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sábado, 21 de novembro de 2009

Deus Quer Atenção, Não Produção! por Harold Walker - parte2


Três fatores para dar fruto

Em sua grande parábola sobre o semeador, Jesus ressalta três fatores decisivos para que haja um resultado positivo em nossa vida: a semente, a terra e a exclusividade. Sem a semente, a terra pode ser boa ou ruim; não haverá fruto algum. Mas, se a semente for boa, entrará o segundo fator fundamental: a terra. Se a terra for dura, a semente nem chegará a germinar. Se a terra tiver uma camada fina apenas, a semente germinará, mas não vingará.

Porém, mesmo que a terra seja boa, pode ser que não dê fruto! Como pode acontecer isso? Semente boa e terra boa não garantem uma boa colheita? De acordo com Jesus e qualquer agricultor, a resposta é NÃO! Por quê? Porque existem espinhos e ervas daninhas. Apesar de a terra ser boa, a semente não frutifica porque a força da terra é roubada por outras plantas. Jesus diz que as ervas daninhas são “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas” (Mt 13.22) – em outras palavras, AS DISTRAÇÕES. Para ter uma boa colheita, para que nossa vida termine com um saldo positivo, é preciso haver boa semente, boa terra e EXCLUSIVIDADE.

E isso nos leva a uma ação prática, constante e indispensável para uma boa colheita: dizer NÃO, todo dia, para muitos convites, oportunidades, propostas e tentações. Na agricultura, chamam isso de capinar a lavoura. Quanto melhor a terra, maior a presença de ervas daninhas e mais constante a necessidade de arrancá-las. Quanto mais inteligentes, talentosos, jovens e habilidosos nós formos, mais precisaremos aprender a dizer NÃO! Do contrário, correremos o perigo de dedicar-nos a Deus só quando nos restarem as sobras – quando estivermos velhos, fracos e sem força, quando não houver tantas demandas sobre nosso tempo. É claro que Deus quer nossa dedicação nessa época também, porque ele quer TUDO, mas devemos dar-lhe não só nossos últimos anos, mas também as primícias, o melhor, o mais precioso de tudo o que ele investiu em nós quando nos criou.

Mesmo a terra boa que consegue produzir fruto é classificada, por Jesus, de várias formas: ela pode produzir a 30%, a 60% ou a 100%. Isso significa que a Palavra e o Espírito de Deus que recebemos têm imenso potencial, mas o fruto que produzirão em nossa vida depende da proporção e da intensidade de atenção que lhes foi dedicada. Quantos minutos, horas, dias e até anos de nossa vida são desperdiçados por não ouvirmos a voz de Deus? Consequentemente, perdemos oportunidades preciosas que Deus poderia ter usado para gerar fruto! Que porcentagem de produtividade você gostaria de oferecer a Deus?

Há um exemplo no Velho Testamento e outro no Novo que ressaltam a importância de se fugir das distrações para obter bom êxito em uma missão. Quando Eliseu mandou Geazi para ressuscitar o filho da sunamita, ele lhe deu as seguintes instruções: “Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas...” (2 Rs 4.29). Ao enviar os setenta discípulos de dois em dois para preparar seu caminho, Jesus disse-lhes: “Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho” (Lc 10.4). A ideia, em ambos os casos, é a importância de se ter foco, atenção total no alvo para desempenhar, com sucesso, uma missão encomendada por Deus. Até mesmo uma saudação pode servir de distração e fazer vazar a unção.

Terminando, faríamos bem em refletir sobre as exortações de Paulo para Timóteo:

“Até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino. Não negligencies o dom que há em ti... Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4.13-16).

Oremos usando as palavras desta linda música de Aline Barros:

Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, Senhor, usa-me

Refrão

Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo
Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida
Usa-me, Senhor, usa-me

Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, Senhor, usa-me

Refrão

Sonda-me, quebranta-me
Transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor.

Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Deus Quer Atenção, Não Produção! por Harold Walker - parte1


“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma...” (Dt 10.12)

“Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz... Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos...” (Jr 7.22-24).

Desde que criou o homem à sua imagem, Deus definiu duas verdades que seriam inerentes à sua essência: por um lado, ele seria o ápice da criação como representante do Criador do Universo e, por outro, teria de depender totalmente do próprio Deus para conseguir exercer essa função primordial de sua existência. Um fato o exalta, o outro o humilha. Ao mesmo tempo em que ele é o procurador de Deus para todo o restante da criação, sem contato contínuo e vivo com Deus ele não consegue fazer nada de valor!

O drama da humanidade, então, gira em torno deste conflito: o homem, desde que atendeu à tentação da serpente de tentar ser como Deus, comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal, quer produzir alguma coisa para provar seu valor e reforçar sua identidade. Deus, em contrapartida, só quer que o homem desista de todos esses esforços inúteis e volte à missão inicial de focar toda a atenção no Criador, vivendo a partir dessa única fonte de vida e inspiração.

Deus só pede tudo!


Na passagem acima, Moisés argumenta apaixonadamente com o povo de Israel dizendo: “Que é que o Senhor requer de ti?” Deus não quer nosso esforço, nosso trabalho, nossas boas obras. Ele quer nossa atenção ininterrupta e irrestrita a uma só coisa – ELE MESMO! “Que temas ao Senhor... que andes em todos os seus caminhos e o ames e sirvas ao Senhor... de todo o teu coração e de toda a tua alma”. Que é que o Senhor pede de nós? Tudo! Todo o coração e toda a alma, todo o nosso amor e todo o nosso temor!

Será que isso não é pedir demais? Será que não é uma carga muito pesada? De acordo com a lógica de Moisés, é uma tremenda barganha! Ele usa a expressão de um bom vendedor: Que é que o Senhor pede? Quanto custa esse produto? Uma mixaria! Uma ninharia! Mas como nosso TUDO pode ser avaliado tão baixo assim? Por dois motivos: primeiro, porque deveria ser extremamente fácil amar a Deus de todo o coração já que ele nos criou para isso! Qualquer outra atitude seria desvirtuar nosso propósito natural. Assim como o peixe nasce nadando, o homem deveria nascer amando a Deus! O segundo motivo de ser um negócio tremendamente vantajoso é a desproporção entre o produto e o pagamento: somos chamados a dar tudo do nosso nada para recebermos em troca todos os recursos do Dono do Universo! E ele não pede que façamos alguma tarefa árdua e ingrata – apenas que o amemos e o temamos de todo o coração.

Se o Espírito abrir seu entendimento, você perceberá que esse clamor divino por nossa atenção atravessa toda a História e toda a Bíblia. “Filho meu, dá-me o teu coração...” (Pr 23.26). “Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei; ó Israel, se me escutasses!” (Sl 81.8). “Oxalá me escutasse o meu povo!” (Sl 81.13). “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças” (Mc 12.30). “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.29). Tragicamente, o homem tenta dar qualquer coisa a Deus, menos isso. Esse é o tema central do romance entre Deus e a humanidade.

Jesus e Buda – soluções diferentes para o mesmo problema

Cada um de nós, ao entrar neste mundo, recebe certa quantidade de força física, força mental, força psíquica, força emocional, força de vontade. Deus não cobrará de nós algo que não nos deu. O grande diferencial, no último dia, não será nossa produção, mas a maneira como aplicamos essa força limitada que recebemos. Podemos aplicar toda nossa força em um alvo errado ou em um alvo certo. Aí, é fácil saber como será o desfecho.

A maior tragédia de nossos dias, porém, não é essa. Nosso maior inimigo, hoje, é a dispersão da atenção, a perda de foco, o escoamento vagaroso mas incessante de nossas forças vitais em múltiplas direções. Dessa forma, mesmo que tenhamos bons objetivos e maravilhosas propostas, nosso saldo final será próximo a zero.

É por esse motivo que Jesus nos alerta: “Não vos inquieteis!” Em outras palavras: “Não vos preocupeis!” ou, ainda, “Não vos distraiais!” (Mt 6.31). O seu conselho é que não demos atenção às muitas coisas (à lista de “todas estas coisas”), mas que busquemos uma coisa só: O SEU REINO E A SUA JUSTIÇA. Se fizermos isso, “todas estas coisas” nos serão acrescentadas (Mt 6.33).

A ênfase de muitas religiões orientais, em especial do budismo, é eliminar totalmente as preocupações com a vida material. Dizem que Gautama Buda sentou-se debaixo de uma árvore e pôs-se a meditar sobre a causa de todo o sofrimento. Chegou à conclusão de que os desejos são a fonte de todo o sofrimento da humanidade e que, consequentemente, se o homem conseguisse acabar com todos os seus desejos, daria fim ao sofrimento. Chamou esse estado de não ter desejo de nirvana e o estabeleceu como alvo máximo para todos os seus seguidores.

Como vimos acima, Jesus tem outra orientação. Apesar de concordar que a fonte do sofrimento seja nosso apego e desejo por coisas e experiências palpáveis, ele não diz que a solução é acabar com o desejo, o querer, a vontade. Pelo contrário, ensina-nos a pegar todo o nosso querer, anseio e vontade fragmentados e reuni-los em torno de uma coisa só – Deus e sua vontade! A solução não é deixar de querer – na verdade, devemos aumentar o querer, só que não mais por múltiplas coisas sem valor permanente, mas pelo ÚNICO no Universo que tem valor intrínseco.

Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br

domingo, 18 de outubro de 2009

Muitas reuniões de Atos 15 nos últimos dias por Harold Walker


No livro de Atos, no capítulo 15, nós encontramos a 1ª reunião geral da liderança da igreja, que as pessoas gostam de chamar de concílio por causa de coisas posteriores.

Mas era a 1ª reunião da liderança sobre um problema sério que iria dividir a igreja. Como conseguiram ouvir a voz do Espírito Santo e separar os costumes culturais do que era essencial (Jesus Cristo e a fé nele que traz o batismo no Espírito Santo), mantiveram a unidade mesmo com diversidade. Irmãos, cultura é uma coisa que não dá pra viver sem. Se você tirar uma cultura, daqui cinco dias tem outra no lugar. Jesus não veio destruir cultura, ele veio trazer vida, e a vida vai criando novas formas, acaba formando novas culturas, mas cultura em si não é uma coisa ruim. Portanto o negócio não é atacar cultura, mas comer de Jesus, beber de Jesus e permitir que isso crie mudanças, crie transformações.

Aos judeus convertidos, que desde criancinhas guardavam o sábado, eram circuncidados, não comiam determinadas comidas, dizia-se que continuassem como tal, não precisavam mudar. E tampouco se exigia uma conversão às práticas judaicas dos que as enxergavam como costumes estranhos ao seu modo de viver. Que apenas se guardassem de algumas práticas (coisas sacrificadas a ídolos, relações sexuais ilícitas, carne sufocada e sangue). O importante é que continuassem firmes em Cristo.

Hoje, irmãos, nós não precisamos de uma reunião de Atos 15, mas de centenas delas.
Porque hoje não temos que manter a unidade, mas reconquistá-la. Os primeiros cristãos partiram da visitação pessoal de Jesus Cristo. Era bem mais fácil pra ter unidade. Hoje a gente parte de mil direções diferentes sobre a palavra, sobre as interpretações da palavra, mas é um só Senhor, uma só fé, um só batismo. É possível essa unidade. Em Cristo somos um. E na terra podemos ser um também por meio de Cristo, mas pra isso é preciso muita comunhão para separar os elementos não essenciais dos essenciais, para achar o que realmente é vida, respeitando e valorizando as diferenças uns dos outros.

Em nosso corpo, temos músculos e juntas que, num mesmo movimento, realizam
operações contrárias. Num simples levantar de braço, por exemplo, há músculos que precisam se retesar enquanto outros, por sua vez, precisam se relaxar. Há muitas pressões dentro da igreja: tem gente que só quer evangelizar, tem gente que só quer orar, só quer isso, aquilo...

São preciosos, maravilhosos, desde que não imponham a sua ênfase como se fosse essencial para toda a igreja. Cada celulazinha do corpo tem sua função e seu formato. Por exemplo, a célula do nervo é compridinha; a célula do fígado é totalmente diferente. Têm formatos diferentes, cada qual é especializada numa coisa, mas todas têm algo em comum: no núcleo, possuem o mesmo DNA e dependem de todas as outras por meio da corrente sangüínea.

Todas dependem de todas. O nervo não precisa só de outro nervo. Ele precisa do fígado, do intestino, do pé, do olho. Eu, pra ser sadio, não preciso só da minha ênfase. Eu preciso da ênfase de todos. Aliás, a minha ênfase me mata. Já pensou? Se a célula do fígado ficar só com a bílis sobre si ela morre. Ainda bem que a bílis não fica só no fígado, ela vai embora logo.

Então pra não matarmos uns aos outros, precisamos ser bastante banhados pelo sangue pra tirar todo aquele excesso que, no fim, pros outros, faz bem, e receber bastante dos outros que, pra gente, faz bem também.

Trocando em miúdo, a culpa da igreja é a culpa da liderança. Se a liderança é institucional, a igreja vai ser institucional. Se a liderança estiver no Espírito, a igreja vai estar no Espírito. Então, pelo menos, achamos o culpado. E agora, culpada, a liderança precisa se tocar. É preciso orar pra Deus dar “sitocômetro” pra cada líder da igreja. O táxi tem o taxímetro; o carro, o odômetro; a casa, o termômetro; e o líder da igreja precisa de um “sitocômetro”, porque normalmente não tem “sitocômetro” de jeito nenhum, e as igrejas sofrem. “Sitocômetro” significa: “eu não sei tudo, aliás eu não sei quase nada, e eu preciso dos outros”.

Jesus não prometeu estar dentro, ele prometeu estar entre: “onde estiverem 2 ou 3, eu estarei entre eles”. Eu preciso urgentemente achar um outro pra ficar entre nós pra gente conseguir... Nestes dias eu estou aconselhando as pessoas do seguinte modo: a perseguição vem por aí e se você for preso, qual a primeira coisa que você tem que fazer? Procurar um outro infeliz. Como é que você vai ter Jesus se ele prometeu estar entre? Tem que achar um outro irmão em algum lugar na prisão. Se você está na cadeia, aí é terrível, mas com Jesus vai tudo bem. Então procura um outro irmão lá. E se você não achar, se você for o primeiro, premiado? Converte qualquer um que seja, porque sem o outro eu não consigo ter Jesus.

Entre dois ou três ou mais Jesus estará presente até os confins do mundo e até a consumação dos séculos. Se a liderança começar a entender que nós precisamos uns dos outros desesperadamente para achar Jesus, então nós vamos ter muitas reuniões de Atos 15 e muitos discernimentos do que é secundário e do que é primordial, e a igreja vai começar a se ligar pelas juntas e ligamentos. Quando você começa a ver Jesus no outro, aí você não consegue rejeitá-lo mais. Pode não gostar dele, mas se você viu Jesus nele, e você precisa de Jesus nele, então vocês vão andar juntos, e essa unidade, comunhão vai trazer riqueza para outras pessoas.

Para baixar a mensagem inteira:http://www.gruponews.com.br/conferencia_2008/

Harold Walker, 52 anos, é casado com Ester e tem três filhos: Esdras, Susana e Samuel. Reside em Monte Mor SP e faz parte do Conselho Editorial da Revista Impacto. É também um dos idealizadores do Curso de Preparação Profética (CPP) e do Encontro anual de Jovens “Preparando Soldados para as Últimas Batalhas”. E-mail:walkerharold@yahoo.com

domingo, 14 de dezembro de 2008

O Segredo: de Deus ou do Diabo? por Harold Walker - parte2


Semelhança Importante

Refletindo sobre esses dois pontos de divergência, devemos concluir o seguinte: a auto-ajuda está errada no que se refere a imputar tanto a origem quanto o destino ao próprio homem – um verdadeiro buraco negro! Já no cristianismo bíblico, entendemos que nossa origem e destino estão em Deus – alguém fora de nós, maior que o universo e distinto dele, Criador de tudo.

Dito isso, porém, devemos também concluir que muitos aspectos do processo de trazer coisas do invisível para o visível, tanto no cristianismo quanto na auto-ajuda, são semelhantes. Se nosso destino (o alvo de nossas orações, petições e anseios) é Deus, e nossa origem (o propósito de nossa vida, nossa missão na Terra, o criador de nossos sonhos e anseios) também é Deus, podemos pedir, visualizar detalhes, sonhar, “engravidar”, acreditar firmemente (sem duvidar ou vacilar), repetir, confessar, sentir a emoção antecipada como se já o possuíssemos – e o receberemos!

Você consegue ver a diferença? Não é simplesmente querer um diamante, uma casa nova, um iate luxuoso ou chegar à presidência da empresa ou do país. Se a origem é Deus, é ele quem tem de colocar dentro de mim esse forte desejo e convicção, inclusive mostrando como tal desejo contribuirá para o seu prazer e o cumprimento da missão que ele me deu. Nas palavras de Davi: “Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração” (Sl 37.4), e de Agostinho: “Ama a Deus e faze o que quiseres”. Qualquer coisa é possível para aquele que se une a Deus em amor de tal modo que só deseja aquilo que ele deseja!

Os Extremos

Nesse caso, assim como em tantos outros, precisamos tomar muito cuidado para não ir nem para um extremo nem para outro. Não devemos “jogar fora o bebê junto com a água suja”! Por um lado, temos o fatalismo religioso que mascara a ausência de fé com argumentos “piedosos”: “Deus é soberano e você tem de aceitar tudo o que acontece como a vontade dele”, “Se você está doente, deve ser porque ele quer santificá-lo!”, “O importante não é ter riquezas ou conforto material; Deus olha para o espírito” e “Pessoas que têm alegria e curtem a vida são menos espirituais do que as que vivem sofrendo!” O Movimento da Fé e irmãos como Kenneth Hagin e David Cho têm combatido, com propriedade, essa defesa doentia de miséria e desgraça como se fossem inevitáveis ou resultados da vontade irrevogável de Deus.

A Bíblia, de modo geral, e Jesus, de forma especial, enfatizam que Deus opera dentro e por intermédio do homem, e que este tem autoridade para reverter situações aparentemente impossíveis. Veja os seguintes exemplos:

Josué não perguntou para Deus se podia parar o Sol e a Lua! Ele simplesmente ordenou (Js 10.12,13), e assim aconteceu!

Quando o profeta Isaías desafiou o rei Acaz a pedir qualquer sinal que quisesse nos céus ou na terra, e este bancou o piedoso conformado, dizendo: “Não pedirei; não porei o Senhor à prova”, Isaías o repreendeu, dizendo: “Não basta abusarem da paciência dos homens? Também vão abusar da paciência do meu Deus?” (Is 7.10-13, NVI).

Quando os fariseus, que se orgulhavam de sua teologia aparentemente impecável, comentaram: “Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?”, Jesus respondeu enfaticamente: “Para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Lc 5.20-25, ênfase acrescentada).

Deus não quer que o homem permaneça passivo, aceitando tudo o que acontece de forma fatalista como sendo a vontade dele, “terceirizando” sua responsabilidade diante das circunstâncias da vida.

No extremo oposto, temos os que ficam tão entusiasmados com o poder da fé que se esquecem de que é Deus quem tem a palavra final em tudo. Ele é soberano, somente a sua vontade deve ser feita, e nós existimos para sua glória e seus propósitos. “Todas as coisas cooperam para o bem [de quem?] daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28, ênfase acrescentada). “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 Jo 5.14, ênfase acrescentada). Portanto, não temos licença para usar a fé em prol das nossas ambições egoístas e carnais. “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4.3).

A própria história do mundo nos últimos séculos revela os frutos desses dois extremos. As filosofias e religiões orientais (principalmente hinduísmo e budismo), com seu fatalismo e teorias de carma e reencarnação, não permitiram o desabrochar do potencial do homem para interagir produtivamente com o ambiente. De certa forma, o próprio catolicismo, que também defendia a passividade diante da soberania de Deus, resultou no mesmo tipo de estagnação na parte do mundo que se manteve sob seu domínio na Idade Média.

Foi o protestantismo, com a fé irreprimível na possibilidade de cada homem ter contato direto com Deus e usar a imaginação e criatividade para melhorar o mundo visível, que trouxe a explosão de ciência e tecnologia que hoje predomina sobre toda a face da Terra. Ao mesmo tempo, porém, que esse tremendo poder criativo que permaneceu preso dentro do homem por tantos séculos foi liberado, o senso de assombro e reverência diante da soberania e grandeza de Deus foi praticamente anulado, gerando assim a cultura capitalista, consumista, hedonista e anti-Deus que acompanha os avanços tecnológicos no atual processo inexorável de globalização.

Ao meditar sobre essas coisas, fico emocionado. Sinto o Senhor olhando para seu povo com muito amor e zelo paternal e dizendo:

Oh, minha igreja! Os últimos dias já chegaram! Não olhem nem para a direita nem para a esquerda! Olhem firmemente para o Autor e Consumador de sua fé! Creiam no tremendo potencial que há dentro de vocês para mudar circunstâncias, chamar à existência aquilo que não é e tornar visível o invisível. Porém não se esqueçam de que tudo o que existe fui eu que fiz para minha glória! Prostrem-se diante de mim! Desistam de seus próprios sonhos terrenos! Abram o coração para meus sonhos que são muito maiores! Haverá novos céus e nova terra nos quais habita a justiça! E o poder desse mundo vindouro já está dentro de vocês! É o Espírito Santo, o penhor da sua herança! Vocês serão o instrumento por meio do qual meu poder agirá para trazer meu reino para a Terra! Não fiquem olhando para este ou aquele lado, perguntando de onde virá o socorro! A palavra está dentro de vocês, na sua boca, no seu coração! O meu sonho é um povo totalmente submisso e rendido a mim, sem um pingo de autopromoção ou egoísmo, que só deseje a minha glória e o meu prazer, mas que, ao mesmo tempo, seja ousado, corajoso, intrépido para desafiar meus inimigos, fazer proezas em meu nome e exercer minha autoridade sobre a Terra! Esse sonho há de se realizar!

Retirado do site: www.revistaimpacto.com.br