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terça-feira, 5 de maio de 2009

O “CRISTIANISMO” COMO O PIOR ADVERSÁRIO DO EVANGELHO...


O fato simples é que sem religião, Jesus é quase irresistível, quando exposto em Sua nudez de simplicidade.

Disse “quase irresistível” porque existem os que odeiam o bem e o bom.

Entretanto, na maioria das vezes, em qualquer lugar e cultura, a mera apresentação de Jesus, sem doutrinações, sem vínculos culturais, sem adereços e penduricalhos, o torna insuportavelmente desejável.

Infelizmente, salvo pequenos spots de total ignorância acerca da existência do “Cristianismo” [que é o maior dificultador de Jesus na Terra], Jesus não mais chega sem ter sido precedido pelo anti-testemunho do Evangelho feito pelo “Cristianismo” e sua história de morte, perseguições, corrupção e perversão do Evangelho.

Se a humanidade tivesse uma amnésia total acerca do “Cristianismo”, e Jesus, somente Ele, fosse pregado na simplicidade com a qual Ele mesmo anunciou o Evangelho, então, creia: uma explosão aconteceria.

O “Cristianismo”, todavia, inviabilizou o Evangelho como testemunho universal!

Assim, é a Religião dos Cristãos o poder mais cria antagonismo ao Evangelho entre os homens.

Os Judeus já teriam outra atitude frente ao Evangelho não fosse o Cristianismo.

O mesmo se pode dizer dos Islâmicos...

O mesmo se pode dizer dos Hindus e Budistas...; e de todos os demais grupos históricos importantes.

Os cultos Africanos caso não tivessem sido demonizados pelo “Cristianismo” das formas culturais, e pela impaciência religiosa do “crsistãos”, também não fariam resistência, assim como em geral os índios, quando apenas expostos ao Evangelho, não o rejeitam, antes abraçam Jesus como um menino abraça um amigo.

O “Cristianismo”, no entanto, historicamente, desfigurou Jesus de tal modo que Ele se tornou desprezível em muitos lugares, e não é por maldade humana, mas apenas pela impossibilidade de aceitar o estupro do pacote “cristão sem o espírito de Jesus”.

Desse modo, historicamente, até hoje, o pior inimigo de Jesus e do Evangelho na Terra foi o “Cristianismo”.

Sim, historicamente, quanto mais expansão do “Cristianismo”, mais dificuldades para o Evangelho de Jesus no mundo.

Quem conhece um mínimo que seja dos vasos comunicantes da História, sabe que não exagero nada.

Nele, que é Deus, e, portanto, nada tem a ver com o “Cristianismo”, assim como nada tem a ver com Religião, mas apenas com Vida e Amor,


Caio

segunda-feira, 4 de maio de 2009

COM A MORTE DO “PAI CRISTIANISMO”, DEUS ESTÁ ÓRFÃO?


Neste início de século há entre os cristãos uma crescente agonia. A tão propalada Era Pós-Cristã, já há algum tempo presente em localidades da Terra, hoje é uma realidade global, mesmo nos lugares onde as mais diversas formas de Cristianismo ainda são fortes como religião.

A questão é que o Cristianismo não acabará, mas apenas perderá seu poder histórico, já desde há muito usado e abusado, sempre se servindo do nome de Deus a fim de fazer as coisas conforme as ambições dos homens exercendo o poder de tornar as coisas de seu interesse em ordem divina ou em Direito Canônico.

Na realidade o Cristianismo já nasceu sob o signo da perversão. Ele não foi fundado por Jesus, que não era idiota, pois era Deus, e, portanto, jamais fundaria uma religião.

O Cristianismo é criação humana do pior tipo, fruto da mistura frankensteiniana feita no laboratório dos interesses políticos terrenos do Dr. Constantino, no quarto século.

Aliás, o nome dessa religião atribuída a Jesus deveria ser “Cristantinianismo”, pois seria muito mais próximo tanto da motivação original do Imperador Romano, como também seria um nome muito mais digno e sincero para designar os interesses que de fato o Cristianismo representou na Terra nos últimos 1700 anos; ou seja: desde que nasceu no leito palaciano de Constantino, mas nunca na manjedoura de Belém.

O Cristianismo acabou por virar uma besta de muitas cabeças e chifres, onde Jesus não é e nunca foi o Cabeça. Isto porque se Deus criou o Cristianismo Histórico e o patrocinou todos esses anos, então, creiam-me, o diabo pede licença para apresentar sua alternativa: o anticristo, o qual, não poderia nascer senão nos ambientes da manjedoura de Constantino.

Enquanto isso os cristãos discutem o que fazer. Uma nova mensagem. Uma reavaliação do conceito de “Deus”. Uma releitura do Evangelho. Um novo Deus. Uma nova espiritualidade. Novos paradigmas. Novos etcs...

Tudo para salvar aquilo pelo que Jesus não morreu!

Sim, porque Jesus não deu a Sua vida para criar o Cristianismo. Jesus não morreu para salvar nenhuma religião da Terra, nem mesmo aquela que tomou Abraão como “pai”.

Jesus é Senhor e Salvador de todos os homens, não dos filhos do Cristianismo.

Se Deus tem algum interesse em religião, então, certamente, de duas, uma: ou Ele, em tendo tais estranhos interesses (próprios da mais medíocre finitude), escolheria outra religião para representá-Lo na Terra, o que seria muito estranho (e, para mim, razão de total descrença acerca desse “Deus”); ou, então, Ele não é Ele, mas apenas uma fabricação humana, e, nesse aspecto, não haveria em minha alma qualquer estimulo a adorá-Lo.

E o Deus Verdadeiro sabe que falo sério!

De fato, ao contrário do que parece, a salvação da verdadeira fé está justamente no desaparecimento do Cristianismo como Potestade na Terra!

Enquanto o Cristianismo Histórico for o guardião da crença cristã, não haverá lugar para Jesus na “hospedaria” desse reino feito de pequenos Herodes, os quais amam tanto o seu próprio poder, que nem mesmo Jesus desperta mais interesse neles.

É por esta razão que os cristãos-de-herodes haverão de ficar perplexos ao verem que gente que segue estrelas com sinceridade chega ao lugar da adoração Dele com muito mais rapidez do que os que discutem o “livro santo” e não tiram a bunda do lugar a fim de irem também adorar.

Enquanto a Terra geme e se contorce, vivendo seus piores dias, os cristãos discutem se Deus muda, se sente ciúmes, se volta atrás, se se esvaziou de vez e não sabe mais voltar, se depende de nós o entendê-Lo e explicá-Lo aos habitantes do mundo, se o Cristianismo chegou ao fim, se se deve lutar pela sua preservação, e um monte de outros “ses” a mais.

“Ri-se deles o Senhor!” — diz a Escritura acerca da triste ironia de Deus, embora, na intimidade, o que se diga seja apenas: “Jesus chorou”.

Ah, amigos! Não me chamem para discutir nada. Não há nada a ser discutido. Há apenas muita coisa a ser crida e vivida, não criada e discutida.

Sim, tem que ser criado, pois os criados obedecem!

Entretanto... Há um Evangelho eterno para pregar, segundo o Apocalipse, e, quem brada pelo meio do céu anunciando tal hora é um anjo que já voa pelos ares invisíveis do planeta, clamando: “Temei a Deus e dai-lhe glória! A Ele que criou os céus, a terra, o mar, e as fontes das águas”.

Ora, a esse anjo desejo unir a minha voz, sem discutir a mensagem, sem teologizar suas palavras, sem perguntar onde, sem querer saber de nada...

Quero apenas gritar junto com o anjo!

Não há tempo a perder!

Olho as discussões teológicas que me enviam pela Internet e choro com a perda de tempo e energia. Isto enquanto a Terra acaba e a civilização humana corre sérios riscos...

Sim, somos como os egoístas do Titanic, capazes de brigar e matar enquanto o navio inteiro afunda.

Que tristeza! Nem mesmo o fim do mundo tem o poder de acabar com nossa enraizada babaquice!

De fato, seguindo Tiago, eu diria que quem quer que deseje uma religião, não tem que discuti-la, mas apenas praticá-la de modo simples, o que, para o apóstolo, significava visitar os órfãos e as viúvas em suas necessidades e acolher os mais fracos. Ora, nos nossos dias, além disso, certamente Tiago incluiria “preservar a Terra e toda a criação de Deus”, conforme João o faz no Apocalipse, ao dizer que o juízo do Cordeiro virá sobre os que destroem a Terra e escravizam almas humanas.

Mas não! Os caras querem é preservar “Deus”, o “Cristianismo Histórico”, as “sãs doutrinas” dos “sãos” e um monte de outras coisas.

Sim, o Grande Órfão da religião deles é Deus, o qual, sem cuidados e sem redefinições de Sua “identidade”, fica perdido no cosmos sem saber o Seu santo lugar.

Assim, os teólogos cristãos criam e afofam um leito para esse novo Deus repousar enquanto eles decidem Sua crise de identidade, a qual não é dos teólogos — todos mais do que conscientes de quem são —, mas sim desse pobre e combalido Deus, o qual tem sido mantido vivo pela respiração boca-a-boca que Seus médicos-teólogos fazem em Seu Santo Corpo-Conceito.

Já está tudo consumado, em todas as coisas, mas os caras ainda querem acrescentar novos valores a Deus. Coisas que nem mesmo Deus conhecia.

Deus É! E quem mexer nisso está brincando com um fogo que a tudo extingue! Portanto, cuidado!

De saco cheio de tanto tempo perdido e de tanta bobagem discutida,

Caio

domingo, 3 de maio de 2009

COMO O CAMINHO DO EVANGELHO VIROU CRISTIANISMO


O que será que Jesus tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder?

Esperava Ele que após o derramar do Espírito eles ficassem Jerusalém? Que ali fizessem uma base? Que o lugar se tornasse um centro de decisões? Que ficassem e tentassem converter o judaísmo à fé de Jesus? Que buscassem tornar fariseus em discípulos fariseus? E fazer sacerdotes saduceus (a classe sacerdotal) tornarem-se discípulos sacerdotes? Será que Ele desejava que dali para frente o que quer que acontecesse em qualquer lugar tivesse que ser referendado pelo poder dos discípulos de Jerusalém? E que toda e qualquer expressão dos novos discípulos, de outros lugares, tivesse que ter o carimbo de autenticação feito no cartório de Jerusalém?

Paulo vai até eles, “aos de Jerusalém”, apenas duas vezes. Na primeira, vai constrangido pela bobagem dos motivos da ida, mas vai assim mesmo, buscando paz e a diminuição da opressão que ele mesmo sentia na pele, sendo sempre perseguido ou por fariseus em “missão” no estrangeiro, ou por cristãos judaizantes. Assim, em Jerusalém, Paulo consegue uma carta com algumas concessões para os cristãos gentios. Para Paulo era apenas uma tentativa de diminuir o conflito, mas, certamente, era uma carta básica demais para as alturas de entendimento pelas quais o espírito de Paulo já planava ao sabor do vento da Graça. Na segunda vez que lá esteve também fez de tudo para acalmar os “líderes de Jerusalém”, e até se submeteu a um “voto”, e raspou a cabeça, e foi fazer orações no templo, até que foi apanhado pelas autoridades judaicas que se deixaram levar pelas provocações de judaizantes que encontraram a Paulo na cidade, e que já o perseguiam desde há muito; e, assim, alegraram-se com a possibilidade de matar aquele piolho contra as paredes pedradas de Jerusalém.

Paulo acabou preso, tendo que se defender sozinho, sem contar com uma única voz apostólica a seu favor, e sem nenhuma aparente ação de Tiago — o líder de Jerusalém — ou de seus seguidores; e foi deixado à sorte e aos humores dos judeus.

Para mim, o desconforto de Paulo com a igreja de Jerusalém — e a ação deles em relação a Paulo — bem expressa o que ele cria que não deveria ter acontecido jamais. Paulo queria ver seus compatriotas convertidos e crendo em Jesus, mas não desejava que a fé tivesse um centro físico de decisões, um vaticano, que, efetivamente, foi aquilo no que a incipiente igreja de Jerusalém desejou fazer de si mesma: um centro de decisões para os demais cristãos.

Ora, a ordem de Jesus era para que se pregasse também em Jerusalém, mas que de lá se fosse pela judéia, por Samaria, e até aos confins da terra. Eles, todavia, ficaram, ficaram, e ficaram em Jerusalém. E de lá só começaram a sair quando da perseguição de Estevão, tempos depois. E logo retornaram; e logo lá se re-estabeleceram, a ponto de Tiago se orgulhar, dizendo a Paulo: “Vê, irmão, quanto milhares de milhares há entre nós que crêem, e são todos zelosos da lei”. O que para Tiago era uma alegria e uma vitória da fé, para Paulo, era, todavia, uma derrocada.

É insistente a rejeição de Paulo com relação ao papel cartorial e papal que a igreja de Jerusalém evocava para si mesma. O centro do poder!

Esta é uma demonstração simples de como o “poder do Espírito” — “permanecei na cidade até que do alto sejais revestidos de poder!” — pode, rapidamente, se transformar em poder político-religioso, mesmo que o argumento seja tão supostamente nobre quanto dizer: “É para regular a fé”.

Eu comecei fazendo a seguinte pergunta: O que será que Jesus tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder?

Na minha opinião, Ele esperava que tudo quanto Ele havia dito antes acerca de como se deveria proceder, de cidade em cidade, fosse, agora, não mais “treinado”, como antes Ele os fizera experimentar — Mateus e Lucas narram esse eventos preparatórios —, mas sim, que agora, tudo aquilo fosse vivido como uma ação continua, num fluxo ininterrupto, num vai-e-vem constante, e como um poder que nunca tivesse um trono, nem uma cidade santa, nem um vaticano, nem um centro de poder.

Tudo o que Jesus queria era que os discípulos continuassem discípulos e que os apóstolos fossem os servos de todos. sem haver nem alguém maior, e, muito menos, um lugar mais santo, ou um centro de poder.

Eu vejo Paulo sendo acusado de ter criado o cristianismo. Que terrível acusação!

Não, não acusem Paulo disso. Pode-se dizer que dele vieram as elaborações e as conclusões “teológicas” acerca do significado daquilo que entre eles havia acontecido como fato histórico, mas que não tinha ainda tido sua síntese reflexiva e aplicativa feita por ninguém antes. Os apóstolos pregavam a salvação no nome de Jesus, mas não sabiam das implicações mais profundas da fé, e nem tampouco acerca da desconstrução religiosa que tal fé, sendo discernida, provocaria.

Acusem sim os “pais da igreja” e seus “mestres” de haverem feito doutrinas sobre as afirmações de Paulo, e de terem usado suas revelações acerca do “mistério antes oculto, agora, porém, revelado de uma vez por todas”, em um pacote de doutrinas que vieram a moldar o pensar do cristianismo, embora a prática religiosa posterior dos cristãos seja tão-somente filha do casamento da igreja de Jerusalém com as autoridades do templo, e com os legalismos dos fariseus “convertidos à fé”. A isso, posteriormente, se fez sincretismo, incorporando noções dos cultos de mistério dos gregos, abrindo-se também para as influências gnósticas, e adotando o método grego — mais precisamente o Aristotélico — a fim de ser o “modo científico” da igreja pensar e fazer teologia e suas filhas: as doutrinas.

Jesus não havia dito apenas “fiquem”. Mas sim “fiquem até que sejais revestidos de poder”.

Jesus esperava que o poder do Espírito os fizesse sair em desassombro pelo mundo, pregando a Palavra da Boa Nova, ensinando singelamente os discípulos a serem de Jesus em suas próprias casas e culturas. Desse modo, se teria sempre um movimento hebreu, crescente, progressivo, livre, levado pelo vento, guiado pelo Espírito, e completamente semelhante ao que eles haviam vivido com Jesus durante o Caminho, naqueles três anos de estrada que construíram o Evangelho ao ar livre, nas praias da Galiléia, nos desertos da Judéia, nas passagens por Samaria, nas terras de Decápolis, e nas regiões onde os cachorrinhos, debaixo da mesa, aguardavam as migalhas que poderiam saciar a fome de toda a Terra.

Alguém, com razão, diria que tal projeto não seria possível, visto que ninguém consegue viver sem um centro de poder. Entretanto, parece que ainda não se discerniu que o convite de Jesus é contrário a toda lógica de poder, e não propõe nada que não seja Hoje, e que não obriga a ninguém a pavimentar o futuro de Deus na Terra mediante a construção de algo duradouro.

Para Jesus o algo duradouro era justamente aquilo que não se poderia pegar, nem fixar, nem pontuar, nem ser objeto de vistas turísticas, dada a sua impermanência num chão marcado pelas urinas dos mandões. Ele esperava que os discípulos fossem como o Mestre, e que aqueles anos de Caminho não ficassem cristalizados nas páginas dos registros dos evangelhos, mas que se tornassem um modo de ser de seus discípulos.

Jesus não era pragmático. Se o fosse, teria logo se mudado para Roma, ou teria aceitado o convite dos gregos, conforme João 12. Se Jesus fosse pragmático jamais teríamos o Evangelho. Isso porque o Evangelho propõe o Caminho Inviável, e que só se faz possível quando os homens são capazes de esquecer todas as suas formas de controle e poder.

O poder dos discípulos, paradoxalmente, está em não ter poder. E o convite para que se morra a fim de que se tenha vida é também valido para a igreja, que, ao contrário do discípulo, quer mandar na vida, e controlar os homens e o mundo. Assim, pretendendo salvar a sua vida neste mundo, a igreja não só perde a sua própria vida, mas deixa de ganhar o mundo.

O que Jesus queria era uma multidão de seres-sal-e-luz se espalhando pela Terra e se diluindo em sabores e luzes que só seriam sentidos mas não pontuados, jamais se tornando uma Salina ou uma Usina de luz cristã a ser visitadas pelos curiosos.

O reino é como o fermento escondido...até que pervade toda a massa da humanidade...sem ninguém saber como...e sem que ninguém possa dar glória a mais ninguém, senão ao Pai que está nos céus.

Aliás, a proposta de Jesus é tão pouco pragmática que a vontade de aparecer não pode resisti-la. O sal, por exemplo, foi usado por Jesus como metáfora desse desaparecimento da igreja na terra. Tudo ao que Ele associa a metáfora do sal é ao sabor, e nada mais. O sal tem que ter sabor, se não já não presta para nada. E para que o sal salgue e dê sabor, de fato, ele tem que se dissolver nos elementos que recebem o seu benefício. O sal só salga quando morre como sal visível e se torna apenas gosto, presença, realidade, inescusável benefício, embora ninguém possa dizer onde ele está, podendo apenas dizer: “Ele está na panela. Mas onde?”

Já a Luz do mundo —vós sois!— deveria ser a ação contínua da bondade e da misericórdia, de modo completamente discreto, porém pleno de efetividade, de tal modo que os “de fora” é que ao receberem os benefícios da luz, discirnam-na como boas obras, e, assim, eles mesmos agradeçam a Deus pelos filhos da misericórdia que Ele espalhou pela Terra.

O que Jesus propõe como simplicidade total, entretanto, logo deu lugar às complexidades regimentais e aos centros de poder. Mesmo dizendo “tal não é entre vós” — referindo-se ao poder de governar dos reis e autoridades —, o que se criou desde bem logo foi aquilo que era comum, não o que era completamente incomum.

“O meu reino, agora, não é deste mundo” os fez pensar que aquele “agora” já havia passado, e que, “agora”, eles estavam livres para facilitar as coisas, ou seja: para torná-las complexas, conforme os governos da terra, deixando de lado a leveza do caminho e o verdadeiro espírito hebreu —andarilho, cruzador de fronteiras—, que havia sido também encarnado em Jesus.

O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder, sem qualquer mandão entre nós; e que a luz do mundo pode ainda brilhar no mundo, não como uma ação da igreja, mas como fruto da bondade justa e misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um “agente da igreja”, mas apenas um filho do amor de Deus solto nesta terra.

“E não nos reuniremos mais?” — é a pergunta angustiada de alguns.

É claro que nos reuniremos sempre. Mas tais encontros não visariam centralizar as forças e organizar as ações de poder, mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja, com sabor e boas obras.

Eu sei que pareço louco para alguns. Não nasci ontem. Conheço os mecanismos de poder dos quais a “igreja” se alimenta. E também sei que apenas um punhado mínimo de pessoas tem a coragem que o Evangelho do reino demanda, que é a coragem para abrir mão do poder para liderar pela simplicidade, sem trono a nos acolher em honras.

Quem, no entanto, tiver tal coragem da simplicidade, esse conhecerá o significado de ser discípulo de Jesus no reino deste mundo, e que é o poder que nasce da fraqueza — que, aliás, é o único poder que Jesus quer ver sendo vivido pelos Seus discípulos.

Minha esperança é que pelo menos alguns poucos entendam e creiam.

Caio

sábado, 2 de maio de 2009

O CRISTIANISMO COMEÇA A CAIR NA AMÉRICA…


Quando bin Laden derrubou as duas torres, de fato derrubava não apenas o que caía em Nova York, mas, também, muitas estruturas invisíveis, feitas de crenças, muitas delas religiosas.

Osama bin Laden fez cair fogo dos céus sobre a América! — pelo menos é assim que muita gente no mundo vê o que aconteceu e os desdobramentos que se seguiram.

O link http://news.aol.com:80/article/religion-in-amerca-survey/374444 [em inglês] mostra o crescente e súbito declínio da religião na América do Norte.

São antigos cristãos deixando as crenças ou apenas o clube religioso: a paróquia, o templo ou a “igreja”.

No entanto, como o que fazia tais pessoas se sentirem religiosas era a freqüência aos cultos e a importância que davam ao grupo do qual fizessem parte, então, agora que perderam toda a fé na “Instituição”, o que sobra é o que sempre foi e apenas a pessoa não sabia: fé nenhuma; ou, ainda: nenhuma religião na vida.

Na Europa o fenômeno já é antigo. A Novidade agora é a América. Aqui pela América Latina, ou mesmo na África, a tendência é que não aconteça tão cedo, pois, o grau de superstição é muito grande.

Na América, na prática, nada muda; exceto a arrecadação das igrejas e a freqüência aos templos, pois, para a vida, tal fato faz pouca diferença, especialmente porque a maioria era de religiosos nominais, com pouco engajamento.

Enquanto isto o Islã é a religião que mais cresce no mundo.

O Islã está para o mundo assim como a Universal está para o Brasil: quanto mais brutais, fanáticos e ostensivos, mas crescem.

As religiões orientais também estão crescendo, especialmente entre os mais sutis e politicamente corretos.

O Islã cresce porque é a alternativa religiosa, militante e engajada contra o sistema que levou a Terra ao colapso: o Cristianismo Ocidental.

O Islã é como o Vale Tudo no início, quando valia tudo, em comparação ao Cristianismo Ocidental, que, se comprado a um estilo de luta, seria como meninas jogando Capoeira: lindo, mas elas não podem nem pensar em encarar os fatos da luta real...

Entre os cristãos religiosos do mundo, os mais firmes, os que menos gente haverão de perder, certamente serão os Ortodoxos: Gregos e Russos.

Na América do Norte, entretanto, além do desgaste dos católicos com os casos de Pedofilia e a tentativa de inicialmente diminuírem as implicações para o Clero, foi o que de imediato mais pesou no êxodo atual, pois, há 20 anos que os católicos estavam crescendo muito nos Estados Unidos, inclusive com muitos evangélicos indo para lá.

Entre os Protestantes e suas variações de cabeça de hidra, os que mais sofrerão certamente serão os Históricos e os Pentecostais.

Os Históricos por sua total irrelevância à vida; sempre apenas repetindo as últimas máximas e axiomas das filosofias ou ciências da moda. São apenas sacristãos de cientistas ou de filósofos. Quando não o sejam, então, sobra-lhes o papel fiel e zumbificado de guardiões do Legado de Calvino e de Lutero. Ou seja: São fiéis donos de Casas Funerárias.

Os Pentecostais diminuirão também porque a nova geração na acredita mais nas mágicas tolas que enganavam os seus pais. Os Benny Himns de hoje são melhores... e não fazem os truques em nome de Jesus, pois, são mais honestos. Dizem que é mágica ou sugestão mesmo. Além disso, os escândalos incessantes envolvendo dinheiro e tudo mais que se queira, acabou com toda boa fé entre muitos antes fiéis contribuintes.

Agora, com o inicio da falência da Religião Cristã como Poder e Potestade Espiritual, é que chega, outra vez, depois de 1700 anos, uma nova chance à fé simples e ao testemunho de formiguinha, boca a boca, levando as pessoas ao encontro de Deus, não da “igreja”.

Agora ou se vive e se prega o Evangelho de Jesus e somente Dele, ou, então, já não se terá mais o pretexto antigo de convidar alguém para o lugar onde Deus assiste: a “igreja”; especialmente nas horas de reunião com Deus, aos domingos de preferência.

Aqui no site venho falando disso faz anos!

Há um monte de alusões a tal fato no corpo de muitos textos. Quem desejar ler pode pesquisar.

Os discípulos, no entanto, não têm com que se preocupar, pois, logo o mundo estará tão sem “o Deus cristão” e tão alienado, que, pregar, será outra vez como foi para os que primeiro testemunharam Jesus entre os gregos e os romanos no passado.

Eu prefiro pregar para alienados e ignorantes do que para gente cristã anestesiada e cínica!

A tendência é o surgimento de uma população na América cada vez menos religiosa, e, para alguns, no máximo mais preocupada com espiritualidade. E é nessa esteira que as filosofias e religiões orientais vão fazer a festa.

Aqui no Brasil, no dia em que o Islã fizer uma investida braba, vai levar logo todo o movimento do tráfico de drogas para o front. Estão prontos um para o outro!

Sim! Existe há anos um Brasil preparado para a brutalidade do Islã. Quando chegar vai levar...

Na África o fenômeno Islâmico já um fato crescente e aparentemente inarredável.

O mundo está ganhando outra cara.

Inegavelmente trata-se de um tempo novo, não necessariamente melhor, mas indubitavelmente novo.

O que vem aí é uma Nova Era.

Mas quem anda com Jesus sabe que Ele estará conosco até a consumação de todas as Eras.

Nele, que está sempre conosco,

Caio

domingo, 8 de junho de 2008

Por que há tantos líderes de igrejas que caem em perversão sexual?


Por que há tanto padre, pastor, freiras, sacerdotes que deveriam ser exemplos de santidade envolvidos em perversão sexual?

Mais que isso, porque este é o ponto mais forte de "caída" em pecados dentro da igreja, onde os jovens são os mais atacados?

A religião, quanto mais cheia de leis e estatutos de comportamento, mais tarados haverá de produzir.

A história do Cristianismo, incluindo a história de nossos “melhores santos”, é a história de gente sexualmente aflita, e que em razão da moral cristã, parte para o esforço da mortificação de todo instinto natural, criando um magma inconsciente de desejos sob pressão; e que, mais cedo ou mais tarde, irrompem pela crosta do consciente, deixando toda forma de auto-controle aniquilados por alguns instantes; e é justamente nesses “instantes” que o padre, o pastor, o monge, o sacerdote, o rabino, ou qualquer alma vitima de qualquer forma de “teologia moral” — acabam por assistir o derrame de lavas de desejos negados e reprimidos [alguns até “supressos” pela força de disciplinas de “mortificação”]; criando os estragos do tipo que você mencionou, e dos muitos outros tipos, e que estão abundantemente relatados aqui neste site, especialmente nas Cartas.

Se o que Jesus ensinou sobre o significado do Evangelho para a vida fosse o que a “igreja” diz que é, então, eu diria:

O evangelho não tem o poder de fazer bem a alma humana!

Digo isto porque não há na Terra gente mais mentalmente aflita e sexualmente adoecida que os cristãos!

E por quê?

Ora, o Evangelho de Cristo não é um corpo de doutrinas morais, mas sim um conteúdo para a pacificação do coração, reconciliando o indivíduo com Deus e consigo mesmo, dando a ele a certeza da suspensão de toda condenação e culpa, a fim de que, sem culpa, o individuo caminhe tranqüilo; e é nesse caminhar que os instintos se tornam apenas instintos, e ficam tão somente do tamanho sadio que é pertinente à sua existência em qualquer pessoa.

No entanto, a Teologia Moral do Cristianismo acabou por se tornar a coisa mais anti-natural da Terra, e, por conta disso, produziu os maiores neuróticos da história humana.

Negar a naturalidade dos instintos é como negar a natureza. Despreza-los é como repudiar a existência do ar. Lutar com ódio contra eles é como lutar contra a sede, a fome, e a necessidade de comer e beber.

O Cristianismo se tornou um caso de doença psicológica coletiva em razão de que sua teologia moral é a mais perversa que existe em relação ao sentido natural da vida.

Ora, quando falo de religião, de cristianismo e de teologia moral, estou apenas falando de algo que não passa de uma criação de homens; e que, como tal, tornou-se uma das coisas mais enfermiças para a alma que já se construiu na Terra.

O genuíno Evangelho de Jesus não tenta matar o instinto, mas apenas moderá-lo e colocá-lo sob o controle da consciência; não como negação, sublimação ou supressão; mas apenas como uma pulsão natural e sadia, e que pode se liberar de modo bom e sadio, mas que não deve tomar contornos maiores do que a própria consciência.

De fato, é a “pecaminosidade de todo instinto sexual” aquilo que faz com que a alma que existe sob tal jugo e condenação acabe por se desconstuir; e, fragilizada e negada, se revolta inconscientemente; e manifesta-se devastadora; e isto mediante as força incontroláveis da compulsão que se levantam de dentro da gente com o poder dos grande monstros.

A fé em Jesus não é um conjunto de doutrinas morais. Quem assim pensa nada entendeu do Evangelho e de seu espírito.

De fato, a fé em Jesus é o caminho da vida, e, como tal, não trata a criação de Deus, e nem tampouco o instinto humano, como coisa má, mas apenas como uma força vital necessitada de liberdade verdadeira, a fim de que não se manifeste como o levante dos oprimidos contra a tirania dos falsos governos.

Os seres sexualmente mais tranqüilos e sadios são aqueles para os quais o sexo é apenas parte da vida; não é o inimigo da vida; e nem é o diabo do instinto.

Quem se trata assim curte o sexo como bem, e um bem que faz bem; e não como um senhor maluco, e que demanda de nós toda sorte de barbárie como auto-aniquilação.

O caminho da negação total é a vereda do descontrole total!

Caio Fábio
Link da resposta completa no site www.caiofabio.com.