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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Criado para Ser Conectado por Rick Warren


Texto adaptado por Nélio Da Silva.

Você não foi criado para seguir pela vida desconectado de Deus. Sejamos realistas: os dias em que vivemos são dias muito difíceis. A palavra que melhor descreve os homens atualmente é estresse. Temos perdido margens preciosas, espaços significativos em nossa vida. Os homens, com certa frequência, compartilham comigo que estão financeiramente à beira de um colapso, emocionalmente estraçalhados, fisicamente exaustos e espiritualmente desconectados.

Há duas semanas, um homem me disse: “Sei que não posso continuar nessa trajetória por muito tempo, mas não tenho a mínima ideia de como vou sair dessa”. Sua declaração retrata uma realidade inquestionável: desconexão! Por esse motivo, eu gostaria de compartilhar com você alguns princípios sobre conexões.

1. Conexões são elementos essenciais para a vida.

Os órgãos, músculos e ossos que funcionam em seu corpo só estão funcionando porque estão conectados. Se ficarem desconectados, enfraquecem e morrem. Nenhum deles pode viver de forma independente. Sem os tecidos que fazem a interligação, você está morto! O que se aplica ao seu corpo também se aplica a todas as outras áreas da sua existência. A vida se resume a conexões. Uma vida desconectada é uma existência vazia.

2. Fomos criados para ser conectados.

A angustiante dor da solidão é a maior prova de que Deus nos criou para relacionamentos. Sentimos necessidade de ser necessários. Carregamos, dentro de nós, um anseio de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Quando as pessoas usam roupas de grife com orgulho, vibram num estádio de futebol ou acendem as luzes do celular em meio a um concerto, estão buscando um senso de conectividade. Sem conexões, a vida é vazia.

3. Conexões ajudam-nos a compreender a vida.

Conexões alargam fronteiras. A vida, sob muitos aspectos, é um grande mistério, apenas uma série de eventos casuais – até que você passa a ver as conexões. Como um grande quebra-cabeça desordenadamente espalhado sobre uma mesa, as peças devem ser conectadas para que você consiga ver um panorama muito maior. Informação é algo inútil até que você reconheça como ela se relaciona com alguma parte de sua vida.

4. Conexões capacitam-nos.

Brota poder das conexões. Um forno desconectado da fonte geradora de energia não produz calor. Um belo estéreo desconectado da tomada elétrica não produz nenhuma bela música. Da mesma forma, se você está espiritualmente desconectado de Deus, você perde o calor, a beleza, o poder e a direção que Deus planejou para sua vida.

5. Conexões nos mantêm em constante crescimento.

Ter conhecimento, saber fazer o que é certo raramente o capacita a agir acertada e continuamente a longo prazo. Você precisa de parceiros bem próximos que o encorajem quando sente que está prestes a desistir. Você precisa de diferentes tipos de conexões.

6. Conexões ajudam-nos a trazer equilíbrio à nossa vida.

A memória é nossa conexão com o passado. A visão é nossa conexão com o futuro. A consciência é nossa conexão com o presente. Sem conexão com o passado, perdemos as raízes. Sem conexão com o futuro, perdemos a esperança. Sem conexão com o presente, perdemos a paixão e o propósito. Sem conexão com Deus, perdemos o poder e tornamo-nos nulos.

7. Conexões aumentam nossa confiança.

Somos melhores quando estamos juntos. Quanto mais espiritualmente conectado você estiver, menos angústia terá em relação à insegurança. Passamos a ganhar confiança ao conhecer outros que já sentiram o que estamos sentindo e sobreviveram ao que estamos enfrentando.

8. Conexões nos fazem muito mais produtivos.

O impacto de sua vida será determinado, em grande medida, pelas qualidades de suas conexões pessoais. Quanto melhor for sua conexão com Deus e com outras pessoas, maior será o impacto que causará.

9. Temos de aprender a conectar-nos.

Fazer a conexão correta com Deus e com outras pessoas não é algo natural nem automático. Foi por isso que Deus enviou Jesus ao mundo. Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos e, agora, oferece-nos o padrão e o poder para vivermos como sempre desejou que vivêssemos: conectados!

10. Amar é a forma mais sublime de conexão.

A Bíblia afirma que o mais importante, nesta vida, é amar os outros (Cl 3.14). Quando Jesus foi indagado sobre a coisa mais importante na vida, ele respondeu: “Ame a Deus com todo o coração”.

Concluindo: não basta que os homens se conectem uns com os outros; eles precisam conectar-se com Deus. Nossas igrejas estão cheias de homens que sabem muito a respeito de Deus, mas que não o conhecem pessoalmente. Para os homens, a questão não é: “Estou salvo, confirmado, sou batizado, membro de uma igreja, cheio do Espírito?” A questão não tem a ver com o status, mas com a prática de sua vida: “Estou andando com Deus? Sou um seguidor de Jesus Cristo?”

Uma vez que o homem é salvo/batizado/membro de uma igreja, temos a tendência a esquecê-lo. Ensinamos os princípios, damos boas diretrizes morais, mas não mostramos como andar com Deus. O homem típico que frequenta nossas igrejas não tem absolutamente a mínima ideia do que significa seguir Jesus por três razões fundamentais: ninguém lhe ensinou como seguir a Jesus, ele nunca viu alguém fazendo isso na prática e ele acha que seguir Deus é ser religioso e ter uma boa ética moral. Como resultado, os homens continuam desconectados e, pior, deixam um pobre exemplo para seus filhos; um exemplo de profunda desconexão.

Os homens precisam seguir Jesus Cristo, mas não podemos esperar que eles façam isso por conta própria. É necessário que haja pais espirituais e uma turma de irmãos. É necessária uma equipe!

Nélio Da Silva foi missionário da Youth For Christ (Mocidade para Cristo) e serviu, durante 25 anos, nos Estados Unidos estabelecendo igrejas e desenvolvendo liderança junto à Presbyterian Church in America (PCA). É fundador do ministério Homens de Valor/Pais de Oração. Faz parte da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana em Alphaville, São Paulo. Escritor, já publicou oito livros.

E-mail: nélio@homensdevalor.com

Retirado da Revista Impacto: Link.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não Permita Que o Legalismo Mate Sua Alegria Pelo Ministério por Rick Warren


O antídoto para o legalismo é graça. Graça significa que não temos que merecer o amor de Deus ou seu sorriso. Deus está sempre sorrindo para nós.

Legalismo é um exterminador da alegria no ministério. Destrói a alegria natural que vem de servir os outros em ministério, como nunca vi nada igual. Já vi mais ministérios arruinados por causa do legalismo mais do que por qualquer outra coisa.

O que é legalismo? Legalismo acontece quando substituímos nosso relacionamento com Cristo pelas nossas regras e rituais. É uma armadilha sutil que tira o foco do que Deus fez por você e, vagarosamente, coloca o foco naquilo que você fez por Deus.

Em Filipenses 3, Paulo nos fala sem rodeios que experimentou o legalismo. Neste processo, ele mostra 5 formas diferentes em que incorreu como um legalista – formas que ainda persegue muitos em nossos dias.

Legalismo é colocar sua confiança em rituais. Paulo diz: “Fui circuncidado ao oitavo dia de acordo com a lei Judaica” (Fp 3.5a). Hoje, um cristão pode dizer: “Eu fui batizado”, “Sou membro da igreja” ou “Participo da Ceia do Senhor”. Tudo isso é bom, mas não ganha a aprovação de Deus.

Legalismo é colocar sua confiança na corrida. Paulo diz: “Pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim” (Fp 3.5b). Tenho o pedigree real. São como estas pessoas, hoje em dia, falando que tem um relacionamento com Deus porque o tio era um missionário ou a mãe é cristã. Não funciona desta forma. Todos têm que decidir, por conta própria, seguir Jesus.

Legalismo é colocar sua confiança em uma religião. Paulo diz: “Sou verdadeiro hebreu” (Fp 3.5c). Alguns cristãos, hoje em dia, falam a mesma coisa. Eles apontam para sua denominação quando perguntados sobre seu relacionamento com Deus. Quando chegarmos ao céu, Deus não perguntará de qual denominação somos – Ele nos perguntará qual foi nossa resposta a seu Filho, Jesus.

Legalismo é colocar sua confiança em regras. Paulo também diz: “Quanto à Lei, fariseu” (Fp 3.5d). Os fariseus eram a elite espiritual. Eles transformaram os Dez Mandamentos em 613! Dez não eram suficientes para eles. Eles não comiam nem um ovo que uma galinha botasse no sábado por causa do “trabalho” da galinha para botar. Eles não coçariam uma mordida de mosquito no sábado, porque consideravam isso trabalho. Por chamar a atenção sobre seu passado como fariseu, Paulo estava dizendo: “Você quer conversar sobre leis? Eu guardei as leis!”

Legalismo é colocar sua confiança na reputação. Finalmente, Paulo acrescenta: “Quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível” (Fp 3.6). Em outras palavras, Paulo estava dizendo que era um legalista superstar! Hoje, pode ser que nos gabamos sobre o número de pessoas que freqüentam nossas igrejas, por quanto tempo oramos ou por quantas pessoas levamos a Cristo na semana passada. O resultado final é o mesmo – isto não fará Deus ficar nem um pouco mais feliz conosco.

Não tem nada de errado com nada disso. O problema começa quando pensamos que isto nos dá “pontos” com Deus – mas não dão. Ele nos ama de forma incondicional. Se começar a confiar nestas coisas, você perderá a alegria e seu ministério desmoronará.

O antídoto para o legalismo é graça. Graça significa que não temos que merecer o amor de Deus ou seu sorriso. Deus está sempre sorrindo para nós. Por que mereço? De jeito nenhum. Por que guardo algumas leis e regulamentos? De jeito nenhum. É porque sou coberto pelo sangue de Jesus Cristo.

O problema para muitos de nós no ministério é que, sutilmente, mudamos nossa perspectiva do que Deus fez por nós para o que estamos fazendo para Deus no ministério. Isto é perigoso, muito perigoso. Deus não o amará nem mais e nem menos não importando como você o serve. O que você tira do serviço é alegria. Você não tem aprovação. Deus o aprova, mas não pelo que você faz. Ele o aprova pelo que Cristo já fez por você. Isto é graça.

A vida cristã não é um ritual e nem é sobre leis, é sobre relacionamento. Religião é baseada em desempenho, mas o Cristianismo é baseado em uma pessoa, Jesus Cristo. Nunca se esqueça disso ou seu ministério acabará. E você perderá a alegria. Nada é mais triste do que uma pessoa sarcástica no ministério.

Rick Warren - Igreja com Propósitos