vida.

João disse que se virmos um irmão pecar não para a morte [que são os pecados do ódio crônico], devemos orar por ele, e, assim, diz o apóstolo, “o Senhor o perdoará”.

Estamos neste mundo também para responsável e amorosamente ajudarmos os homens a crerem no perdão dos pecados, e, também, de obras mortas.


Nele, que tem prazer em perdoar e libertar,


Caio

18 de setembro de 2008
Lago Norte
Brasília
DF

sábado, 9 de janeiro de 2016

Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?


Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.

Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.

Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.

O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.

Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.

Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.

O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.

Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.

É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.

É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.

É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.

Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.

Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.

Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.

O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.

É simples assim.

O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.

Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.

É ou não é?


Caio

01 de outubro de 08
Lago Norte
Brasília
DF
www.caiofabio.com
www.vemevetv.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

NÃO SE MATE. APENAS MORRA! por Caio Fábio


Jesus disse. Portanto, não adianta. Se não morrer, não nasce. Se não morrer, fica só. E não dá o fruto da vida, o fruto do ser, que é a manifestação crescente do ser na tomada da consciência transformadora. Mas se morrer, esse dá muito fruto; pois a vida da semente que hoje somos, só se manifesta se tivermos a coragem-fé de morrermos para a mentira de ser, entregando-nos à morte, que na existência significa a desistência de toda justiça própria, de toda auto-justificação, de toda fantasia sobre nós e o mundo; bem como das fantasias do “si - mesmo”; e também desistirmos das importâncias de nossos próprios pensamentos ou sentimentos, mergulhando assim no abismo da fé, que é chão para andar apenas segundo a Palavra.

Ora, esse morrer que faz nascer é crescente em nossa percepção. Mas se estabelece pela decisão interior que possamos fazer de buscar dar nome aos nossos sentimentos todos, sem deixarmo-nos levar pelos impulsos românticos e auto-enganados que nos afastem da verdade, ou que nos levem a fazer transferência de responsabilidade para fora de nós.

Nossa morte tem na Cruz sua expressão de poder e de inclusão. De inclusão pelo que Jesus fez; e de expressão de poder, pois, manifesta de modo histórico e dramático o e os atos de morte e de entrega que temos que fazer um dia, para termos que fazer todos os dias, sempre.

Jesus desconstituiu o poder da morte pelo poder de Seu viver-morrer sem o espírito da morte!

Mas nossa morte deve ser também desistência das vaidades e tolices das importâncias deste mundo.

Ora, isto significa somente celebrar em si mesmo o que é conquista da verdade interior.

Se o ser cresceu para dentro de Deus em conhecimento e amizade, então eu ganhei. Se não, então mesmo conquistando tudo ante todos, eu não ganhei nada.

Não há esforço em morrer. Para morrer basta desistir. Desistir, nesse caso, daquilo que é a morte se maquiando de vida.

O negócio não é se matar, é morrer!

Entretanto, se por todos os meios e modos o individuo não se move em seu ser, se não se converte, se não se deixa morrer, conforme o dia e a necessidade da hora — pode chegar a hora do amor de Deus se manifestar a ele como um morrer mortal, fulminante, existencialmente apocalíptico, a fim de sepultá-lo à força, posto que somente conhecendo a morte como manifestação candentemente dramática, essa pessoa morrerá, por já ter morrido para o mundo; e, assim, quem sabe, possa aproveitar a chance de ter sido feita morta de algum modo para a percepção dos outros, para, então, viver segundo Deus, conforme é o chamado da vida, e que pode ser atendido sem a necessidade de intervenções dramáticas de morte para a vida, mas apenas pela decisão-consciência-ato-verdade de todos os dias de nossa existência, entregando-nos ao morrer.

Se não for assim, tudo o mais de “bom” terá aparência de sabedoria, de piedade, de elegância, de intelectualidade, de fervor, de humanidade, de indulgência, de sensibilidade psicológica, de belas construções de sentimento, de leveza no dizer as coisas, de poesia, de bons ideais, de alvos estabelecidos; ou do oposto de tudo isso, o que nos levaria a mais indelével e charmosa anarquia — mas ainda deixa o individuo vivo para o “si - mesmo”.

Sim! Cada vez mais vivo segundo o “si - mesmo”; posto que o “si - mesmo” se alimenta de cada uma das coisas que eu acima mencionei.

Assim, termino como comecei, pois esta é uma viagem que vai espiralada na horizontal, e que cresce como se fosse um tubo que virará um cone, mas que leva a pessoa outra vez e outra vez pela mesma rota de antes, só que na dimensão de sua atual fase na jornada cronológica; ou seja: histórica.

Portanto, repito:

Não adianta. Se não morrer, não nasce. Se não morrer, fica só. E não dá o fruto da vida, o fruto do ser, que é a manifestação crescente do ser na tomada da consciência transformada e transformadora, em Cristo, conforme Jesus.

Em cada frase eu quis dizer o que disse. Assim, perdão, mas se não entendeu, leia outra vez.

Caio

sábado, 3 de abril de 2010

FRASES PARA SUA REFLEXÃO por Caio Fábio

"Quando você, de fato, conhece Cristo, o máximo que a igreja pode te fazer é te chatear, mas ela não tem mais o poder de te tirar do caminho. O problema é que somos muito mais da igreja do que de Jesus, somos seres muito mais das performances religiosas do que da Verdade, somos seres muito mais intencionados com os representantes de Deus do que com o único mediador entre Deus e os homens, que é Jesus.

Quando você está conectado com Jesus, se a igreja está bem, está bem! Se a igreja está mal, você não está mal, e ela não poderá interferir no seu relacionamento com Jesus".



"Quando acaba a divisão entre pensamento e oração; entre meditação e oração; entre reflexão e oração — então, ora-se sem cessar!
Orar sem cessar é existir conscientemente em Deus.
É não pensar na pessoa de Deus.
Entendeu?
É fazer o processo de pensar, sentir, refletir e meditar, acontecer em Deus.
Muda tudo."


"Amigo de verdade é aquele que você pode contar com ele também abaixo da linha-da-moral".

"Peco por isso sou pecador, não! Sou pecador por isso, peco".

"Quem se enxerga não tem como não agir misericordiosamente com o próximo".

"O Verbo se fez Carne...agora tem que ser vivído, não interpretado".

"A Igreja premia o esperto e pune o sincero".

"Ora, na Casa da Proibição que não serve o Pão, todo desejo reprimido vira compulsão..."

"Nele, quem não levou susto com nada do que fizemos,
Caio".


"Deus escolheu ser amado no próximo".

"Uma coisa eu sei: Quando a pessoa se aquieta em Deus, ela sabe que para cada anomalia ou disfunção humana há uma Graça própria, então, os monstros se afugentam, e a alma vai descansando... Até entrar na paz profunda."

sábado, 20 de março de 2010

A PERFEITA IMPERFEIÇÃO DA IGREJA por Caio Fábio


LEIA: MATEUS 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome... aí estou eu no meio deles”. Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá sentido à igreja, ou seja: ele ensina o que realiza a verdade da igreja como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é a mesma que fala de harmonia como se o que estivesse em curso fosse uma afinação de instrumentos.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas quando diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta e necessitados de dizer: “senhor! Aumenta-nos a fé, pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os pagãos que observam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.

“olhem como se ama!” __ era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto __ a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar sem ensaio e desempenho como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus... O melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude... Se for honesta com a nossa própria queda e, sobretudo sincera com a graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... Humildade para ser - sem ser ainda o que deseja: humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela todos os dias nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar e oferecer-se como a representante de deus na terra.

Quem desejar... Que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado essa empáfia e formos apenas gente da graça então assustados veremos o respeito que o mundo nos terá conforme aconteceu até ao ano 332 da presente era ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas.

E havia problemas antes disso? Sim. Sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a história sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da igreja que abalou o império romano. Foi a sua perfeição-imperfeição, ou seja: sua humanidade sob a graça e que falava da boa nova em Jesus... Não nela mesma.
Nela havia humildade - serviço - confissão - comunhão e coragem sem empáfia.

Me sinto um bobo escrevendo coisas tão básicas, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não tem umbigo e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver UE alguns dizem: “é assim mesmo... Temos que nos acostumar... Quando é que já foi diferente?”

Bem... Foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na graça e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição __ mesmo quando diz: “sede perfeitos como perfeito é vosso pai...” __ pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição e assim imitar o pai não em sua perfeita-perfeição, mas em sua graça que ele derrama sobre justos e injustos.

A perfeição da igreja é ser humildemente filha desse pai que a todos trata com misericórdia!

Quem não for cego... Que veja. Quem não for surdo... Que ouça. Quem tiver entendimento... Não o feche e quem tiver sido objeto da graça que sirva aos outros.

Nossa perfeição é a justiça de Cristo!



Caio fabio

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O PARADOXO DA DECISÃO


Toda de-cisão tem que ter um começo. Sem começo não há de-cisão, e sem decisão não há começo de nada.

Saber disso muda a vida, seja no âmbito mais simples ou no mais complexo.

De-cisão não é apenas boa intenção. Boa intenção é a sepultura dos covardes que não fazem nada além de falar, falar, falar...

É completamente triste e devastador quando você encontra pessoas viciadas em “boas intenções”; e que em geral são pessoas incapacitadas de realizar o que “formulam”, justamente porque sua “bem intencionada conversa” é apenas uma máscara que esconde a incapacidade dela (o pensar, o falar, o propor) realmente se tomar uma de-cisão.
Sem decisão toda boa intenção já está morta!

Toda decisão carrega, para quem a pratica, a possibilidade do pecado. Pois quem sabe se a boa intenção é mesmo boa?

A questão é que a decisão precisa ser boa, e nenhum de nós sabe além de sua própria intenção.

Por isto, se somos chamados para boas obras, também o somos para que as façamos com alegria, apesar de não sabermos se no fim elas todas serão realizadoras do bem.

Ora, isto tudo parece nos colocar num “chão” de total paradoxo; visto que sou chamado a fazer com boa intenção todas as coisas, ao mesmo tempo em que não sei se o que eu chamo de “bom” é de fato o que Deus chama de Bem.

E ainda sou chamado a fazer todas as coisas com alegria e gratidão...

Portanto, para o ser que se decide, tal ato implica numa entrega, pois, de fato, não se sabe nada sobre aquilo acerca do que se decide. Sim, nunca!

Dessa forma, vindo a ser para o bem, ou para o mal, a decisão precisa ser em fé e boa consciência; posto que somente o tempo revelará se foi boa ou má a abra que fiz.
Assim, meu chamado é para a obediência em razão de que toda de-cisão deve gerar alguma “partida”; alguma cisão.

Cordões umbilicais se partem...

Não nasce um homem sem de-cisão!

A obediência sempre será por muitos outros olhos vista como desobediência, visto que num mundo caído o que é bom para uns nem sempre é bom para todos; na maioria das vezes a minha benção é vista como algo péssimo para algum outro ser humano, no mínimo.

O que nos salva da loucura é a ignorância!

Esta é minha melhor lucidez!

Isto porque se soubéssemos quais são os desdobramentos de todas as nossas ações e decisões, provavelmente não suportássemos.

E a pura ironia talvez fosse ver que nossas boas intenções nem sempre geraram o bem; e algumas de nossas obras más nem sempre realizaram o mal.

“Ri-se deles o Senhor...”

Eu, porém, carrego toda a culpa pela primeira; e não tenho mérito pela segunda.
Assim, conclui-se que o coração do homem faz planos, mas a resposta certa vem da boca do Senhor.

Daí Paulo dizer que tudo o que não provém de fé é pecado. Pois o que nos salva da moralidade judiciosa e enlouquecedora das decisões é a fé que age com boa consciência diante de Deus.

Do contrário...sem fé...todo ato de obediência se tornaria loucura. Cada um, porém, tem que decidir conforme sua própria consciência, mesmo que isto seja “desobediência” para quem observa.

Esta será sempre a sua sanidade!

O covarde que não entrará no Reino dos Céus é todo aquele que teme decidir pelo bem revelado, pois achou mais segurança no mal como estabilidade.

Caio

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Movimento pela Regeneração da Igreja


Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.

Portanto, eis como segue:

1. Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!

2. Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.

3. Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.

4. As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um "improviso", um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.

5. Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.

6. Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.

7. Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.

8. A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: "Quem me vê a mim, vê o Pai" [...] "Eu e o Pai somos Um".

9. Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.

10. Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.

11. Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

12. Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.

13. Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.

14. Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.

15. É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:

15.1. O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.

15.2. Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do "nome de Jesus", porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.

15.3. Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas "em nome de Jesus", os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como "igreja" e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.

15.4. Que não é mais possível usar termos como "evangélico", que deveria significar "aquilo que carrega a qualidade do Evangelho", nem termos como "Igreja", que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que "evangélico" tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e "Igreja" tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.

15.5. Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.

15.6. Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: "Sai do meio dela, ó povo meu!" Sim, pois "o Senhor conhece os que Lhe pertencem"; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no "mundo", mas, sobretudo, no "ambiente chamado 'igreja'"; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.

15.7. Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo "Senhor, Senhor" que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível "Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade".

15.8. Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a "igreja" precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.

15.9. Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado "em nome de Jesus", nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.

15.10. Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.

Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,

Caio Fábio

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sábado, 24 de outubro de 2009

PAZ - Empenhe-se em alcançá-la!


Busque a PAZ e empenhe-se em alcançá-la, esse é o grande bem.

A grande vitória não é ter razão, a grande vitória é pacificar.

Jesus não disse: bem aventurados os que provam as suas razões, porque serão
chamados filhos de Deus.

Jesus disse: "Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados
filhos de Deus".

Alguém tem que ceder quando ninguém cede.

O ideal é que todo mundo ceda, mas se ninguém cede... Ceda!

Caio Fábio (em pregação)

sábado, 12 de setembro de 2009

Eu creio em Jesus se Ele não passar dos limites


João 8.

Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar...
Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa...

Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.

A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Seus palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio...]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria...

Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram...

Indagaram...

Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?

Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado... No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.

Reagiram... Zangaram-se... Ficaram brabos...

Jesus replicou... Não deixou passar... Prosseguiu... Provocou...

O assunto do pedigree continuou...

Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão... Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito... De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé...

Eles ficaram com ódio...

Partiram para a ignorância...

Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios...

Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa..., e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que... desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida...

Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões...
Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”...

É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”...

Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano...
Em geral esse é um conflito apenas de crentes...

Pense nisso!...

Nele,

Caio

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Deus sem problema!


Quem parte para a vida pensando que não haverá problemas e aflições... estará vivendo sob profundo engano diabólico, ainda que muitas vezes praticado com esperança em Deus!

Então, vêm aquelas questões de sempre:...

Por que Deus não me poupou?

Sendo Deus Onisciente, não sabia que seria assim comigo?...

E se sabia, não teve poder para impedir?...

Se tinha o poder para impedir, por que não o fez?...

Terá Deus sido apanhado de surpresa pelos fatos da existência?...

Não precisava Deus do pecado e da desobediência a fim de desenvolver seu “plano”, embora não tenha a honestidade de dizer que sem “Queda” não haveria progresso?...

Deus, no entanto, não tenta se explicar...

Sim, sendo tudo o que É..., Ele, todavia, nada explica...

De fato, o que parece é que Deus age como a Natureza que Ele criou e que bem expressa Seus modos e atributos, conforme diz Paulo.

Sim, pois a Natureza não conhece problemas, mas apenas soluções...

Assim é Deus..., sem ser cego, antes sabendo tudo, mas, assim mesmo, deixando tudo ser cada coisa na busca e no encontro de soluções; pois, para Deus, existir não é um problema, o problema é não existir; e pior: o problema é não aceitar que problemas são apenas vias de soluções...

Pense nisso!

Caio

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Espírito da Palavra


Sendo o Verbo, como Ele não conheceria um derivado da Palavra, que é a Escritura?

A questão, porém, é outra: Como Jesus lia as Escrituras? Ou como ouvia as palavras dela?

Aqui falo do modo como Jesus interpretou as Escrituras, e do espírito de entendimento que Ele nos dá a fim a discernirmos a Palavra na Escritura.


Isto porque Jesus diz que Suas palavras são a Palavra, e nos recomenda que as percebamos como espírito e vida, e não como letra estática, morta, mumificada, e que se oferece para exumação aos "Caçadores de Múmias", nos quais se tornaram muitos exegetas e hermeutas da Escritura.

Um exemplo extraordinário está mostrado em Lucas 20: 27-40 e Mateus 22: 23-33.

A narrativa diz que chegaram alguns dos saduceus, que diziam não haver ressurreição—e que também não criam em anjos e em coisas do gênero—, e perguntaram-lhe:

Mestre, Moisés nos deixou escrito que se morrer alguém casado, porém sem filhos, o irmão dele deve casar-se com a viúva de seu irmão, a fim de lhe suscitar descendência.

Pois bem, havia, entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos; então o segundo, e depois o terceiro; e assim todos os sete tanto se casaram com ela, como também morreram, sem deixar filhos.

Ora, os saduceus não criam em ressurreição, e nem em anjos. Jesus ensinava o oposto.

Alguém diria: que sorte da mulher deles!

Enfim, morreu também a mulher.

Todos estavam ouvindo. Então, eles disseram:

Agora é o problema. Nossa questão é a seguinte: Na ressurreição, de qual deles será ela esposa, pois os sete por esposa a tiveram?

Respondeu-lhes Jesus:

Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus.

Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são como os anjos nos céus, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.

E já que eles tinham usado o letrismo de Moisés a fim de criar uma Escritura, literalmente, sem espírito, Jesus também lhes disse, citando Moisés:

Quanto a ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, quando o próprio Moisés indicou, na passagem a respeito da sarça, chamando ao Senhor de o Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó?

Ora, Ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele todos vivem!

Veja por você mesmo. Peça a Deus que o ilumine, a fim de que você discirna o espírito da Palavra.

Jesus é questionado com algo que deveria criar um problema moral e legal para a mensagem da ressurreição, visto que a Doutrina Moral, para os saduceus—que eram também, na sua maioria, da classe sacerdotal—, era muito mais importante que a vida; pois quem perde o espírito da Palavra, fica apenas com a falta de ressurreição das letras da Escritura.

Então, Jesus lhes responde apanhando o problema moral e legal, e o redimensionando na escala do espírito. Simplesmente diz que a imortalidade também não será moral e nem legal. E isto porque os elementos que condicionam a legalidade e moralidade são inexistentes numa dimensão onde cada um experimenta individuação completa e mergulha no amor e no entendimento absoluto.

No entanto, Ele fala não apenas do que sabe em-si-mesmo. Ele toma a Escritura em Gênesis—cujo texto, em total simplicidade, Jesus atribui a Moisés—, e mostra o que não está escrito, porém está dito.

O espírito da Palavra não está no que está escrito, mas no que está dito. E o modo como Jesus lê as Escrituras nos mostra a diferença entre uma coisa e outra; entre a letra e o espírito da Palavra.

Não está escrito que Deus é Deus de vivos e não de mortos, e que, portanto, a ressurreição é um estado também natural.

Em nenhum lugar do Velho Testamento isto está escrito. Todavia, está dito. E Jesus nos mostra isto apenas mostrando a sutileza do espírito do texto, e que se manifesta pela simples afirmação PRESENTE de que Deus É o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E como não se diz que Deus FOI o Deus daqueles homens; e como mesmo os três tendo existido na Terra em estado de contemporaneidade por algum espaço de tempo; tendo eles também morrido em sucessão; seria uma incongruência não os enterrar no passado da história, se tivessem morrido. Como porém viviam; era certo chamá-los na relação de vida PERMANENTE diante de Deus, pois para Deus, todos vivem.

Assim, Jesus não lhes tira dúvidas. Ao contrário, lança dúvidas nas certezas deles com a simples afirmação de Seu imperturbável entendimento espiritual. E mostra a eles que era Verdade o que Ele dizia, mas os deixa sem poder pegar em nada, visto que aquilo não estava escrito para dizer o que Ele disse, ainda que dissesse exatamente isto.

É assim o espírito da Palavra!


Caio

sábado, 8 de agosto de 2009

PROVÉRBIOS DO EVANGELHO - PARTE 2


Neste texto quando eu aludir a Consciente, referir-me-ei ao homem sensato; e quando falar do Tolo..., estarei falando do Insensato ou do Simples em sua ingenuidade patológica ou deliberada em razão de processos de auto-engano.

22. O Consciente se satisfaz com a serenidade de seu ser, mas o Tolo somente é feliz se não houver nele nenhuma serenidade.

23. O Consciente não se obriga pelos caprichos de nenhuma maioria, mas o Tolo somente anda conforme os ditames majoritários.

24. O Consciente mede e discerne o peso de sua importância na vida, mas sabe que ela sempre será relativa; porém o Tolo julga que sem ele tudo o que foi feito não permanecerá.

25. O Consciente confia no vento e no seu poder incontrolável de espalhar sementes, mas o Tolo acha que se ele não industrializar o plantio..., sua existência não será produtiva.

26. O Consciente vive pela fé; o Tolo, porém, vive do que ele ache que possa controlar ou manipular.

27. O Consciente nunca não vai com a cara de alguém apenas por não ir, mas o Tolo desgosta de tudo e todos que lhe pareçam concorrência.

28. O Consciente sabe que deve amar a todos, embora tenha o privilégio de gostar de muitos; mas para o Tolo amor só se deve ter por quem se gosta pela concordância.

29. O Consciente sabe que toda vingança aumenta o mal muitas vezes mais, e, por isto, nunca recorre a ela; mas o Tolo prefere acabar o mundo a não vazar seu ódio como vingança.

30. O Consciente somente gosta de ganhar em parceria, mas o Tolo quer sempre ganhar sozinho.

31. O Consciente vive para fazer fácil a vida, mas o Tolo ama as complexidades.

32. O caminho do Consciente fica dia a dia mais simples, mas o caminho do Tolo vai se tornando um labirinto.

33. O Consciente cresce em todas as tribulações, mas o Tolo lamuria e cresce em desconfiança em cada uma delas.

34. O Consciente transforma traumas em lições, mas o Tolo os alimenta como álibis.

35. O Consciente não despreza nada e a tudo pondera, mas o Tolo elege as suas fontes.

36. O Consciente não vê em ninguém um competidor, mas apenas mais um auxilio; o Tolo, porém, vê em cada outro dom uma ameaça à sua vida e pregresso.

37. O Consciente foge da justiça dos homens, e busca conciliação pacifica; mas o Tolo ama os tribunais.

38. O Consciente aposta no trabalho, mas o Tolo aposta no jogo.
39. A Conquista do Consciente permanece, posto que seja de natureza espiritual, e, portanto, não passageira; mas o ganho miraculoso do Tolo desvanece-se antes do proveito.

40. O Consciente ama a simplicidade dos simples e a calma dos idosos, mas o Tolo apenas dá atenção ao que lhe possa auferir ganhos de alguma forma no instante.

41. O Consciente ama o mandamento da Vida, mas o Tolo acha tudo uma obrigação.

42. O Consciente busca renovar-se todos os dias, mas o Tolo busca adaptar-se todos os dias.

43. O Consciente crescerá em consciência...

44. O Tolo viciar-se-á em seus modos, e neles morrerá...; a menos que se converta à verdade que liberta a mente para aprender a sabedoria.

Nele, Jesus, de Quem aprendi que todas as coisas acima são Provérbios da Vida no Evangelho, deixo estes pequenos provérbios a fim de ajudar a simplificar o seu entendimento quanto ao fato de que a vida é conforme a semente,

Caio Fábio