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sábado, 9 de janeiro de 2016

Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?


Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.

Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.

Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.

Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.

O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.

Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.

Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.

O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.

Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.

É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.

É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.

É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.

Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.

Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.

Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.

O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.

É simples assim.

O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.

Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.

É ou não é?


Caio

01 de outubro de 08
Lago Norte
Brasília
DF
www.caiofabio.com
www.vemevetv.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

POR QUE PREGAR O EVANGELHO?...

Pregar o Evangelho é meu privilégio, mas não é o encurralamento de Deus!
O mandamento para pregar ao mundo é parte da Graça divina de fazer dos homens Seus cooperadores no semear o bem na Terra, mas não é porque sem o homem e sua boa disposição Deus não tenha como se comunicar com quem Ele bem deseje.

Pregar não é um mandamento para anjos, mas para homens. No entanto, quando os homens não pregam, os anjos pregam.

Sim, se os homens não pregam o Evangelho, tudo o mais prega... A Natureza prega, os rios pregam, as árvores pregam, os jumentos pregam, as mulas pregam, as pedras pregam...

“Por toda a terra se faz ouvir a Sua voz”.

Sim, nesta manhã de 10 de maio de 2009 Deus está falando...

Está falando nas montanhas distantes do Tibet. Está falando nas ilhas perdidas do Pacifico. Está falando nas tribos silenciosas da África. Está falando com índios puros... Está falando com prostitutas que se deram como pão ao diabo a noite toda...

Está falando até com crentes...

Sim, Ele fala por toda a terra...

Fala por sonhos, pela consciência, pela memória de um tempo bom, pela recordação de bons conselhos, pela cogitação do bem gerado pelo Espírito Santo, pela sabedoria silenciosa que Ele derrama sobre todos, pelo olhar simples de um filho, pela lágrima da mãe, pelo esforço amoroso de um pai, pela solidariedade de um samaritano anônimo, pela estrela que diz algo ao mago distante, pelo cicio suave que fala à viúva que ela não está só...; ou, como quase sempre, Ele fala no silencio, no intimo, como segredos de um Pai que a pessoa nem sabe que tem.

Ah, como são presunçosos e arrogantes os que pensam que se não forem Deus não terá como ir!...

Deus é! Deus está!...

Eu é que tenho o privilégio de me engajar na aventura de Deus de contar aos homens sobre o Seu amor!

Sim, pois, quando assim faço, o maior beneficiado sempre sou eu, antes mesmo de ser aquele que me dê ouvidos.

E mais:

Para mim pregar não é uma obrigação. Não! Jamais! Pregar é minha alegria, é minha impossibilidade, é minha paixão, é meu vício santificado, é minha vida, é meu sentido, é minha razão de ser.

Não pregar para mim seria como amar minha mulher sem fazer amor com ela; seria como crer que amo e nunca confessar; seria como ser apaixonado e me esconder do amor; seria como saber da vida e não contar nada a ninguém; seria como ver e a ninguém esclarecer sobre o caminho...

Há muitas motivações para pregar...

Muitos pregam para ficar famosos, para terem uma posição fácil, para arrecadarem sem esforço, para suscitarem inveja em outros, ou mesmo por mera disputa de poder e crescimento...

Outros pregam por se considerarem incompetentes para fazerem qualquer outra coisa... Então, por exclusão, sentem-se chamado pela incompetência para o “ministério da Palavra”.

Entretanto, quando alguém prega apenas por amor, esse logo notará que quanto mais pregue, mais a pregação forjará caráter nele mesmo. Ou seja: pregar com amor trás a Palavra para dentro da gente, na forma de caráter e de conteúdo natural do ser.

Portanto, pregue para o bem de todos, mas, sobretudo, para o seu próprio bem.

Entretanto, saiba:

Se você não for, as pedras rolarão..., e dirão a todos os que necessitem aquilo que os homens pedrados se negam a falar com amor.

Ó Espírito Santo! Derrama o amor de Deus sobre os homens no dia de Hoje!

Nele, que fala de Si mesmo a todos os homens,

Caio

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

MINHA EXPERIÊNCIA COM AUTO-AJUDA por Jesus Ourives


“Sejam bem-vindos aos SEGREDOS PARA O SUCESSO”! Com estas palavras, pronunciadas num sábado, às 9 da manhã, em sala reservada de hotel de luxo de uma cidade importante do Brasil, eu dava início à ministração do Curso de Crescimento Pessoal chamado SEGREDOS PARA O SUCESSO. No auditório, estavam no máximo 15 a 16 pessoas, geralmente casais, que haviam feito a inscrição. A atmosfera na sala era acolhedora, e o conforto da hospedagem, num hotel cinco estrelas, deixava os participantes à vontade embora curiosos para conhecer o conteúdo do programa que lhes estava sendo oferecido.

Assim começava uma atividade a que estive ligado por cerca de um ano e meio na década de 70 no século passado. Meu envolvimento começou da seguinte maneira:

eu estava deslumbrado com uma empresa de venda piramidal que iniciara, há pouco, suas atividades no Brasil. As promessas de ganho fácil e oportunidades mil, junto com uma situação de desemprego na faixa dos 40, levaram-me a aceitar a proposta. Em pouco tempo, consegui a confiança dos dirigentes (estrangeiros) e fui convidado a preparar e lançar no Brasil um programa de auto-ajuda que vinha fazendo sucesso na filial japonesa da companhia. Ficou ao meu encargo preparar a tradução, adaptar o programa para o mercado brasileiro, providenciar a gravação de fitas cassete, a impressão e edição dos livros e demais itens que formavam o kit de apresentação do programa, além de todo o material de divulgação – incluindo um filme em 16 mm. Para isso, precisei contratar profissionais de propaganda, estúdios de gravação, locutores e gráficas dentre outras coisas, o que demandou um tempo considerável.

O programa, no início, seria destinado apenas aos participantes da companhia, com o objetivo de incentivá-los na melhoria do desempenho como vendedores de produtos ou aliciadores de novos participantes, que é o objetivo principal de todas as empresas de venda piramidal. Depois de consolidada a experiência, porém, o programa seria aberto a qualquer participante.

O curso era ministrado num fim de semana em um hotel de luxo. Começava na manhã de sábado e estendia-se até a tarde de domingo. Embora eu fosse o “ministrador” do curso, minha função, na verdade, era mais uma espécie de moderador, já que todas as palestras – oito ao todo – eram ouvidas a partir de um gravador. Nos intervalos das aulas, havia um coffee break . Na noite de sábado, era servido um jantar aos participantes que assumia o caráter de celebração – em que todos eram convidados a apresentar-se com as melhores roupas; as mulheres geralmente de vestido longo. Isso dava ao curso um caráter de evento chique, o que certamente agradava aos participantes.

Ao fim das oito palestras, depois de uma sessão de testemunhos, era feita a entrega solene de um diploma de participação em forma de pergaminho, com o nome do diplomado em caracteres góticos, e também do material a ser levado para casa, onde o curso continuaria pelos oito meses seguintes. Esse material era condicionado em um bonito baú de madeira, com a inscrição do nome do curso Segredos para o Sucesso, e consistia em dois livros de texto, dois livros de exercícios e oito fitas cassete. O participante assumia o compromisso de ouvir cada uma das fitas durante um mês inteiro, três vezes por dia, e de fazer uma avaliação do seu aprendizado, no final de cada mês, utilizando os livros de exercícios.

Cada uma das oito lições era chamada de “pergaminho”, aproveitando a mesma terminologia de um dos famosos livros de auto-ajuda do século passado intitulado O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino.

Desilusão – O Que Está Errado?


Mas um dia esse programa parou. Por que parou? Parou por quê? Porque senti que tudo aquilo era vazio e desprovido de conteúdo. As palestras eram motivadoras, o assunto era agradável, e as pessoas sentiam-se entusiasmadas. Acredito até que muitos foram beneficiados com o que lhes foi ministrado. Entretanto, havia uma supervalorização do homem, uma espécie de você-pode-tudo-porque-o-poder-está-dentro-de-você. E eu não acreditava nisso – e ainda não acredito.

A supervalorização do ser humano coloca Deus de canto e não à frente ou, quando muito, ao lado do homem. O “poder do pensamento”, o “poder da vontade”, a “atitude mental positiva”, a “mentalização” e muitos outros expedientes proclamados pelos gurus da auto-ajuda NÃO TÊM VALOR se Deus não está presente em minha vida.

Como cristão, sei que “tudo posso naquele que me fortalece”; sei também que posso contar com o auxílio de Deus em qualquer circunstância. Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, temos provas mais do que evidentes de que os vencedores sempre foram aqueles que não confiaram nos próprios méritos ou nas próprias forças, mas que se submeteram humildemente à vontade e à direção de Deus. O maior exemplo que temos é do próprio Senhor Jesus quando declarou que “a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo 4.34).

Em nosso mundo cristão, os exemplos de vencedores não são os grandes capitães industriais ou os magnatas que transformaram suas habilidades em riquezas materiais. Nossos exemplos de vencedores são nomes de vidas vitoriosas como Francisco de Assis, David Livingstone, Albert Schweitzer, Madre Teresa, Adoniram Judson, David Brainerd e tantos outros que dedicaram a vida para servir ao próximo movidos pelo exemplo do Senhor Jesus. É uma lista enorme de pessoas, muitas delas anônimas para nós, e que constituem aquilo que o autor americano Halford Luccock chamou de “Linha de Esplendor sem Fim”.

Quando tomei a decisão de não mais orientar pessoas dessa maneira, senti um alívio muito grande. E continuo sentindo a mesma coisa tantos anos passados. Não digo que os livros e programas de auto-ajuda sejam totalmente inúteis. Muitas pessoas podem beneficiar-se deles, mas continuo preferindo a nossa velha e querida Bíblia, com seus princípios, sua simplicidade e eficácia para a vida do dia-a-dia.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A LITERATURA DE AUTO-AJUDA ATRAVÉS DO TEMPO por Jesus Ourives


Embora o excelente resultado de vendas do livro O Segredo, da jornalista Rhonda Byrne (milhões de exemplares do livro vendidos e outros milhões do DVD) impressione, esse fenômeno não é recente. Livros de auto-ajuda já existem desde o século 18, pois, em 1733, foram publicados Poor Richard’s Almanack (Almanaque do Pobre Richard), por Benjamin Franklin nas colônias norte-americanas, e, mais tarde, sua autobiografia, também considerada um clássico da auto-ajuda.

No século 19 e no princípio do século 20, aparecerem algumas obras que são consideradas referências desse tipo de livro: As a Man Thinketh (Assim Como o Homem Pensa) de James Allen, um autor inglês (o título é extraído de Provérbios 23.7), e Acres of Diamond (Terras de Diamantes) de Russel Conwell (pastor batista), que apareceu em forma de livro em 1915.

Foi a partir do meado do século 20, porém, que a literatura de auto-ajuda começou a trajetória de crescimento extraordinário. Os meios de comunicação, ainda sem o computador e a Internet, entraram também, complementando os livros com discos de vinil e fitas cassete que reforçavam a mensagem escrita. Foi nessa época que apareceram os autores que mais se destacaram e que até hoje são referência:

DALE CARNEGIE, cujo livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, lançado em 1937, foi um dos primeiros grandes sucessos nessa linha. Até hoje, é considerado um dos livros mais lidos em todo o mundo. Em 1955, quando da morte do autor, a cifra extraordinária de 5 milhões de exemplares já havia sido vendida em 31 línguas. O Instituto Dale Carnegie continua funcionando até hoje. “Você pode superar qualquer temor desde que se decida a fazê-lo. Não se esqueça que o medo e a insegurança existem apenas na sua mente. Você pode ser e fazer muito mais do que jamais imaginou. Descubra quem é você e quanta força você tem, junte tudo isso à ação e sua vida jamais será a mesma. Decida-se a ser grande e você será. Tudo está em sua mente.”

W.CLEMENT STONE, filantropo famoso e criador da sigla PMA, que, em inglês, quer dizer Atitude Mental Positiva. Escreveu com Napoleon Hill o livro Sucesso Através da Atitude Mental Positiva (1960). Os dois fundaram a revista Success Unlimited (Sucesso sem Limites), que existe até hoje. Ele esperava que seus empregados iniciassem cada dia proclamando juntos: “Estou feliz! Estou saudável! Sinto-me ma-ra-vi-lho-so!!!”

NAPOLEON HILL, responsável por uma pesquisa histórica com duração de 20 anos (1908-1928), na qual milhares de homens de negócio bem-sucedidos em várias partes do mundo foram entrevistados. Com base nessa pesquisa, escreveu o livro A Lei do Triunfo, um clássico entre as obras de auto-ajuda. Outro livro dele, Pense e Enriqueça, publicado em 1937, vendeu mais de 30 milhões de exemplares. Sua frase célebre: “Se minha mente consegue imaginar, então eu consigo realizar”.

OG MANDINO, autor de vários livros, dentre os quais um dos mais conhecidos é O Maior Vendedor do Mundo (publicado em 1968). Mais de 50 milhões de exemplares de seus livros já foram vendidos em mais de 25 línguas. “Cada ato memorável na história do mundo representa um triunfo do entusiasmo. Nada de grande jamais foi alcançado sem entusiasmo porque é ele que confere a qualquer desafio, por mais aterrador que seja, e a qualquer ocupação, por mais difícil que seja, um novo significado. Sem entusiasmo, você será fadado a uma vida medíocre, mas com entusiasmo você pode realizar milagres.”

Em uma edição da revista Success Unlimited (novembro de 1976), houve anúncios de 80 (oitenta) livros de auto-ajuda só nos Estados Unidos.

Pastores que Também Escreveram sobre Auto-ajuda

NORMAN VINCENT PEALE, pastor da Igreja Marble Collegiate por 52 anos em Nova York; seu livro mais famoso é O Poder do Pensamento Positivo. É considerado o introdutor da psicologia moderna nas igrejas.

ROBERT SCHULLER, pastor de uma grande igreja na Califórnia conhecida como Catedral de Cristal; o livro que representa a essência de sua pregação tem o título O Pensamento da Possibilidade.

DAVID (PAUL) YONGGI CHO, pastor sul-coreano da igreja que é considerada a maior igreja evangélica do mundo. Em seu livro A Quarta Dimensão, ele sugere que as pessoas “engravidem” de seus desejos para torná-los realidade.

JOEL OSTEEN, pastor da Igreja Lakewood, em Houston, EUA, é atualmente um dos nomes mais em evidência nos Estados Unidos. Dentre seus livros, estão Só Depende de Você e O Que Há de Melhor em Você.

Uma Fonte Antiga de Auto-ajuda?

As listas acima são apenas representativas; há incontáveis autores, livros e linhas, do passado e do presente, que não foram mencionados, mas que poderiam ser enquadrados em algum tipo de auto-ajuda.

Na verdade, como afirma o livro O Segredo, essas idéias sempre existiram. É um estudo fascinante passar pela literatura mundial e identificar as premissas essenciais em quase todas as épocas da história.

Tal pesquisa histórica e literária traz, sem dúvida, grandes surpresas. Nenhuma, porém, maior do que a identificação do livro mais distribuído e lido em todo o mundo como fonte primária de auto-ajuda. Veja, nesse sentido, o testemunho de um dos maiores autores do gênero, Og Mandino. No final de seu livro O Maior Segredo do Mundo, ele se propõe a indicar os “Doze Maiores Livros de Auto-aperfeiçoamento” de acordo com sua opinião. Depois de dar os nomes de 11 livros, ele escreve:

“Mas aí estão só onze, você dirá. Bem... a oportunidade é excelente para você pensar que talvez o décimo segundo você tenha em sua casa. Talvez você não o folheie há anos, mas ele está lá, esperando pacientemente servi-lo... e é um reservatório ilimitado que tem sido usado e será usado em quase todo livro de auxílio próprio: a Bíblia.”

É aí que está o grande choque: os grandes gurus da auto-ajuda realmente encontram base para o que afirmam nas páginas das Sagradas Escrituras. Tanto é que alguns pastores também adotaram princípios de auto-ajuda ou pensamento positivo em seus livros e pregações. Mais do que isso: quando você lê ou ouve algumas das afirmações nos livros, cursos e palestras, é impossível não sentir que há algo que inspira, desafia e motiva ali, que pode estar faltando em muitos círculos cristãos ortodoxos.

Portanto, está diante de nós um grande desafio: identificar as distorções, o veneno misturado com o leite, mas continuar em busca do verdadeiro segredo, sabendo que existe algo realmente capaz de liberar nosso potencial em Deus.

Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sofismas da Auto-ajuda por João A. de Souza Filho


“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4-5).

O texto acima é um dos mais utilizados para falar sobre a luta do cristão – e com razão, pois apresenta a estratégia de guerra para o confronto espiritual. Embora andando na carne, diz Paulo, não militamos segundo a carne, mas batalhamos com armas espirituais. As “armas” dessa batalha são a palavra da verdade, que é a espada do Espírito, a Palavra de Deus.

Lutamos contra o quê? O texto cita três obstáculos comumente encontrados por quem proclama a palavra de salvação: fortalezas, sofismas e altivez.

Fortalezas são áreas nas quais o inimigo consolidou uma resistência ao avanço do evangelho, do reino de Deus numa pessoa, igreja, cidade ou região maior. Podem ser representadas por hábitos, pecados, vícios, crenças e atitudes. Precisam ser destruídas por métodos e armas espirituais como discernimento, intercessão, perseverança, expulsão de demônios e outras.

Altivez é uma barreira de orgulho e exaltação que lança sombra, escurece a razão e impede a penetração do conhecimento divino. É uma poderosa arma do inimigo para manter as pessoas nas trevas, intocadas pela luz do evangelho, ao mesmo tempo em que se sentem sábias e superiores.

Os sofismas são mais sutis. Um sofisma é uma “verdade” que não é verdade; pode ser mais bem-definida como uma mentira com aparência de verdade – e que continua sendo mentira. Os sofismas alteram a essência da mensagem do evangelho e “implantam”, no conhecimento humano, uma mentira que, de tanto ser repetida, é aceita como verdade. Enquanto as fortalezas precisam ser destruídas, o sofisma tem de ser anulado. E uma mentira só é anulada com a verdade. Exemplo disso é a teoria da evolução, uma mentira ensinada nas escolas como uma grande verdade, embora mentirosa.

Os sofismas geralmente são artimanhas lingüísticas, teorias, suposições e idéias que se opõem à mensagem do evangelho. Sempre existiram ao longo dos séculos, mas, nessas últimas décadas da Igreja cristã, os sofismas passaram a ser apresentados com atraentes rótulos coloridos. O evangelho pregado nos dias de hoje não é apresentado com a pura essência e substância, corrompido que está pela ação dos sofismas, ou seja, de mentiras aparentemente verdadeiras.

Sofismas Encontrados no Evangelho Atual

Mesmo num breve artigo como este, podemos mencionar alguns dos muitos sofismas que entraram na mensagem do evangelho.

Por exemplo, a fé tornou-se sinônimo de pensamento positivo de tal forma que uma pessoa é curada somente se tiver fé. Embora a fé, de fato, ajude a pessoa a pensar positivamente, a erguer-se e a vencer, essa fé que se ouve pregar hoje não é a fé mencionada nas Escrituras. No texto de Habacuque (o justo viverá pela sua fé – Hc 2.4), o sentido é de que a pessoa sobreviverá à invasão do mal – do ataque dos caldeus – se permanecer agarrada ou “colada” em Deus. Fé tem o sentido de viver-se agarrado, preso (a Deus). Não importa o que aconteça, o cristão permanece firme. Doente, mas firme. Sem dinheiro, mas forte.

O sofisma entra e inverte a ordem: se alguém está doente, não tem fé; se está sem dinheiro, há algo de errado. Dessa forma, a fé tornou-se algo a ser conquistado. Quem tem fé é curado; quem não tem continua doente. A corrupção da mensagem do evangelho produz manchetes do tipo: “Centenas de pessoas curadas pelo poder da fé”.

O sofisma ou a mentira é que a fé cura, quando, na realidade, a cura é realizada pela autoridade e ação do Nome de Jesus Cristo, às vezes independentemente da fé de uma pessoa, da fé do pregador ou da fé da audiência, como uma operação da expressa vontade de Deus.

Ligada aos sofismas sobre a fé, aparece a mensagem de auto-ajuda. E há de diferenciar aqui a auto-estima da auto-ajuda. Deus sempre “levanta” a estima de uma pessoa que pensa negativamente sobre si mesma. Ao medroso, ele diz: “Não temas, homem valente”; “Esforça-te, tem bom ânimo”; “Eu sou contigo” – porque a fonte da auto-estima é o próprio Deus e não a fé ou o pensamento positivo. A expressão de Paulo, “tudo posso naquele que me fortalece”, resume a capacitação humana que vem diretamente de Deus.

Na mensagem de auto-ajuda, o foco é sempre o homem e o que este pode fazer por si mesmo, por seu potencial; para tanto, basta repetir frases, ler os passos práticos para uma vida de vitória ou conhecer o “segredo”. Nesse sentido, a mensagem de auto-ajuda tornou-se um canal de prosperidade aos autores de livros e CDs, aos pregadores e conferencistas que despertam o potencial que existe em cada pessoa. O sofisma reside no fato de que o “potencial” passa a ser o próprio homem e não o fruto de sua dependência de Deus. Aliás, o sofisma da capacitação humana descarta toda ajuda divina. Elogia-se o humanismo porque o homem realiza feitos independentes da ação direta e da interferência divina.

Alteração Sutil do Evangelho


Percebe-se, assim, que a mensagem do evangelho que se ouve todos os dias está impregnada e corrompida com filosofias, humanismo e até símbolos, idéias e práticas de movimentos orientais que se assemelham aos métodos e filosofias da Nova Era.

Analisando-se o conteúdo de algumas mensagens televisivas e de livros recentemente publicados, é evidente que muitos pregadores, evangelistas, pastores e apóstolos já não abordam mais a essência do evangelho como faziam os primeiros apóstolos, pois pincelam o tema bíblico com cores e sofismas que atraem; sim, porque um sofisma bem-apresentado atrai indiscutivelmente mais seguidores do que a radicalidade do evangelho.

O sofisma alterou o chamamento de seguir-se a Cristo incondicionalmente – às vezes, perdendo-se tudo – para uma mensagem de prosperidade. As pessoas vêm a Cristo porque querem sentir-se bem, enriquecer e ter vida farta; exatamente o oposto do que pregavam nossos pais.

Os jovens são desafiados a serem prósperos, ricos, milionários, enquanto a verdadeira mensagem do evangelho consigna a que se abandone tudo pela causa do evangelho, mesmo que para seguir a Cristo a pessoa precise renunciar uma vida confortável, tranqüila ou próspera. O desapego aos bens materiais foi um dos fatores que permitiu que o evangelho fosse pregado por todo o mundo greco-romano. Os bens deixados pelos irmãos da igreja primitiva aos pés dos apóstolos eram distribuídos entre os pobres e necessitados de Jerusalém; o sofisma consegue arrecadar os bens para enriquecer os pregadores, apóstolos e instituições. A lei da semeadura é apresentada com cores atraentes de possibilidades de riquezas e de bem-estar social quando, na realidade, Paulo, ao tratar do tema, tinha em mente os recursos para evangelizar as nações e ajudar os pobres e necessitados.

É certo que existe uma prosperidade na vida cristã como resultado do evangelho, mas é algo intrínseco à mensagem, como um dos efeitos que faz parte do conjunto, não como o objetivo principal. Os que progrediram financeiramente na vida não aceitaram o evangelho por ambição de riquezas, mas pela obra de Cristo e seu senhorio.

Jesus já não é mais apresentado como o Salvador da humanidade, que morreu para perdoar aos homens os seus pecados, mas como exemplo de sucesso de quem se podem extrair passos significativos de sucesso empresarial. Dessa forma, o sofisma consegue encobrir o verdadeiro Jesus e sua missão redentora. Livros e mais livros vêm sendo escritos sobre Jesus como fórmula de sucesso, deixando uma névoa sobre sua verdadeira missão entre os homens.

Anulando os Sofismas

Combatem-se os sofismas com a palavra da verdade. Conforme Hebreus 4.12, a Palavra de Deus é a única arma capaz de fazer a separação entre o que é humano e o que é de Deus; ela separa a filosofia arguta e humana dos homens infiéis, permitindo que realce apenas a verdade de Deus.

Paulo soube combater os filósofos e humanistas da época, apresentando a verdade bíblica junto com as manifestações do poder de Deus. Ele provava aos seus ouvintes que palavra (Escritura) e poder (manifestações sobrenaturais) constituem uma grande verdade. Sempre que confrontou os sofismas com a verdade, Paulo deixou igrejas estabelecidas, porque sua mensagem não constava de palavras apenas, mas de demonstração de poder (1 Ts 1.5). Paulo aprendeu a combater os sofismas com a verdade e, por isso, orienta aos cristãos que anulem os sofismas com a Palavra de Deus!

Os sofismas são anulados quando se conhece o que diz a Palavra de Deus sobre cada coisa – tanto as que estão na esfera da vida humana quanto as que estão no contexto do sobrenatural. O verdadeiro “segredo” consiste em desvendar os mistérios da Palavra de Deus com a ajuda da própria Palavra.

Retirado do site:www.revistaimpacto.com.br

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A Injustiça da Graça

Mateus 20:1-16 - A parábola dos trabalhadores e das diversas horas do trabalho.

"PORQUE o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha..."

O texto acima é o primeiro versículo desta parábola. E a pergunta é: Por que o reino dos céus é assim? Quais as características do reino dos céus nessa parábola? O que é que tem nesta parábola que é do céu?

Nós vemos trabalhadores trabalhando o dia inteiro das 6 da manhã às 6 da tarde ganhando o que tinham contratado com o dono. E temos também aqueles que trabalharam a partir das 9, das 12, das 3, e das 5 da tarde.

O dono decidiu pagar todo mundo como se tivessem trabalhado o dia inteiro. É nisso que está o reino dos céus: Ninguém recebe segundo o que se faz, mas segundo a bondade do Senhor. O curioso é que o dono da vinha pagou os últimos em primeiro lugar aos olhos de todo mundo.

O interessante é que a situação é idêntica ao filho mais velho da parábola do filho pródigo, de Caim e sua oferta, de Marta em seus afazeres, de Simão o fariseu leproso de Betânia. Os trabalhadores que receberam o que lhes era justo, o que fora combinado ficaram com ciúmes dos que não ralaram tanto quanto eles.

Então temos algumas considerações a fazer:

1) Causa e efeito não tem nada a ver com a graça de Deus. Na graça de Deus você colhe o bem que não plantou, e não colhe o mal que plantou.

2) Enquanto alguns ficam constrangidos com o imenso amor de Deus demonstrado por sua graça sobre alguns, ela provoca inveja mortal em outros.

3) Se houver confiança no amor de Deus você nunca precisa esperar a justiça de Deus, mas a justiça injusta que é chamada GRAÇA.

4) O pior que podemos receber de Deus é a justiça.

5) Um coração maligno é revelado através da graça manifesta na vida de outros.

6) A maioria das brigas com Deus só acontecem por causa da inveja que temos em relação a outras pessoas. A referência aqui não é a bondade de Deus, mas o que acontece comigo e o que acontece com os outros, principalmente de bom. E nesse casos sempre o critério é a justiça própria.

7) Se permanecermos assim como os trabalhadores do dia inteiro na presença de Deus, será bom pra nós?

Uma dica e conselho: Faça as pazes com a sua situação. Se aconteceram coisas ruins com você e com outros coisas boas, isso não indica preferência ou amor de Deus por você. Principalmente porque em toda sua vida você também recebeu coisas boas enquanto outros estavam enfrentando problemas.

Confie que DEUS É AMOR, e por ser amor Ele sempre cuidará de você da melhor forma, mesmo que coisas ruins aconteçam na sua vida. Deus sempre tem o melhor pra você, mesmo que seja uma palmada no traseiro.

Leia o texto
A bênção da dor e pacifique seu coração.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Evangelho: Palavra e Espírito por Caio Fábio

Tenho dito repetidamente que os evangelhos são narrativas históricas das ações e acontecimentos relacionados a Jesus, bem como de Suas Palavras. O Evangelho, todavia, é um espírito. Os evangelhos são o corpo. O Evangelho é o espírito no corpo. Para muitos os evangelhos são apenas palavras. Para outros são narrativas. Para outros eles são palavras inspiradas. Para muito mais gente ainda eles são apenas palavras mágicas. Para a maioria, no entanto, eles são os quatro primeiros livros do Novo Testamento, sendo, portanto, parte da Bíblia Sagrada.

O terno evangelho é também bastante usado para caracterizar a conversão; tipo: “Quando eu vim para o Evangelho”; significando: “Quando me converti e entrei pra a igreja”. O Evangelho, no entanto, é espírito e vida. Foi isso que Jesus disse. Deus é espírito, e, portanto, Suas palavras são espírito e vida. O Evangelho é espírito e é um espírito. É espírito porque carrega o poder da verdade absoluta e produz vida onde quer que chegue. E é um espírito porque não é letra. Ora, sempre se diz e se repete que a “letra mata, mas que o espírito vivifica”.

Até os mais letristas, legalistas, e escribas de textos em cuneiforme repetem essa frase. Eles, no entanto, não pensam que até as palavras de Jesus podem se transformar apenas em letra morta. Sim, as palavras de Jesus, vistas apenas como algo fixo, e que não carrega um sentir de uma justiça aplicável em qualquer lugar ou tempo da existência humana e dos humanos—tornam-se em letra morta, e nada realizam de bom para o ser.

Jesus ensinou que o Espírito Santo atualizaria a Palavra do Evangelho conforme o tempo, as circunstancias e a necessidade; especialmente na hora da opressão. Em alguns lugares, em narrativas dos evangelhos, isto que acabei de afirmar fica mais do que explicitado.

Por exemplo, aquela seqüência de Lucas 9 é assustadora. Jesus parece não ter critérios. Pede o impensável. Diz a um filho enlutado que não há tempo para sepultar o próprio pai; garante a outra pessoa que não dá tempo nem mesmo de voltar em casa para se despedir; e a um outro diz que mesmo o casamento pode ser deixado para trás a fim de que se seguisse o Caminho. Ora, tais palavras feitas letra se tornam insuportáveis e desumanas, isso se aplicadas indiscriminadamente na vida, e para qualquer pessoa, ou em qualquer daquelas situações.

O espírito que aquelas ocorrências carregam, este sim, é o espírito do Evangelho, posto que só pode ser discernido como espírito, e não como letra; pois, nesse caso, sendo letra e lei, seriam apenas palavras de morte e não de vida; porém, como espírito, as palavras se renovam; e se fazem entender como urgência, como a sobrevalorização do que é eterno em relação ao que é passageiro, e como afirmação do amor ao reino de Deus sobre qualquer outro grande amor. O Evangelho é espírito e vida; e é também vida no espírito, tanto com ‘e’ minúsculo, como também com ‘e’ maiúsculo.

O que o torna letra é a tentativa de confiná-lo a um código de doutrinas ou de preceitos morais e dogmáticos. Nessa hora e nesse dia o Evangelho vira apenas o suporte técnico — via ‘os evangelhos’ — para ajudar no levantamento do edifício pedrado, da câmara mortuária, que é erigida para abrigar os Credos e as Dogmáticas: a versão cristã do Livro dos Mortos. Deus é espírito. A Palavra é espírito. O Espírito é como o vento. O vento é como o espírito.

A iluminação é no espírito. O Novo Nascimento é no espírito. O nascido de novo é como o vento, como o espírito. O discernimento é espiritual, e a sua atualização é feita pelo Espírito. Por isso o Evangelho é mais que palavras, ensinos congelados, e narrativas transformadas e acontecimentos e calendários religiosos. Assim como Deus é, a Palavra é. E assim como é a Palavra, assim é o Evangelho; visto que nada há mais vivo e espiritual do que a Encarnação Daquele que é espírito; o que faz das narrativas dos evangelhos descrições de Deus entre os homens; e o que também faz de tais narrativas analogias espirituais que encontram sua propriedade e pertinência em qualquer tempo ou era da existência humana.

É isto que quero dizer quando digo que o Evangelho é espírito; e também que há algo que deve ser definido como ‘espírito do Evangelho’; e que é o aplicativo do Evangelho ao tempo, conforme a atualização que o Espírito faz; e que é o olhar do Evangelho em cada geração; sendo, no entanto, o olhar do amor.

Nele,

Caio