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quinta-feira, 8 de abril de 2010

GRAVIDADE E GRAÇA por Philip Yancey


Simone Weil concluiu que duas grandes forças governavam o universo: a gravidade e a graça. A gravidade leva um corpo a atrair outros corpos, de modo que aumenta continuamente, absorvendo mais e mais do universo em si mesmo. Alguma coisa igual a esta mesma força opera nos seres humanos. Nós também queremos nos expandir, adquirir, inchar significativamente. O desejo de "sermos como deuses", afinal, levou Adão e Eva a se rebelarem.

Emocionalmente, Weil concluiu: nós, humanos, operamos por meio de leis tão fixas quanto a lei de Newton. "Todos os movimentos naturais da alma são controlados por leis análogas às da gravidade física. A graça é a única exceção." Muitos de nós continuamos presos no campo gravitacional do amor-próprio e, assim, "tapamos as fissuras pelas quais a graça poderia passar"(...)

"Qual é a aparência de um cristão cheio de graça?".

A vida cristã, eu creio, não se centraliza principalmente em ética ou regras, mas, antes, envolve uma nova maneira de ver. Eu escapo da força da "gravidade" espiritual quando começo a ver a mim mesmo como um pecador que não pode agradar a Deus por nenhum método de autodesenvolvimento ou autoengrandecimento.

Então posso voltar para Deus para buscar ajuda de fora: a graça. E, para o meu próprio espanto, aprendo que um Deus santo já me ama apesar dos meus defeitos. Consigo escapar da força da gravidade novamente quando reconheço que os meus semelhantes também são pecadores amados por Deus. Um cristão cheio de graça é aquele que olha para o mundo por meio de "lentes tingidas de graça"(...)

Deus precisa de pessoas humildes (o que geralmente significa pessoas humilhadas) para realizar a sua obra. Qualquer coisa que nos faça sentir superiores às outras pessoas, qualquer coisa que nos tente a exibir um senso de superioridade é gravidade, e não graça(...)
Quando me sinto tentado a afastar-me horrorizado dos pecadores, das pessoas "diferentes", lembro do que deve ter sido para Jesus viver na terra. Perfeito, sem pecado, Jesus tinha todo o direito de ficar enojado com o comportamento daqueles que o cercavam. Mas não. Ele tratou pecadores notórios com misericórdia, e não com julgamentos.

Aquele que foi tocado pela graça não vai mais olhar para aqueles que se desviaram como "aquela gente ruim" ou "aquela pobre gente que precisa da nossa ajuda".

Nem devemos procurar sinais de "merecimento de amor". A graça ensina-nos que Deus nos ama pelo que Ele é, e não pelo que nós somos. Categorias de merecimento não valem nada.

Em sua autobiografia, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche falou da sua capacidade de "sentir o cheiro" das partes mais ocultas de cada alma, especialmente a "abundante sujeira escondida no fundo do caráter". Nietzsche foi um mestre da não-graça. Nós somos chamados para fazer o oposto, para sentir o cheiro dos resíduos do valor oculto.

Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça".

Vi no Blog Seguir a Jesus de Paulo Costa. http://seguirjesus.blogspot.com/2007/11/gravidade-e-graa.html

terça-feira, 6 de abril de 2010

O ROSTO HUMANO DE DEUS por Philip Yancey


«Jesus introduziu profundas alterações no modo pelo qual vemos a Deus. Principalmente, trouxe Deus para mais perto.
Para os judeus que conheciam um Deus distante, inefável, Jesus trouxe a mensagem de que Deus se importa com a relva dos campos, alimenta os pardais, conta os cabelos da cabeça de uma pessoa. Se eu ficasse entregue a mim mesmo, acabaria tendo uma noção muito diferente de Deus. Meu Deus seria estático, imutável; eu não imaginaria Deus “indo” e “vindo”. Meu Deus controlaria todas as coisas com poder, extinguindo a oposição rápida e decisivamente. Como um garoto muçulmano contou ao psiquiatra Robert Coles: “Alá diria ao mundo, a todos: ‘Deus é grande, muito grande’ [...] Ele obrigaria todos a crer nele, e, se alguém se recusasse, morreria — isso é o que aconteceria se Alá viesse aqui”.

Por causa de Jesus, entretanto, tenho de ajustar as minhas noções instintivas acerca de Deus. (Talvez isso estivesse no cerne de sua missão?) Jesus revela um Deus que nos busca, um Deus que dá lugar à nossa liberdade mesmo quando isso custa a vida do Filho, um Deus vulnerável. Acima de tudo, Jesus revela um Deus que é amor.

Por nós mesmos, algum de nós chegaria à noção de um Deus que ama e deseja ser amado?

Os que foram criados na tradição cristã podem não alcançar o choque da mensagem de Jesus, mas na verdade o amor nunca foi uma maneira normal de descrever o que acontece entre seres humanos e o seu Deus. Por uma única vez o Alcorão aplica a palavra amor a Deus. Aristóteles declarou bruscamente: “Seria extravagante alguém declarar que ama a Zeus” — ou que Zeus amasse um ser humano, da mesma forma. Em fascinante contraste, a Bíblia cristã afirma “Deus é amor” e cita o amor como o motivo principal de Jesus vir ao mundo: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou o seu Filho unigénito ao mundo, para que por meio dele vivamos”. (I João 4, 9)»

Philip Yancey, em "O Jesus que eu nunca conheci".

Vi no Blog Seguir a Jesus de Paulo Costa.
http://seguirjesus.blogspot.com/search/label/Philip%20Yancey

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Alma sobrevivente - Philip Yancey

Sinopse: Philip Yancey é uma pessoa que absorveu parte do que a igreja tem de pior a oferecer, mas mesmo assim caiu nos braços amorosos de Deus. Passou por um período de rejeição da igreja e de Deus, uma experiência de conversão às avessas que lhe pareceu um tempo de libertação. Terminou, todavia, não como ateu, um refugiado que deixou a igreja, mas como um dos seus defensores.

Alma Sobrevivente revela o que lhe permitiu resgatar uma fé pessoal dentre os efeitos perniciosos da religião.