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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O cego que nasceu assim por Mario Persona

Leitura: João 9:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=aOnjcGphGO8

Ao encontrarem o cego de nascença, os discípulos de Jesus tentam descobrir a causa do problema, e erram ao levantarem apenas duas possibilidades. Eles perguntam: "Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?".

A origem de um rio é sua nascente, mas a razão de ele correr neste, e não naquele lugar, depende de vários fatores. É simples entender que a origem de todo o sofrimento é o pecado que arruinou a criação, mas não é tão simples assim descobrir por que um sofre e outro não.

Apesar de existirem problemas que são um resultado direto de nossos erros, como bater no poste por dirigir embriagado, é preciso cautela antes de culpar alguém por algum defeito, doença ou desgraça. Ao encontrarmos uma pessoa que sofre, costumamos agir como os três amigos que visitaram Jó em sua tribulação: eles estavam indo muito bem até decidirem abrir a boca.

A interpretação que os três amigos dão para a desgraça de Jó no livro de mesmo nome não representa a sabedoria de Deus, e sim a sabedoria humana. Em 1 Coríntios diz que o mundo não conheceu a Deus pela sabedoria humana, portanto o método usado por Elifaz, Bildade e Sofar não serve para discernir a razão do sofrimento de alguém.

Elifaz fala da experiência própria e individual. Ele diz no capítulo 4 do livro de Jó: "Conforme tenho visto...". Bildade, o outro amigo, apela para a tradição. No capítulo 8 ele diz: "Pergunte às gerações anteriores e veja o que os seus pais aprenderam". No capítulo 11 é a vez de Sofar apresentar seu argumento religioso e legalista. Segundo ele, se Jó consagrar seu coração a Deus e parar de pecar, tudo irá bem.

Somos assim: julgamos as pessoas pela nossa experiência, pelas nossas tradições e pela religião, e deduzimos que, se alguém sofre, é por ter falhado em algum destes pontos. É claro que esse tipo de julgamento também me faz sentir superior à pessoa que sofre, e minha mensagem acabará sendo: Seja como eu e você não irá sofrer. Mas, parafraseando José no livro de Gênesis, "estaria eu no lugar de Deus?".

Paulo, na carta aos Romanos, diz: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor?". Pois é, nem eu nem você somos capazes de entender os motivos e razões de Deus. O melhor é não sairmos por aí dando o nosso veredito para a razão do sofrimento de cada um.

Quando os discípulos perguntam se o cego nasceu assim por causa de algum pecado dele ou de seus pais, Jesus responde: "Nem ele pecou nem seus pais". Então por que ele nasceu cego? A resposta está nos próximos 3 minutos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Para onde vai a Igreja do Senhor? por Mario Persona


Depende do que você chama de "Igreja do Senhor". Se está se referindo a todos os salvos por Cristo, seremos todos arrebatados a qualquer momento, para nos encontrarmos com o Senhor nos ares.

Mas, se está se referindo à cristandade, essa mescla de joio e trigo, suas organizações e as assim chamadas "igrejas", isso vai permanecer aqui, de certa forma desfalcada, depois do arrebatamento dos salvos. Essa que deveria ser a noiva de Cristo (como testemunho) surpreende o apóstolo João quando ele a vê como uma meretriz em Apocalipse. O que você lê da meretriz, a Grande Babilônia, em Apocalipse é o futuro da cristandade como a forma exterior do cristianismo então vazio de seus verdadeiros salvos.

Para entender melhor o processo de degradação e apostasia, leia 1 Timóteo pensando em como Deus gostaria que o testemunho da Igreja fosse, e 2 Timóteo (última carta de Paulo) pensando em como esse testemunho acabou se tornando. O capítulo 2 de 2 Timóteo é crítico nesta análise, mostrando a necessidade do cristão se apartar da má doutrina e iniquidade que leva o nome de Cristo.

II Tim 2:19 a 22 - "Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra.
Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor".

O capítulo 3 de 2 Timóteo fala do caráter dos homens nos últimos dias. Esses homens não são pagãos, mas "cristãos" nominais. Algumas características desse homens são o egocentrismo, a avareza (fazem comércio de seus seguidores), presunção de poder, sedutores de mulheres carregadas de desejos vários (inclusive lícitos, como dinheiro, saúde etc.) e imitação dos milagres de Deus, como fizeram os magos de Moisés, Janes e Jambres.

II Tim 3:1 a 9 - "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles".

O último capítulo de 2 Timóteo é triste, pois mostra que todos acabam abandonando Paulo no final. Isso está acontecendo hoje, quando a doutrina ensinada por Paulo em suas epístolas é cada vez mais deixada de lado como "difícil de entender" para dar lugar a práticas totalmente contrárias ao que Deus nos ensina através dele.

Muito do que Paulo escreveu é hoje considerado como "costumes de sua época" por não se encaixarem no modo de pensar das organizações eclesiásticas da atualidade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pra que Deus se temos as Regras de Ouro?


CARTA RESPONDIDA:

Eu ia começar a responder e de repente percebi que minha resposta seria a mesma da outra vez, porque você ainda não percebeu que seu "mindset" é igualzinho ao de uma pessoa crédula em algum tipo de fé, como eu já tinha explicado..

De qualquer modo, não acredito que esta conversa irá levar a algo, já que você está transgredindo as próprias regras que diz serem a solução para todos os males da humanidade e certamente não irá querer admitir isso.

Quer um exemplo? Você diz: "Eu estou aqui porque não me conformo com pessoas como você que se deixam convencer com argumentos falaciosos escritos na Bíblia. Isso gera um atraso para a humanidade." E depois você cita uma de suas regras de ouro:

"1- Não faça com outro ser humano ,aquilo que não gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregado a este ser humano".


Bem, no meu modo de entender esse “independente de qualquer adjetivo” deveria incluir pessoas crédulas em “argumentos falaciosos escritos na Bíblia”, como você me adjetivou.

Percebe a incoerência de seu pensamento? Você faz comigo a mesma coisa que não gostaria que eu fizesse com você (1a. Regra de Ouro), ou seja, contestar suas crenças (que você diz serem provadas matematicamente etc e tal).

Eu sou a pedrinha no seu sapato ("não me conformo", diz você) e certamente você gostaria que pedrinhas como eu fossem radicalmente eliminadas da face da terra, para não estorvarem o desenvolvimento da humanidade.

O problema é que nesse "clube da humanidade desenvolvida" aparentemente só tem espaço para quem rezar segundo o seu catecismo que, de certa forma, é parecido com o meu, só que às avessas. A Bíblia diz que os incrédulos serão julgados e condenados por sua incredulidade. Será que entendi que é um destino semelhante que você quer para os crédulos?

Vamos à sua outra regra de ouro:

"2- Faça por outro ser humano aquilo que gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregando a este ser humano."

Ok, então faça a gentileza de crer na Bíblia e em Jesus como seu Salvador, pois é exatamente o que peço a Deus que aconteça com você. Será que pode fazer isto por mim?

"3- Não importa qual erro ou maldade tenha sido cometido contra você ou pessoas que você ama, não se deve violar as duas primeiras regras contra quem provocou este mal, independente de qualquer adjetivo que esteja agregado a este ser humano."

Será que não copiou estas leis das "Leis da Robótica" de Isac Asimov? Lembrei-me delas agora. Muito bem, você violou a primeira e segunda lei, o que o torna também culpado da terceira. Como reparar isso? Só tem um jeito: pedindo perdão à pessoa que foi ofendida ou ferida.

O problema é que, ao violar qualquer uma dessas leis, você se torna culpado, ou seja, é colocado na categoria de "mal" de exceção de sua declaração: "Você pode procurar e não vai encontrar. Não existe nenhum mal na humanidade que não seja uma violação das regras de ouro".

Percebe que você também tem noção de “pecado” ou da transgressão a um padrão adotado? Agora eu pergunto: quantas vezes você já ofendeu um cristão por sua fé? Isso é uma transgressão de suas “Regras de Ouro”, pois está fazendo ao outro o que não gostaria que fizessem com você. Está desrespeitando a crença de outro, colando nele adjetivos etc.

Ao violar suas três regras de ouro, você precisará fazer uma reparação ou continuará no papel de transgressor. Ou será que fica por isso mesmo, isto é, não existem consequências em se transgredir tais regras? Bastaria um sentimento de arrependimento? Bem, então já temos o conceito de pecado traduzido para o seu vocabulário e temos agora o conceito do arrependimento também.

E a reparação? Ou seja, quem vai dar o atestado de que você está perdoado e limpará sua ficha criminal de transgressor das “Regras de Ouro”? Será seu semelhante que foi ofendido? Pode funcionar, mas veja que nos tribunais humanos não basta Hitler dizer ao judeu morto que sente muito. Ele precisaria prestar contas à humanidade, pois seu crime foi contra algo maior do que o próprio indivíduo que ele lesou. Nós homens temos um tribunal superior para coisas assim.

Mas, e se todos os homens, sem exceção, forem achados culpados de transgredir as “Regras de Ouro”? Quem poderia se dizer isento o suficiente para ocupar a tribuna de Juiz? Lembre-se de que se entrar hoje num presídio, a maioria dos que estão ali dirão ser inocentes. Temos este problema, nunca admitimos nossos próprios erros, portanto somos também juízes falhos. Vamos precisar de um Supremo Tribunal muito mais supremo do que os que temos aqui, se todos os homens forem achados culpados. Vamos precisar de Deus.

O problema é que Deus ainda não foi provado, e poderá ser tarde demais para você quando isto acontecer. Então você descobrirá que não foi apenas um transgressor das “Regras de Ouro” em relação a mim e outros seres humanos, mas principalmente em relação a Deus, e nunca se preocupou em pedir desculpas a Ele e nem deu a Ele oportunidade de lhe perdoar.

Eu preciso de Jesus, não apenas porque violo todas essas e outras regras o tempo todo, em relação ao meu próximo (sim, você disse isso a meu respeito e concordo plenamente), mas principalmente por as violar em relação a Deus. E como eu mesmo não seria capaz de reparar meu erro, que se repete dia a dia, minuto a minuto, Deus providenciou um Salvador, Jesus, para sofrer o dano por meu pecado e me substituir na pena que devia ser aplicada a mim.

Ao menos é o que a Bíblia diz, mas você não crê na Bíblia. Mesmo assim admiro todo esse esforço seu em trabalhar arduamente para impor suas idéias. Pena que seu tempo esteja acabando, pois todos nós temos data de vencimento.

João 6:27 “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.”

Mário Persona - Site: O QUE RESPONDI...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A moral faria sentido sem Deus? por Mário Persona - Parte 2


Seu argumento de que "se fossemos todos selvagens assassinos já estaríamos mortos" também não tem fundamento. Se estudar história verá que somos sim, todos nós, selvagens assassinos. Como eu disse da outra vez, "traição é uma questão de datas". Eu disse que foi Alexandre Dumas quem escreveu isso, mas na verdade ele citou Talleyrand-Périgord, ministro das relações exteriores de Napoleão. Terrorista é quem perde e vira oposição. Quem ganha, por mais assassinatos que tenha cometido e bombas que tenha explodido, deixa de ser chamado de terrorista para ser chamado de presidente, chanceler, imperador ou algum título de dignidade.

Em Romanos diz que "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". Faz sentido ler isto em Romanos, pois está numa Bíblia que se declara a Palavra de Deus e onde existe um código moral para podermos ter um referencial do que seja pecado. É bom lembrar que nela a palavra pecado aparece em dois sentidos: fazer a própria vontade (pecado) e os frutos da vontade própria (pecados).

Já que nos faltam os parâmetros para dizermos "se fossemos todos selvagens assassinos", vamos precisar de um padrão moral que não seja nem meu e nem seu. Então o que diz em Romanos pode ser um bom começo, já que não existe uma afirmação mais democrática do que a de que “todos pecaram”. Ao dizer isso a Bíblia coloca todos no mesmo nível. Não tem melhor nem pior, todos são igualmente incapazes, eu e você inclusive. Então não podemos esperar que algum de nós se arvore no direito de ditar normas para os outros seguirem e vamos precisar de um Deus que faça isso.

Ao que parece você não compreendeu a mensagem da Bíblia, e posso ver isto pelo que escreveu: “você quer colocar todo mundo como malvado, todo mundo como pecador, então as pessoas só ficaram boas depois da chegada dos judaico-cristãos”. Não foi o que eu disse. Eu disse que, apesar de você se dizer ateu, suas conclusões de bem e mal são formadas pela cultura judaico-cristã na qual está inserido.

Mas, ao contrário de seu raciocínio, as pessoas não se tornam melhores quando entram em contato com a Palavra de Deus: elas se tornam infinitamente piores, porque são colocadas diante do padrão de Deus, um padrão impossível de ser alcançado pelo homem pecador. A Palavra de Deus é a medida pela qual você será julgado, a menos que antes disso conheça o perdão de seus pecados que está disponível em Jesus.

Quando sugeri que começasse por Jesus, você perguntou: “Porque Jesus? o que ele tem de tão especial que Maomé não tem? O que que o cristianismo tem de tão especial que o hinduísmo ou as religiões indígenas não tem?”

Muita coisa. Mas eu destacaria a improbabilidade como uma das mais atraentes. Foi isso que chamou a atenção de C. S. Lewis (autor de “As crônicas de Narnia”), um ex-ateu cujo amigo cristão e especialista em lendas (J. R. R. Tolkien autor de “O Senhor dos Anéis”) convenceu de que os evangelhos não eram uma lenda, mas um relato de fatos. Comece por Mateus e você já encontra uma improbabilidade nos primeiros versículos.

Na genealogia de Jesus você encontra um caso de incesto (Judá e Tamar), uma prostituta (Raab) e um adultério (Davi com a mulher de Urias). Quem escrevesse a genealogia de alguém tido como o Filho de Deus, o equivalente a ser Deus, teria omitido essas coisas, pois são péssimos antecedentes. Por que não falar simplesmente de Davi e de sua mulher Batseba? Por que lembrar o nome de Urias, um dos melhores amigos do Rei Davi, que este mandou abandonar na frente de batalha para ser morto com o inimigo e poder roubar sua mulher?

Continue lendo os evangelhos e você vai se surpreender com o tanto de vezes que os próprios autores evangelistas se colocam na posição de verdadeiros idiotas revelando suas falhas sem qualquer retoque. Você não vê isso nos textos de outras religiões. Eles são cuidadosamente escovados para deixar uma impressão positiva para a posteridade. Os evangelhos realmente formam um texto sui generis, muito semelhante ao Antigo Testamento que revela toda a mesquinhez do povo hebreu também sem retoques.

Você falou que não faz sentido em algo que não pode ser provado e deu o exemplo da gravidade, na qual você acredita porque pode ser provada pela ciência. Sim, pode, mas a ciência ainda não conseguiu explicá-la (as diferentes explicações tentadas pela ciência não funcionam em todos os casos). Deus também pode ser provado, mas não explicado, só que para isso você terá de usar instrumentos diferentes dos usados pelos cientistas. Para se ter uma prova da existência de Deus é preciso colocar os joelhos no chão e pedir a Ele para se revelar a você. Está disposto a fazer o teste? Não, você não está, pois existe o risco de precisar rever sua fé atual. Um dia eu fiz o teste e Ele não me decepcionou. Agora eu sei.

“Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” Sl 34:8

Retirado do blog: O que Respondi.

sábado, 1 de agosto de 2009

Pessoas de qualquer religião podem ser salvas?

A salvação é garantida a todo aquele que crê em Jesus, independente da religião que ele pratique. É claro que uma pessoa que realmente crê em Jesus tem o Espírito Santo e este a ajudará a discernir o erro. Eu mesmo fui convertido e católico durante um ano, até descobrir os erros daquela religião quando comecei a ler a Bíblia. Como Deus não disse que somos salvos por ler a Bíblia, eu já estava salvo desde o momento em que cri que Jesus morreu por mim na cruz e me salvou.

A maioria dos grupos cristãos concordam nas verdades básicas do cristianismo, como a morte expiatória de Jesus e o fato de ele ser o Filho eterno de Deus encarnado (ou Deus Filho, uma das Pessoas da divina trindade). Sua morte e ressurreição estão incluídas nisso. Mas religiões como Testemunhas de Jeová e Mórmons não crêem na divindade de Jesus, portanto não podem ser colocadas como realmente cristãs.

Outras acreditam na salvação por obras, como o Adventismo e o Catolicismo. Felizmente Deus mesmo conhece os que são seus e que estão nesses sistemas. Podemos julgar suas doutrinas, mas não as pessoas que nele estão, pois não conhecemos seus corações.

Aliás, a exortação em 2a. Timóteo, quando os falsos ensinos tinham entrado na "casa de Deus", não é para ficarmos vendo quem é de Deus e quem não é, mas para nos apartarmos da iniquidade tão logo a detectarmos. A ordem das coisas é (1) detectar o erro, (2) nos separarmos do erro, (3) nos separarmos dos vasos ou pessoas que desonram a Cristo, (3) seguirmos a justiça, o amor e a paz [congregados] com os que invocam o Senhor com um coração puro. Veja o trecho abaixo::

"... Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."

Mais aqui: http://www.respondi.com.br/2005/05/qual-religio-pode-me-salvar.html

Quanto à sua segunda pergunta, é inegável que a Bíblia ensine a eleição e predestinação, mas ela também ensina que devemos pregar o evangelho e que o pecador tem responsabilidade de crer no Salvador. Além do mais, só existe um jeito de você saber se foi escolhida ou não: crendo em Cristo.

Mario Persona é PALESTRANTE, escritor, professor e consultor de comunicação e marketing. Com vários livros publicados sobre marketing, comunicação e carreira, atua em treinamentos, palestras, workshops e cursos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A história de Pedro por Mário Persona


Quero contar que meu nome é Pedro e nasci cego e incapacitado de falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não ligava muito para mim e vivi meus primeiros quatro anos deitado de costas com minha perna amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão logo abaixo de meu joelho direito.

Nada de beijos e abraços, brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos foram só de sobrevivência naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido, porque ninguém me ensinou. Depois de desmamado, minha mãe me manteve vivo com uma mistura de água, farinha de mandioca e açúcar que eu tomava em um copo, pois perdi a habilidade de sugar.

Minha avó era quem cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar a alguém. Então... bem, esta é a história que você irá ler em meu diário que, na verdade, é escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo fazer um diário como este. Mas acho que papai vai fazer um bom trabalho tentando adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se pudesse.

Mas não é só para contar minha vida que este blog existe. Papai é escritor e profissional de comunicação e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma pequena ajuda de pessoas que os compreendam. Existe um mundo diferente daquele onde a maioria das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco disso. Isso eu também quero contar.

Minha irmã se inspirou em minha história para escrever este romance que ganhou um prêmio literário e foi escolhido para fazer parte da coleção Anjos de Branco, coordenada pelo escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio e a apresentação é de autoria do escritor José Louzeiro, ambos da Academia Brasileira de Letras. O livro é publicado pela Editora Mondrian.

Minha irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca" preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco". Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia Persona e o livro Uma Luta Pela Vida é muito bom.

Minha irmãzinha e futura enfermeira ainda olhava desconfiada em 1987.

Lia fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e outras pessoas para ir juntando a história toda. Além disso, ela foi procurar informações em antigas correspondências, álbuns de fotos e até em exames médicos e radiografias.

Hoje ela está mais confiante e generosa. Até ganhei um ursinho!

Ela costumava me levar ao médico, hidroterapia e fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica para consertar meus defeitos de fábrica. Toda hora inventava um "recall" para ver se dava para trocar alguma peça em mim! Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como o papai tem péssima memória, irá recorrer à Lia e ao seu livro "Uma Luta pela Vida" para escrever este blog. Você também poderá ler uma entrevista que a jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com minha irmã clicando aqui.

Tenho também um irmão, Lucas, que é muito legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será? Nunca escutei! Ele é muito generoso também. Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que no chão, para eu não cair, quando fazia muito frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado. Aprendi a fazer isso devagar para ele não acordar.

Site: http://www.stories.org.br/querocontar/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

2- De mal a pior por Mario Persona



Leitura: Evangelho de Mateus 2:1-22

Quando Jesus nasceu, alguns homens sábios do Oriente chegaram em Jerusalém perguntando pelo Rei de Israel que tinha nascido.

Quando o rei Herodes e os moradores de Jerusalém souberam disso ficaram preocupados. Você também ficaria se corresse o risco de passar o governo a outro.

E o governo de sua vida, você passaria a Jesus? Ou faria qualquer coisa para evitar isso? Herodes decidiu que precisava eliminar Jesus.

Aqueles sábios chegaram a Belém com presentes para o menino: ouro, incenso e mirra, uma erva amarga tirada de uma árvore cheia de espinhos.

Apesar de Sua perfeição áurea e fragrância divina, Jesus estava destinado a amargar uma morte infame. Pregado num madeiro como um criminoso qualquer.

Depois de encontrarem Jesus, os sábios voltaram por outro caminho. Ninguém volta pelo mesmo caminho depois de um encontro assim. E ninguém tem um encontro assim se não escutar a voz dAquele que disse: "Eu sou o caminho".

Ao saber que Herodes pretendia matar o menino, José fugiu para o Egito levando Jesus e Maria, e só voltou depois da morte de Herodes, indo morar em Nazaré.

Jesus acabou ficando conhecido como nazareno, numa época quando as pessoas costumavam dizer que de Nazaré não vinha coisa alguma que prestasse.

Dá para entender isso? Deus vem ao mundo em um curral, passa suas primeiras noites em um cocho de alimentar gado, vai viver como refugiado no exílio e acaba indo morar numa cidadezinha desprezível de pessoas de quinta categoria.

Sabe o que é? Só quem passou por tudo isso pode entender quem está passando por tudo isso. Tristeza, desprezo, perseguição, você conhece essas coisas, não? Pode ter certeza de que Jesus não veio aqui a passeio. Ele começou mal e terminou pior.

Agora, tente adivinhar a troco de quê ou por quem Ele fez tudo isso. Você sabe a resposta.

domingo, 21 de dezembro de 2008

1- SÓ PODE SER VERDADE.



Leitura: Evangelho de Mateus 1:1-25; Lucas 2:1-7; 3:23-38

Qual judeu, de sã consciência, incluiria na genealogia de Jesus duas prostitutas? Mateus fez isso no primeiro capítulo de seu evangelho. Tamar e Raabe eram prostitutas.

E tem mais, tem Jeconias, um rei amaldiçoado pelo profeta Jeremias; tem Rute, uma moabita, povo inimigo de Israel; tem o rei Salomão, que teve mil mulheres, grande parte delas de povos inimigos, e mergulhou na mesma idolatria desses povos. Quem foi Salomão. Era filho de Bate-Seba, a mulher com quem Davi cometeu adultério e cujo marido mandou para a morte.

E se você analisar a vida de cada um da lista de ancestrais de Jesus vai chegar à conclusão de que não salva um. Ou então vai perceber que Deus queria mandar um recado; queria dizer que eram justamente pecadores assim que Ele ia salvar.

A chave para entender isso está no que o anjo disse a José em um sonho, depois que ele descobriu que sua noiva, Maria, estava grávida e o filho não era dele.

O anjo disse: Ela dará à luz um filho e você o chamará de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Aquele Ser que a virgem trazia no ventre tinha sido gerado pelo Espírito Santo e seria chamado de "Deus conosco". Deus estava a ponto de experimentar o que era nascer, viver e morrer como homem. Deus estava a ponto de sentir na própria pele o que eu e você sentimos. Quer maior empatia do que isso?

Ah, eu quase me esqueci. Mateus, o autor do evangelho, era um judeu traidor da pátria. Ele coletava impostos para César, o invasor romano. Seria algo como um judeu trabalhando para Hitler durante a segunda guerra.

Sabe de uma coisa. Essa história é tão incrível que só pode ser verdade. Eu creio nela e eu creio nEle, em Jesus, o Salvador. Eu preciso crer, eu sou tão pecador quanto Mateus e essa gente toda. E você?

Retirado do blog: O Evangelho em 3 minutos.