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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A graça de Deus opera num nível profundo na vida de uma pessoa afetuosa

Conta-se a história sobre Fiorello LaGuardia (11/12/1882 - 20/09/1947) que, quando era prefeito de Nova York durante os piores dias da Depressão e durante toda a Segunda Guerra Mundial, era carinhosamente chamado de “Little Flower” pelos seus admiradores nova-iorquinos, porque tinha apenas 1,65 m e trazia sempre um cravo na lapela.
Era um personagem pitoresco que costumava andar em caminhões do Corpo de Bombeiros, participar de batidas em bares ilegais junto com o departamento de polícia, levar orfanatos inteiros para partidas de baseball e, quando os jornais de Nova York estavam em greve, ia à rádio ler quadrinhos humorísticos para as crianças.
Numa noite terrivelmente fria de janeiro de 1935, o prefeito compareceu a um tribunal noturno que servia a região mais pobre da cidade. LaGuardia dispensou o juiz por aquela noite e assumiu a tribuna ele mesmo. Minutos depois, uma senhora esfarrapada foi trazida à presença dele, acusada de roubar um pão. Ela disse a LaGuardia que o seu genro havia ido embora, que sua filha estava doente e que seus dois netos estavam passando fome. Mas o dono da mercearia, de que o pão havia sido roubado, recusava-se a retirar a acusação.
_É uma vizinhança ruim, meretíssimo, o homem disse ao prefeito. Ela deve ser punida para ensinar às pessoas daqui uma lição.
LaGuardia suspirou, virou-se para a mulher e disse:
_Tenho que punir a senhora. A lei não abre exceções: são dez dólares ou dez dias na cadeia.
Mas, ainda enquanto falava, o prefeito já colocava a mão no bolso. Ele tirou uma nota para fora e arremessou-a no seu famoso chapéu de abas largas, dizendo:
_Aqui está a multa de dez dólares, que eu agora perdôo. Além disso, vou impor uma multa de 50 centavos para cada um presente neste tribunal, por morarem numa cidade em que uma pessoa tem de roubar pão para que seus netos tenham o que comer, Senhor Bailiff, recolha as multas e entregue-as à ré.
Assim, no dia seguinte, os jornais de Nova York anunciaram que 47,50 dólares haviam sido entregues a uma perplexa senhora que havia roubado um pão para alimentar seus netos famintos, cinqüenta centavos do quais haviam sido doados pelo ruborizado dono da mercearia, enquanto cerca de 70 pessoas, acusadas de pequenos crimes e de violações de tráfego, lado a lado com policiais da cidade de Nova York, aplaudiam o prefeito de pé.
A graça de Deus opera num nível profundo na vida de uma pessoa afetuosa.
Retirado do Livro: Evangelho Maltrapilho, autor Brennan Manning.
Fotos de Fiorello LaGuardia retirados do Wikipedia.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO DE UM MALTRAPILHO - 5 por Carlos Bregantim

Deus nosso Pai Eterno

Hoje eu entrego a Ti em consagração não o que tenho de melhor, pelo menos daquilo que eu acho que é o melhor. Hoje te entrego e a Ti consagro o que eu tenho de pior.

Pai Eterno faz isto porque sei que o Senhor suporta o que eu tenho de pior e me colhe assim mesmo. Acolhe-me e me perdoa e me ajuda a mudar o que precisa ser mudado.

Pai Eterno recorro a Ti hoje porque sei que o Senhor sabe como me amar sendo o que sou. Só o Senhor sabe como lidar comigo para mudar o que eu sou. Só o Senhor sabe como me adestrar, aparar, refazer, reconstruir.

Em Tuas mãos volto a ser barro, alias, como barro sou sempre. Entrego a Ti o que tenho de pior porque não posso entregar a um inimigo o que sou. Só Tu que és amigo sabe cuidar de mim e do que sou e me fazer como Tu queres que eu seja.

Em Cristo...O Cordeiro amado... Amém...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO DE UM MALTRAPILHO - 4 por Carlos Bregantim

Deus nosso Pai Eterno,

Tenho aprendido a desfrutar da sua graça, mas, ainda é um desfrutar limitado, tímido, contido, raso.

Hoje, certamente, sei mais sobre tudo, mas, sei que longe estou de tocar na superfície deste conhecimento que é profundo demais para mim. Falo do que existe entre em mim e Ti.

De nossa relação e isto tem tudo a ver com o fato de que não me conheço o suficiente e muito menos a Ti.

Mas, o caminho tem sido mais real, mais verdadeiro, mais autêntico, portanto, mais dolorido. Às vezes acho que muito morreu em mim fruto das conseqüências dos meus pecados e o que está vivo ainda não sabe bem para onde vai. Mas uma coisa sei, sei que estou em Ti, pois jamais poderia sair de Ti.

Há muito de gratidão em mim por Ti. Há devoção e profundo amor, mas também há reservas e resistências. Sim, há muito de mistério em tudo, mas, sei que estou no Caminho. O caminho da Vida, pois o Caminho é a Vida.

Obrigado...Por me revelar o Caminho e por Ele oro a Ti...

Sempre... Amém...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO DE UM MALTRAPILHO - 3 por Carlos Bregantim

Deus nosso Pai Eterno

Sei que tenho que louvá-lo, pois, na minha existência até aqui, vivenciei sensações claras de aprovação em muitas das decisões que tomei que resultaram em mudanças radicais na minha vida e nas vidas de muitos à minha volta.

Louvo-te porque mesmo não as compreendendo, me submeti a elas e sei que vieram de Ti e foi e ainda é e sempre será para sua Glória... Sempre.

No entanto amado Pai, lamento e lamento muito e quando lembro choro e quase me desespero.

Sim me desespero por ter me tornado, em um episódio que envolveu pessoas caras e queridas demais, o traidor, o que ofendeu, o que magoou, o que feriu, o que fez sofrer.

Convivo com esta dor e a impossibilidade de ressurgir os prejuízos causados a estes queridos e a mim mesmo. Embora tenha pedido perdão, fica a irreversibilidade dos vínculos quebrados, rompidos, partidos.

Pai Eterno suplico-Te que eu possa, nem que seja por apenas um instante, ter a esperança de que um dia vou me livrar desta culpa. Sei que já fui perdoado em Ti na Cruz, mas, ainda não sei o quanto não me perdoei.

Convivo com a dúvida se fui, sou ou serei perdoado por aqueles a quem traí e ofendí. Pai Eterno e amoroso, sê misericordioso para comigo. Que eu experimente seu perdão e sua graça.

Ajude-me a sentir a sensação de ser perdoado e acolhido.

Em Cristo...Amém.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO DE UM MALTRAPILHO - 2 por Carlos Bregantim

Deus nosso Pai Eterno

Ser amado por Ti, embora não compreenda a extensão do Teu amor, me leva para um lugar que eu quero estar.

Saber de Tua proteção, sem mesmo senti-la, me tranqüiliza, me acolhe, me da paz.

Descansar, embora, distante estou deste lugar, refrigera minha alma, de modo que, espero um dia, mesmo que por um instante, quem sabe, poder desfrutar de ti e deste descanso.

Obrigado por me amar e seaproximar de mim. Obrigado por me seduzir a ti. Obrigado por me levar de volta...Sempre. Em Cristo...Amém.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

::ORAÇÕES DE UM MALTRAPILHO:: por Carlos Bregantim

Deus nosso Pai...

Ainda estou trilhando um caminho que não conheço.
Isto me angustia, me aflige.
Sinto-me desafiado a querer Te ouvir, no entanto, minha alma barulhenta ainda se confunde em tantos pensamentos.
Perdoe-me. Sei que estou melhor, mas, ainda sem expectativas.
Agradeço por ser tão acolhido por ti e por tantos que o Senhor tem colocado à minha volta.
Não consigo ser intimo de mim mesmo e isto me impede de buscar intimidade contigo e com os outros.
Quero te ouvir. Quero querer te ouvir.
Preciso querer te ouvir. Almejo querer te ouvir.
Apressa-Te em me socorrer.

Por Cristo...Amém.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Mansão de 6 milhões de dólares comprada por Edir Macedo

Edir Macedo construiu uma casa com 2.000 metros quadrados em Campos do Jordão, a revista VEJA visitou a casa e conseguiu algumas fotos.
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A casa conta com 35 cômodos distribuidos em 4 andares. 18 Suítes com banheira de hidromassagem, um jardim réplica do Monte das Oliveiras de Jerusalém, adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico.
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Foi trazido da Itália 600 m2 de mármore botticino com um custo de R$240.000. Ainda há dois pequenos viadutos de 200 metros para acesso à rua. O bispo ainda tem outra casa em Campos do Jordão de 4.000 m2, com 15 cômodos e 6 suítes, academia de ginástica e heliporto, foi adquirida em 96 por mais de R$1 milhão.

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Hedonismo e o evangelho maltrapilho por João A. de Souza Filho

Circulam pela rede mundial de computadores as fotos da mansão do fundador da Igreja Universal. Ele é apresentado como alguém que prega o antievangelho e de enriquecimento às custas das ofertas do povo (Como se o bispo fosse o único a usufruir destes privilégios. Investiguem-se os demais líderes de denominações como o da Igreja Deus é Amor e haverão de se surpreender os promotores da justiça). Sem dúvida, as fotos revelam uma mansão de dar inveja a qualquer residente de Hollywood. Ao vê-las, comecei a me perguntar onde “errei” e se entendi bem, ao longo destes 44 anos de ministério, o sentido do evangelho que Jesus pregou e ensinou aos seus discípulos. Por que vivi esses anos todos sem amealhar fortuna? Se aquelas fotos são realmente da casa do bispo, admito que nossos ministérios tomaram rumos diferentes ao longo das últimas décadas.
Os que defendem o enriquecimento e a vida de opulência como resultado do evangelho, como se este fosse a mola-mestra do sucesso devem ter feito uma interpretação das Escrituras por outro viés. Não sou defensor do evangelho da pobreza pregado por nossos antepassados católicos romanos, cujos respingos podem ser vistos em certas igrejas pentecostais em que os pastores vivem em estrema pobreza, enquanto a denominação a que pertencem enriquece e adquire propriedades, rádios e canais de televisão. Sim, uma teologia franciscana de pobreza na contramão da organização, pois esta enriqueceu à custa dos pobres e de seus sacerdotes que fizeram votos de pobreza.
A diferença é que certos pastores pentecostais também enriqueceram – alguns admitem uma diferença entre enriquecimento e prosperidade, em que esta é o resultado do crescimento e enriquecimento de uma nação que atinge todas as camadas sociais, o que não é o caso do Brasil.
Certos líderes denominacionais ganham salários astronômicos como presidentes de convenções, presidentes de igreja, presidentes disto ou daquilo, são colecionadores de relíquias, de carros antigos e alguns esnobam a riqueza chegando às suas propriedades de helicópteros. E são pastores de igrejas de massa, isto é, de gente simples e pobre que acorre aos seus cultos em busca das bênçãos divinas. Mas também não sou defensor de um evangelho maltrapilho – nada a ver com o livro do Branning que tem este título – em meio a uma sociedade abastada. Querer que meus amigos americanos vivam como eu vivo no Brasil é idiotice; mas pastorear gente pobre e simples vivendo como se fosse membro da classe alta americana é outra idiotice.
De qualquer maneira, viver na opulência, além do que se requer para uma vida confortável é andar na contramão da Fé de nossos pais e do evangelho pregado por Jesus e seus apóstolos. Ainda acho que a teoria de Max Weber precisa ser repensada e refletida pela igreja, pois ela prega uma riqueza adquirida pelo trabalho, em que todos os que trabalham prosperam. Contrariamente, esses ministros prosperaram com a carne e a lã do rebanho de Deus.
Claro, alguns exegetas – e exegetas interpretam textos às vezes longe do contexto – argumentam que a profissão de carpinteiro, a profissão de Jesus era coisa de gente abastada; que ser pescador era coisa de classe média, e, caso algum texto bíblico de difícil contextualização perturbe-lhes a consciência, seja por algumas declarações de Jesus ou de Paulo socorrem-se de Salomão para falar da prosperidade que Deus quer para todos os seus filhos, esquecendo que o reino de Salomão foi atacado de frente pelos profetas da época devido a opulência palaciana e a opressão social, a ponto de Salomão escravizar seus próprios conterrâneos, o que era proibido pela lei de Moisés. Teologia Salomônica hoje tão presente em alguns ministérios: vocês continuam pobres porque não têm fé. Nós prosperamos. No fim e ao cabo à custa dos pobres.
As catedrais e suntuosos santuários ou templos erguidos por católicos e pentecostais estão também na contramão do evangelho. Ficam ali inertes, fixos, como memoriais da fé, vazios de conteúdo, fechados a semana inteira. Em contrapartida, uma nova ala da igreja abriu mão dos “santuários” a favor do verdadeiro santuário que são os crentes em Jesus reunindo seus fieis em galpões, garagens e locais simples usando dos recursos financeiros em benefício da própria comunidade e da evangelização.
Não me refiro à necessidade de conforto dos fieis, pois estes, se querem conforto arcam com os custos que um prédio requer, mas refiro-me à falta de sensibilidade com as necessidades do bairro onde a comunidade de crentes está inserida. Numa comunidade pobre como a de Soweto na África do Sul em que as pessoas vivem em casas de paredes e tetos de zinco, num cômodo apenas, construir um templo de 12 milhões de dólares é ignorar o sentido do evangelho. Poder-se-ia construir casas e renovar o bairro com tanto dinheiro. Mas, o evangelho da prosperidade não vê os pobres como alvo de salvação, mas de exploração capitalista, da ilusão da riqueza, algo sem precedentes na história da igreja.
Aqui mesmo no Brasil se os líderes das igrejas usassem melhor os recursos arrecadados acabariam com a miséria do povo. Basta para tanto anunciar o verdadeiro evangelho de Jesus com poder para a transformação de vida e “fazer o bem”, como nosso Senhor Jesus Cristo, o qual “andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At 10.38). Este binômio da vida de Jesus – evangelho de poder e de boas-obras – ataca frontalmente o sistema das trevas que trabalha em prol da destruição e da morte. Enquanto o diabo opera para roubar, matar e destruir (usando também da exploração ao pobre), o evangelho de Jesus trabalha para edificar, com o poder de Deus e para melhorar a vida das pessoas com a manifestação da igreja nas boas obras. E boas obras não é ajudar as pessoas, mas erradicá-las da miséria espiritual e material que o diabo lhes impõe.
O hedonismo – prazer pelo prazer – pelo menos é coerente com sua filosofia que é de gozar a vida sem pensar no juízo eterno. “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Por que se preocupar com o futuro? Viva-se o dia de hoje porque não haverá este tal juízo divino que o evangelho anuncia. Agora, um hedonismo às custas do pobre, em que as pessoas dão tudo o que têm em prol do evangelho nada mais é do que fruto de uma teologia inspirada nas profundezas do inferno. Gozar a vida explorando os fracos e pobres foi sempre tema dos profetas desde os dias de Salomão até Zacarias, o último livro do Antigo Testamento. Se um líder quer conforto é direito dele. O problema é que tantos líderes usufruem do luxo acima do conforto sem levar em conta as carências de sua comunidade.
Às vezes imagino que certas profecias do AT podem se cumprir também em nossos dias, como esta de Amós. “Vocês não querem acreditar que o dia do castigo esteja perto, mas o que vocês estão fazendo vai apressar a chegada de um tempo de violência. Ai de vocês que gostam de banquetes, em que se deitam em sofás luxuosos e comem carne de ovelhas e de bezerros gordos! Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpas. Bebem vinho em taças enormes, usam os perfumes mais caros, mas não se importam com a desgraça do país” (Am 6.4-6).
Esta última frase “mas não se importam com a desgraça do país” retrata perfeitamente a igreja brasileira: líderes e denominações que usam de meios lícitos e ilícitos para o enriquecimento de sua organização e de si mesmos em detrimento dos pobres haverão de receber duro juízo no dia de Cristo. A força evangélica da nação está diluída e os cristãos não podem fazer frente às estruturas iníquas da sociedade, porque seus líderes fazem uso da mesma estrutura perversa para fins pessoais!
Que Deus tenha misericórdia de nós!