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sábado, 6 de março de 2010

Responsabilidade Social pela Igreja por Roberto Lima


Em 2007 fiz parte de uma equipe que realizou o I Fórum Evangélico Sobre Responsabilidade Social de Botucatu.

Sempre ouço a mesma coisa dos pastores que são engajados no social, que os espíritas estão fazendo mais obras sociais, que os católicos estão fazendo mais obras de caridade do que NÓS, OS QUE CONHECEMOS A JESUS.

Bem, eu entendo a angústia deles, mas parece que eles não entendem a essência do negócio.

Primeiro conhecer não quer dizer muita coisa, embora seja importante, mas conhecer é a parte racional da relação. Conhecer, saber, entender do que se trata, saber como fazer, entender como funciona, saber quais os elementos que compõe, saber como todas peças se relacionam, realmente é importante.

Mas, principalmente se tratando de valores, é como dizer que você sabe tudo sobre humildade, e suas características, e seus resultados, e histórias de homens humildes. Tudo isso não o torna humilde nem alguém praticante da humildade. Aliás, se você disser tudo isso que falei anteriormente corre-se o risco de terminar dizendo, "Ah, e tudo isso está no meu livro, um dos estudos mais completos sobre o tema".

Sempre vejo os pastores querendo ressaltar que deveriam ser os evangélicos a fazerem a parte social no país porque eles é que "têm" Jesus, insinuando que eles estão certos e os outros errados.

Bem, eu também não aceito doutrinas como a da reencarnação, dos espíritas, ou da adoração de imagens, dos católicos... mas que dizer da doutrina da prosperidade, das campanhas, dos shows nos cultos, da salvação através da santificação pessoal dos evangélicos em geral?

NA MINHA OPINIÃO, e você que lê este artigo pode ter uma diferente, TODOS SOMOS IGUAIS. Todas as denominações cristãs estão parcialmente certas. E só mesmo Deus pode fazer um pente fino e achar os Seus nesse meio.

Há muita gente de Deus em todas as religiões, e há muita gente QUE NÃO PRESTA EM TODAS ELAS TAMBÉM. Por isso generalizar tanto para o bem como para o mal nos levará ao erro.

Há muita gente salva que não acreditamos que está salva porque ela está travestida em doente, em morador de rua, em alcoólatra, em jogador de futebol e tem muito jogador de futebol, pastor, padre, sacerdote, beata travestidos de santos.

Quando se trata de algo que só podemos ter certeza quando vemos por dentro, e NUNCA por fora, então o julgamento deve ser deixado para Deus fazer.

Vejo que as igrejas estão lotadas de pessoas que são e que não são. As que NÃO SÃO, nunca farão nada pelo próximo e algumas das que SÃO podem vir a fazer alguma coisa pelo próximo.

Por isso, não são os espíritas que estão fazendo mais obras sociais que os evangélicos; ou são os católicos que fazem mais que todos os outros; nem os evangélicos tem que concorrer com ninguém tentando mostrar que eles estão fazendo mais que os outros.

Porque a verdade é uma só:

NEM ESPÍRITAS, NEM EVANGÉLICOS, NEM CATÓLICOS estão fazendo trabalhos sociais e humanitários e comunitários... não são eles os agentes humanitários de solidariedade...SÃO AQUELES QUE AMAM.

E estes, estão aí pelo mundo vagando como bons samaritanos que não se importam da cor, da religião, da opção sexual, da aparência da pessoa que está estendida no chão. Importa somente que é um ser humano que precisa de ajuda.

Estes, não têm religião têm missão.

Os que AMAM sempre serão invejados pelos que CONHECEM.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Dívida Social da Igreja - pastor João

Sob o tema, Resgatando a Dívida Social da Igreja com a Cidade, um grupo de pastores e líderes de diversas igrejas de Porto Alegre se reuniu no mês de março na Chácara Bet-Shalom para refletir, orar e discutir a questão social e seus desafios para a igreja.

Isto porque a igreja da cidade de Porto Alegre tem uma dívida social que precisa ser paga, isto é, a igreja além de levar a mensagem de transformação para as pessoas, transformando-as e libertando-as de dentro para fora, transformando-as em filhos e filhas de Deus, precisa estender seu braço de misericórdia socorrendo os mais necessitados.

A primeira coisa que vimos na conferência é que Deus tem um interesse especial pelas cidades, porque nos grandes conglomerados humanos reside todo tipo de pessoa, dos mais pobres aos mais ricos; dos menos abastados aos mais aquinhoados financeiramente. Nem todos os que menos possuem e vivem no substrato social escolheram viver assim, mas porque circunstancialmente nasceram ou foram jogados lá. E a todos Deus quer alcançar, porque a todos ele ama. Ele ama o rico e o pobre, o negro e o branco, e não faz acepção de pessoas.

A segunda coisa que vimos é que as cidades são locais de conflitos em que as forças do mal – leia-se, forças de Satanás – e as do bem lutam pelo controle das cidades e isto pode ser representado por duas cidades bíblicas, Babilônia e Jerusalém. Babilônia é sempre apresentada como a cidade do orgulho, rica e cheia de vaidade, aquela em que o homem domina dispensando a ação de Deus. Desde seu início, Babel – de onde se originou Babilônia – foi fundada para mostrar a força e pujança do homem, que dispensa a ajuda divina. Nos tempos modernos representada pelo espírito do positivismo ateu que quer mostrar os feitos do homem, acima de tudo e de todos, nem que seja à custa da morte de milhões de pessoas.

Jerusalém é a figura da cidade divina, em que leis justas e claras são vividas e obedecidas pelos governantes e por seus habitantes. A Jerusalém bíblica é modelo da cidade em que todos os habitantes gozam de assistência de saúde, os velhos, órfãos e crianças são protegidos e cuidados, e em que todos têm direito a um pedaço de terra para plantar e direito a habitação.

Em terceiro lugar observamos que forças do mal costumam seduzir os governantes bem-intencionados, e estes, sem que percebam podem transformar uma Jerusalém onde existe direitos para todos, em Babilônia; isto é, a cidade originalmente fundada sobre os pilares da justiça e da equidade social, dependendo do governante que tem cai nas mãos dos adversários de Deus. Resultando daí a falta de moradia, de emprego, com crianças, jovens e velhos dormindo pelas ruas e o conseqüente aumento da violência em todos os setores da sociedade.

E parte da culpa de Porto Alegre ter milhares de pessoas dormindo e perambulando pelas ruas; mendigos e jovens carentes buscando recursos fazendo malabarismos junto aos semáforos é da igreja. Porque a igreja tem se preocupado mais consigo mesma do que em levar adiante sua missão salvadora e resgatadora da sociedade. A salvação que Deus oferece ao homem não apenas o liberta interiormente, mas alivia o indivíduo das algemas da escravidão e da exploração social. E a igreja deveria estar atenta lutando pelos direitos dos pobres e necessitados, no entanto, em vez de levar adiante sua missão como propósito de sua existência, voltou-se para si mesma, canalizando os recursos espirituais e financeiros para seu próprio bem-estar.

Os governos, tanto em nível municipal, estadual ou federal têm muito dinheiro, mas como a igreja, usam o dinheiro para outras coisas, menos para sua principal missão. Bom número dos que foram colocados para fora do Hospital São Pedro encontraram refúgio na Sociedade Emanuel. Quando ouço a expressão “falta vontade política”, traduzo como: “os agentes do mal não querem o bem da sociedade”.

Quando a igreja não ampara os mais necessitados, perde sua finalidade, pois passa a se preocupar consigo mesma, com a manutenção de seus lugares de adoração tendo que mendigar recursos para enviar missionários e para ajudar os pobres. Deveria jamais esquecer o exemplo de seu líder, Jesus, que “sendo rico se fez pobre por amor de nós”. A igreja inverteu este papel: deixou de ser pobre para ser rica – por amor de quem?

Se os evangélicos e pentecostais – apenas estes – se unissem em torno da missão que Jesus deu à igreja, por certo não haveria um pedinte na rua; um sem-teto, uma criança de rua, porque os membros das igrejas estariam ajudando com seus dons naturais e espirituais cada pessoa da sociedade. Dons naturais, como médicos, construtores de casas, professores – e como seria lindo ver novamente os melhores professores doando-se para ensinar os carentes, sendo pagos pelos recursos que a igreja recolhe de seus membros. Mas a igreja perdeu de vista sua missão social; evangeliza com seu braço profético, mas aleijada, não tem o braço social que acolhe e ajuda os necessitados.

Ora, está comprovado que nenhum regime político, seja de direita, de centro ou de esquerda, em qualquer parte do mundo resolveu os problemas sociais. E regimes que levantaram a bandeira a favor dos pobres fracassaram porque não transformaram o homem a partir do seu interior. A igreja, no entanto, tem a mensagem libertadora que transforma o indivíduo de dentro pra fora transformado-o numa nova criatura, e tem os recursos materiais para ajudar os pobres e desvalidos.

Se a igreja como um todo cuidasse dos pobres e desvalidos a Sociedade Emanuel não precisaria existir. Ela existe para preencher a lacuna deixada pela igreja. E não consegue dar conta do recado. Porque a igreja está separada, dividida, com seus líderes engalfinhando-se em questões teológicas sem resultado algum. Se a igreja evangélica e a pentecostal dessem as mãos teríamos condições de dar moradia a todos, alfabetizar cada adulto desta cidade, amparar cada criança vítima de abusos sexuais, transformando os lares e criando uma nova sociedade. Se pelo menos os pastores se unissem para orar pela cidade, teríamos um ganho surpreendente!

O que afirmo não é uma utopia da cidade feliz de Thomas More, nem o desejo de filósofos de uma sociedade perfeita. O que afirmo pode ser realidade. Basta que nós os pastores deixemos nosso pedestal de liderança, arregaçando as mangas da camisa, saindo às ruas, amparando os menos favorecidos.

João A. de Souza filho – escritor e pastor

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Para pensarmos...

Para pensarmos a respeito das diferenças e dos nossos desperdícios do dia-a-dia...

Dê uma olhada no tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em 1 semana.

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 - Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 - México: Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 - Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares

6 - Egito: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 - Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Foto de Kevin Carter, em 1993

Arquivado como: Política — Sérgio Farias @ 10:07 am

pulitzer-1994.jpg

Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejanado para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte desta para então poder devora-la.

Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.

O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito.

Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.
O paradeiro da criança é desconhecido.

Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento de criança… dinheiro para dívidas… dinheiro!!!… Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pela criança faminta ou ferida… peloss homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos…
Trecho de sua carta de suicídio

Referências:
http://www.hbo.com/docs/programs/kevincarter/index.html
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,981431,00.html

sábado, 15 de dezembro de 2007

I Fórum Evangélico sobre Responsabilidade Social de Botucatu

Ufa!!!! Acabou o Fórum Evangélico sobre Responsabilidade Social de Botucatu promovido pelo COPIEB - Conselho de Pastores, Pr. Josué - Igreja Batista Central e a ABRIMPE - Associação Brasileira de apoio a Projetos Empresariais, sendo eu o seu representante.

Também participaram da organização o Pr. Josias - Assessor do Prefeito e o Pr. Eduardo - Igreja Bíblica. Amigos mais que queridos e comprometidos com o sucesso do evento mesmo conhecendo as dificuldades de concorrência que a data encontrava entre os eventos de final de ano.

Foi bastante corrido e desgastante. E espero ver os frutos desse evento.

Na sexta feira, na sede da OAB de Botucatu, fizemos o cerimonial de abertura com representantes do Conselho de Pastores da cidade, Instituições beneficentes, Senac, e Poder Público na pessoa do Dr. Pinho, vice-prefeito.

O palestrante foi o Pr. Tércio do Vale da Bênção (www.valedabencao.org.br). Ele mostrou um pequeno filme institucional do Vale da Bênção, entidade que trabalha com 600 crianças em situação de risco social em Araçariguama, Sorocaba e São Paulo. Falou da história do Vale da Bênção e de como Deus tem atuado nos projetos.

Como representante do RENAS - Rede Evangélica Nacional de Ação Social ele destacou a necessidade de formar redes onde as entidades evangélicas da cidade possam atuar.

Na parte da manhã do sábado tivemos a palestra do Dr. Josenir Teixeira (www.jteixeira.com.br) sobre o Terceiro Setor como Instrumento de Responsabilidade Social. Ele focou a parte juríca e conceitual de Terceiro Setor.

Na parte da Tarde tivemos a presença do presidente da Coeso - Centro de Orientação e Educação Social (www.coeso.org.br), Pr. Wesley que mostrou como uma entidade evangélica consegue se um sucesso em 4 estados da União e continuar crescendo.

A força maior está em que somos vocacionados para isso. Se alguém tem que faze algo aqui na terra, somos nós. Fomos vocacionados para isso, diz Wesley.

Enquanto o Dr. Josenir traz as dificuldades legais de se estabelecer como uma entidade séria e obter recursos dos governos para seus projetos sociais, tanto o Pr. Tércio, como o Pr. Wesley declararam em alto e bom som: "DEUS É O DONO DESSE NEGÓCIO. É SEU INTERESSE EM CUIDAR DOS NECESSITADOS DESTE MUNDO. E o sobrenatural está disponível para que isso aconteça. A confiança que Deus sustenta os projetos que Ele mesmo coloca em nossos corações é a garantia que as coisas irão dar certo".

Assim, concluo na confiança que, mesmo com as dificuldades e obstáculos que possam existir, quer legal ou econômica, alguém precisa atender o chamado de Deus para cuidar dos pequeninos Dele. Eu quero cooperar com Ele!! Usa-me Senhor, eis-me aqui!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

NÃO BASTA NÃO FAZER O MAL. O MAL É NÃO FAZER O BEM!

O final será tão simples quanto o começo de tudo.

Já que a Árvore era do Conhecimento do Bem e do Mal, ao final o que se terá será apenas o bem ou o mal na sua forma mais simples.

Assim...

Se houve ação para o bem-menor, mesmo que o mais singelo, como dar um copo de água, agasalhar, abrigar, socorrer, defender, confortar a todos os necessitados que tenham estado efetivamente diante de nós... — então, se vai para a Vida.

Assim...

Se houve omissão como perversidade auto-denfensiva, a qual simplesmente cega tanto o indivíduo que faz com que ele pense que se não fez nada de errado, se cumpriu as leis e manteve a moral da maioria moral, então ele fez a sua parte e deu à sua vida o nobre significado de não pedir e nem oferecer ajuda. Ou seja: um perfeito cidadão!

A uns Jesus dirá:

Vinde! Entrai no gozo! Pois a mim vocês serviram a todos aos quais se deram na existência! Era eu quem estava lá. Entrem todos! Muitas são as moradas para os que são morada.

A outros Ele dirá:

Vocês nunca quiseram me conhecer. Eu persegui vocês com tantas oportunidades. Mas vocês fugiram de mim como quem foge de um necessitado! Nunca pude conhecer vocês: vocês nunca deixaram!

Simples assim é o Caminho do Evangelho!

Antes o que se tinha era a escolha de saber sobre o Bem e o Mal. Agora que se sabe, então, a escolha é mais do que deixar de fazer o bem e o mal, como se pudesse haver uma existência para a qual bem e mal tenham ficado suspensos pela moral ou pelas obrigações contratadas.

Não! Agora já não há mais o lugar do saber mais... Todos sabem... O que há é a decisão de fazer ou não o que é bom conforme a vida.

A quem deseja Saber Mais, Jesus diz:

“Vai tu, e faze o mesmo!”

Caio