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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Poder de um Paradigma - 2

Desde que decidi que entregaria o controle da minha vida a Jesus, aos 16 anos, tenho andado na radicalidade dos evangélicos pentecostais e neo-pentecostais.

Nada de beber, nada de fumar, nada de falar palavrões, ter tempo devocional todos os dias, orar e ler muito a Bíblia. Tudo, tudo para agradar a Deus. Tudo, tudo para ser agradável a Deus. Tudo, tudo porque no fundo, achava que tinha que merecer as coisas de Deus.

Me lembro quando fizemos uma pesquisa com a liderança da igreja e verificamos que quase 100% deles não tinha tempo devocional todos os dias. Pra mim era um escândalo. Líderes têm que ser exemplos!

Mas o tempo foi passando, a patrola de Deus foi passando por cima de mim e meus planos, e muito melhor do que isso, o amor de Deus e o entendimento da sua graça foi se revelando quando vez maior, de tal forma que em 2007 depus as armas.

O entendimento de que não precisava fazer nada pra ser aceito, de que a salvação não era uma corrida meritória, e que, ao contrário, sou pecador e nada do que eu faça é 100% bom e agradável a Deus, fez a maior mudança de toda a minha vida.

Me libertou de temores, de conceitos de moralidade, de julgamentos dos outros, de culpa retida, de ansiedade pelo futuro que desmotiva e da utopia dos inúmeros sonhos religiosos.

Me libertou da busca da melhor estrutura para uma igreja (em células, nas casas, com propósitos, rede ministerial, congregacional, G12, G5 etc), da melhor forma de adoração (tradicional, extravagante, com dança, com cânticos espirituais, com cânticos espontâneos), da melhor estrutura de liderança (presbitério plural, colegiado, cobertura regional, bispado), do melhor ministério (pastoral, profético, apostólico), da melhor forma de evangelismo (festas, danças, teatro, 4 leis espirituais, testemunho de milagres, esportes), dos melhores dons (línguas, interpretação, visão, profecias, expulsão de demônios).

Me libertou do preconceito de religiões, das cerimônias de sacrifícios, do sacerdócio de um só homem, quebrou as paredes do meu culto a Deus e me deu paz com Deus.

Isso porque, encontrei tudo isso o que procurava. Procurei os melhores, os maiores do Brasil e alguns fora dele. Tudo muito bom, tudo muito importante, mas a base estava totalmente errada. Tudo o que vi estava alicerçado no pântano da meritocracia.

Vi que não adiantava a melhor estrutura, a melhor forma de adoração, o melhor ministério, os melhores dons, o melhor evangelismo, se tudo isso causa mais peso porque não consigo alcançar resultados satisfatórios, mais culpa porque não consigo fazer sempre o que é certo, mais hipocrisia porque não consigo ser melhor, e por isso vou "parecendo" melhor a cada dia.

Tudo isso acabou por causa da quebra do paradigma de tudo na minha vida posso ter se merecer. Sofro com as minhas recaídas, sim, mas creio estar convertendo dia a dia ao Senhor.

A GRAÇA entrou e mudou tudo.

Antes me preocupava muito com o diabo. Toda minha força, a maioria das minhas orações e até cânticos eram para e contra ele, reforçando a sua presença na minha vida e meu medo do seu poder.

Minha vida hoje é mais pacata, muito mais tranquila. Vivo preocupado com Deus, com minha família e com as pessoas com quem convivo. Vivo preocupado em fazer melhor o que faço por amor a Deus e às pessoas. Corro não mais para alcançar fama, poder e privilégios, mas para contribuir, de alguma forma, com as pessoas com quem convivo.

Tudo isso pela GRAÇA. Pelo amor de Deus. Por causa de Jesus.

Minha oração é que em 2009 haja a mudança deste paradigma na sua vida. Depois disso, a vida vai ficar muito mais simples de se viver. Se você ainda não entendeu a GRAÇA de DEUS, escreva pra mim. Vamos compartilhar sobre a liberdade que há para todos nós.

Feliz 2009.

Roberto Lima, 12/01/09

sábado, 10 de janeiro de 2009

O Poder de um Paradigma - 1

Como se tentava curar as pessoas na Idade Média? Por meio de sangrias. Qual era o paradigma? O mal estava no sangue, então era preciso extraí-lo.

Um exemplo vivo disso é a morte de George Washington. Embora os livros de história digam que ele morreu devido a uma infecção na garganta, provavelmente ele morreu por causa da sangria. A infecção na garganta era o sintoma de alguma outra coisa, mas como o paradigma era que o mal estava no sangue, os médicos tiraram grande quantidade de sangue num período de 24 horas.

Nós somos aconselhados a não doar mais do que um litro de sangue a cada dois meses, se nossa saúde é boa. Imagine o que deve ter acontecido com o pobre George Washington.

Imagine agora a revolução que ocorreu quando, Semmelweis na Hungria, Pasteur na França e outros cientistas empíricos concluíram que os germes eram a principal causa das doenças?

Isso imediatamente explicou porque as mulheres queriam que seus partos fossem feitos por parteiras. As parteiras eram mais limpas. Elas se lavavam. Isso explicou por que nos campos de batalhas mais homens morriam devido a infecções do que a tiros. As doenças se espalhavam atrás da linha de frente por meio de germes. Essa teoria orienta as práticas de saúde até os dias de hoje.

Se desejamos fazer pequenas mudanças e melhorias pontuais, devemos trabalhar nas práticas, hábitos, comportamentos ou atitudes. Se queremos fazer mudanças significativas, quânticas, devemos trabalhar nos paradigmas. Grandes mudanças ocorrem quando os paradigmas são mudados.

A palavra paradigma deriva da palavra grega paradeigma, originalmente um termo científico, hoje usado na linguagem comum para significar uma percepção, uma premissa, uma teoria, um marco de referência ou uma lente através da qual vemos o mundo.

É como o mapa de um território ou de uma cidade. Se estiver errado, não fará diferença o quanto nos empenharmos para achar nosso destino ou como pensemos de modo positivo – continuamos perdidos. Se o mapa estiver correto, então tudo o que fizermos ganhará importância e propósito.

Mas só se estiver correto.

Stephen R. Covey – O 8º Hábito - Da Eficência à Grandeza – pgs 21 e 22.